Navegando por Assunto "Pesca artesanal"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Organização social da colônia de pescadores de Imperatriz Zona 29 (CPIZ-29), Estado do Maranhão(Universidade Federal do Pará, 2005-11-10) SILVA, Antonio Esmerahdson de Pinho da; SIMONIAN, Ligia Terezinha Lopes; http://lattes.cnpq.br/6620574987436911Nesta dissertação se analisa o processo histórico da formação social, política e econômicada da Colônia de Pescadores de Imperatriz Zona 29 (CPI Z-29), estado do Maranhão. Inicialmente, apresenta-se a fundamentação teórica concernente aos movimentos sociais de uma forma geral e em seguida especifica-se as origens e a capacidade organizacional dos pescadores sindicalizados haja vista que as colônias possuam status de sindicato. Em seguida, estuda-se como se deu a evolução do movimento dos pescadores no sul do Maranhão e, consequentemente, na região de Imperatriz, ou seja, na área que corresponde à jurisdição dessa Colônia Z-29,detendo-se nos avanços conquistados pela classe principalmente no que diz respeito às políticas públicas voltadas para esse movimento social. Na reconstituição dos acontecimentos históricos e econômicos, procedeu-se não só o estudo da CPI Z-29 que se solidificou no final da década dos anos de 1970, mais precisamente no ano de 1978, quando é fundada a entidade mencionada, mas também dos diversos ciclos de produção que a região de Imperatriz atravessou ao longo dos anos, procedeu-se também a um levantamento do modus vivendi dos pescadores seus costumes, crenças e práticas adotadas pela classe antes e depois de se associarem de forma legal a uma entidade que nascia visando a organização e fomentando um crescimento para uma classe importante porém esquecida. No estudo do processo pertinente ao periodo de sugimento do movimento e capacidade organizacional dos pescadores, analisou-se as mudanças verificadas na vida econômica, política, cultural, ambiental e social motivadas pelas transformações da estrutura organizacioanal da classe dos pescadores intensificadas, principalmente, a partir da implantação dos projetos sociais incentivados pelo Governo Federal. E, ao final, trata-se de visibilidade política dos pescadores, sua participação no processo decisório em nível municipal e os avanços conquistados pela CPI Z-29 desde a sua fundação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A pesca artesanal da frota de Mosqueiro (Belém - Pará) e o uso do ambiente pela dourada (Brachyplatystoma rousseauxii-Castelnau, 1855)(Universidade Federal do Pará, 2007-06-01) OLIVEIRA, Diogo Marques; ROCHA, Rossineide Martins da; http://lattes.cnpq.br/4371300451793081; FRÉDOU, Flávia Lucena; http://lattes.cnpq.br/4779271407117528Dentre os entrepostos pesqueiros artesanais do estuário Amazônico, a ilha de Mosqueiro, localizada ao sul da Baía do Marajó, tem importância na atividade pesqueira do Estado e por estar próximo de um terminal de cargas (Terminal de Miramar), a iminência de um desastre ambiental é constante. Entretanto, não existem informações detalhadas sobre a produção pesqueira nesta área e nem tão pouco do uso que espécies com importância comercial desembarcadas na ilha, como a dourada (Brachyplatystoma rousseauxii), utilizam este ambiente. Com o objetivo de descrever a atividade pesqueira e o uso do ambiente pela dourada, foram acompanhados os desembarques na ponte do Cajueiro (Mosqueiro) no período de dezembro de 2005 a novembro de 2006. Adicionalmente foram realizados cadastros das embarcações pesqueiras utilizando-se fichas especializadas e coletores treinados da própria comunidade. O índice de abundância relativa CPUE kg/viagem) foi utilizado para identificação da concentração das espécies mais importantes e seu período de safra, dinâmica da frota, principais pesqueiros e renda. Quanto à dourada, 30 exemplares foram coletados junto à pesca comercial de Mosqueiro no período de dezembro de 2005 a agosto de 2006. Os exemplares foram pesados e medidos e as gônadas foram retiradas com o objetivo de se avaliar o uso do ambiente para