Navegando por Assunto "Perfil de saúde"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Healthy aging profile in octogenarians in Brazil(Universidade Federal do Pará, 2016-08-29) CAMPOS, Ana Cristina Viana; FERREIRA, Efigênia Ferreira e; VARGAS, Andréa Maria Duarte; GONÇALVES, Lucia Hisako TakaseObjetivo: identificar o perfil do envelhecimento saudável de idosos brasileiros octogenários. Método: estudo epidemiológico de base populacional, conduzido por meio de entrevista domiciliar em um município brasileiro, num recorte com 335 idosos octogenários. O modelo de árvore de decisão foi utilizado para analisar o perfil de envelhecimento saudável em relação às características socioeconômicas avaliadas na linha base. Todos os testes consideraram o valor p<0,05. Resultados: entre os 335 idosos que participaram deste estudo, a maioria era do sexo feminino (62,1%), idade entre 80 e 84 anos (50,4%), viúvo (53,4%), analfabeto (59,1%), com renda mensal inferior a um salário-mínimo (59,1%); eram aposentados (85,7%), morando com cônjuge (63,8%), sem cuidador (60,3%), com dois ou mais filhos (82,7%) e dois ou mais netos (78,8%). Os resultados indicam três grupos com perfil de envelhecimento mais saudável: idosos com 80-84 anos (55,6%), idosos com 85 anos e mais, casados (64,9%) e idosos com 85 anos e mais, sem companheiro e também sem cuidador (54,2%). Conclusão: o perfil de envelhecimento saudável de octogenários pôde ser explicado pela faixa etária, estado civil e presença de cuidador.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Impacto da busca ativa especializada no diagnóstico da hanseníase: avaliação longitudinal e comparativa de aspectos clínicos e laboratoriais em áreas endêmicas no Pará e no Maranhão(Universidade Federal do Pará, 2024-08) COSTA, Izabelle Laissa Viana; COSTA, Patrícia Fagundes; http://lattes.cnpq.br/6487407290759330; SALGADO, Claudio Guedes; http://lattes.cnpq.br/2310734509396125A hanseníase é uma doença que representa um importante problema de saúde pública em diversas parte do mundo, incluindo o Brasil. Para melhorar os dados epidemiológicos, ações de busca ativa e pesquisas longitudinais representam um caminho transformador para o controle da doença. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo avaliar e comparar os aspectos clínicos e laboratoriais de pacientes com hanseníase, seus contatos e escolares em um período de um ano em áreas endêmicas no Pará e no Maranhão. Para isto, realizou-se um estudo longitudinal caracterizado por ações de busca ativa em Imperatriz-MA, São Luís-MA e Marituba-PA, onde se avaliou casos de hanseníase registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), seus contatos, e crianças em idade escolar. Os participantes foram submetidos à avaliação neurodermatológica e à coleta de sangue para a titulação de anticorpos IgM anti-PGL-I, e raspado intradérmico dos lóbulos auriculares e cotovelos para baciloscopia e qPCR. Após um ano, em 2023, os participantes dos municípios de Imperatriz e São Luís foram reavaliados, e novos participantes foram incluídos. Entre 522 indivíduos incluídos neste estudo, 135/522 (25,9%) foram reavaliados clínica e/ou laboratorialmente em 2023, e 387/522 (74,1%) foram avaliados exclusivamente em 2022 ou 2023. Em 2022, identificou-se casos novos entre 66/221 (29,9%) contatos e 23/195 (11,8%) escolares. Além disso, diagnosticou-se 9/34 (26,5%) recidivas e 2/34 (5,9%) pacientes com insuficiência ou falência terapêutica entre casos índices. Em 2023, observou-se casos novos entre 70/126 (55,5%) contatos e 10/29 (34,4%) escolares. Diagnosticou-se, ainda, 7/12 (58,3%) recidivas e 1/12 (8,3%) pacientes com insuficiência ou falência terapêutica entre casos índices. Na avaliação neurodermatológica, entre escolares e contatos submetidos à reavaliação, observou- se que indivíduos com nervo fibular superficial alterado possuíam 4,3 vezes mais chances de integrarem o grupo de casos da doença (p < 0,05; IC-95% = 1.58-12.74; OR = 4.32). O teste de baciloscopia identificou o agente etiológico entre 7/222 avaliados (3,1%), sendo 4/7 (57,1%) entre indivíduos com diagnóstico prévio de hanseníase. Em