Navegando por Assunto "Queer ecology"
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Tese Acesso aberto (Open Access) Trans-Themonização: metamorfoses do processo criativo de Themônias em trânsito de gênero(Universidade Federal do Pará, 2026-03-10) NASCIMENTO, Juliano Bentes; MENDES, Ana Flávia de Mello; http://lattes.cnpq.br/6144243746546776; https://orcid.org/0000-0002-4807-0775; OLIVEIRA, Hosana Celeste; SARÉ, Larissa Latif Plácido; FURTADO, Adriano Penha; http://lattes.cnpq.br/4177178840952700; http://lattes.cnpq.br/3313460196086035; http://lattes.cnpq.br/8529690721456055; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0003-1188-7324Esta tese investiga os vieses da metamorfose na trans-themonização a partir do Movimento Cultural das Themônias, constituído em Belém do Pará desde 2013 como ecossistema artístico-político amazônico. O problema de pesquisa parte da percepção de que, em determinadas experiências trans amazônicas, o trânsito de gênero não pode ser compreendido separadamente do processo criativo, das redes de afeto e dos modos de habitar a cidade. Nesse contexto, o objetivo é conceituar a trans-themonização como conceito operador e como estratégia de observação poética das metamorfoses do processo criativo de Themônias em trânsito de gênero. A hipótese sustentada é a de que, quando o trânsito de gênero acontece atravessado pelo Movimento Cultural das Themônias, ele não altera apenas a autopercepção do sujeito, mas reorganiza também o modo de criar, performar, relacionar-se e existir no território. Metodologicamente, a pesquisa articula reconstrução histórica do movimento, entrevistas em profundidade com Flores Astrais, Coytada e Desirée LoBianco, e análise encarnada do meu próprio processo criativo, mobilizando a observação poética como procedimento analítico. Os resultados indicam que o movimento atua como ecossistema de cuidado, resistência e criação, incidindo diretamente sobre as metamorfoses do processo criativo de corpos trans que o integram. Como contribuição, a tese nomeia e desenvolve a trans themonização como ferramenta analítica situada, propõe uma forma de leitura encarnada dessas trajetórias e insere a experiência trans-themônia amazônica no debate sobre processo criativo, ecologia queer e produção de conhecimento, recusando leituras universalizantes e ciscentradas.
