Navegando por Assunto "Psicologia evolucionista"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Ambiente de desenvolvimento e início da vida reprodutiva em mulheres Brasileiras(2011) LORDELO, Eulina da Rocha; MOURA, Maria Lucia Seidl de; VIEIRA, Mauro Luís; BUSSAB, Vera Sílvia Raad; OLIVA, Angela Donato; TOKUMARU, Rosana Suemi; BRITO, Regina Célia SouzaModelos teóricos inspirados na teoria da história de vida têm avaliado padrões de reprodução humanos em países desenvolvidos, com resultados ainda não conclusivos. Em vista das condições de vida na população brasileira, foram investigadas relações entre marcos da carreira reprodutiva feminina, condições ambientais e variáveis psicossociais relacionadas às condições de criação. Foram entrevistadas 606 mulheres em seis estados. Os resultados apóiam a teoria da história de vida, mostrando associações entre condições de vida na infância e início da vida sexual e da reprodução, mas não com a idade da menarca. Sugerimos que diferentes marcadores da vida reprodutiva podem estar sob controle de diferentes fenômenos e que a diversidade de condições da população brasileira oferece contextos alternativos para testar hipóteses.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Compreendendo as diferenças de gênero a partir de interações livres no contexto escolar(2010-04) MENEZES, Aline Beckmann de Castro; BRITO, Regina Célia Souza; FIGUEIRA, Renata Almeida; BENTES, Tatiana Frazão; MONTEIRO, Eline Freire; SANTOS, Marina CunhaPara a Psicologia Evolucionista as diferenças de gênero existentes nas brincadeiras resultam de influências culturais que interagem com uma pré-disposição selecionada na espécie. Objetivou-se investigar se tais diferenças seriam compatíveis com dimorfismo sexual descrito na literatura da área. Setenta e três alunos entre seis e sete anos de uma escola particular foram filmados em quatro sessões de 30 minutos de recreio. Contabilizou-se a freqüência dos comportamentos e os pares com que ocorriam. Posteriormente, 21 crianças foram entrevistadas sobre suas brincadeiras prediletas e suas classificações de brincadeiras segundo o gênero. Pôde-se observar que ambos os sexos participam de atividades similares, mas em interações intra-sexuais. Além disso, observaram-se diferenças topográficas na forma de brincar, de acordo com o sexo. Nas entrevistas, como previa a literatura, foram registradas diferenças entre o relatado e o observado, indicando maior influência cultural sobre o conteúdo relatado.Tese Acesso aberto (Open Access) Convergências e/ou divergências no sistema de crenças e práticas parentais: comparação entre duas amostras amazônicas(Universidade Federal do Pará, 2010-12-11) BELTRÃO, Manuela Cavaleiro de Macêdo; BRITO, Regina Célia Souza; http://lattes.cnpq.br/5576436464955236A proposta desta pesquisa foi identificar convergências e divergências nas crenças, metas de socialização e práticas de cuidados parentais em dois contextos ecológicos amazônicos, buscando analisar a relação entre fatores biológicos e ecoculturais. Participaram da pesquisa 99 mães de duas localidades: Belém – capital (CEU – contexto ecológico urbano – N=50) e Santa Bárbara (CENU – contexto ecológico não urbano – N=49), com idade superior a 18 anos com pelo menos uma criança com idade entre 0 e 6 anos . Os dados foram coletados por meio de entrevistas em que se aplicavam questionários e para análise destes foram utilizados critérios estatísticos e o respaldo teórico da Psicologia Evolucionista. Os dados indicaram que as comunidades estudadas em relação aos dados socio-demográficos diferem de forma sistemática uma da outra, em função dos níveis de desenvolvimento tecnológico e diferentes organizações para o contexto social. O mundo social das crianças de CENU e de CEU representam contextos desenvolvimentais que oferecem diferentes oportunidades. A literatura aponta que as trocas sociais estabelecidas entre crianças e cuidadores podem refletir sobre o desenvolvimento da criança em relação ao aspecto cognitivo, emocional e social. Os resultados encontrados indicam que as mães de CEU apesar de terem sido mais autônomas que as de CENU, foram ao mesmo tempo mais relacionais que as