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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A compreensão do sofrimento no escalpelamento: um estudo utilizando o grafismo e o teste das fábulas
    (Universidade Federal do Pará, 2007-06-29) VALE, Jesiane Calderaro Costa; SOUZA, Airle Miranda de; http://lattes.cnpq.br/5311796283730540
    Estudos sobre o escalpelamento têm sido escassos, existindo poucos nas áreas de medicina, terapia ocupacional e fisioterapia. Esses priorizam a natureza física, orgânica ou corporal do evento. Neste trabalho, estudamos o escalpelamento sob a perspectiva da Psicologia, enfocando o sofrimento psíquico e a sua expressão. Para tal, recorremos ao método clínicoqualitativo, como também elegemos dois instrumentos projetivos, o teste das fábulas de Düss e o desenho da figura humana. A pesquisa foi realizada na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, onde foram contatadas duas participantes, vítimas de acidente por escalpelamento. As pacientes foram selecionadas conforme os seguintes critérios: que tivessem sofrido o escalpelamento há mais de 6 meses, que não estivessem hospitalizadas, que apresentassem condições físicas e psicológicas para participar e que seus pais autorizassem suas participações neste estudo. Concluímos ser inegável o sofrimento psíquico manifestado por estas vítimas. Suas vidas sofreram um trágico acontecimento, sendo que o impacto produzido pelo escalpelamento se configurou como experiência única, inquestionavelmente subjetiva e marcadamente singular. Diante desta problemática constatamos não ser apenas o corpo portador de um sofrimento, mas também o psiquismo e destacamos a importância do uso dos referidos instrumentos como recursos favorecedores de sua expressão.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    O alcoolismo na história de vida de adolescentes: uma análise à luz das representações sociais
    (2013-09) SILVA, Sílvio Éder Dias da; PADILHA, Maria Itayra
    O estudo tem como objetivos descrever as representações sociais de adolescentes sobre alcoolismo e analisar as implicações do alcoolismo na história de vida dos adolescentes. Trata-se de uma pesquisa qualitativo-descritiva, que utilizou o método de história de vida para coleta de dados com 40 adolescentes, concomitantemente à técnica de observação livre. A análise de conteúdo temática levou a duas categorias: 'O bom e o ruim das bebidas alcoólicas' e 'Alcoolismo e suas consequências'. As representações sociais dos adolescentes sobre o álcool o atrelaram a dois significados simbólicos: a associação da bebida alcoólica com o prazer e a diversão, e a negatividade do seu uso, relacionada à violência e perda dos sentidos. Conclui-se que o convívio com o alcoolismo na família influencia o modo como os adolescentes percebem o álcool no decorrer de sua vida.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Uma análise genealógica da objetivação mulher em documentos do UNICEF
    (Universidade Federal do Pará, 2012-10-01) MIRANDA, Danielle Santos de; CHAVES, Ernani Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; LEMOS, Flávia Cristina Silveira; http://lattes.cnpq.br/8132595498104759
    Agências internacionais, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), objetivam ser guardiães das crianças e dos jovens, visando garantir e defender o cumprimento e a promoção dos direitos desses segmentos. Tais práticas estão constituídas por saberes heterogêneos ancorados em eixos programáticos enquadrados sob o modo de preocupações, como a observância da objetivação gênero na política de proteção às crianças e adolescentes brasileiras. Desta maneira, após leituras dos documentos do UNICEF, pode-se verificar a presença de um processo de objetivação das relações de gênero e, em especial, da objetivação mulher como um vetor delineador das políticas públicas propostas por este organismo para a defesa dos direitos de crianças e jovens. Desse modo, com a proposta de estudar esta problemática, construiu-se esta dissertação de mestrado em Psicologia, utilizando pistas da genealogia em Michel Foucault para interrogar as práticas de objetivação do objeto mulher em relatórios do UNICEF, no Brasil, dos anos de 2007 a 2009.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Concepções e práticas de educadores voltadas para crianças em instituições de acolhimento
    (Universidade Federal do Pará, 2016-02-29) DONATO, Lilian De Jesus Fontel Cunha; MAGALHÃES, Celina Maria Colino; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051
    O modelo do Nicho Desenvolvimental, contribui ao propor o estudo da criança e a cultura como única análise, por meio de três componentes mutuamente relacionados, (a) ambiente físico e social, (b) práticas de cuidado e (c) psicologia dos cuidadores. Dentre os campos de estudo da psicologia do desenvolvimento, destacamos aqui o ambiente de acolhimento institucional, por possibilitar investigações sobre aspectos que atuam sobre o desenvolvimento de crianças afastadas do convívio familiar e, principalmente, proporcionar dados que viabilizem intervenções para um desenvolvimento infantil. Para isto, faz-se necessário conhecer este ambiente, as práticas e concepções sobre o cuidado dos profissionais que prestam cuidado as crianças, pois segundo o modelo do Ninho, estes elementos contribuem para moldar o desenvolvimento das crianças. Neste sentido, este estudo objetivou investigar o ambiente de desenvolvimento de abrigos institucionais, para crianças de zero a seis anos, com base nos três subsistemas do Nicho, comparando dois contextos, Região Metropolitana de Belém (RMB) e Interior do Estado (IE), a partir do olhar de educadores dos abrigos