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  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A Percepção da Comunicação Afetiva na Interação Pai-Filho: Estudo em Ambiente Carcerário com Autores de Violência SexualContra Crianças e Adolescentes
    (Universidade Federal do Pará, 2023-11-21) PEREIRA, Marisa Trindade; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; REIS, Daniela Castro dos; http://lattes.cnpq.br/8805305887566391; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; FREIRE, Sandra Elisa de Assis; CRUZ, Dalízia Amaral; http://lattes.cnpq.br/8475952514035497; http://lattes.cnpq.br/2028692502085786
    O conceito de violência apresenta elementos consensuais na literatura tais como presença de coerção e/ou uso força, além do dano que se produz. Das suas múltiplas formas de manifestação, o tipo de violência perpetrado contra crianças e adolescentes é considerado um grave problema de saúde pública. Caracteriza-se como um fenômeno universal, associado a uma relação assimétrica de poder. Possui a finalidade de obtenção de prazer e configura-se pela prática de qualquer ato sexual. Estudos sobre o autor da violência sexual contra crianças e adolescentes são incipientes no Brasil. Sua trajetória de vida constitui-se um tema complexo e seus aspectos parentais são tratados pela literatura com reserva, apesar de evidências apontarem maior probabilidade para autores de violência serem pai ou padrasto da vítima. Diante da escassez de literatura sobre a parentalidade de autores de violência sexual contra crianças e adolescentes e com o intuito de contribuir com as pesquisas sobre o fenômeno, este estudo propõe-se analisara percepção da comunicação afetiva na interação pai-filho, a partir de um estudo em ambiente carcerário, com pais autores de violência sexual contra crianças/adolescentes. A pesquisa quanto a sua natureza é empírica e documental, exploratória e descritiva, com delineamento de corte transversal e abordagem quantitativa de dados. É composta por 3 (três) estudos independentes e interligados. O estudo I objetivou analisar as características biosociodemográficas e da agressão perpetrada por pais autores de violência sexual contra criança/adolescente, com base em fonte documental. Delineou- se como uma pesquisa do tipo descritivo-exploratória e abordagem quantitativa dos dados. Um formulário de caracterização biosociodemográfico foi utilizado como instrumento. A coleta permitiu a construção de um banco de dados, analisado por meio de estatística descritiva simples, medidas de tendência central e de dispersão calculados pelo software JASP. Realizou-se, ainda, uma análise discriminante de cluster calculado por meio do software SSPS. Nos resultados da análise descritiva, o perfil biosociodemográfico apontou para pais autores em sua maioria pretos/pardos, com idade média de 40 anos, dois filhos, com cônjuge e ocupação. Os vínculos de parentesco apareceram na maior proporção de padrasto, pai e tio, respectivamente. As características da agressão confirmaram a severidade e a gravidade do ato por meio do uso de força ou coerção severa (65,02%) e os atos de esfregar-se na vítima e sexo vaginal foram os mais frequentes. Na análise discriminante de cluster os agrupamentos foram significativamente discriminados e a função descrita como altamente significante (98,9%). As análises do estudo I permitiram esmiuçar aspectos da caracterização da população pesquisada para intervenções futuras mais eficazes. O estudo II objetivou identificar os aspectos biosociodemográficos e da parentalidade dos pais AVSCA encarcerados, por meio de um estudo empírico. Tratou-se de um estudo com características descritivo-exploratórias e com abordagem quantitativa dos dados. Um roteiro de entrevista semiestruturada foi utilizado como instrumento. A coleta permitiu a construção de um banco de dados analisado por meio de estatística descritiva, com medidas de tendência central e de dispersão. Além disso, foi realizada uma análise discriminante de cluster pelo software SSPS. Nos resultados da análise descritiva os dados de caracterização dos pais autores de violência sexual contra crianças e adolescentes apresentaram média de 3,47 filhos de diferentes relacionamentos, majoritariamente possuíam desejo de ter filhos e construir uma família, registraram seus filhos e possuíam convívio familiar com eles, realizavam atividades lúdicas de lazer e relacionadas a rotina da escola dos filhos. Na análise discriminante de cluster os pressupostos foram atendidos, observou-se que as variáveis selecionadas