Navegando por Assunto "Physical activity"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação entre comportamentos sugestivos de adição alimentar, fatores clínicos-nutricionais, saúde mental, sono e atividade física em candidatos à cirurgia bariátrica(Universidade Federal do Pará, 2026-03-23) REIS, Carliane Cardoso dos; CONÇEIÇÃO, Eva Martins da; https://orcid.org/0000-0002-1982-5796; GOMES, Daniela Lopes; http://lattes.cnpq.br/0014255351015569; TEIXEIRA, Rachel Coêlho Ripardo; CARVALHAL, Manuela Maria de Lima; LOURENÇO-COSTA, Vanessa Vieira; http://lattes.cnpq.br/7663300976857946; http://lattes.cnpq.br/0708921042608519; http://lattes.cnpq.br/0235984184315218; https://orcid.org/0000-0003-0515-7560; https://orcid.org/0000-0003-1397-0471A adição alimentar (AA) tem sido associada à obesidade e a desfechos desfavoráveis no contexto da cirurgia bariátrica (CB), especialmente quando presente no período pré-operatório. Fatores emocionais, qualidade do sono e prática de atividade física (AF) podem influenciar esse comportamento, porém ainda são pouco investigados de forma integrada. Objetivo: Verificar a relação entre AA, sintomas de ansiedade, depressão, estresse, qualidade do sono, prática de AF e fatores clínicos-nutricionais em indivíduos em pré-operatório de CB. Método: Trata-se de um estudo transversal correlacional, realizado com 125 candidatos à CB atendidos em um hospital de referência no estado do Pará. Foram aplicadas a Escala de Adição por Alimentos de Yale 2.0 Modificada (mYFAS 2.0), a Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21), o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI), além de questionários sociodemográficos, clínicos, antropométricos e de atividade física. Resultados: A prevalência de AA foi de 34,4%, sendo que a presença e a maior gravidade da AA estiveram associadas a níveis mais elevados de depressão (p < 0,001), ansiedade (p= 0,002) e estresse (p= 0,001). A prática regular de AF mostrou associação negativa com a AA grave (p= 0,046). Observou-se elevada prevalência de má qualidade do sono e distúrbios do sono, associados a piores indicadores emocionais, embora sem associação direta com a AA. Conclusão: a AA é frequente no pré-operatório da CB e se relaciona principalmente a fatores emocionais e AF, reforçando a importância de uma abordagem multiprofissional precoce.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Características do ambiente escolar associadas à prática de educação física e ao deslocamento ativo em adolescentes de Belém-PA: um estudo multinível(Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) SOUZA, Naicha Stefanie Félix; CRISP, Alex Harley; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; https://orcid.org/0000-0003-4683-9576Compreender como as características do ambiente escolar influenciam os comportamentos de atividade física dos adolescentes é essencial para o desenvolvimento de intervenções direcionadas. O objetivo deste estudo foi investigar as associações entre as características do ambiente escolar e os níveis de prática nas aulas de Educação Física (EF) e deslocamento ativo para a escola. Trata-se de um estudo transversal com amostragem de múltiplos estágios, envolvendo 1.719 adolescentes de 46 escolas de ensino médio, públicas e privadas, no município de Belém-PA. O tempo gasto nas aulas de EF e o deslocamento ativo na última semana foi autorrelatado com base no questionário da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. As características do ambiente escolar foram obtidas por meio de questionários respondidos pelos gestores escolares e visitas de observação dos pesquisadores. Modelos de regressão binomial negativa inflacionada de zeros foram utilizados para lidar com a superdispersão e o excesso de zeros nos dados. Os resultados indicaram que a maioria dos estudantes (55,0%) não participava de aulas práticas de EF, com apenas 37,6% relatando 30 minutos ou mais de atividade por semana. Quanto ao deslocamento ativo, aproximadamente um terço dos adolescentes (34,6%) não realizava esse tipo de deslocamento. Na parte logit dos modelos ajustados, os fatores associados à redução das chances de não participação nas aulas de EF incluíram um maior número de professores de EF (OR = 0,79; IC 95%: 0,71–0,87), a presença de vestiários (OR = 0,66; IC 95%: 0,54–0,83) e a acessibilidade da escola (OR = 0,68; IC 95%: 0,54–0,86). Para o deslocamento ativo, a presença de calçadas (OR = 1,34; IC 95%: 1,03–1,74) e bicicletários (OR = 1,61; IC 95%: 1,26–2,05) aumentou as chances de não engajamento, enquanto as lombadas (OR = 0,60; IC 95%: 0,43–0,82) reduziram as chances de não engajamento. Em conclusão, as características do ambiente escolar têm o potencial de diminuir a não adesão às aulas práticas de EF entre os adolescentes. No entanto, os comportamentos de deslocamento ativo podem depender de fatores além da infraestrutura, exigindo uma exploração mais aprofundada.