institucionais. Os dados foram coletados por entrevista semiestruturada com educadores de 11 abrigos institucionais do estado do Pará. Participaram 110 educadores, sendo 107 do sexo feminino e três do masculino, entre 19 a 63 anos. O grupo da Região Metropolitana de Belém foi composto por 77 participantes e do Interior do Estado por 33. Os resultados indicam que, tanto na região metropolitana, quanto no interior, as instituições possuíam espaços amplos e arborizados, contudo, na região metropolitana, haviam instituições que atendiam grandes grupos de crianças, separando-as nos dormitórios por sexo e/ou faixa etária; por sua vez, no interior do estado, observou-se um ambiente institucional similar ao de uma residência e com estrutura para atender diferentes faixas etárias no mesmo dormitório. No que tange as práticas de cuidado, os educadores da Região Metropolitana de Belém valorizaram mais as brincadeiras não dirigidas, enquanto que educadores do interior as brincadeiras dirigidas. Com relação a psicologia dos educadores, os resultados apontam que educadores da Região Metropolitana de Belém melhor percebem a influência do seu trabalho no desenvolvimento da autonomia, curiosidade e na capacidade de se relacionar com os outros. O estudo indicou que apesar de existirem diferenças entre concepções e práticas de cuidado, prevalece uma homogeneidade das mesmas na Região Metropolitana de Belém e Interior do Estado. Cabe destacar que a análise apresentada está aquém de esclarecer a qualidade do cuidado e rotinas institucionais na Região Metropolitana de Belém e Interior do Estado, mas apresenta contribuições para a área visto que o instrumento utilizado foi sensível para o levantamento do perfil, concepções e práticas de cuidado dos educadores em abrigos institucionais.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Construcionismo, práticas discursivas e possibilidades de pesquisa em psicologia social
    (2007-12) MÉLLO, Ricardo Pimentel; SILVA, Alyne Alvarez; LIMA, Maria Lúcia Chaves; MOTA, Angela Di Paolo
    Este artigo apresenta o movimento construcionista como uma perspectiva crítica em Psicologia Social que propõe compreender os processos de institucionalização que tornaram certos acontecimentos essencializados. Para tanto, enfoca o estudo das práticas discursivas, considerando a linguagem como prática que provoca efeitos. Essa perspectiva possibilita estudos que focalizam acontecimentos na interface entre os usos da linguagem e as condições de sua produção e veiculação. O movimento indica que é necessário direcionar pesquisas para os regimes de verdade que as práticas discursivas sustentam ou rompem e, também, para as relações de poder que controlam, selecionam e organizam os enunciados.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Discursos de usuários do SUS sobre a integralidade do cuidado em rede num hospital público em Belém - Pará
    (Universidade Federal do Pará, 2014-01-27) REIS, José de Arimatéia Rodrigues; PIANI, Pedro Paulo Freire; http://lattes.cnpq.br/6434100473666705; https://orcid.org/0000-0003-3091-2126; BRIGAGÃO, Jacqueline Isaac Machado; LEMOS, Flávia Cristina Silveira; SOUZA, Airle Miranda de; http://lattes.cnpq.br/1533188485721174; http://lattes.cnpq.br/8132595498104759; http://lattes.cnpq.br/5311796283730540; https://orcid.org/0000-0002-5566-8839; https://orcid.org/0000-0003-4951-4435; https://orcid.org/
    Neste estudo foram analisados discursos de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos num hospital público em Belém-Pará, focalizando o sentido atribuído por estes ao cuidado integral em rede. O hospital foi o local de referência para esta pesquisa, mas o enfoque incluiu também as práticas discursivas dos usuários sobre experiências e percursos dentro da rede de saúde, considerando que acessaram vários outros locais ou serviços de saúde, antes e depois de sua passagem pela unidade hospitalar. A abordagem metodológica utilizada foi a do construcionismo social, no qual são buscados os sentidos dos discursos dos usuários dentro de uma relação dialógica e compartilhada, com posicionamentos tanto do usuário-participante quanto do pesquisador, resultando em uma interação na produção dos sentidos discursivos. Já a concepção teórica das práticas em saúde foi pautada na intersecção entre a psicologia social e a saúde coletiva, a partir da adoção de noções como práticas discursivas e integralidade do cuidado em rede. A pesquisa foi realizada em um hospital público onde o pesquisador atua como psicólogo, e contou com a participação de cinco usuários, em algum momento atendidos nesse hospital, mas que também haviam acessado outros serviços da rede de saúde. A coleta de dados se deu através de entrevistas semiestruturadas gravadas, transcritas e analisadas com referência em três categorias identificadas na produção discursiva dos sujeitos. 1) Sofrimento e crise do usuário. 2) Acesso e trajetória na rede de saúde. 