reprodução. Foram cadastradas 128 embarcações pesqueiros sendo os barcos de pequeno porte os mais representativos seguidos das canoas motorizadas. Observaram-se diferenças tecnológicas entre as categorias de embarcações, exceto quanto ao comprimento do barco, produção média mensal e a capacidade da urna. As embarcações de médio porte apresentaram maior número de tripulantes e dias pescando, contudo realizam menor número de viagens por mês em relação às outras categorias. As redes de emalhar são as artes de pesca mais utilizadas na área, sendo as malhas de maior ocorrência as de 50, 60 e 70 mm (entre nós opostos). Os barcos de médio porte possuem os maiores comprimentos de rede em relação às outras categorias. As principais espécies capturadas foram a pescada branca (Plagioscion squamosissimus), a pescada curuca (Plagioscion urinamensis), a dourada (Brachyplatystoma rousseauxii) e a sarda (Pellona spp.). Durante o período de estudo, as embarcações da ponte do Cajueiro atuaram principalmente em pesqueiros próximos a ilha de Mosqueiro durante o período de safra das principais espécies (de maio a dezembro) e se deslocando para a região de Marudá durante a entresafra (janeiro a abril) seguindo, principalmente, os cardumes de dourada. Os períodos de maior abundância relativa foram o primeiro e quarto trimestre para as canoas motorizadas e os barcos de pequeno porte respectivamente. Os pesqueiros de Ponta Fina e Areia do Cotijuba apresentaram as maiores abundâncias relativas anuais com a captura principal de dourada e pescada curuca, respectivamente. A dourada foi regular durante todo o ano com maior abundância em Ponta Fina e em dezembro. A pescada curuca apresentou maior abundância em Areia do Cotijuba e pico ocorrendo no mês de setembro enquanto que a pescada branca apresentou maior abundância em Marudá (98kg/viagem) com pico ocorrendo em setembro. A sarda ocorreu com abundância em Enseada e pico em junho. Na ilha de Mosqueiro foi estimada uma produção de aproximadamente 1.000 toneladas de peixes capturados, gerando uma renda aproximada de R$ 3 milhões para o distrito. Os barcos de pequeno porte contribuíram com 42% da produção total e com 61% da renda. A pescada branca contribuiu com 26% da produção total e a dourada contribuiu com 35% da renda, sendo considerada o recurso mais rentável na ilha. Quanto à dourada, os indivíduos amostrados mediam de 27 a 100 cm de comprimento total, sendo a maior ocorrência de indivíduos ocorrendo na classe de 50 a 60 cm. A proporção sexual foi favorável as fêmeas (1:2,2 macho:fêmea) que foram mais numerosas na maioria das classes de comprimento e em todos os meses, exceto em fevereiro. Á área de mosqueiro não se configura como uma área de reprodução para a espécie, mas caracteriza-se como uma área de berçário e alimentação. No caso de um possível desastre ambiental acarretaria uma perda de aproximadamente 1.000 toneladas de pescado e de uma renda de R$ 3 milhões no setor pesqueiro da ilha de Mosqueiro. Adicionalmente, um impacto ambiental nesta área poderia afetar principalmente a população jovem de dourada causando assim efeitos danosos à longo prazo no que se diz respeito à captura e rentabilidade da área.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A Relação dos humanos e não-humanos na rede pesqueira da vila do Treme, em Bragança, Pará, na perspectiva da teoria ator-rede (ANT) de Latour(Universidade Federal do Pará, 2025-10-10) PEREIRA, Josiane do Rosário; RAVENA CAÑETE, Thales Maximiliano; http://lattes.cnpq.br/6291249974166783; BAHIA, Mirleide Chaar; NEVES, Joana d’Arc de Vasconcelos; http://lattes.cnpq.br/6052323981745384; http://lattes.cnpq.br/5658289632563411; https://orcid.org/0000-0001-7168-2019; https://orcid.org/0000-0002-3110-3649O surgimento do conhecimento está intrinsecamente ligado à evolução da humanidade e ao desejo de compreender e interpretar o mundo. O conhecimento desenvolveu-se gradualmente ao longo do tempo, perpassando por diferentes teorias que buscaram definir sua complexa construção e apropriação. Em contraposição