foram significativamente discriminadas e a função significante (99,1%). A análise descritiva cruzada que verificou as relações complementares entre as variáveis, demonstrou relações entre as variáveis religião, tabagismo e realizavam atividades lúdicas com os filhos. As análises do estudo II conseguiram caracterizar aspectos parentais dos pais autores de violência sexual contra crianças e adolescentes e descrever aspectos biosociodemográficos. O estudo III objetivou analisar, por meio de um estudo empírico em ambiente carcerário, a percepção de pais AVSCA sobre a comunicação afetiva estabelecida com os filhos. Foram mensuradas quatro dimensões da comunicação afetiva, a expressão de afeto/apoio emocional, a disponibilidade parental para a comunicação, a metacomunicação e a confiança e partilha. Tratou-se de um estudo empírico, descritivo-exploratório com abordagem quantitativa dos dados. Um roteiro adaptado da escala de comunicação na parentalidade foi utilizado como instrumento. A coleta permitiu a construção de um banco de dados analisado por meio de estatística descritiva, medidas de tendência central e dispersão e da análise discriminante de cluster pelo software SSPS. Nos resultados, as análises alcançaram os objetivos propostos de caracterizar a percepção da comunicação afetiva em pais autores de violência sexual contra crianças e adolescentes, que sinalizam a presença dessa percepção na população pesquisada, observada nas médias próximas ao valor máximo no roteiro adaptado, pela expressão de forte emoção as perguntas do instrumento e memória afetiva ao recorrem da relação que era estabelecida com os filhos no período anterior ao encarceramento. Na análise de cluster os pressupostos foram atendidos, observou-se que as variáveis selecionadas foram significativamente discriminantes e a função altamente significante(100%). As evidências dos dados analisados demonstraram que o pai autor de violência sexual apesar de apresentar histórico de vida adverso e de vulnerabilidade social, fatores colaborativos do comportamento disruptivo, ofereceu sinais indicativos de percepção de comunicação afetiva na relação estabelecida com os filhos. Além disso, as evidencias sinalizaram que esse processo interacional com o filho pode mobilizar sentimentos de empatia, emoção, afeto e mobilizar planos de reconstrução de vida para pais, neste contexto específico. Assim, nota-se que a pratica parental de comunicação afetiva necessita de novos estudos e com novos recortes em pais AVSCA com a finalidade de esmiuçar o tema, e que seu estudo possa ser estendido em outras populações, privado ou não de liberdade.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Estresse parental em famílias pobres residentes no município de Belém-Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2017-05-19) OLIVEIRA, Débora Vanessa Nunes de; PONTES, Fernando Augusto Ramos; http://lattes.cnpq.br/1225408485576678
    O estresse parental tem sido descrito na literatura como o estresse desencadeado a partir das necessidades do cuidador em exercer sua parentalidade. Vários fatores podem influenciar a ocorrência deste tipo de estresse, dentre eles está a pobreza e sua multidimensionalidade. Este trabalho teve por objetivo identificar as percepções de estresse parental em pais e cuidadores de crianças e adolescentes pobres do município de Belém (PA). Utilizou-se uma amostra de conveniência de 300 cuidadores inscritos no Cadastro Único (CADÚNICO) do Governo Federal, coletadas em 10 CRAS do referido município. A pesquisa teve caráter misto. No aspecto quantitativo foram aplicados um instrumento de caracterização sociodemográfica (ISD), o Índice de Pobreza Multidimensional (IPF) e o Índice de Estresse Parental (PSI). No âmbito qualitativo foram realizados dois grupos focais com participantes sorteados a partir da amostra total, que foram divididos em participantes mais pobres (IPF mais alto) e participantes menos pobres (IPF mais baixo). A realização dos focais foi norteada por um roteiro constituído com temática relativa ao exercício da parentalidade. Nos resultados quantitativos foram observados que na amostra 91% eram mães, 50% apresentaram escolaridade de ensino médio completo e 64% apresentaram alto estresse parental. O escore médio do IPF (14) alcançado pela amostra foi mediano em relação ao resultado nacional do instrumento utilizado. Todos os entrevistados já participaram ou ainda são beneficiários de algum programa de transferência de renda do Governo. Nos grupos focais foram identificados relatos de estresse parental, porém não foram observadas diferenças qualitativas nos relatos entre os dois grupos especificados. Sugerem-se outros estudos com análises estatísticas mais precisas ou que envolvam amostras de pessoas sem perfil de CADÚNICO.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Parentalidade homoafetiva: um estudo sócio-jurídico sobre o direito de casais homoafetivos procriarem por meio de tecnologias reprodutivas