3) Posicionamentos sobre as práticas de cuidado integral. Os sentidos dados pelos participantes à integralidade do cuidado obtido na rede de saúde sinalizaram aspectos facilitadores e dificultadores convivendo lado a lado nas práticas em saúde. Viu-se por um lado usuários vinculados aos serviços do SUS, enaltecendo as equipes e os profissionais de saúde por quem foram atendidos, com sentimentos de gratidão, reconhecimento, afetividade, amizade e solidariedade. De outro modo, surgiram vários relatos de deficiências do sistema de saúde, no acolhimento, no vínculo, no referenciamento a outras unidades, no acesso difícil, na descontinuidade dos tratamentos, na demora por exames e consultas, na ausência do diagnóstico de doenças gerando baixa resolutividade da assistência, no não atendimento às demandas dos usuários potencializando dor, sofrimento, medo, revolta, indignação e exclusão. Ao analisar a diversidade de sentidos e relações que emergiram da perspectiva dos usuários, chegou-se necessariamente à reflexão quanto às questões institucionais, políticas e governamentais envolvidas por detrás dos processos de trabalho e das práticas em saúde, marcando aqui um lugar social, político, histórico e epistêmico de reflexão crítica e contribuição teórica para a mudança dos modelos vigentes na saúde pública e no SUS. Concluiu-se então que as questões de saúde-doença seguem permeando a vida através do campo da saúde, produzindo sujeitos e subjetividades pautadas ainda no paradigma biomédico, no qual frequentemente o sujeito de direitos sequer consegue ter reconhecido os seus problemas e suas opções, para poder exercer o seu direito de escolha.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Estratégias de sobrevivência e movimentos de vida: práticas de redução de danos e autocuidado no discurso de pessoas que usam drogas em situação de rua em Belém/PA
    (Universidade Federal do Pará, 2021-11-30) REIS, José de Arimatéia Rodrigues; PIANI, Pedro Paulo Freire; http://lattes.cnpq.br/6434100473666705; https://orcid.org/0000-0003-3091-2126; VICENTIN, Maria Cristina Gonçalves; BRIGAGÃO, Jacqueline Isaac Machado; LEMOS, Flávia Cristina Silveira; LIMA, Maria Lúcia Chaves; MOREIRA, Ana Cleide Guedes; http://lattes.cnpq.br/6947268789571591; http://lattes.cnpq.br/1533188485721174; http://lattes.cnpq.br/8132595498104759; http://lattes.cnpq.br/2883065146680171; http://lattes.cnpq.br/9245673017553186; https://orcid.org/0000-0003-1718-6721; https://orcid.org/0000-0002-5566-8839; https://orcid.org/0000-0003-4951-4435; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0001-6017-1467
    Nesta pesquisa, buscou-se analisar os discursos de pessoas que usavam drogas em situação de rua na cidade de Belém/PA, as suas práticas cotidianas de sobrevivência realizadas nos espaços urbanos, e em relação à utilização das estratégias para a redução de danos e o autocuidado nas ruas, e em possíveis interfaces com as políticas públicas à procura de ações governamentais, ou na busca de novas possibilidades de vida na complexidade da cidade, verificando-se quais formas particulares de produção de movimentos de vida são possíveis no uso de drogas a partir de contextos de situação de rua. Para tal, fez-se antes uma discussão de algumas das relações entre o modelo de sociedade contemporânea e as possíveis influências associadas à ocorrência dos fenômenos do consumo de substâncias psicoativas e das situações de rua, as quais são frequentemente aproximadas entre si na literatura especializada, e creditados à vulnerabilidade social, à marginalização ou aos estigmas sociais diversos, aliados ainda às práticas proibicionistas e às diferentes formas de governamentalidade. Discutiu-se, também, sobre quais práticas de resistência seriam possíveis às estratégias de dominação e de controle das produções de subjetividade e de sobrevivência nos cenários urbanos, aos potentes e poderosos discursos vigentes, aos muitos estigmas existentes e às políticas geradoras de desigualdades largamente adotadas. Travou-se, por outro lado, o debate sobre as políticas públicas de drogas e da população em situação de rua, bem como acerca da estratégia de redução de danos em suas características e sobre o seu surgimento entre nós e em outros países, além das possibilidades de autocuidado nas ruas pelas pessoas que utilizam substâncias, por meio de seus modos de circulação na cidade, nas modalidades próprias de sobrevivência engendradas e/ou nas formas particulares de produzir movimentos de vida. A pesquisa se fundamentou no método de análise das práticas discursivas e na escolha do campo-tema pessoas que usam drogas em situação de rua, com o intuito de contribuir para ampliar o escopo da psicologia social no estudo de temas atuais relevantes, procurando situar as complexas e as contraditórias relações entre o uso de drogas, a redução de danos, a política de drogas brasileira e as políticas públicas de cidadania e garantia de direitos. Constatou-se no estudo que as pessoas que faziam uso de drogas e viviam nas ruas de Belém/PA possuíam estratégias peculiares de sobrevivência, de relação com os espaços urbanos e dos cenários de uso da cidade, às vezes, mostrando expressiva capacidade de autocuidado, até chegando a praticar estratégias de redução de danos de forma espontânea ou intuitiva nas ruas. Apareceram, ainda, certas interfaces com as políticas públicas, principalmente, de saúde e assistência social, na procura e/ou no encontro eventual com algumas modalidades de tratamento de doenças, assim como do cuidado pela redução de danos ao uso de substâncias, mesmo durante o uso problemático, e em circunstâncias sociais muito adversas, não somente em meio às narrativas de extrema privação de direitos nas ruas da cidade, mas também de enfrentamento das vulnerabilidades, como possíveis resultados de opções de vida ou escolhas próprias. Surgiram nos relatos dos participantes circunstâncias relacionadas a uma espécie de exaustão atingida nas diferentes trajetórias pessoais que os levaram ao uso de drogas nas ruas e aos desejos frequentes de sair de tal condição, culminando em movimentos de mudanças de vida por parte de algumas das pessoas entrevistadas, geralmente, após longos anos de uso de substâncias e uma permanência significativa em situação de rua.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Estresse ocupacional: contribuições das pirâmides coloridas de Pfister no contexto policial militar