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Diferentes Modalidades e Níveis de Prática: Traços de Personalidade e Fatores Motivacionais(Universidade Federal do Pará, 2019-08-23) TAVARES, Aline Macedo; GOUVEIA JUNIOR, Amauri; http://lattes.cnpq.br/1417327467050274; https://orcid.org/0000-0003-1710-9662; PEDROSO, Janari da Silva; CAMPOS, Italo Sergio Lopes; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://lattes.cnpq.br/5549357037582788; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X; https://orcid.org/0000-0002-0761-6575Este trabalho visou determinar a relação entre traços de personalidade e fatores motivacionais em atletas, inativos e praticantes recreativos de ambos os sexos e escolha por diferentes modalidades esportivas. Método: 148 participantes com idade entre 20 e 35 anos distribuídos em grupos por modalidade, por nível de prática e por sexo. Resultados: As correlações significativas entre variáveis de treinamento, traços de personalidade e fatores motivacionais foram principalmente para traços de Realização, Neuroticismo e Extroversão, e fatores motivacionais de Competitividade e Prazer. Diferenças na Anova entre modalidades foram significativas em: Minutos de treino por dia, Frequência de Treino Semanal, Meses de treinamento sem interrupção, Busca por novidades, Sociabilidade, Competitividade, Estética e Prazer. Entre nível de prática para: Frequência de Treino por Semana, Competência, Empenho, Realização, Abertura a ideias, Sociabilidade e Competitividade. E entre Sexo: Frequência de Treino por semana, Vulnerabilidade, Dinamismo e Sociabilidade. O efeito de interação entre as variáveis revelou significância em Sexo e Modalidade para: Frequência de Treino Semanal, Empenho e Sociabilidade. Nível de prática e Sexo nos traços Altivez e Dinamismo, Pró-sociabilidade, Socialização, Competência e Empenho. Conclusão: Diferenças entre modalidades foram mais expressivas ao se considerar fatores motivacionais de Estética, Sociabilidade, Competitividade e Prazer. Sexo foi um importante moderador para as diferenças entre traços de personalidade entre níveis de prática, revelando resultados significativas para traços de Extroversão, Realização e Socialização, para fatores motivadores o principal foi entre Competitividade e Sociabilidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito do exercício físico na força muscular, massa muscular e desempenho físico em pessoas sarcopenicas com câncer: uma revisão sistemática(Universidade Federal do Pará, 2024-12-20) GUEDES, Laerte Jonatas Leray; CARNEIRO, Saul Rassy; http://lattes.cnpq.br/9162153771863939; https://orcid.org/0000-0002-6825-0239; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571O câncer é a principal causa de sarcopenia secundária, representando um problema crescente entre pessoas com diagnóstico de câncer. Essa condição está associada a desfechos desfavoráveis tanto em relação à progressão da doença quanto aos diversos tipos de tratamento oncológico. O exercício físico, é recomendado por diversos guidelines para pacientes oncológicos. No entanto, os guidelines não apresentam recomendações específicas para a sarcopenia, e poucas revisões sistemáticas exploraram esse tema. Além disso, o efeito exercício físico para melhorar sarcopenia (força muscular, massa muscular e desempenho físico), em pacientes com câncer, ainda não está completamente elucidado. Objetivo: Verificar efeito do exercício físico na força muscular, massa muscular e desempenho físico em pessoas sarcopenicas com câncer. Materiais e métodos: O estudo é uma revisão sistemática, utilizamos para critério de inclusão o acrônimo PICOS, população: pacientes adultos com diagnóstico de câncer com diagnóstico de sarcopenia; Intervenção: exercício físico isolado ou associado a outras intervenções; controle: pacientes em cuidados usuais, ausência de tratamento ou sem exercício físico; desfecho: força muscular, massa muscular e desempenho físico; Tipos de estudos: ensaios clínicos randomizados controlados. As bases de dados utilizadas foram Pubmed, Excerpta Medica database (EMBASE), Cochrane (CENTRAL), Physiotherapy Evidence Database (PEDro), Literatura Latino-americana e do Caribe de Saúde em Ciências da saúde (LILACS), Cumulative Index to