mesmas, demonstrando que talvez as mudanças que atingem os contextos, ocorram com mais rapidez em ambientes urbanizados. Além disso, os dados parecem indicar que os contextos por estarem em um momento de transição passam de um modelo interdependente para um modelo autônomo-relacional. Entretanto, foi possível perceber que as idéias que as mães possuem sobre a importância de determinadas ações nem sempre refletem suas práticas. Em relação aos cuidados primários as mães parecem valorizar e realizar de igual modo. Em relação ao Contato corporal as mães de CENU valorizam mais que as mães de CEU. Em estimulação corporal o resultado foi bastante interessante, pois os itens que CEU deu mais importância e praticou menos, foram os mesmos itens em que CENU deu menos importância e praticou mais. No que tange a estimulação por objeto as mães de CEU dão mais importância as praticas do que as realizam e vice-versa acontece em CENU. Ao sistema face-a-face foi atribuída maior importância pelas mães de CEU. Os dados apresentados sugerem que as mães de ambos os contextos estão utilizando estratégias parentais distais e proximais ao mesmo tempo, ou seja, desejam que seus filhos se tornem auto-suficientes, mas também desejam que os mesmos sejam respeitosos e obedientes. Além disso, os resultados aqui encontrados confirmam que os quatro sistemas descrevem as experiências interacionais das crianças e expressam a ênfase cultural de combinações e estilos particulares. Não foram encontradas diferenças marcantes nas crenças e práticas de cuidados maternos entre CEU e CENU, o que nos levou a considerar que as crenças parentais, em consequência à adaptação ao contexto, variaram menos conspicuamente nas cidades escolhidas do que entre outras cidades examinadas em outros estudos. Outra questão bastante interessante encontrada foi o resultado relativo ao nível de instrução das mães de CEU e a valorização de metas relacionais, pois de acordo com a hipótese na literatura o nível educacional das mães torna-se uma variável importante em relação às metas de socialização. CENU demonstrou uma tendência para metas e práticas relacionais. Isso se deve ao modo de vida mais próximo do protótipo de interdependência que este contexto apresenta, no qual as mães tendem a valorizar as normas e regras determinadas pela família ou grupo ao qual pertencem. Os resultados referentes ao CEU não confirmaram a hipótese de que ele apresentaria mais metas e práticas voltadas para a independência, sendo percebido que Belém apresenta tanto características do modelo de independência como de interdependência. Presume-se que CEU e CENU são contextos que passam por mudanças, uma vez que as mães podem acreditar em uma coisa e na realidade agir de outra forma.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Critérios utilizados na seleção de parceiras amorosas em relacionamentos de curto e longo prazo entre mulheres de orientação homossexual em idade reprodutiva(Universidade Federal do Pará, 2011-04-11) CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; BRITO, Regina Célia Souza; http://lattes.cnpq.br/5576436464955236Diferentes critérios utilizados para a escolha de parceiros entre homens e mulheres têm sido identificados. Essa diferença, provavelmente, origina-se pelos diferentes graus de investimento parental entre gêneros. Mulheres parecem ter predisposição a selecionar parceiros com características de investimento emocional, material e com bons indicativos de saúde. Já homens podem utilizar os mesmos critérios que as mulheres, porém dão mais importância que estas à aparência física e juventude. Em relacionamentos de curto e longo prazo a literatura indica que há uma diferença nas escolhas entre mulheres. No primeiro caso, elas têm demonstrando preferir características relacionadas à saúde física, comparado ao segundo tipo de relacionamento, no qual a ênfase tem sido voltada à parceiros bons provedores de recursos e com alto nível de investimento emocional. Há poucas pesquisas que investigaram os critérios que mulheres homossexuais utilizam na escolha de suas parceiras amorosas. Estudos que investigaram a origem da homossexualidade apontaram a possibilidade de