    (Universidade Federal do Pará, 2007-08-01) AGUIAR, Flora Luiza Silva de; SOUZA, Ana Maria Digna Rodrigues de; http://lattes.cnpq.br/9067932961924386
    O estresse ocupacional constitui-se numa preocupação da Organização Mundial de Saúde - OMS, considerando as suas conseqüências para a qualidade de vida do indivíduo, bem como para o seu desempenho profissional. A atividade policial militar é considerada uma das mais estressantes, estando exposta ao desenvolvimento da síndrome de burnout, em decorrência das peculiaridades das atividades laborais. Este estudo teve como instrumento a técnica projetiva, Pirâmides Coloridas de Pfister, desenvolvida com 56 policiais militares, distribuídos em dois grupos de 28 participantes, onde vivenciaram o estresse em situação diferenciada, um submetido a situações acentuadas de tensão e pressão, provocadas por uma situação especial, curso de qualificação técnico-profissional para participar de um grupamento especializado e o outro vivenciava o estresse do dia-a-dia da atividade policial ostensiva na rua. O objetivo consistia em verificar se houve diferença no desempenho no instrumento utilizado com relação às cores escolhidas, aspecto formal e cores em dupla. Os resultados indicam que o desempenho no teste é pouco afetado pela situação especial vivenciada por um dos grupos. Mas há no desempenho de ambos os grupos indícios de que alguns aspectos de personalidade dos grupos de policiais podem ser requeridos para enfrentar a rotina estressora, sendo sugerido a comparação do seu desempenho com os de outros profissionais civis.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Forjando-se imaginariamente mulher: um estudo sobre as representações de gênero das jovens no grupo de mulheres do Benguí
    (Universidade Federal do Pará, 2007-05-01) BRASIL, Roberta Gilet; BARRETTO, André Maurício Lima; http://lattes.cnpq.br/3046718437592588
    O presente trabalho objetiva compreender as representações de gênero de jovens, identificando as significações sociais e entendendo subjetivamente seus posicionamentos imaginários sobre ser mulher. Foi utilizada a metodologia qualitativa e realizadas observação participante e entrevistas semi-dirigidas, para obtenção das informações. Foram entrevistadas seis jovens entre quatorze e dezoito anos, moradoras do bairro do Benguí, em Belém. Os resultados demonstraram que, na socialização primária, as jovens internalizaram valores patriarcais. Havendo, contudo, coexistência de significações patriarcais e igualitárias de gênero em suas representações. Estas últimas, internalizadas na socialização secundária com o grupo de amigos e integrantes do Jepiara/GMB. Contexto social potencializador de questionamentos às normativas patriarcais, mas também restritivo da mulher ao âmbito privado, dado às contingências sócio-econômicas. Trama de fatores subjetivos e sociais, na qual as jovens forjam-se mulheres, reproduzindo e elaborando singularmente discursos sociais adquiridos em suas trajetórias de vida. Esboçando autonomia em meio à heteronomia, que as constitui enquanto indivíduos.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A Formação Humana Integral no contexto de vulnerabilidade social: contribuições da interface educação e psicologia no protagonismo do ensino profissional no IFAP- Laranjal do Jari
    (Universidade Federal do Pará, 2023-05-14) PEREIRA, Carmem Ângela Tavares; CARMO, Eunápio Dutra do; http://lattes.cnpq.br/7347286742599751
    A educação profissional, cientifica e tecnológica é hoje uma realidade em todos os estados brasileiros, devido à expansão evidenciada a partir da criação em 2008 dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, trazendo consigo um novo modelo de educação profissional para o país, com gestão pedagógica e curricular diferenciada, tendo dentre suas diretrizes educacionais, o desenvolvimento da formação humana integral capaz de impulsionar o acesso, a permanência e o êxito dos estudantes na educação profissional, cientifica e tecnologia. O objeto deste estudo perpassa pela ação educacional e as contribuições da psicologia social para a formação profissional tecnológica de estudantes que vivem em contexto de vulnerabilidade social. O problema de pesquisa centra-se no seguinte questionamento: Como a interface educação e psicologia social pode contribuir na formação humana integral para o protagonismo no ensino profissional no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá- IFAP, considerando as vulnerabilidades sócio histórica na região do Vale do Jari? O objetivo geral busca: analisar a formação humana integral a partir da interface educação profissional, científica e tecnológica e psicologia social na perspectiva da promoção do protagonismo no ensino profissionalizante em contexto de vulnerabilidade social. A metodologia de trabalho contemplou pesquisa bibliográfica, documental, de abordagem qualitativa, método descritivo exploratório, o questionário utilizado foi do tipo escala Likert. Os resultados revelaram a percepção dos servidores acerca da formação humana integral na educação profissional no IFAP-Campus Laranjal do Jari, a partir do olhar na interface de uma psicologia social de visão decolonial. O estudo reafirma a necessidade de tornar a educação profissional, cientifica e tecnóloga ainda inclusiva, não apenas numericamente representativa, mas principalmente, protagonista num ensino que respeite a diversidade humana, levando em consideração a ideologização de dominação e exploração deixados na história. Portanto, o fortalecimento das instâncias populares que ocorrem nos grupos populares, principalmente dos grupos excluídos dos processos civilizatórios dominantes, é parte essencial na educação. Tornar a ação educativa o lugar privilegiado para o resgate de memória de lutas, num trabalho de valorização e potencialização das relações, capaz da verdadeira transformação das desigualdades e das violências sociais.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Habilidades sociais em escolares de Belém e suas características pessoais e fatores contextuais
