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Navegando por Assunto "Psicanálise e educação"

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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Ser ou não ser como nossos professores de ciências: proposição para uma intervenção afetiva no estágio do clube de ciências da UFPA
    (Universidade Federal do Pará, 2017-07-07) FERREIRA NETO, João Amaro; PESSOA, Wilton Rabelo; http://lattes.cnpq.br/0244057330247829
    Objetivo deste trabalho foi o desenvolvimento e estruturação de proposições de intervenção afetiva que pudesse ser utilizada durante o estágio orientado de regência. Para isto, foi realizado, inicialmente, uma pesquisa bibliográfica com a intenção de fazer um “diagnóstico” do ensino de ciências, em que se verificou uma não contemplação dos aspectos afetivos nas propostas curriculares, privilegiando-se uma instrumentação técnico/metológica da formação de professores que se mostrou não ser suficiente para mudar as formas como se ensina ciências, repetindo-se, com uma fachada diferente, os mesmos jeitos de ser do professor. Entendemos a partir desta constatação, que havia a necessidade de se desenvolver e sistematizar de um instrumento que pudesse incluir, deliberadamente, a dimensão afetiva como seu objeto principal de trabalho na formação inicial de professores. Assim, utilizou-se a psicanálise como referencial teórico, para analisar as situações vividas pelo os estagiários em sala de aula com estudantes do 8º e 9º ano; no Clube de Ciências da UFPA, que se configura em um laboratório didático/pedagógico; e também para atender a sua demanda por orientação em relação ao comportamento indisciplinado destes estudantes de Educação Básica. Para tal, a clínica psicanalítica foi usada como inspiração para fazer intervenções afetivas com os professores estagiários. Posteriormente, foi feita uma estruturação dos processos ocorridos durante esta intervenção afetiva, usando-se, como inspiração, os procedimentos da clínica psicanalítica. Compreendemos que a mediação entre os fatos vividos pelo estagiário e sua subjetividade, baseados no instrumento da clínica psicanalítica, coloca o sujeito em um processo de passagem da queixa para a assunção de responsabilidade, apresentando-se assim, como um recurso viável para o desenvolvimento afetivo dos futuros professores no seu fazer docente durante o estágio, se configurando em um possibilidade de quebra do processo de transmissão transgeracional, que mantém os os professores em uma repetição de jeitos de ser em sala de aula.
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