Navegando por Assunto "Personagem feminina"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A configuração das personagens femininas em a Rainha do ignoto, de Emília Freitas(Universidade Federal do Pará, 2021-01-27) COELHO, Wanessa de Oliveira; QUEIROZ, Juliana Maia de; https://lattes.cnpq.br/0783166655929922; https://orcid.org/0000-0002-1741-1725; BERGAMINI JUNIOR, Atílio; SARMENTO-PANTOJA, Tânia Maria Pereira; https://lattes.cnpq.br/2909018676095967; https://lattes.cnpq.br/3707451019100958Esta dissertação teve por objetivo averiguar a quebra de paradigmas, em confronto com uma tradição literária, na configuração das personagens femininas no romance A Rainha do Ignoto (1899), de Emília Freitas. Para isso, partimos de uma pesquisa bibliográfica com base nos autores Gilbert e Gubar (1998), Showalter (1977), Todorov (2006), Bourdieu (2012), Verona (2013), Cavalcante (2008), Duarte (2003), Colares (1980), dentre outros. A partir disso, constatamos que houve uma construção do feminino na literatura que, sob a perspectiva masculina, assentava a imagem da mulher em duas figuras contrastantes, o anjo e o demônio, de modo que a figura do anjo se referia às mulheres que seguiam o padrão da ordem masculina dominante e a do demônio, às mulheres que, de alguma forma, transgrediam essa ordem. No entanto, algumas escritoras conseguiram romper com essa representação da mulher na literatura oitocentista, ainda que, muitas vezes, não de forma explícita. Para tanto, valeram-se de muitos recursos estilísticos, dentre os quais, a utilização de recursos sobrenaturais; é o caso de Emília Freitas em A Rainha do Ignoto. Nesse romance, a escritora utiliza-se desse artifício como uma maneira de burlar a ordem masculina dominante e, assim, propor uma nova configuração da mulher na narrativa literária, subvertendo a concepção de mulher do final do século XIX no Brasil.Tese Acesso aberto (Open Access) A figuração da mulher em Dalcídio Jurandir: entre o desamparo, a opressão e a transgressão(Universidade Federal do Pará, 2018-05-24) SANTOS, Alinnie Oliveira Andrade; FURTADO, Marli Tereza; http://lattes.cnpq.br/2382303554607592Dalcídio Jurandir (1909-1979), escritor brasileiro, publicou onze romances, dez dos quais compõem o chamado Ciclo do Extremo Norte: Chove nos Campos de Cachoeira (1941), Marajó (1947), Três Casas e um Rio (1958), Belém do Grão Pará (1960), Passagem dos Inocentes (1963), Primeira Manhã (1967), Ponte do Galo (1971), Os Habitantes (1976), Chão dos Lobos (1976) e Ribanceira (1978), que tematizam sobre o homem e os costumes da região amazônica. Apesar de nessas obras homens ocuparem a posição de protagonistas, impressiona o grande número de personagens femininas que colaboram para o desenvolvimento das narrativas, contribuindo de forma marcante para a construção dos enredos e dos dramas presentes na obra. Esta tese, portanto, objetiva analisar as personagens femininas do referido Ciclo, agrupando-as conforme a situação social em que se encontram. Sendo assim, criamos as seguintes categorias de análise: desamparo, opressão e transgressão, as quais não são excludentes entre si, mas defendemos neste trabalho que as personagens transitam entre essas três categorias. Para tanto, fizemos uso dos trabalhos de BRAIT (2006), ROSENFELD (2011), CANDIDO (2011), WOOD (2011), REIS (2015) para refletir sobre a personagem de ficção; CASTELO BRANCO e BRANDÃO (1989), BRANDÃO (2006), ZOLIN (2009) e ZINANI (2013), para pensar a relação entre mulher e literatura e os estudos de RAGO (2011), SAFFIOTI (2013), ALAMBERT (2004), LENIN (1979), BEAUVOIR (2009), os quais nos possibilitaram compreender as questões relativas à mulher, bem como sobre as relações de gênero. Das dezesseis personagens analisadas, seis, predominantemente, estão na categoria do desamparo, das quais se destacam: Orminda, D. Inácia e Lucíola; três na opressão, tendo como destaque Felícia e sete na transgressão, das quais se destacam: Alaíde, D. Amélia e Isaura. Investigar, pois, a personagem feminina dos romances produzidos por Dalcídio Jurandir, os quais possuem como forte aspecto a denúncia social, nos ajuda a desvelar a sociedade brasileira do início do século passado, assim também como essa sociedade foi retratada pela literatura brasileira.
