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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Autores de Violência Doméstica: Personalidade e Tendências Agressivas
    (Universidade Federal do Pará, 2025-02-11) GOMES, Tayná de Sena Benício; CRUZ, Edson Júnior da Silva; https://lattes.cnpq.br/0227617708373838; REIS, Daniela Castro dos; https://lattes.cnpq.br/8805305887566391; https://orcid.org/0000-0002-9505-4516; CASADO, Carla de Cássia Carvalho; FREIRE, Sandra Elisa de Assis; https://lattes.cnpq.br/7836418506338392; https://lattes.cnpq.br/8475952514035497; https://orcid.org/0000-0002-8849-7319
    A personalidade pode ser entendida como a junção de traços característicos de um indivíduo desenvolvida ao longo do desenvolvimento humano por diversos fatores, como genéticos, culturais, ambientais, educacionais e pelas interações sociais, sendo um conceito da psicologia que estuda o ser humano em sua totalidade e complexidade. É considerada como um dos principais construtos que pode influenciar no desenvolvimento de tendências agressivas, de modo a resultar no comportamento violento, como violência física e verbal. Em paralelo a isto, tem-se a agressividade, a qual é uma conduta consciente, e em algumas situações, planejadas, com o intuito de causar danos a terceiros, como xingamentos e comportamentos hostis, a exemplo de mentir. A literatura internacional sinaliza sobre a personalidade de autores de violência e o quanto esta pode influenciar na perpetração de comportamentos agressivos. Em contrapartida, no Brasil poucas pesquisas estão relacionadas à personalidade dos autores de violência, uma vez que os estudos se concentram sobre as características das vítimas. O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre os traços de personalidade e tendência à agressividade dos autores de violência doméstica contra mulher. A pesquisa foi transversal, descritiva e quantitativa, com amostra independente. Para isso, foram entrevistados 30 homens autores de violência que frequentam o Núcleo e Prevenção e Enfrentamento à Violência de Gênero (NUGEN) da Defensoria Pública do Estado do Pará. Utilizou-se o Formulário de Caracterização Biopsicossocial de Autores de Violência, a Bateria Fatorial da Personalidade e a Escala para Avaliação de Tendências Agressivas. As análises de dados foram feitas por frequência e medidas de tendência central e correlação por meio do teste R de Pearson no SPSS 23. Os resultados identificaram correlações significativas entre personalidade e tendências agressivas. O traço mais frequente dentre os participantes foi Neuroticismo, responsável por avaliar características relacionadas à tomada de decisão, instabilidade emocional e comportamentos impulsivos. No que diz respeito às tendências, a mais latente foi a B, a qual afirma que os comportamentos agressivos não se encaixam em um padrão, ocorrem de forma esporádica e se caracterizam como violência verbal, como hostilidade. Estes resultados confirmam os achados da atual literatura, uma vez que o traço mais relacionado à agressividade foi o Neuroticismo. No que tange às correlações, os principais achados do estudo correspondem a correlação entre os traços de Neuroticismo e Socialização com as condutas A e B, respectivamente, de maneira negativa e moderada, e a conduta C correlacionou-se de forma moderada e negativa com os traços Realização e Abertura. Esses resultados apontam que autores de violência doméstica apresentam dificuldade em lidar com as próprias emoções, déficits em habilidades sociais e dificuldade em traçar metas para o futuro. Por fim, conclui-se que, apesar dos achados confirmam que a violência é influenciada pelos traços de personalidade, é necessário que pesquisas futuras sejam realizadas, com uma amostra maior, de modo a compreender os traços de personalidade que podem predispor tendências agressivas, as quais ocorrem nas relações entre autores de violência doméstica e vítimas.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Desenvolvimento socioemocional de bebês: contribuições da personalidade materna e constituição psíquica
    (Universidade Federal do Pará, 2024-01-29) DIAS, Greicyani Brarymi; PEDROSO, Janari da Silva; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X; GOMES, Miria Benincasa; CASADO, Carla de Cássia Carvalho; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; CRUZ, Edson Júnior Silva da; http://lattes.cnpq.br/1600352232046792; http://lattes.cnpq.br/7836418506338392; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; http://lattes.cnpq.br/0227617708373838; https://orcid.org/0000-0003-1034-6999; https://orcid.org/0000-0002-8849-7319
    Determinados fatores biológicos e/ou ambientais podem influenciar áreas do neurodesenvolvimento, em especial o desenvolvimento socioemocional. Este tipo de desenvolvimento está fortemente associado à saúde mental e abrange a forma como os bebês interagem com as pessoas, lidam com as adversidades, expressam e compreendem uma multiplicidade de sinais emocionais. O objetivo geral desta tese é compreender o desenvolvimento socioemocional de bebês de até 24 meses de idade e as relações estabelecidas com a personalidade materna e constituição psíquica (relações mãe-bebê). Trata-se de uma pesquisa de desenho transversal, realizada em uma Unidade de Saúde Municipal, com 40 participantes, mães e seus bebês. Os instrumentos utilizados foram: questionário sociodemográfico, escala socioemocional pertencente à Bayley Scales of Infant and Toddler Development (Bayley-III), Indicadores Clínicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil (IRDI) e Inventário de Cinco Fatores versão curta. Foram realizados quatro estudos complementares que contribuem para a compreensão do objetivo geral. O primeiro estudo objetivou revisar sistematicamente as relações entre as dimensões da personalidade e o desenvolvimento infantil. A revisão indicou que os domínios socioemocionais, cognição, motor e linguagem são afetados positivamente por baixos índices da dimensão da personalidade do tipo neuroticismo e por maiores índices para as dimensões da