    (Universidade Federal do Pará, 2018-11-05) CARNEIRO, Thiago Lima; RAIOL, Raimundo Wilson Gama; http://lattes.cnpq.br/6271053538285645
    Nesta dissertação de mestrado, discute-se a questão da discriminação contra o sujeito homossexual mediante a relação entre homossexualidade, parentalidade e reprodução assistida. Busca-se analisar em que medida os direitos parentais da pessoa homossexual são vilipendiados pela prática social e pelos poderes estatais. Para tanto, divide-se o trabalho em três capítulos: o primeiro discorre sobre o papel do Estado na construção e reprodução de uma realidade social heterossexista, e como essa lógica dominante, baseada em um sistema de oposições, é determinante para o assujeitamento dos indivíduos que não seguem a ordem sexual hegemônica. A perpetuação dessa racionalidade se desdobra em discriminações e marginalizações sociais que impedem a pessoa homossexual de exercer seus direitos igualitariamente aos demais cidadãos. Somente nos últimos anos vislumbrou-se tratamento mais igualitário em relação a esses indivíduos no Brasil, com o reconhecimento de alguns direitos reivindicados, a exemplo da possibilidade de contrair matrimônio. O segundo capítulo tem como propósito avaliar a atual conjuntura familiar tutelada pelo ordenamento jurídico brasileiro e examinar o enquadramento dado pela decisão do Supremo Tribunal Federal ao reconhecer a união homoafetiva como entidade familiar. O terceiro e último capítulo aborda a parentalidade homoafetiva no contexto da reprodução assistida, com ênfase às especificidades deste cenário, à tutela jurídica e ao acesso às tecnologias reprodutivas. A pesquisa e o desenvolvimento da dissertação pautaram-se na construção doutrinária relativa ao tema, a partir de livros e artigos científicos pertinentes, na análise documental e na realização de entrevistas semiestruturadas direcionadas a profissionais que atuam na área de reprodução humana. Por fim, conclui-se que a vigência de uma ordem hegemônica heterossexista repercute substancialmente no gozo dos direitos parentais da pessoa homossexual, ora discriminando-a da dinâmica familiar, ora compelindo-a a se sujeitar aos padrões de vida dominantes, interferindo na sua liberdade de exercer a parentalidade.
  • TeseAcesso aberto (Open Access)
    Práticas parentais em famílias pobres de uma metrópole da Amazônia
    (Universidade Federal do Pará, 2019-01-29) SANTOS, Thamyris Maués dos; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; CORRÊA, Laiane da Silva; PONTES, Reinaldo Nobre; KOLLER, Silvia Helena; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; http://lattes.cnpq.br/8718970810312359; http://lattes.cnpq.br/8577276734482884; http://lattes.cnpq.br/0789613275943240; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; https://orcid.org/0000-0002-7402-7914
    O exercício de parentalidade saudável em famílias mais pobres é um fenômeno permeado por dificuldades. Estas dificuldades podem estar relacionadas às diversas dimensões que compõem tanto o fenômeno da pobreza quanto o fenômeno da parentalidade. Além de fatores intrínsecos, as características do ambiente no qual as famílias vivem influenciam a escolha das práticas. A fim de vislumbrar como as dimensões que compõem o fenômeno se interinfluenciam, constituiu-se esta tese, que tem como objetivo analisar as relações existentes entre as dimensões de práticas parentais e de pobreza multidimensional em famílias pobres do município de Belém, estado do Pará. Para tanto, foram realizados quatro estudos, sendo três quantitativos e um qualitativo. O primeiro estudo teve como objetivo descrever características de famílias pobres residentes na área continental do município de Belém (PA), apresentando as medidas sociodemográficas e de pobreza multidimensional, medida pelo Índice de Pobreza Familiar (IPF). Para tanto, foram entrevistadas 448 famílias residentes na porção continental do município de Belém a fim de compreender suas características sociodemográficas e características de pobreza. Os resultados demonstraram que as mulheres são fundamentais no funcionamento familiar, que geralmente ocorre em