Navegando por Assunto "Psicometria"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Adaptação transcultural e validação do Metacognitive Knowledge in Mathematics Questionnaire (MKMQ) para o contexto brasileiro.(Universidade Federal do Pará, 2023-09-11) BRAUN, Layane Caroline Silva Lima; GONÇALVES, Tadeu Oliver; SILVA, Marcos Guilherme MouraA metacognição matemática é uma variável associada ao alto desempenho matemático, sendo ainda um importante preditor de autorregulação da aprendizagem. No contexto brasileiro, até o presente momento, não dispõe de um instrumento validado que mensure os conhecimentos metacognitivos da aprendizagem matemática dos estudantes. O presente estudo tem como objetivo adaptar transculturalmente e validar o Metacognitive Knowledge In Mathematics Questionaire (MKMQ) para o contexto brasileiro. As diretrizes para o processo de adaptação transcultural do instrumento seguiram cinco Estágios propostos por Beaton et al. (2000), conforme segue: Tradução, Síntese das Traduções, Back Translation, Comitê dos Experts e Pré-teste. As análises psicométricas, foram avaliadas por meio de uma amostra de 434 participantes de estudantes do Ensino Fundamental II. As Evidências de Validade ocorreram por meio da Análise Descritiva, Análise Fatorial Confirmatória, Consistência Interna, Validade de Conteúdo, Validade de Critério, Teste de Invariância e Evidências de grupos Conhecidos (sexo, idade, ano escolar e escola). A população do estudo foi constituída predominantemente pelo sexo feminino, representando 56,68% do total dos participantes, com idades entre 11 e 18 anos matriculados no sexto (n = 109), sétimo (n = 95), oitavo (n = 163) e nono (n = 67) anos escolares de duas escolas distintas (Escola 1: 196 e Escola 2: 238), ambas públicas/estaduais. O Metacognitive Knowledge In Mathematics Questionaire (MKMQ) de Efklides e Vlachopoulos (2012) foi validada para a versão brasileira, em sete fatores e 44 itens, exibindo adequadas propriedades psicométricas na conjuntura cultural da população brasileira. Enquanto Análise Multivariada de Variância demonstrou uma diferença significativa na média dos escores dos fatores da escala MKMQ entre os sexos masculino e feminino (F (7, 426) = 3530,409, p ≤ 0,001; Rastreio de Pillai = 0,983; 2p = 0.98), também entre as escolas (F(7, 426) = 3563,776, p ≤ 0.001; Rastreio de Pillai = 0,983; 2p = 0.98). A pesquisa mostra que existe uma relação positiva entre a Metacognição, a Matemática e o âmbito educacional. Sendo um ótimo aliado quando utilizado de forma correta pelos docentes, para conhecer e mensurar as habilidades metacognitivas dos educandos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise Psicométrica da Versão Brasileira da Pittsburgh Fatigability Scale (PFS-Brasil)(Universidade Federal do Pará, 2024-04-24) SANTOS, Mayara do Socorro Brito dos; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211XIntrodução: Instrumentos de adequada psicometria são fundamentais para a qualidade das avaliações e reavaliações na prática clínica, norteadoras das tomadas de decisões sobre as condutas para a reabilitação. A Pittsburgh Fatigability Scale, originalmente publicada no idioma inglês, é a única escala validada para mensurar a fatigabilidade percebida em pessoas idosas. Considerando a importância desta ferramenta faz-se necessária a validação da sua versão traduzida para o português e para as especificidades do contexto brasileiro. Objetivo: Validar a versão brasileira da Pittsburgh Fatigability Scale (PFS-Brasil) avaliando a validade em relação a medidas de atividade física, desempenho físico e cognitivo. Metodologia: 121 idosos saudáveis residentes na comunidade realizaram avaliação pela escala, testes de desempenho físico e cognitivo. Realizamos as análises estatísticas das subescalas física e mental da PFS-Brasil, utilizando coeficiente de correlação intraclasse (CCI) para análise de confiabilidade, alfa de Cronbach para avaliação da consistência interna, correlação de Spearman para validade convergente, além de serem verificados a análise de concordância e efeitos teto e solo. O Statistical Package for Social Sciences 25.0 foi utilizado para análise dos dados. Resultados: As análises realizadas apontam que as subescalas física e mental apresentam confiabilidade teste-reteste satisfatórias considerando o CCI para as subescalas física (0,84; IC 95%: 0,80-0,88) e mental (0,83; IC 95%: 0,78-0,87), além de alta consistência interna (α = 0,84 e 0,82, respectivamente). Esses valores são indicativos de boa confiabilidade intraobservador, revelando baixa probabilidade de erro aleatório e sistemático. Os gráficos de Bland Altman apresentaram boa concordância para ambas as subescalas da PFS-Brasil. Para validade convergente, o maior escore físico mostrou associação moderada e o maior escore mental mostrou associação fraca com o menor desempenho físico (testes de caminhada de 6 minutos e na Bateria SPPB) e menor nível de atividade física (International Physical Activity Questionnaire – IPAQ); no desempenho cognitivo houve associação fraca entre o maior escore mental e a média de acertos no teste de flanker. Não foram observados efeito teto em ambas as subescalas, porém a subescala mental apresentou efeito solo (n= 24%). Conclusão: O presente estudo demonstrou que a versão brasileira da Pittsburgh Fatigability Scale é um instrumento válido, consistente e confiável para avaliação da fatigabilidade percebida em idosos.
