Navegando por Assunto "Public health"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Análise estratégica do processo de formulação da PM&A-SUS: lições aprendidas e desafios(Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, 2017-03) CAMPELO, Luiz Marques; SANTOS, Elizabeth Moreira dos; OLIVEIRA, Paulo de Tarso Ribeiro deO artigo apresenta a Análise Estratégica (AE) do processo de formulação da Política Nacional de Monitoramento e Avaliação do Sistema Único de Saúde (PNM&A-SUS). O estudo qualitativo utilizou-se da análise documental e revisão de literatura considerando as três dimensões da AE: pertinência do problema, ou seja, necessidade institucional da política; dos objetivos propostos e das parcerias mobilizadas. A análise mostrou que a formulação vem acontecendo de forma descontínua e não há definição de conceitos, proposições e usos unanimemente aceita entre os stakeholders. O processo interrompido necessita ser retomado para a elaboração consensuada da PNM&A-SUS, considerando as lições aprendidas e a apropriação realista do contexto.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Uma análise sócio-demográfica da incidência de hanseníase na Amazônia legal brasileira: abordagem baseada em redes bayesianas(Universidade Federal do Pará, 2019-02-08) GOMES, José Maria da Silveira; FRANCÊS, Carlos Renato Lisboa; http://lattes.cnpq.br/7458287841862567A Hanseníase é uma doença infectocontagiosa milenar, de caráter crônico e estigmatizante, desde os tempos mais remotos da humanidade até os dias de hoje. Caracteriza-se por uma doença da pobreza e o Brasil é o segundo país do mundo com a maior incidência. A falta de políticas públicas para a redução da pobreza através da melhoria dos indicadores sócio-econômicos do país, estão diretamente relacionados à incidência da doença no Brasil. As estratégias para o controle e monitoramento devem perpassar por ações inteligentes. Uma das soluções para o monitoramento da doença é a utilização das redes bayesianas como método probabilístico para a tomada de decisões no controle e na tomada de decisão quanto aos procedimentos a serem adotados para a redução da incidência da doença. O trabalho tem como objetivo analisar a associação da incidência da doença Hanseníase em relação aos indicadores do desenvolvimento humano, habitação e nível de renda, considerando os municípios da Amazônia Legal brasileira em relação ao Brasil. Estudo ecológico, baseado em dados obtidos sobre os casos de Hanseníase no Brasil no ano de 2010, disponibilizados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) através do Departamento de Informática do SUS (DATASUS) e os indicadores socioeconômicos através da base da Pesquisa de Domicílios do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e componentes do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, referentes à educação e renda foram obtidos a partir da plataforma de consulta Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, também adotando como referência o ano de 2010. A metodologia combina as etapas da mineração de dados obtidos através dos bancos de dados consultados, com a análise da distribuição espacial. Foi utilizada a técnica de redes bayesianas com o objetivo de medir a associação entre as variáveis do domínio do problema e para estabelecer a analogia dos dados entre os municípios estudados com os dados encontrados para os demais municípios brasileiros. Com a aplicação do algoritmo K2, foram encontradas associações relevantes com os seguintes indicadores aplicados no estudo: Amazônia Legal Brasileira, Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Renda e Educação e Condição de Habitação dos Domicílios. No modelo de rede bayesiana encontrado, existe uma associação significativa entre os percentuais de domicílios com densidade maior que 2 e taxa de incidência de Hanseníase. Embora a relação entre a taxa de incidência, fatores socioeconômicos, baixos índices educacionais e de renda já tenha sido evidenciada em vários estudos, a inserção do indicador que considera a densidade populacional do domicílio foi uma proposta inovadora deste trabalho, sendo o indicador mais significativo neste estudo. A análise da incidência da Hanseníase pela distribuição espacial comparativa entre a Amazônia Legal e o Brasil, contribuiu para demonstrar que a política pública de habitação para a região estudada é quase inexistente, já que a densidade populacional por moradia é muito alta, facilitando o aparecimento de doenças infectocontagiosas, como a Hanseníase.