Navegando por Assunto "Praias amazônicas"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização dos padrões morfodinâmicos em cristas de praias na costa amazônica(Universidade Federal do Pará, 2023-09-29) ROSÁRIO, Edineuza dos Santos; SANTOS, Valdenira Ferreira dos; http://lattes.cnpq.br/1395198888623953; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-5038-4191; RANIERI, Leilanhe Almeida; http://lattes.cnpq.br/3129401501809850; https://orcid.org/0000-0002-9870-4879O conhecimento dos ambientes de praias requer uma abordagem morfodinâmica integrada com o uso de diferentes escalas espaço-temporal, a fim de compreender a atuação dos processos costeiros e marinhos na modificação da morfologia da praia. Existem algumas peculiaridades importantes sobre esses processos nas praias da região amazônica, como a grande descarga hidrossedimentar dos estuários, altos índices pluviométricos e a alta amplitude e intensidade das correntes de maré, que moldam os sistemas praiais, muitas vezes complexos, como as cristas de praias. O objetivo desta pesquisa foi analisar a dinâmica morfológica de um segmento das cristas de praia, localizado ao norte da foz do rio Amazonas, no Goiabal (município de Calçoene), no setor costeiro oceânico do Estado do Amapá. A hipótese é que as mudanças morfológicas no segmento das cristas de praia em estudo são influenciadas pela dinâmica hidrossedimentar do rio Amazonas. A metodologia de investigação baseou-se em três etapas: (1) determinação da morfologia das cristas de praias e das suas alterações (variação do perfil de praia, depósitos sedimentares e classificação das praias); (2) análise dos processos morfossedimentares (agentes físicos costeiros como marés, ondas e correntes, e fornecimento de sedimentos como plumas sedimentares; (3) integração dos dados (correlação entre os processos analisados na primeira e na segunda etapa). Os resultados indicam variações médias significativas na morfosedimentação do sistema das cristas de praia em Goiabal, com migração sazonal (~24 a ~42 metros) em direção ao continente. A erosão e a deposição nas cristas e nos canais subsequentes foram, em média, inferiores a 0,30 m ao longo dos perfis de praia durante o ciclo sazonal. Os parâmetros oceanográficos indicam altura média de ondas de 0,25 m e uma amplitude média da maré de 5 m. As correntes costeiras são orientadas para oeste-sudoeste e há uma predominância de correntes de maré vazante durante o período chuvoso. A pluma de sedimentos do rio Amazonas estava mais próxima da área de estudo durante a estação chuvosa (~15 a 25 km), com predominância das correntes de maré vazante. Assim, pode-se concluir que o segmento das cristas de praia estudada sofre maior influência da pluma de sedimentos do rio Amazonas durante o período chuvoso, intensificando a deposição de sedimentos finos. A deslocamento das cristas de praias e o fornecimento de sedimentos têm uma forte relação com a dinâmica das marés na região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geoindicadores de vulnerabilidade à erosão em praias estuarinas, costa amazônica, Pará.(Universidade Federal do Pará, 2022-04-19) NOVAES, Gabriela de Oliveira; RANIERI, Leilanhe Almeida; http://lattes.cnpq.br/3129401501809850; https://orcid.org/0000-0002-9870-4879A Zona Costeira (ZC) é uma região responsável por diversas funções ecológicas, e também objeto de preocupação devido aos seus usos e pressões antrópicas, que afetam seu equilíbrio e integridade ambiental. A praia é um dos ambientes mais importantes na ZC, devido sua intensa utilização pela população humana, ter função ecológica para muitos organismos e ser uma proteção natural contra as forçantes físicas (ondas, marés e correntes). A ocupação antrópica sobre uma determinada praia pode agravar a erosão costeira (processo natural da alteração morfológica do ambiente, decorrente da interação com os agentes físicos). Isso ocorre na Ilha de Mosqueiro, objeto de estudo deste trabalho, onde os processos erosivos vêm se intensificando nas últimas décadas, combinados aos de urbanização. Observando esta problemática, a presente pesquisa tem como objetivo analisar a vulnerabilidade à erosão nas praias estuarinas amazônicas da Ilha de Mosqueiro, além de avaliar o grau de risco costeiro a que estão expostas. Utilizando geoindicadores, foram obtidos índice e classificação da vulnerabilidade local. Sendo o índice composto por variáveis costeiras: morfologia e granulometria da praia, balanço sedimentar praial, variação da linha de costa, falésias, barreiras naturais; e variáveis continentais: elevação do terreno, vegetação, estruturas de engenharia costeira, percentagem de ocupação e permeabilidade do solo. Então realizou-se: (a) coleta de dados topográficos e amostragens de sedimentos em 16 praias; (b) análise observacional com checklist de geoindicadores de erosão costeira in loco e por meio de imagens de satélite; c) tratamento dos dados coletados em campo e por meio do sensoriamento remoto; d) utilização do índice de vulnerabilidade costeira para avaliar a erosão nas praias; e, e) identificação de grau de risco nestas praias. Os resultados demonstram que 8 das 16 praias analisadas estão classificadas com alta vulnerabilidade (IVC: 5,0-7,4) e acentuado risco costeiro, e que a presença de falésias ativas, muro de arrimo e elevada ocupação próxima às praias destacaram-se como favorecedores para este resultado. Os dados indicaram elevada ocupação humana (> 70% na maioria das praias), visto que várias formas de uso do solo são frequentes na ilha, sejam por residências ou estabelecimentos (comércios, restaurantes, pousadas), o que intensifica o risco local para a ocorrência de danos provocados pela erosão. De forma geral, o método adaptado deste estudo para praias estuarinas amazônicas, mostrou-se uma ferramenta interessante a ser utilizada no planejamento urbano e para minimizar futuros impactos da erosão costeira. Pois fornece informações que podem auxiliar na tomada de decisões voltadas ao gerenciamento costeiro e na escolha de quais medidas mitigatórias podem ser realizadas. Assim, reforça-se a importância desta análise e do contínuo monitoramento costeiro através do uso dos geoindicadores.