influências biológicas. Em termos evolutivos, a homossexualidade poderia ter surgido, em parte, como subproduto da evolução do prazer característico das atividades sexuais. Se esta hipótese estiver correta, o potencial para o desenvolvimento de uma orientação homo, hetero ou bissexual pode ser potencializado por ambientes característicos dos indivíduos em particular. Tal hipótese pode sugerir que os mecanismos psicológicos para escolha de parceiros sejam semelhantes entre as mulheres de variadas orientações sexuais. Para testar esta hipótese, investigou-se as preferências na escolha de parceiras de 100 mulheres em período reprodutivo, entre 18 e 40 anos, que se auto-classificaram como “homossexual exclusivo” ou “homossexual, e às vezes heterossexual”. Para a coleta de dados foram utilizados dois instrumentos, um para seleção das participantes e outro para a coleta de informações. O instrumento de coleta de dados foi dividido em: 1) Dados Demográficos; 2) Dados da parceira; 3) Critérios valorizados na escolha de uma parceira; 4) Critérios valorizados na escolha de uma parceira de curto e longo prazo; 5) Variáveis relacionadas ao desempenho sexual. As participantes foram contatadas pelo método a) “snow ball”, b) bares frequentados por grupos homossexuais e c) associações GLBT. Especificamente, investigou-se as variáveis envolvidas na escolha de parceiras de curto e longo prazo e comparou-se os resultados com os dados coletados por Cruz (2009), com mulheres heterossexuais em período reprodutivo. Os resultados indicaram que há maior preferência por atributos físicos em relacionamentos de curto prazo entre mulheres homo e heterossexuais. Atributos referentes à formação de vínculo foram mais solicitados em relacionamentos de longo prazo, possivelmente porque 75,6% dessas mulheres têm renda e não dependem do parceiro(a) para o provimento na relação, diminuindo a necessidade de parceiro(a)s que invistam recursos materiais. Mulheres homossexuais parecem ter os mesmos padrões de escolha de parceiros que heterossexuais.Tese Acesso aberto (Open Access) Diferenças de gênero em crianças: uma comparação entre diferentes metodologias(Universidade Federal do Pará, 2011-04-11) MENEZES, Aline Beckmann de Castro; BRITO, Regina Célia Souza; http://lattes.cnpq.br/5576436464955236Há uma literatura vasta sobre dimorfismo sexual no comportamento infantil, incluindo estudos sobre padrões atípicos de gênero ou não conformidade de gênero. A proposta deste trabalho surgiu a partir de discussões sobre a relação entre gênero e comportamento homossexual. Contudo, percebeu-se a necessidade de ampliar o conhecimento sobre as diferenças de gênero entre crianças, a partir da utilização de diferentes metodologias na investigação de comportamentos típicos de gênero e da influência destas diferenças para as relações sociais infantis. Foram realizados três estudos. No primeiro, comparou-se as metodologias de observação e entrevista, sendo verificado que a maioria das brincadeiras ocorriam de forma intra-sexual, havendo algumas brincadeiras predominantes de um sexo específico. Percebeu-se, ainda, que o conteúdo dos relatos nas entrevistas sofreu influência do contexto sócio-cultural. No segundo estudo foram aplicados dois instrumentos padronizados de medidas de gênero, encontrando que há brincadeiras predominantemente preferidas por cada sexo e que a criança tende a se identificar e preferir brincar com crianças do mesmo sexo. No terceiro estudo foi realizada a análise do comportamento não verbal de díades mistas a partir de três protocolos distintos, onde os resultados indicaram que há diferenças entre os sexos quanto aos comportamentos em si, mas que o esforço comunicativo e o rapport tenderam a ser similares. Desta forma, foi encontrado que há muitas similaridades no comportamento geral entre os sexos, contudo em análises pormenorizadas pode-se perceber que há padrões específicos de cada sexo, especialmente no que se refere aos estilos de brincadeira e em padrões não verbais. Por fim, os diferentes métodos utilizados possuem vantagens e desvantagens devendo estas ser consideradas nas escolhas e combinações metodológicas de pesquisas