    (Universidade Federal do Pará, 2014-02-19) SILVA, Thaciana Araujo da; CAVALCANTE, Lília Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735
    Este estudo teve por objetivo avaliar as habilidades sociais de escolares de Belém e relacioná-las a variáveis pessoais e contextuais analisadas. Este propósito orientou os três estudos que constituem a dissertação. O primeiro relacionou as médias de habilidades sociais às características biosociodemográficas das crianças. O segundo associou as médias de habilidades sociais às condições socioeconômicas e sociodemográficas da família das crianças avaliadas, além de aspectos do envolvimento dos pais nas atividades de vida escolar dos filhos. O terceiro, por sua vez, comparou dois grupos de dez crianças que obtiveram médias baixas e altas de habilidades sociais em relação a características pessoais (relacionamento e comportamento), contextuais (atividades), e aspectos escolares descrevendo e analisando as semelhanças e diferenças entre eles, conforme o enfoque teórico da Bioecologia do Desenvolvimento Humano. Verificou-se a partir dos resultados dos estudos que as crianças avaliadas possuem um adequado repertório de habilidades sociais, tendo obtido médias de reações socialmente habilidosas maiores que as ditas não habilidosas. Algumas características pessoais, familiares e escolares da amostra, sobretudo atividades realizadas nesses contextos, relacionaram-se à emissão de respostas socialmente habilidosas. Não foram encontradas associações significativas entre aspectos socioeconômicos e sociodemográficos familiares, ou envolvimento parental nas atividades escolares das crianças, com as médias de habilidades sociais. Conclui-se que habilidades sociais podem sofrer influência de aspectos pessoais, e que a qualidade das relações familiares e atividades que estimulam o desenvolvimento da criança contribuem para a presença de um adequado repertório de habilidades sociais. Este tipo de estudo pode orientar outros para intervenção em crianças de contextos semelhantes aos da amostra pesquisada, e ampliar o conhecimento sobre esta área de pesquisa em escolares da cidade de Belém ao incluir na investigação outros aspectos, tais como os processuais e os temporais em contextos específicos, apresentando-se como um importante desafio para os pesquisadores do desenvolvimento humano na atualidade.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    A história do presente em Foucault e as lutas atuais
    (Universidade Federal do Pará, 2014-04) PRADO FILHO, Kleber; LOBO, Lilia Ferreira; LEMOS, Flávia Cristina Silveira
    Este artigo promove um debate sobre as lutas sociais e políticas a partir das pesquisas de Michel Foucault, em uma história do presente, apontando contribuições das análises de arquivos e de ferramentas que nos inquietam pela força do questionamento que produzem e também pela atitude crítica e política que possibilitam, bem como a postura ética que movem nos trabalhos em psicologia social, no Brasil. O legado de Foucault é vasto pela potência de seus escritos e rupturas provocadas em diferentes áreas entre pesquisadores e militantes, em muitos países, o que diz de suas ressonâncias e da importância de escrever a respeito.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Linguagem e identidade: a construção discursiva das identidades sociais em interações com menores infratores
    (Universidade Federal do Pará, 2006-08-25) SILVA, Denilson de Souza; TOSCANO, Maria Eulália Sobral; http://lattes.cnpq.br/7725724776869425
    Este trabalho analisa a construção discursiva das identidades sociais em três interações com menores infratores sob o regime semiliberdade. O objetivo desta investigação é correlacionar língua e identidades. Para isto, o estudo começa por problematizar as idéias sobre o sujeito e sua identificação com diferentes centros sociais numa sociedade moderna e plural. Destaca, também, a influência das instituições na formação identitária do indivíduo, especialmente das instituições reguladoras para menores infratores e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Assim, relaciona o estigma, socialmente construído, às contingências identitárias com os quais os menores se deparam nas interações verbais. Deste modo, recorre a abordagens teóricas que consideram a língua em seu contexto social, como a Sociolingüística Interacional e as teorias da Enunciação, como também a outras áreas do conhecimento, como os Estudos Culturais e a Psicologia Social. É uma investigação de cunho interpretativista e etnográfico que analisa a construção das identidades sociais por meio de diferentes alinhamentos e enquadres no discurso, e estuda a relação do discurso dos adolescentes com os discursos que circulam na unidade onde estão e na sociedade. Para tanto, entrevistas com funcionários e pessoas que visitam o referido local foram realizadas, assim como notas de campo sobre a situação social dos participantes foram tomadas. O trabalho observa as identidades emergentes mais relevantes no discurso dos menores, tais como a identidade estigmatizada, a identidade religiosa, as familiares e a identidade da transformação, sempre formadas na sua necessária relação com o outro. A análise revela o conflito entre a identidade do infrator e as identidades, consideradas socialmente como normais, o que demonstra a complexidade das identidades sociais e suscita novas problematizações a serem consideradas em pesquisas futuras.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Percepção de controle e qualidade de vida: comparação entre idosos institucionalizados e não institucionalizados
