Navegando por Assunto "Periodontite animal"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Epidemiological, clinical and pathological aspects of an outbreak of periodontitis in sheep(Universidade Federal do Pará, 2016-11) SILVA, Natália da Silva e; SILVEIRA, José Alcides Sarmento da; LIMA, Danillo Henrique da Silva; BOMJARDIM, Henrique dos Anjos; BRITO, Marilene de Farias; BORSANELLI, Ana Carolina; DUTRA, Iveraldo dos Santos; BARBOSA NETO, José DiomedesO trabalho teve por objetivo descrever os aspectos epidemiológicos e clínico-patológicos de um surto de periodontite em ovinos, ocorrido em uma propriedade rural em Benevides, no estado do Pará, Brasil. Os primeiros sinais clínicos da presença da enfermidade no rebanho, visualizados como abaulamento nodular da mandíbula, foram observados aproximadamente um mês após a introdução dos animais em área de pastagem de Panicum maximum cv. Massai, que havia sido reformada recentemente, e suplementados com capim Elefante (Pennisetum purpureum). De 545 ovinos adultos, das raças Santa Inês, Dorper, Texel e seus mestiços, 20 (3,7%) apresentaram abaulamento facial, predominantemente mandibular. Os 20 animais, na sua maioria com idades acima dos 36 meses, apresentavam baixo escore corporal, pelos arrepiados e sem brilho, alguns com afrouxamento e perda dos dentes pré-molares e molares inferiores e superiores, formação de abscesso e fístula, demonstrando dor à palpação e dificuldade na mastigação. No mesmo rebanho, a prevalência de lesões periodontais nos dentes pré-molares e molares foi avaliada por meio do exame post-mortem em 39 ovinos jovens e 17 adultos. Assim, 51,3% (20/39) dos jovens e todos os adultos apresentavam lesões periodontais em pelo menos um dos dentes da arcada, com ocorrência uni ou bilateral nos maxilares e mandibulares. A análise histopatológica de 13 animais revelou processo inflamatório piogranulomatoso. Os dentes mais afetados nas arcadas dos animais jovens foram os segundo e terceiro pré-molares maxilares. Já nos adultos foram o terceiro pré-molar e os molares, tanto maxilares quanto mandibulares. As lesões causaram severa destruição óssea, alteração na arcada dentária, na oclusão, perda dental e ocorrência de abscessos periodontais. As características epidemiológicas e clínico-patológicas do surto de periodontite em ovinos, aqui descritos originalmente nesta espécie animal no País, assemelham-se às da periodontite bovina (“cara inchada”).Tese Acesso aberto (Open Access) Periodontite em ovinos no estado do Pará: etiologia, aspectos epidemiologicos e clinico-patologicos(Universidade Federal do Pará, 2015-01-29) SILVA, Natália da Silva e; BARBOSA NETO, José Diomedes; http://lattes.cnpq.br/1516707357889557O presente trabalho relata os aspectos epidemiológicos, clinico-patológicos e bacteriológicos do primeiro registro de periodontite em ovinos no Brasil, ocorrido em uma propriedade rural no município de Benevides, Para. O surto ocorreu aproximadamente um mês após o pastejo na área de Panicum maximum cv. Massai, a qual sofreu praticas agrícolas, quando foi observado aumento de volume na mandíbula em alguns animais, em sua maioria com idade acima de 36 meses. Foi realizado o exame clinico extra-oral dos 545 ovinos e verificou-se aumento de volume da mandíbula em 3,7%. Os animais acometidos apresentavam baixo escore corporal, pelos arrepiados e sem brilho, alguns com afrouxamento e perda dos dentes pré-molares e molares inferiores e superiores, formação de abscesso e fístula no local acometido, demonstração de dor a palpação e dificuldade de mastigação. Das 39 cabeças de animais jovens analisadas no exame macroscópico post-mortem, 51,3% apresentavam lesões periodontais e das 38 analisadas após a maceração, 73,7% também apresentavam lesões. Das cabeças com lesões no exame post-mortem, em 45% as lesões encontravam-se na maxila, 15% na mandíbula e 40% nas duas estruturas (maxila e mandíbula). Nas cabeças com lesões após a maceração, 50% encontravam-se na maxila e 50% na maxila e mandíbula. Das 17 cabeças de animais adultos analisadas no exame post-mortem e após a maceração, todas apresentavam lesões periodontais. No exame post-mortem, 11,8% apresentavam lesões na mandíbula e 88,2% nas duas estruturas; após a maceração, 5,9% na maxila, 11,8% na mandíbula e 82,3% nas duas estruturas. Os achados histopatológicos revelaram processo inflamatório piogranulomatoso. Para caracterização da microbiota bacteriana subgengival de 14 ovinos com periodontite foi realizada a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para pesquisa de micro-organismos pertencentes ao complexo vermelho de Socransky (Porphyromonas gingivalis, Tannerella forsythia e Treponema denticola) e outros possíveis periodontopatogenos Gram-negativos e Gram-positivos. Em 50% das amostras foi possível identificar Porphyromonas gingivalis, em 92,8% Tannerella forsythia e em 78,5% Treponema denticola. Os três periodontopatogenos pertencentes ao complexo vermelho ocorreram concomitantemente em 42,8% das amostras. Foram identificados ainda em pelo menos um animal examinado Campylobacter rectus, Eikenella corrodens, Enterococcus faecium, Fusobacterium nucleatum, Prevotella intermedia, Prevotella loeschii e Prevotella nigrescens. Não foram detectados nas 14 amostras Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Dialister pneumosintes, Enterococcus faecalis e Porphyromonas gulae. Os resultados permitem concluir que a periodontite ovina ocorrida no município de Benevides – PA possui etiologia infecciosa e acometeu um significativo numero de animais, diversos com abaulamento da mandíbula; teve alta incidência nos jovens e envolveu a totalidade dos animais adultos examinados post-mortem e após a maceração.