à teoria e aos métodos positivistas, adentrado no antropocentrismo da Sociologia Clássica, que compreende a sociedade fundamentada na epistemologia da separação dos termos ambiente e sociedade, natureza e cultura, ciência e humanidade, entre outras dicotomias da modernidade; Bruno Latour propõe uma nova constituição, uma epistemologia do coletivo de humanos e não-humanos, em que não há separações, mas uma complexa rede de atores que se conectam e interagem de forma mútua, coevoluindo a partir das agências de agrupamentos. O trabalho tem como objetivo analisar a relação dos humanos e não-humanos na rede pesqueira da Vila do Treme, na perspectiva da Teoria Ator-Rede de Latour. A pesquisa parte do pressuposto de que as práticas pesqueiras artesanais não podem ser compreendidas apenas sob uma perspectiva técnica ou econômica, mas como uma rede complexa e dinâmica, composta por atores humanos e não-humanos, que se reconfiguram ao longo do tempo em resposta às transformações socioambientais, tecnológicas e políticas. A pesquisa investiga as interações entre humanos e não-humanos envolvidos na pesca artesanal, considerando os conceitos de simetria, controvérsias e mobilidade das associações. A metodologia abrangeu o método misto com ênfase na abordagem qualitativa, com observação participante e entrevistas semiestruturadas realizadas com 50 atores, sendo abordadas questões sobre os tipos de pesca praticados, a produção, a relação com o meio ambiente, as dificuldades enfrentadas atualmente, bem como a introdução de materiais industrializados nos processos produtivos, entre novembro de 2024 e abril de 2025. Foram identificadas três principais modalidades de pesca: curral, rede e anzol. Os resultados apontam que a rede pesqueira constitui um coletivo dinâmico e mutável, fundamentada em uma ampla articulação entre coletivos de humanos e não-humanos, construída historicamente a partir de relações íntimas com a cosmologia local, nas tecnologias ancestrais e no saber-fazer tradicional. Constatou-se também que a introdução de elementos industrializados não rompeu com os saberes tradicionais, mas foi incorporada de forma adaptativa e sustentável, demonstrando a capacidade da comunidade de integrar novos agrupamentos sem comprometer o equilíbrio ambiental. A ANT e os princípios da Ecologia Política revelaram-se eficazes para compreender a complexidade das relações socioambientais que sustentam a prática pesqueira na região.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Artisanal fisheries of the Xingu River basin in Brazilian Amazon(Universidade Federal do Pará, 2015-08) NAHUM, Victoria Judith Isaac; ALMEIDA, Morgana Carvalho de; CRUZ, Rivetla Edipo Araujo; NUNES, José Leocyvan GomesEste trabalho teve como objetivo caracterizar a pesca comercial de consumo na bacia do rio Xingu, afluente do rio Amazonas, no trecho entre a cidade de Gurupá (localizada na foz do Rio Amazonas) até São Félix do Xingu, no estado do Pará, Brasil. No período de abril de 2012 a março de 2014 foram registradas 23.939 viagens de pesca, totalizando uma produção de 1.484 toneladas de pescado, obtidas por quase 3.000 pescadores. A análise dos dados oriundos do monitoramento dos desembarques demonstrou que a pesca na região tem caráter artesanal de pequena escala, destacando-se a participação de canoas motorizadas que utilizam um motor de popa chamado “rabeta”. Os barcos motorizados atuam somente na foz do rio Xingu e no rio Amazonas. Tucunaré (Cichla spp), pescada-branca (Plagioscion spp), pacu (várias espécies de Serrasalmidae), aracu (várias espécies de Anostomidae) e curimatã (Prochilodus nigricans) perfazem mais de 60% do total capturado. A captura média por unidade de esforço é de 18 kg.pescador–1.dia–1 e muda dependendo da modalidade de pesca (tipo de embarcação e arte de pesca), do pesqueiro utilizado e da época do ano. Na maior parte dos casos, não encontramos diferenças nos rendimentos de 2012 e 2013. As informações técnicas geradas são importantes para subsidiar ações de ordenamento pesqueiro, bem como para avaliar futuras mudanças que possam ocorrer na atividade frente à construção da barragem de Belo Monte no Rio Xingu.