    (Universidade Federal do Pará, 2014-09) KHOURY, Hilma Tereza Tôrres; SÁ-NEVES, Ângela Carina
    Introdução: Percepção de controle é um recurso psicossocial associado à qualidade de vida e bem-estar. Qualidade de vida é um conceito subjetivo e multidimensional. Percepção de controle refere-se à crença de estar no comando da própria vida e dos eventos a ela pertinentes. Idosos institucionalizados geralmente estão sujeitos a inúmeras restrições que podem afetar sua percepção de controle e qualidade de vida. Objetivo: Investigar percepções de controle – primário e secundário – e qualidade de vida em uma amostra de idosos em Belém-PA, comparando-se institucionalizados com residentes na comunidade, buscando-se associação entre estas variáveis nesses contextos de existência. Método: Trata-se de estudo analítico, de observação, com corte transversal. Foram avaliadas 66 pessoas entre 60 e 96 anos (21 homens; 45 mulheres; 33 institucionalizados; 33 da comunidade), por meio dos instrumentos WHOQOL-OLD e ECOPSE. Resultados: Diferenças significativas (p≤0,05) entre os idosos institucionalizados e os que viviam na comunidade foram encontradas. A percepção de estar no controle aparece associada a satisfação com conquistas na vida e anseios em ambos os grupos, contudo, a associação entre controle e autonomia é encontrada apenas nos residentes da comunidade. Conclusão: Viver na comunidade favorece o exercício do controle e a qualidade de vida; a percepção de controle está associada à qualidade de vida em maior número de dimensões nos idosos que vivem na comunidade, comparados aos institucionalizados.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A prática interdisciplinar na política de assistência social: o caso das CRAS de Abaetetuba-PA
    (Universidade Federal do Pará, 2010-10-08) DALMASO, Karla; MACIEL, Carlos Alberto Batista; http://lattes.cnpq.br/1050426471077266
    Esta Dissertação de Mestrado em Serviço Social tem como objetivo fazer uma reflexão sobre a prática interdisciplinar entre assistentes e psicólogos que atuam nos Centros de Referência de Assistência Social do município de Abaetetuba. O Município está localizado á aproximadamente 80 km da capital do Estado do Pará e tem aproximadamente 139.000 habitantes, conforme o último censo IBGE. Desde 2005 vem implementando as diretrizes da Política Nacional de Assistência Social de 2004. A Nova Política Nacional de Assistência Social, por meio de suas diretrizes e principais objetivos visa a consolidação dos processos de descentralização da gestão. Institui um novo modelo organização dos serviços socioassistenciais, unificando conceitos e procedimentos em todo território nacional através do Sistema Único de Assistência Social que, por sua vez, estabelece padrões para a execução dos serviços, para a qualidade no atendimento, e define indicadores de avaliação e resultado. A interdisciplinaridade ainda é considerada um conceito em construção, entretanto nesta realidade configura-se como uma relação de reciprocidade de mutualidade que pressupõe uma atitude diferente a ser assumida frente aos problemas de conhecimento, isto é substituir a concepção fragmentária pela unitária do ser humano. Esta atitude, não poderá ser preconceituosa, mas aberta onde todo conhecimento torna-se importante, pode ser fundamentada na intersubjetividade e interação entre os saberes, mas não pode estar desligada do contexto onde ela ocorre. A atuação prática interdisciplinar no Centro de Referência de Assistência Social, bem como em outros programas projetos e serviços desta política é incentivada, mas na realidade do município aqui pesquisado observou-se que existem muitos obstáculos e desafios para o exercício desta prática. Desde o não cumprimento das normatizações que regulamentam a Política de Assistência Social até a superação das condições precárias nas relações de trabalho, tanto no que diz respeito ao vínculo, quanto às condições físicas e materiais dos espaços, passando pela necessidade de implementação de gestão voltada a qualificação e valorização dos recursos humanos inseridos no SUAS.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A produção de sentidos sobre incluir - excluir
    (Universidade Federal do Pará, 2007) LUNA, Carla Solange Azevedo de; MÉLLO, Ricardo Pimentel; http://lattes.cnpq.br/9026097374517495
    A inclusão escolar é uma modalidade de ensino definida pelo discurso educacional como uma nova postura na escola regular no que se refere às ações que favoreçam a interação social e práticas heterogêneas que atendam às necessidades educacionais especiais de pessoas com “deficiência”. Este estudo situa esse movimento como uma construção social, negociada nas relações entre pessoas e que dão condições de possibilidade ao seu aparecimento, compreendendo as circunstâncias de sua constituição. Objetiva, por meio das práticas discursivas, compreender a noção de inclusão que professoras da educação básica de duas escolas públicas fazem circular em seus discursos engendrados em suas práticas pedagógicas do professor. Considera também as ressonâncias do encontro do discurso dessas professoras, suas contradições e rupturas com o discurso dos documentos públicos oficiais. Adota uma postura crítica e questionadora sobre as institucionalizações que se naturalizam no cotidiano, buscando nas práticas discursivas e produção de sentidos a possibilidade de compreender as