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Características do ambiente escolar associadas à prática de educação física e ao deslocamento ativo em adolescentes de Belém-PA: um estudo multinível(Universidade Federal do Pará, 2025-02-26) SOUZA, Naicha Stefanie Félix; CRISP, Alex Harley; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; https://orcid.org/0000-0003-4683-9576Compreender como as características do ambiente escolar influenciam os comportamentos de atividade física dos adolescentes é essencial para o desenvolvimento de intervenções direcionadas. O objetivo deste estudo foi investigar as associações entre as características do ambiente escolar e os níveis de prática nas aulas de Educação Física (EF) e deslocamento ativo para a escola. Trata-se de um estudo transversal com amostragem de múltiplos estágios, envolvendo 1.719 adolescentes de 46 escolas de ensino médio, públicas e privadas, no município de Belém-PA. O tempo gasto nas aulas de EF e o deslocamento ativo na última semana foi autorrelatado com base no questionário da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. As características do ambiente escolar foram obtidas por meio de questionários respondidos pelos gestores escolares e visitas de observação dos pesquisadores. Modelos de regressão binomial negativa inflacionada de zeros foram utilizados para lidar com a superdispersão e o excesso de zeros nos dados. Os resultados indicaram que a maioria dos estudantes (55,0%) não participava de aulas práticas de EF, com apenas 37,6% relatando 30 minutos ou mais de atividade por semana. Quanto ao deslocamento ativo, aproximadamente um terço dos adolescentes (34,6%) não realizava esse tipo de deslocamento. Na parte logit dos modelos ajustados, os fatores associados à redução das chances de não participação nas aulas de EF incluíram um maior número de professores de EF (OR = 0,79; IC 95%: 0,71–0,87), a presença de vestiários (OR = 0,66; IC 95%: 0,54–0,83) e a acessibilidade da escola (OR = 0,68; IC 95%: 0,54–0,86). Para o deslocamento ativo, a presença de calçadas (OR = 1,34; IC 95%: 1,03–1,74) e bicicletários (OR = 1,61; IC 95%: 1,26–2,05) aumentou as chances de não engajamento, enquanto as lombadas (OR = 0,60; IC 95%: 0,43–0,82) reduziram as chances de não engajamento. Em conclusão, as características do ambiente escolar têm o potencial de diminuir a não adesão às aulas práticas de EF entre os adolescentes. No entanto, os comportamentos de deslocamento ativo podem depender de fatores além da infraestrutura, exigindo uma exploração mais aprofundada.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Dislipidemia em escolares na rede privada de Belém(Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2009-06) RIBAS, Simone Augusta; SILVA, Luiz Carlos Santana daFundamento: atualmente, a dislipidemia infanto-juvenil associada a outros agravos não transmissíveis como diabete, hipertensão e obesidade representam um grave problema de saúde pública no Brasil. Objetivo: investigar a prevalência de dislipidemia em crianças e adolescentes da rede particular de ensino na cidade de Belém. Métodos: estudo transversal e prospectivo, no qual foram avaliados 437 escolares pareados por sexo. A faixa etária foi delimitada entre 6 a 19 anos, estratificada em quatro subgrupos (6 a 9 anos; 10 a 12 anos; 13 a 15 anos e 16 a 19 anos). Para obtenção das variáveis antropométricas foram mensurados peso e estatura, para o cálculo do índice de massa corporal; e pregas cutâneas para o cálculo do percentual de gordura. O perfil lipoprotéico sérico foi obtido através da dosagem do colesterol total, triglicerídeo, LDL-colesterol e o HDL-colesterol após 12 horas de jejum, determinado por métodos enzimáticos. Resultados: do total de escolares analisados 126 (28,8%) apresentaram excesso de peso e 158 (36,2%) índice de adiposidade elevado. As crianças (33,6%) apresentaram maior prevalência de obesidade