futuras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fatores envolvidos na natureza e administração de redes sociais de estudantes universitários(Universidade Federal do Pará, 2009-09-11) SILVA JUNIOR, Mauro Dias; BRITO, Regina Célia Souza; http://lattes.cnpq.br/5576436464955236No presente estudo investigamos as relações interpessoais humanas. Especificamente buscamos com ele, replicar parcialmente o trabalho de Stiller e Dunbar (2007) usando o mesmo instrumento, porém utilizando outro tipo de amostra. O objetivo principal foi verificar se as redes sociais desses estudantes estão de acordo com a Hipótese do Cérebro Social, segundo a qual seres humanos seriam capazes de manter e administrar um determinado número de relações interpessoais, por volta de 150 pessoas. Encontramos uma média de 52,53 contatos sociais, inferior ao predito pela Hipótese, despendendo com esses cerca de 25% do seu tempo. Houve correlações significativas entre as variáveis Tamanho da rede social, Freqüência, Tempo de contato, Proximidade Emocional e Coeficiente de parentesco, na rede social em geral, na rede de parentes e na rede de amigos. Em todos os casos, mesmo com a disponibilidade de tecnologias de comunicação à longa distância, os respondentes preferiram contatos face-a-face com os membros da rede social. Discutimos os resultados a partir de quatro hipóteses que não são mutuamente exclusivas. Por outro lado, foram confirmadas hipóteses secundárias, sobre a composição das redes sociais e sobre a interação entre Tamanho da rede, Freqüência e Tempo de Interações e Proximidade emocional. Estudos adicionais são necessários para esclarecer as diferenças encontradas, bem como a influência de outras variáveis que possam aumentar a compreensão das redes sociais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Função sexual e níveis de testosterona em mulheres hetero e homossexuais(Universidade Federal do Pará, 2016-02-07) SILVA, Caio Santos Alves da; BRITO, Regina Célia SouzaA psicologia evolucionista tem demonstrado que o sexo possui funções para além da reprodução, tendo evoluído por promover a proximidade afetiva do casal e aumentar o grau de satisfação junto ao parceiro. Entretanto, a maior parte dos estudos tem se concentrado em explicar a sexualidade de casais heterossexuais deixando uma lacuna no que diz respeito a sexualidade de mulheres homossexuais. Hoje já existem indícios quanto as diferenças na qualidade de vida sexual de mulheres hetero e homossexuais, bem como tem sido constatado que os grupos homossexuais não configuram uma entidade homogênea, apresentando diferenças no estilo de vida, preferências, e níveis hormonais. Este trabalho teve como objetivo investigar a qualidade da vida sexual e diferenças nos níveis de testosterona livre de três grupos de mulheres: hetero, homossexuais femme e homossexuais butch utilizando o instrumento Female Sexual Function Index devido a sua capacidade de avaliar os domínios da função sexual. Participaram desta pesquisa 55 mulheres hetero, 39 femme e 17 butch. No que diz respeito as práticas sexuais, 64,7% das participantes do grupo butch gostariam de ter 5 ou mais relações sexuais por semana, contra 46,2% no grupo femme e 34% no grupo hetero, demonstrando que mulheres homossexuais apresentam maior desejo sexual. As mulheres heterossexuais declararam menor frequência nas atividades preliminares como “ser masturbada pelo parceiro”, atividade que 35% delas praticam mais de uma vez ao mês, enquanto nos grupos femme, 59% e butch 41% praticavam mais de uma vez por semana. Resultados similares foram encontrados para “receber sexo oral do parceiro”, onde as 41% das heterossexuais relataram praticar mais de uma vez ao mês, enquanto 51% das femme e 35% das butchs praticaram mais de uma vez por semana. O escore geral do FSFI apresentou diferença significativa entre as mulheres hetero (28,44) e os grupos femme (31,31) e butch (30,82). A análise da testosterona salivar mostrou que o grupo butch possui a maior concentração, alcançando 99,2 pg/ml, seguido pelo grupo femme, com 56,09 pg/ml e por último o grupo hetero com 43,3 pg/ml. Comparando as médias da testosterona foi encontrada diferença significativa entre os grupos