Nursing and Allied. Health Literature (CINAHL) e, SPORTDiscus. Para literatura cinzenta foram verificadas o Clinical trials.gov, Proquest, Catálogo de teses e dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, sem limite de idioma e tempo. As buscas foram até 10 de outubro de 2024. O risco de viés dos estudos incluídos foi avaliado pela Cochrane Risk of Bias Tool 2 e o nível da evidência pelo Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation. A síntese qualitativa (narrativa) foi realizada na revisão apresentando as medidas de efeitos extraídas dos estudos individualmente. Resultados: Foram incluídos oito ensaios clínicos randomizados controlados. Três estudos demonstraram efeito no índice de massa muscular esquelética a favor do exercício resistido (MD= 0,32 Kg/m2, IC 95% [0,04; 0,60), exercício resistido e aeróbico no índice de massa muscular esquelética apendicular (MD= 2,4 Kg/m2, IC 95% [4,1; 1,30]) e exercício resistido associado suplementação proteica (MD= 0,03 Kg/m2, IC 95% [0,1 0,5]). Não houve diferenças entre grupo intervenção e controle para as variáveis força muscular e desempenho físico. Os estudos inclusos apresentaram risco de viés com algumas preocupações e alto risco. Adicionalmente todos os desfechos receberam baixo nível de evidência no GRADE. Conclusão: Apesar do exercício parecer seguro e três artigos apontarem um possível efeito na massa muscular, os estudos não tinham a sarcopenia como um desfecho primário, apresentando prevalências <50% de sarcopênicos em 7 estudos. Assim, ainda existe uma carência de evidências sobre a real efeito do exercício físico na sarcopenia em pacientes com câncer.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Tendência temporal de oferta e participação nas aulas de educação física no ensino médio: uma análise dos dados da PeNSE (2015-2019)(Universidade Federal do Pará, 2025-06-30) BARBOSA, Danilo Silva; CRISP, Alex Harley; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; https://orcid.org/0000-0003-4683-9576; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; FARIAS JÚNIOR, José Cazuza de; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; http://lattes.cnpq.br/4022228051960764; https://orcid.org/0000-0001-5265-619X; https://orcid.org/0000-0002-1082-6098Embora a Educação Física seja parte obrigatória do currículo escolar brasileiro, são limitadas as evidências sobre sua implementação efetiva nas escolas ao longo do tempo. Essa ausência de monitoramento dificulta a avaliação do cumprimento das diretrizes nacionais e o enfrentamento das desigualdades estruturais entre regiões e redes de ensino. Este estudo teve como objetivo descrever a tendência temporal na oferta e participação em aulas de Educação Física entre estudantes do ensino médio no Brasil, e analisar diferenças segundo sexo, série, dependência administrativa (pública e privada) e grandes regiões. Utilizamos dados de duas edições da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizadas em 2015 (n = 16.556) e 2019 (n = 70.755). Analisamos proporções ponderadas e razões de prevalência (RP) para ausência de aulas de Educação Física e de participação em aulas práticas nos sete dias anteriores à pesquisa. Entre 2015 e 2019, a prevalência nacional de estudantes que relataram não ter tido aulas de Educação Física apresentou redução de 4,8 pontos percentuais (33,0%; IC95%: 27,2– 38,9 vs. 28,2%; IC95%: 25,6–30,8). Por outro lado, a proporção de adolescentes que não participaram de aulas práticas (0 minutos) manteve-se elevada e aumentou 3,0 pontos percentuais no período (49,3%; IC95%: 43,9–54,8 vs. 52,3%; IC95%: 49,8–54,9). Em ambas as edições, a não participação foi mais frequente entre estudantes do terceiro ano (2015 = 57,0%; 2019 = 57,5%) e entre meninas (2015 = 53,7%; 2019 = 60,7%). Em 2019, a prevalência de ausência de participação prática foi maior em escolas públicas (55,3%) do que em escolas privadas (45,1%) com IC95%. As análises por grande região indicaram aumento das disparidades em 2019, com estudantes das regiões Norte e Nordeste apresentando maiores prevalências de ausência de aulas e de não participação nas aulas práticas, chegando a 42,6% e 36,7% para ausência, com 63,9% e 65,4% para frequência. Em conclusão, apesar do aumento da oferta autorreferida das aulas de Educação Física entre 2015 e 2019, a prática efetiva permanece limitada, especialmente entre meninas e estudantes dos anos finais do ensino médio. Os resultados apontam para desigualdades estruturais na oferta e participação da disciplina principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país.