maneiras pelas quais as pessoas instituem certas noções, versões que explicam o mundo e se posicionam em relações sociais produzindo acontecimentos no cotidiano. A investigação foi realizada em duas escolas públicas que atuam com o ensino fundamental e, em cada uma delas, foi realizada uma Roda de Conversa com quatro professoras que tinham em suas classes “pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais”. Todo o conteúdo discursivo foi analisado usando como estratégia Mapas Dialógicos, que permitem visualizar a interanimação dialógica, o fluxo da conversação, a singularidade da produção de sentidos sobre a inclusão/exclusão nas escolas analisadas, evidenciando os efeitos do processo de implantação da educação inclusiva. Nos discursos das professoras, diferentemente do discurso oficial explicitado em documentos que define a inclusão escolar como uma modalidade educacional que busca avanços acadêmicos e a apropriação de conhecimentos, foi percebido que incluir significa, essencialmente, acolher a criança “portadora de necessidades educacionais especiais” socializando-a com as crianças ditas “normais”, estabelecem, assim, um outro objetivo para essas crianças na escola substituindo a meta de escolarizar. Esse sentido parece ser apontado como a única alternativa diante da dificuldade de assegurar competências acadêmicas, se inscrevendo como um discurso de reparação, que busca expiar uma dívida histórica pelos danos causados pela exclusão social. E ainda nesse posicionamento, o lugar da escola é questionado, pois se não desenvolve competências e habilidades necessárias para o desenvolvimento tanto maturacional como acadêmico das crianças “especiais”, não cumpre sua função social de educar, não realiza a inclusão. Dizem que na vida essas crianças aprendem e desenvolvem-se. Entende-se que a escola não é a vida, ou é a vida enclausurada. Concluem com isso que a escola mais exclui do que inclui. Dessa forma, a pesquisa apontou que a prática da educação inclusiva pode ser compreendida como negociações em redes de saberes e poderes que põem a funcionar as políticas públicas e propostas pedagógicas, como mecanismos de controle social.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Psicologia social e etnografia: histórico e possibilidades de contato
    (2015-06) SOUZA, Maurício Rodrigues de
    A etnografia pode ser definida como um método de pesquisa qualitativa que visa a descrição e o entendimento integrativo de fenômenos socioculturais presentes em grupos ou comunidades particulares de acordo com os próprios termos e atitudes daqueles que os vivenciam cotidianamente. Ao se voltar especificamente para esta dimensão ao mesmo tempo metodológica e ética da etnografia, o presente artigo adota como objetivo principal a realização de uma reconstituição histórica direcionada à reapropriação desta modalidade de estudos de campo por parte da Psicologia Social norte-americana e brasileira. Para tanto, focaliza um momento e uma instituição específicos: a primeira metade do século XX e a Escola Sociológica de Chicago, a qual aparece pensada aqui a partir de aspectos da vida e da obra de três dos seus principais representantes: Robert Park, George Mead e Donald Pierson. De maneira conclusiva, o artigo debate algumas das especificidades da prática etnográfica e, unindo passado e presente, defende a pertinência da sua utilização na contemporaneidade da pesquisa psicossociológica.
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    Artigo de PeriódicoAcesso aberto (Open Access)
    Uma questão de método: origens, limites e possibilidades da etnografia para a psicologia social
    (2014-12) SOUZA, Maurício Rodrigues de
    O presente trabalho, eminentemente voltado à metodologia de pesquisa em psicologia social, organiza-se em torno de três objetivos: definir em maiores detalhes algumas das principais características da etnografia, realizar um breve percurso histórico acerca das suas origens como prática cientificamente legitimada e, finalmente, discutir a sua atual utilização. De maneira conclusiva, enfatiza não apenas os limites, mas também as possibilidades da prática etnográfica, sustentando que a experiência de estranhamento que tradicionalmente a caracterizou continua trazendo em si mesma tanto o dinamismo quanto o potencial crítico necessários para manter em movimento o pensamento sobre ou, se preferirmos, com a diferença.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Representações sociais de aquecimento global por professores de ciências
    (Universidade Federal do Pará, 2013-06-07) SANTANA, André Ribeiro de; NAKAYAMA, Luiza; http://lattes.cnpq.br/3771896759209007
    Através do presente estudo busquei caracterizar representações sociais de aquecimento global por professores de Ciências (Biologia, Física e Química). Apliquei 70 questionários e entrevistei 10% do público alvo. Os resultados evidenciaram que 97% dos entrevistados responsabilizam o homem pelo aquecimento global, porém 50% deste quantitativo o retratam, simultaneamente, como vítima de eventos climáticos usualmente representados catastroficamente. A mídia influi intensamente nessas representações sociais, pois, alegando longas jornadas de trabalho, meus informantes fundamentam seus saberes no conteúdo de reportagens de revistas e programas de TV; apenas 6,8% afirmaram fazer o mesmo nas interações com seus pares no âmbito escolar. Três particularidades caracterizaram alusões à realidade amazônica: extrema ênfase na dependência humana do meio natural; associações das manifestações do aquecimento global com a floresta e as águas; distanciamento de eventos climáticos impactantes e trágicos. Quando aproximado do cotidiano belenense o