femme e butch (p<0,01), e entre as hetero e butch (p=0,001). Entre os grupos hetero e femme não houve diferença. Foram encontradas correlações entre os níveis de testosterona e domínios do FSFI. No grupo hetero houve correlação com o domínio da Satisfação (r = 0,732, p=0,01), no grupo femme não foi encontrada nenhuma correlação, no grupo butch ocorreu correlação negativa e de forte magnitude entre o domínio da Lubrificação (r = -0,621, p = 0,41). Os resultados apontam que as mulheres homossexuais possuem menores chances de apresentar disfunção sexual que as hetero. As mulheres homossexuais investem mais em comportamentos geradores de excitação e orgasmos como beijos, carícias, estimulação genital e sexo oral receptivo em comparação aos casais hetero. É provável que o investimento na estimulação preliminar ocorra por um desejo maior das mulheres Homossexuais em ter proximidade afetiva com suas parceiras, o que pode ser diferente em uma relação heterossexual onde o homem, possivelmente, protagonize a relação priorizando sua própria satisfação sexual.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Qualidade da relação conjugal: uma avaliação dos casais residentes no Pará(Universidade Federal do Pará, 2012-04-26) REBELLO, Keila do Socorro da Silva; BRITO, Regina Célia Souza; http://lattes.cnpq.br/5576436464955236Neste estudo investigamos as percepções que os casais têm de seus relacionamentos conjugais. Estas percepções seriam parte dos mecanismos de monitoramento da satisfação com o relacionamento, de acordo com a Psicologia Evolucionista, referencial téorico utilizado neste trabalho, que se baseia fundamentalmente na teoria evolutiva darwinista. Especificamente, nosso objetivo foi verificar de que forma os casais residentes na região metropolitana de Belém avaliam a qualidade de seus relacionamentos conjugais atuais, comparando as respostas dos membros da díade entre si e separadamente, por sexo. Utilizando a escala MARQ como instrumento de medida de satisfação conjugal, encontramos 86% dos casais satisfeitos com seus relacionamentos, cuja duração média foi 12,62 anos, a maioria oriundos da classe média. Analisada as respostas do casal, encontramos nas escalas de ciúme, parceria e amor os principais fatores para a satisfação conjugal. Analisadas separadamente, estas respostas indicaram que homens e mulheres avaliaram o ciúme sexual, conciliação e problemas com o relacionamento como fatores mais importantes para a satisfação conjugal. Analisando características sociodemográficas como faixa etária, renda e escolaridade, encontramos homogamia entre os casais mais satisfeitos. Os resultados encontrados fortalecem os pressupostos da Psicologia Evolucionista a respeito da onipresença do amor e do ciúme, como fatores de coesão dos hominíneos, especialmente na formação de pares, desde nossos ancestrais até a atualidade. Especialmente o mecanismo do ciúme estaria influenciando o comportamento amoroso de homens e mulheres paraenses. As pequenas diferenças na avaliação do relacionamento entre sexos não afetaram significativamente a satisfação de ambos com o relacionamento.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Relação entre gênero e orientação sexual a partir da perspectiva evolucionista(2010-06) MENEZES, Aline Beckmann de Castro; BRITO, Regina Célia Souza; HENRIQUES, Alda LoureiroEste estudo trata da relação entre gênero e orientação sexual a partir da perspectiva interacionista da Psicologia Evolucionista e da análise de diferentes elementos da sexualidade humana. Procurou-se discutir a literatura existente sobre os conceitos de gênero e de orientação sexual, com base nos quatro porquês da Etologia. Propõe-se a existência de múltiplas origens para a orientação sexual, sendo uma delas relacionada aos padrões típicos de gênero e à identidade de gênero. Isso levaria à identificação com indivíduos do mesmo sexo ou do sexo oposto e, consequentemente, à atração pelo grupo diferente daquele com o qual se desenvolveu a identificação. Essa perspectiva integra pré-disposições biológicas à análise de influências culturais, compreendendo, como complementares, vertentes teóricas usualmente tidas como contraditórias.
