Navegando por Assunto "Poluentes ambientais"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Análise transcriptômica das linhagens celulares B103 e C6 expostas à ação do metilmercúrio(Universidade Federal do Pará, 2023-04) BONFIM, Laís Teixeira; FERREIRA, Wallax Augusto Silva Ferreira; OLIVEIRA, Edivaldo Herculano Correa de; http://lattes.cnpq.br/009400771470765; https://orcid.org/0000-0001-6315-3352A intensificação das atividades antrópicas tem produzido uma alta taxa de poluição ambiental principalmente em corpos hídricos, onde a contaminação por metais se tornou objeto de grande importância, devido à incapacidade desses ambientes em suportar tal poluição. O mercúrio (Hg) é um metal pesado de ocorrência natural, que pode ser utilizado na fabricação de elementos domésticos como lâmpadas fluorescentes, fungicidas e germicidas. A entrada do Hg na cadeia alimentar ocorre pela metilação dos íons Hg2+ em MeHg. Após a metilação, o mercúrio é considerado altamente tóxico para o ser humano, e entre os principais órgãos alvo dessa intoxicação podemos citar o cérebro, uma vez que o MeHg atravessa facilmente a barreira hematoencefálica, podendo acumular-se em diferentes áreas cerebrais. Sabe-se que, uma vez no SNC, o MeHg pode causar extensos danos celulares, como dano ao DNA, estresse oxidaivo, neuroinflamação e morte celular tanto em neurônios quando em células da glia. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi analisar as alterações transcriptômicas das linhagens celulares B103 e C6, células derivadas de neuroblastoma e glioma de Rattus norvegicus, expostas à ação do metilmercúrio. Para isso, foi utilizada a técnica de microarray de expressão afim avaliar o perfil global de expressão genica após 24 h de exposição ao MeHg. Nossos resultados demonstraram que o MeHg induz alterações significativas na expressão genica das duas linhagens celulares estudadas, sendo estas alterações mais proeminentes na linhagem C6, na qual observou-se uma maior quantidade de genes diferencialmente expressos. Entre os genes que mais se destacaram após a exposição das células B103 ao MeHg destacaram-se os genes Cdc42se2 (log2 FC -4.055713), Dcx (log2 FC 3.618981) e 4930449C09Rik (log2 FC 3.5129156) para a concentração de 0,1 μM. Já para a exposição de 2,8 μM, os genes com maior FC foram Crem (log2 FC -4.027875), Otoa (log2 FC 3.501512) e Dcx (log2 FC 3.423433). Além dos genes acima citados, destacaram-se os genes Trim14, Gm14169, Gm30871, Otoa e Dcx por serem compartilhados entre os dois grupos expostos. Quanto a linhagem C6, destacaram-se dez transcritos com FC maior que 3 (Aldh1l2, Dac1, Rps4l, Zbtb46, 6430573p05Rik, Tcf12, Awat2, Muc3, Dclre1b, Slc38a6). No tratamento de 6,3 μM, apenas três genes foram alterados mais de 3 vezes (Rps4l, Ankdr44 e 2610318N02Rik). Vale ressaltar que três genes foram compartilhados entre os tratamentos (Rps4l, Lamb 3 e Gm 41386).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Micropoluentes orgânicos emergentes na região amazônica: efeitos de concentrações ambientalmente realistas de ftalato em Hyphessobrycon heterorhabdus (Teleostei: Characidae)(Universidade Federal do Pará, 2024-05-03) SANTOS, Erika Monteiro dos; SOUSA, Daniele Salgado de; http://lattes.cnpq.br/5686432777054273; https://orcid.org/0000-0001-8435-7071; AMADO, Lílian Lund; http://lattes.cnpq.br/3382900147208081; https://orcid.org/0000-0001-7693-8191; CARVALHO, Leandro Machado de; ARRIFANO, Gabriela de Paula Fonseca; http://lattes.cnpq.br/6652387343920028; http://lattes.cnpq.br/3401378700297133; https://orcid.org/0000-0002-2172-0520; https://orcid.org/0000-0003-2817-3539dos programas de monitorização ambiental e que esteja diretamente associado a atividades antropogênicas. Um exemplo são os ftalatos, produtos sintéticos amplamente utilizados na indústria de plastificantes. Podemos citar o di-butil ftalato (DBP), um dos mais encontrados no meio ambiente, que pode causar efeitos como genotoxicidade, apoptose, neurotoxicidade, hepatoxicidade, etc. Estudos recentes em todo o mundo têm identificado e quantificado DBP no meio ambiente, investigando seus efeitos em organismos aquáticos. No entanto, no Brasil, mais especificamente na região amazônica, ainda não existem estudos nesse sentido, deixando uma lacuna sobre a presença de MEs no ambiente aquático e seus efeitos sobre as espécies nativas. Assim, o objetivo geral desta dissertação foi identificar e quantificar MEs em rios urbanos da cidade de Belém, PA, Brasil, e avaliar as respostas de estresse oxidativo da espécie Hyphessobrycon heterorhabdus (Tetra Bandeira) à exposição a maior concentração de DBP encontrada na região. A dissertação está estruturada em dois capítulos: I) um estudo de campo, no qual foram identificados e quantificados MEs em rios urbanos de Belém, uma das cidades mais urbanizadas da Amazônia Oriental e; II) um estudo experimental, no qual foram avaliadas as alterações bioquímicas em H. heterorhabdus expostos a três concentrações de DBP. O estudo de campo coletou amostras de dois rios urbanos, os canais Tamandaré e Tucunduba. As amostras de água foram coletadas em garrafas âmbar, identificadas e enviadas ao laboratório para quantificação dos MEs por cromatografia líquida. Os peixes foram obtidos no Parque Ecológico do Gunma e aclimatados em laboratório para o experimento. Os animais foram expostos a três concentrações de DBP: (i) controle acetona (CA); grupo 1 (G1): 10 μg/L; grupo 2 (G2): 100 μg/L e grupo 3 (G3): 1000 μg/L durante sete dias. Amostras de água foram coletadas de todos os grupos em momentos específicos para a quantificação de DBP no meio experimental. Os animais foram dissecados nas porções anterior, média e posterior para análises bioquímicas, como a capacidade antioxidante total (ACAP), atividade da glutationa-S-transferase (GST) e lipoperoxidação (LPO). Foram identificados três grupos de MEs: organoclorados, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HPAs) e ftalatos. Entre os ftalatos, o DBP e o di(2-etilhexil) ftalato (DEHP) foram os MEs com as concentrações mais elevadas, com 10.428 μg/L e 7.547 μg/L, respectivamente. No estudo experimental, a ACAP não variou entre os grupos nas porções anterior e posterior, enquanto na porção média observamos um efeito concentração-dependente. A GST não variou na porção posterior, mas na porção anterior, houve um aumento da GST no grupo G2 e uma diminuição no G1 na porção média. O LPO mostrou efeitos concentração-dependente e hormético nas porções anterior e posterior, respectivamente. Na porção média, a LPO não variou entre os grupos. Em geral, concluímos que organoclorados, HPAs e ftalatos estão presentes nos rios estudados e que a exposição ao DBP resulta em estresse para os organismos testados. Além disso, nossos resultados são de grande relevância para a região amazônica, pois este é um estudo pioneiro.