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aspectos da pesca artesanal nas comunidades de Bacuriteua, Camará e Sossego em Marapanim (PA): mudanças e continuidades(Universidade Federal do Pará, 2024-03-18) MARTINS, Ewerton Domingos Tuma; ALENCAR, Edna Ferreira; http://lattes.cnpq.br/7555559649274791; https://orcid.org/; HELLEBRANDT, Luceni; SILVA, Liza Bilhalva Martins da; PRADO, Helbert Medeiros; BARROS, Flavio Bezerra; MANESCHY, Maria Cristina; http://lattes.cnpq.br/0418481210635056; http://lattes.cnpq.br/4841967812488235; http://lattes.cnpq.br/7266995448306223; http://lattes.cnpq.br/4706140805254262; http://lattes.cnpq.br/5129734199358770; https://orcid.org/; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0002-2878-317X; https://orcid.org/0000-0002-6155-0511; https://orcid.org/Este estudo visou desvelar aspectos da pesca artesanal praticada por pescadores e pescadoras artesanais que habitam três comunidades pesqueiras situadas no município de Marapanim, região costeira do estado do Pará. O objetivo foi identificar processos que resultaram em mudanças nessa atividade, identificando estratégias de resiliência que permitem a continuidade nas práticas pesqueiras. Para isso, busquei identificar as características dos territórios pesqueiros, os tipos de ambientes onde são realizadas as pescas, as principais técnicas utilizadas no passado e quais têm continuidade no presente; os fatores que contribuíram para mudanças e as estratégias adotadas pelos(as) pescadores(as) para dar continuidade a essa atividade. A análise utilizou conceitos como tradição, modernização e mudança, e dialoga com referenciais teóricos que debatem sobre mudança, continuidade e as injunções na atividade de pesca. A metodologia utilizada consistiu na realização de pesquisa para obter informações de caráter qualitativo, com a utilização de técnicas da etnografia que incluíram a observação participante em colaboração com pescadores(as) de três comunidades, tomadas como referência para o estudo de caso: Bacuriteua, Camará e Sossego. Além disso, uma incursão a campo entre os meses de julho a agosto de 2022 foi realizada, e ainda, entrevistas pela rede social WhatsApp e ligações telefônicas. Ressalta-se que esta etapa a distância se estendeu de agosto de 2023 a fevereiro de 2024. A pesquisa identificou tensões entre a pesca em escala industrial e artesanal na atividade pesqueira local. Os resultados alcançados apontam que mudanças no ambiente, como o aterramento de rios, a pressão da pesca em escala comercial afetou os estoques das espéciesalvo da pesca artesanal, tornando ineficientes técnicas de captura fixa, como os currais; e a dificuldade de realizar a pesca em áreas distantes das praias e no estuário afeta a capacidade de produção e, consequentemente, a renda dos(as) pescadores(as). Nesse sentido, como uma das estratégias de resiliência, a pesquisa identificou a criação da Reserva Extrativista Marinha Mestre Lucindo, no município de Marapanim.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Atividade pesqueira e organização social: o caso das comunidades Igarapé Grande, João Pilatos e Cajueiro(Universidade Federal do Pará, 2017-08-02) VIANA, Janise Maria Monteiro Rodrigues; BASTOS, Rodolpho Zahluth; http://lattes.cnpq.br/0697476638482653; MORAES, Sérgio Cardoso de; http://lattes.cnpq.br/4568311568729454Este estudo objetiva examinar como a atividade pesqueira está estruturada e se relaciona com os processos de organização social existentes em comunidades insulares amazônicas, buscando, especificamente, compreender se as organizações sociais relacionadas com a atividade pesqueira estão desenvolvendo seu papel social, político e econômico a partir da relação associado e sociedade. Para isso escolheu-se como recorte espacial as comunidades de Igarapé Grande e João Pilatos localizadas na Ilha João Pilatos e a comunidade Cajueiro, localizada na Ilha Santa Rosa, região insular do