relação à análise sorológica de indivíduos reavaliados, observou-se soropositividade em 26/106 (24,5%) indivíduos em 2022, e 7/106 (6,6%) em 2023, uma diminuição estatisticamente significativa (p < 0,05). Um alto índice de positividade para a técnica de qPCR foi observada, incluindo-se 9/10 (90%) recidivas, 55/88 (62,8%) de casos novos e 43/151 (48,3%) contatos. Estes dados evidenciam um cenário preocupante caracterizado por um elevado número de casos de hanseníase ocultos nas regiões analisadas, e um crescimento significativo nas taxas de diagnóstico após acompanhamento de 1 ano nas comunidades, destacando a importância de pesquisas longitudinais e a implantação de diferentes técnicas diagnósticas e de monitoramento para a melhor compreensão da hanseníase e seus desdobramentos nas áreas endêmicas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Morbidade por HIV e AIDS na região amazônida: análise temporal(Universidade Federal do Pará, 2019-10-30) PINHEIRO, Adriana de Sá; BOTELHO, Eliã Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/6276864906384922; https://orcid.org/0000-0002-9682-6530Introdução: Desde a descoberta do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e da síndrome de imunodeficiência humana adquirida (AIDS) no início da década de 80, a epidemia tornou se um grave problema de saúde pública devido à sua rápida disseminação mundial. No Brasil, embora a taxa de detecção média de HIV e AIDS tenha apresentado uma redução de 9,4% nos últimos dez anos, nas regiões Norte e Nordeste apresentou crescimento (44,2% e 24,1%, respectivamente). O Pará ocupa a 8a posição a nível nacional em taxa de detecção do HIV e AIDS (23,6 casos por 100.000 hab.). Objetivo: analisar a série histórica da epidemia do HIV no Estado do Pará. Tratase de estudo ecológico de série temporal, no qual foram analisados dados secundários coletados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, no período entre 2007 e 2018 nos 144 municípios do Estado do Pará. Foram utilizadas as seguintes variáveis: sexo, idade, raça/cor, escolaridade, categoria de exposição e município de residência. Foram incluídos no estudo somente residentes no Pará e os maiores de treze anos de idade. Para o cálculo da taxa de incidência de HIV e AIDS foi considerada como variável o número de casos novos de HIV e AIDS em residentes maiores de 13 anos, dividido pelo número da população total residente na mesma faixa etária nos municípios, regiões e estado e multiplicada a razão por 100.000. Foram calculadas as variações percentuais anuais (APC) nas taxas de incidência através da modelagem pelo método Joinpoint. Para a análise das variáveis epidemiológicas entre os dois períodos definidos, utilizouse o teste do quiquadrado e análise de resíduos. Considerouse estatisticamente significantes os valores de p≤0,05. Resultados: As taxas de incidência de HIV e AIDS nos anos de 2007 e 2018 apresentaram um incremento de 420%. Foi identificado um ponto de inflexão para a série, separandoa em dois períodos de tendências: 2007 a 2012 (G1) e 2012 a 2018 (G2). No G1 observouse um crescimento da incidência com uma variação percentual anual de 1,6% (IC=15.0 a 21.5; p≤0,05), já para o G2 a variação foi de 29,8% (IC=19.9 a 40.5; p≤0,05). Observouse mudanças nos perfis de idade e escolaridade entre G1 e G2: em G1 os adultos, com baixa escolaridade, foram os mais afetados pela a epidemia, enquanto no G2 a população jovem e com nível escolar elevado. Consoante análise das tendências de infecção ao HIV juntamente com a exploração das dinâmicas socioeconômicas dos municípios cujo casos de HIV foram mais incidentes em cada uma das mesorregiões do estado (Oriximiná, Belém, Bragança, Abaetetuba, Marabá, Parauapebas e Altamira), verificamos que a incidência foi maior nos municípios com melhores condições socioeconômicas, mas que possuem menores cobertura de Estratégia Saúde da Família. A identificação na alteração do perfil das novas infecções, direcionam a visualização das populaçõeschave, bem como epidemia localizada e suas formas de disseminação para adoção de políticas públicas de saúde competentes ao manejo da infecção pelo HIV.