personalidade extroversão, conscienciosidade, amabilidade e abertura. O segundo estudo indicou a importância do desenvolvimento socioemocional para a primeiríssima infância e a contribuição que a relação mãe-bebê e constituição psíquica pode oferecer para a compreensão deste tipo de desenvolvimento. Melhores resultados, foram relacionados a menores índices de indicadores ausentes para a constituição psíquica, o que indica boa evolução também na relação mãe-bebê. O terceiro estudo, apresentou um panorama sobre as associações entre dimensões da personalidade materna e a constituição psíquica de bebês de até 24 meses de idade. Os resultados indicaram que quanto mais predominante a dimensão neuroticismo, maior é a quantidade de indicadores de referência ausentes. As dimensões, como extroversão e abertura, conforme as respostas dadas pelas mães, foram classificadas com índices médios e amabilidade e conscienciosidade que receberam classificação geral mais baixas, foram negativamente correlacionadas aos resultados para a constituição psíquica. O estudo quatro buscou compreender como os fatores associados a personalidade materna e variáveis sociodemográficas podem estar relacionados ao desenvolvimento socioemocional. Dentre os resultados, destaque para as dimensões da personalidade, como amabilidade e abertura à experiência, que foram correlacionadas negativa e positivamente respectivamente ao desenvolvimento socioemocional. A menor idade do bebê e o fato do bebê ter sido amamentado foram associados aos bons resultados socioemocionais. O conjunto dos dados ressalta que os traços de personalidade e variáveis sociodemográficas são marcadores úteis e relevantes para o desenvolvimento socioemocional infantil, relação mãe-bebê e políticas de saúde.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Diferentes Modalidades e Níveis de Prática: Traços de Personalidade e Fatores Motivacionais
    (Universidade Federal do Pará, 2019-08-23) TAVARES, Aline Macedo; GOUVEIA JUNIOR, Amauri; http://lattes.cnpq.br/1417327467050274; https://orcid.org/0000-0003-1710-9662; PEDROSO, Janari da Silva; CAMPOS, Italo Sergio Lopes; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://lattes.cnpq.br/5549357037582788; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X; https://orcid.org/0000-0002-0761-6575
    Este trabalho visou determinar a relação entre traços de personalidade e fatores motivacionais em atletas, inativos e praticantes recreativos de ambos os sexos e escolha por diferentes modalidades esportivas. Método: 148 participantes com idade entre 20 e 35 anos distribuídos em grupos por modalidade, por nível de prática e por sexo. Resultados: As correlações significativas entre variáveis de treinamento, traços de personalidade e fatores motivacionais foram principalmente para traços de Realização, Neuroticismo e Extroversão, e fatores motivacionais de Competitividade e Prazer. Diferenças na Anova entre modalidades foram significativas em: Minutos de treino por dia, Frequência de Treino Semanal, Meses de treinamento sem interrupção, Busca por novidades, Sociabilidade, Competitividade, Estética e Prazer. Entre nível de prática para: Frequência de Treino por Semana, Competência, Empenho, Realização, Abertura a ideias, Sociabilidade e Competitividade. E entre Sexo: Frequência de Treino por semana, Vulnerabilidade, Dinamismo e Sociabilidade. O efeito de interação entre as variáveis revelou significância em Sexo e Modalidade para: Frequência de Treino Semanal, Empenho e Sociabilidade. Nível de prática e Sexo nos traços Altivez e Dinamismo, Pró-sociabilidade, Socialização, Competência e Empenho. Conclusão: Diferenças entre modalidades foram mais expressivas ao se considerar fatores motivacionais de Estética, Sociabilidade, Competitividade e Prazer. Sexo foi um importante moderador para as diferenças entre traços de personalidade entre níveis de prática, revelando resultados significativas para traços de Extroversão, Realização e Socialização, para fatores motivadores o principal foi entre Competitividade e Sociabilidade.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Traços de personalidade em judocas: diferenças entre ganhar e perder
    (Universidade Federal do Pará, 2019-05-28) SANTOS, Raissa Cruz dos; GOUVEIA JUNIOR, Amauri; http://lattes.cnpq.br/1417327467050274; https://orcid.org/0000-0003-1710-9662; PEDROSO, Janari da Silva; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X; CAMPOS, Italo Sergio Lopes; NASCIMENTO, Gabriela Souza do; http://lattes.cnpq.br/5549357037582788; http://lattes.cnpq.br/8929203812398361; https://orcid.org/0000-0002-0761-6575; https://orcid.org/0000-0002-8731-4496
    Aspectos físicos, hormonais e comportamentais influenciam na vitória e na derrota competitiva. Dentre os aspectos comportamentais, características como ousadia e assertividade diferem animais vencedores e perdedores. Em humanos, elas podem ser estudadas por meio da personalidade. Esta pesquisa objetivou investigar diferenças entre judocas melhores e piores ranqueados quanto aspectos físicos e comportamentais, bem com investigar as correlações entre os traços de personalidade e medidas morfofuncionais. A amostra foi composta por 26 judocas, de idade entre 17 e 30 anos, com no mínimo seis anos de prática. Dentre instrumentos e aparatos utilizou-se: anamnese para levantar dados sóciodemográficos e rotina esportiva, Bateria Fatorial de Personalidade (BFP) para investigar os traços e teste antropométricos e motores para medidas morfofuncionais. Os resultados demonstraram que (a) traços de altivez e dinamismo diferem entre judocas no topo e no fim do ranking (b) existem correlações entre traços de personalidade e variáveis, como idade, anos de prática, flexibilidade e preensão manual. Esses achados apontam consistência evolutiva no fenômeno de ganhar e perder no contexto natural e no esportivo; traços de dinamismo e altivez estão relacionados a ganhar e perder em humanos; e esses traços podem estar correlacionados a características de ousadia e assertividade em animais.
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