município de Ananindeua (Pa). Tais comunidades foram selecionadas por serem: consideradas as mais antigas, possuírem o maior número de habitantes e abrigarem múltiplas organizações socais que atuam com a trabalhadores da pesca. No que concerne as organizações existentes nestes territórios, a presente pesquisa está voltada para as seguintes: Associação dos Moradores e Pequenos Produtores Rurais da Ilha de Igarapé Grande – AMPPRIG, Associação de Pescadores Artesanais, Aquicultores, Marisqueiros e Produtores Rurais das Ilhas de Ananindeua – APAAPRIAN, Associação dos Moradores e Pequenos Produtores Rurais de João Pilatos – AMPPRJP e a Colônia de Pescadores do município a Z-93, uma vez que essa instituições estão relacionadas a estruturação e desenvolvimento da atividade pesqueira no município. O arcabouço teórico que embasou a pesquisa perpassa pelos conceitos de comunidade, organização social, associativismo, movimentos sociais e atividade pesqueira. Também são debatidos e aprofundados estudos sobre a Amazônia e as características da pesca artesanal. Realizou-se um estudo de caso, de natureza qualitativa, utilizando-se também a Pesquisa Narrativa como ferramenta metodológica. Os dados e informações aqui apresentados foram levantados em campo por meio de entrevistas semiestruturadas, observações, análises documentais, anotações de campo, registros fotográficos e audiovisuais, subsidiados pela revisão bibliográfica citada. Conclui-se que as organizações sociais se constituem em força estratégica capaz de proporcionar melhores condições locais de vida das pessoas seja na zona rural ou nos centros urbanos, possibilitando uma maior participação social e estreitamento dos laços entre a sociedade e o poder público, sob todas as suas dimensões, podendo estes tipos de organizações serem inseridas como alternativa de desenvolvimento local e sustentabilidade social. No entanto, as organizações objeto deste estudo, apontam para a necessidade de estruturação e organizacional para que consigam beneficiar não somente os pescadores associados, mais também contribuir com o fortalecimento da categoria através do apoio junto a Colônia. Os resultados apresentados possibilitam repercussão tanto no campo teórico quanto no campo prático, uma vez que as pesquisas relacionadas as organizações sociais e a atividade pesqueira no município de Ananindeua são escassas, e esses estudos podem, eventualmente, contribuir para os objetivos e atuações dessas representações sociais.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Bathymetric trends of northeastern Brazilian snappers (Pisces, Lutjanidae): implications for the reef fishery dynamic(2005-09) FRÉDOU, Thierry; FERREIRA, Beatrice PadovaniA distribuição batimétrica de cinco espécies de peixes do Nordeste Brasileiro foi examinada através da análise da composição da captura e e abundância relativa (CPUE) mostrou que, de uma maneira geral, o comprimento furcal aumentou com a profundidade e que algumas espécies dominaram a captura de acordo com a faixa de profundidade. A cioba, L. analis, a guaiúba, L. chrysurus, e o dentão, L. jocu foram principalmente pescados na zona intermediaria (20-80 m) enquanto ariocó, L. synagris e o pargo olho-de-vidro L. vivanus ocorreram respectivamente nas águas rasas e nas águas profundas. Cada tipo de embarcação do Nordeste do Brasil explota preferencialmente uma combinação particular de espécies e uma determinada amplitude de tamanho. A dinâmica da frota do nordeste do Brasil é tecnologicamente heterogênea e determina a composição da captura. A distribuição geográfica da pesca e a interação técnica entre as frotas e as artes de pesca devem ser consideradas pelo manejo destas espécies visando a manutenção dos estoques em bases sustentáveis e a garantia de continuidade do recurso.