Navegando por Assunto "Parteiras tradicionais"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Só falta chegar a hora do puxo”: os saberes das parteiras tradicionais em uma comunidade quilombola na Amazônia paraense(Universidade Federal do Pará, 2024-05-23) RIBEIRO, Domingos do Carmo Ferreira; CARVALHO, Luciana Gonçalves de; http://lattes.cnpq.br/9870905738650852; https://orcid.org/0000-0001-7916-9092; RIBEIRO, Tania Guimarães; FERNANDES, Mariana Balen; SILVA, Givânia Maria da; http://lattes.cnpq.br/1193175057010343; http://lattes.cnpq.br/1926309262817057; http://lattes.cnpq.br/5051165750709968; https://orcid.org/0000-0003-1683-3659; https://orcid.org/0000-0002-6718-1294; https://orcid.org/0000-0001-5094-2715Neste estudo discuto aspectos do ato de partejar realizado pelas parteiras tradicionais na comunidade quilombola e extrativista da Vila de Joana Peres, no município de Baião, estado do Pará. Mulheres como elas foram, até o final do século XIX, as responsáveis diretas pelos cuidados da mãe e do bebê durante a gestação, parto e pós-parto. Com a institucionalização e a medicalização do parto no Brasil, porém, as parteiras tradicionais foram perdendo o protagonismo nesses cuidados por não deterem saberes baseados na ciência ocidental (biomédica). Deste modo, foram desautorizadas a exercerem os seus ofícios e paulatinamente substituídas – inicialmente, por parteiras diplomadas, e depois por médicos e obstetras. Nas comunidades tradicionais e nos lugares mais distantes dos centros urbanos, contudo, parteiras tradicionais continuam resistindo. Na observação participante por entrevistas propõe-se uma abordagem qualitativa com o objetivo de narrar trajetórias e experiências das parteiras tradicionais na comunidade, com foco em seus saberes e fazeres relativos aos cuidados da gestação, do parto e do pós-parto. Os resultados indicam que os conhecimentos empíricos das parteiras tradicionais da comunidade quilombola de Joana Peres fazem parte da cultura local e estão associados a práticas de saúde que vão além do parto. Mostram, ainda, que, embora sejam menos numerosas que no passado, as parteiras não são menos importantes na atualidade. No entanto, elas necessitam de motivação e valorização, assim como de implementação de políticas públicas de Estado que sejam capazes de reparar a marginalização imposta a elas.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) A trajetória de uma parteira do arquipélago do Marajó(Universidade Federal do Pará, 2020-06) CARDOSO, Denise Machado; RIBEIRO, José da SilvaOs conhecimentos das parteiras são adquiridos de maneira tradicional e remetem às suas ancestralidades. No município de Melgaço, arquipélago do Marajó, Amazônia Brasileira, essa atividade possui relevância e garante práticas mais humanizadas durante o nascimento. A pesquisa sobre Maria da Silva, uma dessas parteiras, objetiva investigar sua trajetória e foi baseada na oralidade, na etnografia. A investigação de campo permitiu evidenciar que essas práticas se mantêm devido à maneira como parto é assistido, proporcionando protagonismo à parturiente.
