Navegando por Assunto "Patriarchy"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A “despatriarcalização” da diferença sexual em Lacan: Paul B. Preciado e outras vozes(Universidade Federal do Pará, 2024-07-19) SILVA, Mayara Tibúrcio Cavalcanti da; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910Partindo dos efeitos provocados pelo discurso de Paul B. Preciado em Eu sou o monstro q ue vos fala , esta dissertação pretende se debruçar sobre vozes dirigidas à psicanálise lacaniana, críticas ao binarismo sexual e articuladas ao declínio do modelo patriaco colonial . Nesse campo de discussões, tem centralidade a “epistemologia da diferença sexual”, problematizada à luz de Preciado, em coadunação incontornável com Judith Butler. Além de espaço para a revisão de algumas leituras dessa psicanálise, busca se promover o compromisso ético de escuta a novos possíveis, que unem feministas, queers e psicanalistas, na proposta de desconstruir a diferença sexual e de afirmar possibilidades outras , sem a dependência de binarismos, hierarquias, p ai ou falo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A personagem Michele da série 3%: ambiguidades, patriacardo e branquitudes na construção do seu perfil(Universidade Federal do Pará, 2024-05-29) SANTOS, Rayza Carolina Rosa dos; SARMENTO-PANTOJA, Carlos Augusto Nascimento; http://lattes.cnpq.br/3263239932031945; https://orcid.org/0000-0003-0552-4295Em 2008 houve o lançamento da distopia infanto-juvenil Jogos Vorazes de Suzanne Collins, obra que viria a influenciar uma tendência literária e sequencialmente audiovisual de distopias produzidas para o público majoritariamente jovem e jovem adulto, sendo em sua maioria protagonizadas por mulheres. E no cinema, mais especificamente, por mulheres brancas. No presente trabalho, é neste específico contexto que analisamos a protagonista Michele (Bianca Comparato), da série brasileira 3% (2016-2020). Analisamos a construção do perfil desta, evidenciando as marcas dos preceitos patriarcais e as suas relações com a representação de movimentos de resistência. A obra foi escolhida por ter sido a primeira produção totalmente brasileira da empresa de streaming Netflix e, consequentemente, por sua grande difusão de público. O seriado está sendo estudado a partir do seu contexto de produção e lançamento – com pontuais comparações com outras distopias e os perfis femininos de suas protagonistas – com base em teorias feministas de gênero, sobretudo as de bell hooks (2019) e Audre Lorde (2019) e demais autoras contemporâneas. Por fim, analisamos a obra a partir da perspectiva dos estudos teóricos sobre a branquitude e seus mecanismos de manutenção de poder, de autoras como Linda Alcoff (2015), Cida Bento (2022), Lia Vainer Schucman (2012) e Françoise Vergès (2019), pois neste estudo foi possível perceber que distopias audiovisuais protagonizadas por figuras femininas e, principalmente, brancas, ganharam força nos últimos anos como tendência de produções feitas para uma grande circulação e comercialização, sendo marcadas por representações de resistências pouco radicais. Assim, o trabalho aqui apresentado buscará evidenciar que apesar do contexto de representação de resistência, ainda é perceptível na narrativa a manutenção de certos aspectos do status quo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A roda-viva da corporalidade: vivências e ressignificações dos desejos em "A estória de Lélio e Lina"(Universidade Federal do Pará, 2021-08-30) RAMOS, Pablo Rossini Pinho; LEAL, Izabela Guimarães Guerra; http://lattes.cnpq.br/2507019514021007Levando em conta que é possível ler “A estória de Lélio e Lina”, texto originalmente integrante do primeiro volume de Corpo de baile (1956), de Guimarães Rosa (1908-1967), como uma narrativa intercalada por planos imagéticos e sugestivos das experiências sexuais das personagens, faz-se mister examinar algumas das diversas nuances correlacionadas à corporalidade, que, na novela em tela, se desdobra no erotismo, na representação da mulher negra (em que observamos um conjunto de elementos socioculturais da opressão masculina sobre o corpo feminino) e no exercício da sexualidade propriamente dita. Sendo assim, concernente ao primeiro tópico supracitado, com base nos argumentos de Bataille (2016; 2017), intenciona-se elucidar como se dá o rompimento sistemático dos interditos e a violação de leis/tabus (transgressão) na relação ambígua e tumultuada de Lélio, vaqueiro protagonista, e da jovenzinha Sinhá-Linda, cuja presença-ausência permeia o passado e presente do sertanejo errante. Pela via do patriarcado (FREYRE, 2006), discute-se como determinados estereótipos associados à mulher negra, como o sexo imoral e a prostituição, são entretecidos num sertão de natureza plurissignificativa por meio da sensual Conceição (uma das ‘tias’). Se o intuito é denunciar e contrapor concepções forjadas pela herança colonial e patriarcal a respeito da negritude, estudos feministas contemporâneos que, de alguma forma, incitam outros debates, em torno dessas vozes silenciadas historicamente, também serão oportunos, a exemplo de bell hooks (2019). Por fim, discutiremos a temática da sexualidade (FREUD, 2016) predisposta e reencenada nos comportamentos, atos e desejos masculinos e femininos tensionados em Lélio e sua principal interlocutora, Rosalina (Lina). Referente ao método seguido nesta dissertação, adotar-se-ão os postulados de Hans Robert Jauß (1994; 2002), na Estética da recepção, sobretudo aqueles que tratam de categorias-base, como recepção, leitura e experiência estética, auxiliando-nos, assim, no engendramento de novas investigações para a hipótese central do trabalho: a de que estamos diante de formas particulares de narração das experiências sensoriais e das atividades sexuais. Além da natureza da primeira seção, já explanada, acrescentam-se mais duas seções textuais, cujas naturezas conjugam, respectivamente, interpretação da narrativa rosiana e estudos de recepção crítica que trataram de temáticas caras à “A estória de Lélio e Lina”, como o erotismo (REBELLO, 2006; VALENTE, 2011) e a tradição frente a modernidade no sertão (ROCHA e SILVA, 2010).