quando comparadas com os adolescentes (10,1%) (p<0,001). Em relação às características bioquímicas constatou-se que 214 (49%) apresentaram alguma alteração no perfil lipídico e que as crianças e os adolescentes da faixa de 10 a 15 anos foram os grupos etários que apresentaram maiores taxas de dislipidemia (34,6 e 25,5 %), respectivamente. Conclusão: esses achados demonstram a importância de se diagnosticar precocemente o possível perfil lipídico, principalmente se este já apresentar associação com outro fator de risco como a obesidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mais ativos, menos seguros? Prevalência do deslocamento ativo em contextos marcados pela violência no entorno escolar: uma análise a partir da pense 2019(Universidade Federal do Pará, 2025-06-17) AMARAL, Eduarda Elisa Martins; CRISP, Alex Harley; http://lattes.cnpq.br/1187580727139009; https://orcid.org/0000-0003-4683-9576; COSWIG, Victor Silveira; MIELKE, Gregore Iven; http://lattes.cnpq.br/0097939661129545; http://lattes.cnpq.br/6429798795330732; https://orcid.org/0000-0001-5461-7119; https://orcid.org/0000-0002-3043-2715O deslocamento ativo é uma forma utilitária de atividade física que pode contribuir para a promoção da saúde entre adolescentes. No entanto, o contexto em que essa prática ocorre precisa ser considerado, uma vez que pode envolver ambientes percebidos como inseguros. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar a prevalência do deslocamento ativo entre estudantes adolescentes brasileiros em contextos com diferentes níveis percebidos de violência no entorno escolar. Foram utilizados dados de 158.309 estudantes matriculados em 4.242 escolas públicas e privadas do Brasil, participantes da edição de 2019 da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2019). O deslocamento ativo para ir e/ou voltar da escola foi categorizado em ativo (≥ 5 dias por semana) e não ativo. Oito questões sobre violência no entorno escolar, extraídas do questionário aplicado aos diretores, foram reduzidas a duas dimensões por meio da Análise de Correspondência Múltipla (MCA), seguida de análise de cluster, classificando os ambientes escolares em três categorias: baixo, moderado e alto nível de violência percebida. Modelos de regressão de Poisson, ajustados para potenciais confundidores e incorporando o desenho amostral por meio do pacote survey, foram utilizados para estimar razões de prevalência (RP) entre os clusters. Roubos/assaltos (81,9% pelo menos uma vez), venda de drogas (72,5%) e agressões físicas (55,9%) foram os tipos de violência mais frequentemente relatados pelos diretores. Em relação ao deslocamento ativo, cerca da metade dos estudantes (50,1% [IC 95%: 48,4–51,7]) referiu realizá-lo em cinco ou mais dias por semana. Estudantes de escolas classificadas no cluster com maior índice de violência no entorno apresentaram prevalência 29% maior de deslocamento ativo (RP = 1,29; IC 95%: 1,17–1,43), em comparação com aqueles de escolas no cluster mais seguro. A análise exploratória indicou prevalências mais elevadas nos estados do Espírito Santo (RP = 2,36; IC 95%: 1,79–3,13), Ceará (RP = 1,65; IC 95%: 1,24–2,18) e Roraima (RP = 1,65; IC 95%: 1,26–2,17). Em conclusão, o deslocamento ativo para ir ou voltar da escola é uma prática comum de atividade física entre estudantes brasileiros, e sua prevalência é maior entre aqueles que frequentam escolas inseridas em contextos marcados por elevados níveis percebidos de violência no entorno escolar. Esses achados destacam a importância de considerar as condições ambientais e de segurança pública ao formular estratégias de promoção da atividade física em populações jovens.