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Camaroeiras frente à emergência climática: impactos, desafios e resiliência pelas pescadoras de camarão de Itaperuçu, Baião (PA)(Universidade Federal do Pará, 2025-09-30) SOUZA, Patrik Barros de; BARBOZA, Roberta Sá Leitão; http://lattes.cnpq.br/9331256487699477; https://orcid.org/0000-0003-2367-553X; BARBOZA, Myrian Sá Leitão; http://lattes.cnpq.br/4827055067722362; https://orcid.org/0000-0002-6712-7386; BARBOZA, Myrian Sá Leitão; BARBOZA, Roberta Sá Leitão; PIRES, Yomara Pinheiro; FIGUEIREDO, Manoela Wariss; http://lattes.cnpq.br/4827055067722362; http://lattes.cnpq.br/9331256487699477; http://lattes.cnpq.br/5304797342599931; http://lattes.cnpq.br/7689924997630029; https://orcid.org/0000-0002-6712-7386; https://orcid.org/0000-0003-2367-553X; https://orcid.org/0000-0001-7724-6082; https://orcid.org/0000-0003-3851-1538Esta dissertação investigou os impactos, desafios e estratégias adotados pelas camaroeiras da comunidade de Itaperuçu, no município de Baião (PA), diante da emergência climática que ameaça a pesca artesanal do camarão (Macrobrachium amazonicum). O objetivo foi compreender os desafios enfrentados por essas mulheres frente às mudanças ambientais e analisar suas formas de adaptação. O estudo reconhece a relevância socioeconômica, cultural e ambiental da pesca artesanal na região do Baixo Tocantins, ressaltando o protagonismo feminino nessa atividade. A pesquisa seguiu uma abordagem qualiquantitativa, com base em revisão bibliográfica, entrevistas semiestruturadas e observação participante. Em 2025, foram identificadas percepções locais sobre os efeitos das mudanças climáticas, que incluem a redução dos estoques, alterações nos ciclos reprodutivos e deslocamentos das áreas de pesca. Foram também descritas estratégias adaptativas adotadas pelas camaroeiras, como modificações nas artes de pesca e a diversificação das fontes de renda, demonstrando sua capacidade de resiliência. Os resultados ampliam a compreensão da interface entre gênero, pesca artesanal e mudanças climáticas na Amazônia e reforçam a necessidade de diálogo entre o conhecimento local e a gestão participativa dos recursos pesqueiros.Tese Acesso aberto (Open Access) O caranguejo-uçá Ucides cordatus (Crustacea, Brachyura, Ucididae), no litoral paraense: uma abordagem sobre a atividade extrativa no Pará(Universidade Federal do Pará, 2014-03-31) SILVA, Mauro Marcio Tavares da; PINHEIRO, Marcelo Antonio Amaro; http://lattes.cnpq.br/6829111589524333; QUEIROZ, Helder Lima de; http://lattes.cnpq.br/3131281054700225Inicialmente o presente estudo traz informações a respeito do potencial extrativo em manguezais produtivos dos municípios de Quatipuru e Bragança, bem como, a caracterização socioeconômica dos profissionais extrativistas (caranguejeiros) desse recurso. Paralelo às informações geradas nos manguezais e nas comunidades entrevistadas em Quatipuru e Bragança, este estudo também procura contextualizar a atividade extrativa do caranguejo-uçá em todo o litoral paraense, por meio das informações obtidas pela coleta e análise dos dados referentes ao caranguejo-uçá em diferentes manguezais do Pará, além de caracterizar a atividade produtiva em importantes comunidades extrativistas deste recurso. As coletas de informações ocorreram no período de 2010 a 2012, onde o potencial extrativo analisado, nos manguezais explorados de Bragança e Quatipuru confirmam essas localidades como regiões potencialmente produtoras, com uma densidade de 5,01±1,09 ind/m2 no manguezal de Quatipuru e 6,5±1,0 ind/m2 no manguezal explorado em Bragança e um potencial extrativo imediato (PEI) de 80,91 % no manguezal de Quatipuru e 86,23 % no manguezal estudado em Bragança. Numa analise pontual em comunidades dos municípios de Quatipuru e Bragança, o perfil dos caranguejeiros caracterizou-se por apresentar uma predominância masculina, baixa escolaridade, com mínimo de 16 anos de atividade em Quatipuru e mais de 20 anos para a maioria dos entrevistados nas comunidades de Bragança. A principal técnica de captura utilizada é o “braceamento” com auxilio do gancho em ambas localidades, onde capturam em média de 51 a 100 unidades/dia em Quatipuru e 101 a 150 em Bragança, onde o atravessador é o principal destino do produto para os locais