rede. Além disso, as dimensões de Trabalho e Vulnerabilidade, medidas pelo IPF foram as que apresentaram maior índice de pobreza, sendo que as dimensões Renda e Desenvolvimento apresentaram grande concentração de participantes com nível zero de pobreza. Neste estudo, também foi possível vislumbrar que, em Belém, a quantidade de famílias pobres residentes em determinado bairro não define o nível de pobreza destas famílias. No Estudo 2, que teve como objetivo analisar a relação existente entre a pobreza multidimensional e a parentalidade em famílias residentes no município de Belém, estado do Pará, foi realizado o cálculo de correspondência entre as dimensões da pobreza e a parentalidade nas 448 famílias participantes do Estudo 1. Observou-se que as dimensões de Vulnerabilidade, Conhecimento e Desenvolvimento, além do IPF geral associaram-se com a parentalidade, de modo que quanto maior a pobreza nestas dimensões, maior a probabilidade de que a família apresente parentalidade de Risco. No Estudo 3, que teve como objetivo investigar a relação entre as dimensões da parentalidade e a pobreza multidimensional em famílias pobres residentes em Belém, estado do Pará, foi realizado o cálculo de correspondência entre as dimensões da parentalidade e a pobreza, também nas 448 famílias participantes do Estudo 1. Os resultados demonstraram que na dimensão Negligência a maioria dos participantes apresentou um nível de “Risco”. Além disso, todas as dimensões foram correlacionadas de modo que quanto mais pobre a família, maior a probabilidade de que a parentalidade fosse de risco, menos na dimensão Comportamento Moral, na qual a tendência foi inversa. Por fim, o Estudo 4 teve como objetivo compreender a percepção de mães e cuidadoras pobres residentes no município de Belém (PA) acerca da parentalidade que exercem. Para tanto, foram realizados dois grupos focais com famílias mais e menos pobres. Observou-se diferenças entre os grupos, sendo que o Grupo Mais Pobre apresentou exclusivamente as dimensões Disciplina Relaxada, Punição Inconsistente e Abuso Físico, além de maior incidência de Monitoria Negativa. No Grupo Menos Pobre houve maior incidência de Comportamento Moral, de acordo com a fala das participantes. De modo geral, observa-se que tanto a pobreza quanto a parentalidade são fenômenos complexos, cujas dimensões interinfluenciam-se e que apresentam uma tendência na qual quanto maior a pobreza multidimensional familiar vivenciada, maior a probabilidade de exercerem parentalidade de risco. Por fim, a pobreza familiar e a parentalidade merecem ser investigadas em suas múltiplas dimensões, a fim de que possam ser conhecidas em suas nuances e inter-relações.
  • DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Práticas parentais maternas no Brasil e na Alemanha
    (Universidade Federal do Pará, 2015-08-17) VILHENA, Allana Cristine Nascimento; PONTES, Fernando Augusto Ramos; http://lattes.cnpq.br/1225408485576678
    Informações de um determinado padrão parental, eficaz em uma cultura e identificado como benéfico em outras, podem ser empregadas para possibilitar a aprendizagem deste padrão nas outras culturas e promover melhorias na qualidade de vida e desenvolvimento das crianças (Keller, Voelker, Yovsi, Lohaus & Jensen, 2005). Assim, o objetivo deste estudo foi descrever práticas parentais de mães brasileiras e alemãs. A parceria entre pesquisadores da Universidade Federal do Pará - UFPA, no Brasil e da Universidade de Osnabrück, na Alemanha possibilitou que os dados desta pesquisa fossem coletados com participantes residentes em cidades brasileiras e alemãs. Sendo estas: Castanhal e São Paulo, com participantes brasileiras; Münster, com participantes alemãs e; várias localidades na Alemanha, constituído de participantes brasileiras residentes em várias cidades da Alemanha. Foram utilizadas as dimensões transferências de responsabilidade, Senso de Colaboração, Cuidado com o outro, Dominância, Elogio, Reconhecimento Social, Empatia e as dimensões Retirada do Amor e Punição. Observou-se que as diferenças mais significativas foram na comparação das brasileiras na Alemanha (várias localidades na Alemanha) com os outros grupos de participantes. Embora as outras amostras (Castanhal, São Paulo e Münster) também tenham se apresentado em grupos de concordantes, não o foram de modo tão consensual como as participantes brasileiras na Alemanha, já que estas apresentaram escores moderadamente altos a altos nestas cinco das seis dimensões analisadas.
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