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) O mix público e privado no sistema de saúde brasileiro: coexistência em evidência(Associação Brasileira da Rede UNIDA, 2017) CARDOSO, Márcia Roberta de Oliveira; FERLA, Alcindo Antônio; OLIVEIRA, Paulo de Tarso Ribeiro de; NUNES, Nathália da SilvaEste artigo objetiva descrever e analisar as principais nuances da relação público e privado no sistema de saúde brasileiro. Além de apresentar uma discussão sobre conceitos de público e privado, também serão pontuadas características, tendências e impactos do mix público-privado no sistema de saúde brasileiro. Foi realizado um levantamento bibliográfico em forma de revisão narrativa sobre a produção clássica e atual de artigos científicos, dissertações, teses e relatórios de pesquisas que apresentassem reflexões pertinentes ao tema nos últimos quinze anos. Os resultados encontrados foram categorizados nos seguintes eixos: Considerações acerca dos conceitos de público e privado; Características do Sistema de Saúde Brasileiro; Tendências e Impactos do Mix Público-Privado no Sistema de Saúde Brasileiro. Ficou clara a existência de uma polissemia conceitual sobre os termos público e privado e devido aos arranjos entre essas duas dimensões na estrutura do sistema de saúde brasileiro, parte-se da premissa de que ele é um sistema misto, onde o setor público e o privado coexistem no provimento, no financiamento, na demanda e na utilização dos serviços de saúde. Nesse contexto, foram constatados problemas próprios dos sistemas com cobertura duplicada, com impactos sobre a equidade, financiamento, produção, uso e acesso aos serviços de saúde. Assim, torna-se urgente criar estratégias e mecanismos de resistência que garantam uma ação de regulação integrada para um Sistema Nacional de Saúde que, entre outras coisas, defina a relação público/privado, além da necessidade de integração de políticas públicas, não apenas voltadas para ao desenvolvimento, mas também, para o bem-estar.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Produtividade científica do Instituto Evandro Chagas contribuição para a saúde pública amazônica (2000-2020)(Universidade Federal do Pará, 2022-05-27) SILVA NETA, Clarice Pereira Barros da; PINHEIRO, Lena Vania Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/9613980184982976; BENCHIMOL, Alegria; http://lattes.cnpq.br/9550647395377220; https://orcid.org/0000-0003-0920-992XO Instituto Evandro Chagas (IEC), localizado na cidade de Belém no estado do Pará, é uma instituição que desenvolve pesquisa nas áreas de Ciências Biológicas com enfoque em vigilância e saúde pública na Amazônia. Diante da ausência de estudos que apontem a contribuição das investigações realizadas para a saúde pública da região Norte e do Brasil, surgiu a presente pesquisa que tem por objetivo analisar a produção científica do Instituto Evandro Chagas, materializada nos artigos científicos das comunidades Arbovirologia e Febres Hemorrágicas - Saarb, Parasitologia - Sapar e Virologia – Savir, de 2000 a 2020, disponíveis no Patuá Repositório Digital. Para o alcance do objetivo, a pesquisa utilizou uma abordagem descritiva e bibliográfica de caráter quanti-qualitativo e adotou, como método de avaliação, os estudos métricos da informação e comunicação sob o prisma da informetria e os dados do Sistema de Notificação de agravos – SINAN como meio de análise do alinhamento das pesquisas realizadas para a saúde amazônica . Foram coletados no Patuá – Repositório Digital, 627 artigos referentes às comunidades Saarb, Sapar e Savir, sendo estes analisados por meio dos indicadores de produção e colaboração. Os dados indicaram que no perfil acadêmico dos pesquisadores, a principal formação foi na Ciências Biológicas (28%) seguindo-se por Farmácia (25%), Biomedicina (23%), e que 95,3% e 85,9% possuem titulação de mestrado e doutorado no Curso de Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários. A Universidade Federal do Pará - UFPA foi a principal instituição de obtenção das referidas titulações. Em termos de colaboração interinstitucional, as seções mantêm vínculos com diversas instituições nacionais e internacionais que desenvolvem pesquisas nas temáticas identificadas nas pesquisas, as quais estão alinhadas às ações de vigilância epidemiológica do SUS, referentes à notificação de doenças e aos agravos em saúde pública. O estudo demonstrou a importância das pesquisas realizadas para a saúde pública e evidenciou a importância do Instituto Evandro Chagas como relevante centro de pesquisa para na região norte e para o Brasil que tem contribuído para a Saúde Pública Amazônica ao permitir o conhecimento da nosologia das doenças e melhoria nas ações de vigilância em saúde da população da região amazônica e do Brasil.