investigados. Os dados obtidos no litoral paraense revelam que dos manguezais estudados, o do município de Viseu, obteve destaque como uma importante região extrativista, com valores representativos de densidade 4,23 ± 1,40 ind/m2, de CPUE 46,6 (carang./homem/hora) e com 226,8±113,1 unidades capturadas por caranguejeiro/dia, entretanto, vale ressaltar que nesse município foi registrado o menor preço médio praticado para a unidade do caranguejo (R$0,18±0,05) entre todas as comunidades dos municípios visitados. A importância deste recurso para as comunidades do litoral paraense é evidente e necessita de ações que visem ordenar a exploração, com vista à sustentabilidade extrativa, bem como, incentivar esses profissionais da pesca artesanal, por meio de ações de resgate e valorização da cidadania.Tese Acesso aberto (Open Access) Centros urbanos, ciclo hidrológico e a pesca artesanal na área de influência da Hidrelétrica de Belo Monte, Rio Xingu, Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2026-03-20) GONÇALVES, Andrey Felipe Gomes; LOPES, Priscila Fabiana Macedo; http://lattes.cnpq.br/0025274238475995; PEZZUTI, Juarez Carlos Brito; http://lattes.cnpq.br/3852277891994862; https://orcid.org/0000-0002-5409-8336; ALMEIDA, Oriana Trindade de; SANTANA, Antônio Cordeiro de; SILVANO, Renato Azevedo Matias; HALLWASS, Gustavo; BAHIA, Mirleide Chaar; http://lattes.cnpq.br/0325909843645279; http://lattes.cnpq.br/2532279040491194; http://lattes.cnpq.br/8546785979905053; http://lattes.cnpq.br/6840617813796918; http://lattes.cnpq.br/6052323981745384; https://orcid.org/0000-0002-4254-7982; https://orcid.org/0000-0002-4324-9178; https://orcid.org/0000-0003-0171-6628; https://orcid.org/0000-0001-8826-5262; https://orcid.org/0000-0001-7168-2019A pesca artesanal na Amazônia constitui um sistema socioecológico fundamental para a segurança alimentar, a subsistência econômica e a identidade cultural de populações ribeirinhas. No entanto, esse sistema tem sido profundamente reconfigurado por pressões antrópicas crescentes, em especial pela expansão urbana e pela regulação hidrológica associada a grandes empreendimentos hidrelétricos. Investigamos como esses dois processos atuam na transformação da pesca artesanal ao longo do rio Xingu, na Amazônia Oriental, sob influência da Usina Hidrelétrica de Belo Monte A influência urbana foi quantificada por meio de um Índice de Intensidade Humana, que combina distância aos centros urbanos e tamanho populacional, enquanto os efeitos hidrológicos foram avaliados a partir da variação da vazão anual sob regime regulado. Os dados de pesca foram obtidos a partir de registros de desembarque coletados em localidades ao longo do rio Xingu, totalizando 78.964 desembarques amostrados entre 2012 e 2022. As análises integraram modelos mistos e abordagens multivariadas para examinar respostas da captura por unidade de esforço, da diversidade, da composição das espécies e dos métodos utilizados.. Os resultados indicam que o aumento da intensidade humana está associado a mudanças nas estratégias de pesca, com maior uso de embarcações motorizadas, redução da diversidade de espécies e declínio da produtividade em métodos mais seletivos. A composição das capturas torna-se progressivamente homogênea em áreas sob maior influência urbana. Os efeitos da vazão sobre a pesca são seletivos e não lineares, concentrando-se na CPUE e na composição das capturas. Os resultados indicam que os valores de vazão atualmente praticados sob o regime de operação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte são insuficientes para sustentar de forma contínua a produtividade pesqueira no rio Xingu, uma vez que respostas positivas só emergem em níveis mais adequados e persistentemente mantidos de descarga, enquanto eventos hidrológicos isolados ou de curta duração não produzem efeitos ecológicos consistentes. A regulação hidrológica e a urbanização estão levando a uma reorganização das pescarias do rio Xingu, intensificando a vulnerabilidade ecológica e socioeconômica das comunidades ribeirinhas.