aquecimento global foi associado a fenômenos com os quais é possível conviver: intensificações de chuvas e calor. Em termos de ancoragem, ocorreram associações do aquecimento global com camada de ozônio, efeito estufa e poluição atmosférica. Em relação à objetivação, o aquecimento global foi apresentado como desequilíbrio ecológico de escala planetária, e 21.4% dos meus informantes o entendem como resposta punitiva da Natureza às ações humanas. Um pensamento foi consensual: não há como cessar o aquecimento global, porém a Educação Ambiental focada na preservação do meio ambiente permite atenuar, estabilizar e conviver com suas manifestações. Estes entendimentos integram cotidianos escolares de formas pontuais, como evocações de exemplos em conteúdos programáticos afins ao aquecimento global, ou culminâncias de projetos. Essa compreensão se manteve no Núcleo Central das representações sociais de aquecimento global, como oposição e opção às argumentações relacionadas à ação humana. Entre as categorias integrantes do sistema periférico, a falta de consciência, intensamente vinculada à ação humana, foi posicionada próximo à centralidade, assim como o desmatamento, categoria de maior frequência, e queimada, ambas respondendo pela maioria das associações do Núcleo Central à realidade amazônica. Carece ressaltar que, como todas as representações sociais, as do aquecimento global configuram modos de lidar com a realidade, orientam processos de comunicação, agregam relações e fortalecem as coesões de um grupo social, no meu caso, constituído por professores de Ciências. Estes fatores associados aos conhecimentos “ecologizados”, fragmentados e superficiais das especificidades do aquecimento global podem justificar iniciativas de aprimoramento das formações iniciais e continuadas, que podem ser promovidos, de modo contínuo, no cotidiano escolar através das coordenações pedagógicas. Nesse sentido, além de atualizações de conteúdos, urge instigar os professores de Ciências, respeitando-se suas vivências e experiências, ao exercício da reflexão diante do conhecimento científico e da mídia, algo que poderia repercutir no modo de perceber, pensar e lidar com o aquecimento global referido por meus informantes.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Representações sociais de enfermeiros sobre doença oncológica: repercussões para o cuidado de si
    (Universidade Federal do Pará, 2019-01-18) SOUSA, Yasmin Martins de; SILVA, Sílvio Éder Dias da; http://lattes.cnpq.br/0084512862619143; https://orcid.org/0000-0003-3848-0348
    O processo de realizar o cuidado é um ciclo onde estão envolvidos fatores que incluem o crescimento e ocorre sem necessariamente ter como fim a cura de uma enfermidade. A enfermagem e o ato de cuidar possuem uma relação muito íntima, considerando o ser humano e suas necessidades como foco de atenção da profissão. A despeito dos profissionais de enfermagem serem dedicados ao bem-estar do próximo, muitas vezes negligenciam o cuidado com sua própria saúde. Com um grande número de casos, é esperado que os profissionais se deparem com um sistema de saúde cada vez mais cheio de casos referentes à oncologia, a qual é considerada uma área de atuação que está atrelada ao stress, situações de contato com a morte e necessidade de cuidados complexos e paliativos são esperados. A convivência com esse ambiente estimula o surgimento de estereótipos, sentimentos e atitudes. Portanto, o estudo das representações sociais atrelado ao cuidado de si se torna relevante, visto que as representações são ao mesmo tempo individuais e sociais, reflexos das manifestações do grupo social com o qual o sujeito compartilha experiências e vivências da sua vida pessoal. Assim, foi elaborado os seguintes objetivos: Compreender as representações sociais de enfermeiros sobre doença oncológica e as implicações para o cuidado de si; Descrever as representações sociais de enfermeiros sobre doença oncológica e Analisar as implicações dessas representações sociais para o cuidado de si de enfermeiros. Para tanto, foi realizado uma pesquisa descritiva, em uma abordagem qualitativa com enfermeiros de um hospital oncológico de referência em Belém. O estudo se apóia na Teoria das Representações sociais em sua abordagem processual. Foram participantes 17 enfermeiros que atuam diretamente com a oncologia, na área da assistência, pertencentes ao quadro fixo de funcionários do hospital. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas e osresultados obtidos foram analisados através da técnica da Análise de Conteúdo, modalidade temática, com abordagem de Braun e Clarke. O presente estudo segue integralmente todo rigor ético previsto na Resolução n° 466, de dezembro de 2012. Na análise dos resultados surgiram quatro categorias: 1- O impacto do câncer: Uma doença psicossocial; 2- O imaginário sobre cuidado/cuidado de si e 3- O Cuidado de si como influenciador da prática profissional, nas quais podemos observar que as repercussões das representações sociais dos enfermeiros sobre a doença oncológica pode ser considerada tanto positiva quanto negativa, considerando que os mesmos buscam realizar o cuidado de si por estarem inseridos em uma realidade considerada imbuída de significados diversos, porém não conseguem realizar esse cuidado de si de forma eficaz pelo fato de desconhecerem a real abrangência do fato, bem como não possuir tempo, segundo os relatos destes. Ressalta-se a necessidade de novas pesquisas que associem câncer ao cuidado de si e ao cuidador formal, no caso os enfermeiros, haja vista que há uma escassez significativa de estudos que abranjam essas três vertentes.
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