Navegando por Assunto "Quilombola women"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) A (in)visibilidade das mulheres quilombolas da Comunidade de Macapazinho e as políticas públicas de Castanhal-PA(Universidade Federal do Pará, 2024-11-28) QUADROS, Carmem do Socorro da Silva; FERNANDES, José Guilherme dos Santos; http://lattes.cnpq.br/7023812449790431; https://orcid.org/0000-0001-9946-4961; RAMOS, João Batista Santiago; http://lattes.cnpq.br/8078757512392983; https://orcid.org/0009-0007-1007-4627; NASCIMENTO, Eula Regina Lima; http://lattes.cnpq.br/0460051621828656; https://orcid.org/0009-0001-2665-8172Necessariamente, quando falamos em (in)visibilidade da mulher quilombola da Comunidade de Macapazinho, Castanhal (PA), nos remetemos a um contexto de fragilidades das políticas públicas e aos fatores históricos que contribuem para essa situação, sem esquecer dos vários processos de violência e violação dos direitos dessas mulheres. Esta dissertação traz reflexões sobre as marcações que as mulheres quilombolas carregam, seja na questão de ser mulher, de ser negra, de ser quilombola, de ser pobre, que as colocam nesse patamar de invisibilidade, onde o racismo institucional, estrutural e cultural é evidente. A pesquisa é de caráter exploratório, com uma metodologia quali-quantitativa, pois no início mostrará consultas de autores que discutem questões relacionadas a mulher quilombola e as políticas públicas, considerando a base cadastral do governo federal, Cadastro Único, parte que nos mostrará dados e informações sobre o quadro de vulnerabilidade que essas mulheres se encontram. O desafio inicial, nesta pesquisa, nos exigiu analises bibliográficas, porém alguns materiais documentais foram escassos. O que nos exigiu mergulhar numa análise antropológica sobre a identidade cultural desse povo, com base nas falas das mulheres entrevistadas. Os resultados obtidos pela pesquisa apontaram que a maioria das mulheres quilombolas estão em situação de vulnerabilidade social, relacionado a renda e ao quadro de desproteção social, o que requer do poder público medidas de efetivação de serviços e programas que atendam as especificidades dessas mulheres e a criação de mecanismos de enfrentamento ao racismo institucional, evidenciado pelos dados apresentados, para que seus direitos sejam respeitados e efetivados. A pesquisa sinaliza que é necessário que haja mais interação, consulta e compartilhamento com as questões ligadas a identidade e ancestralidade dos quilombolas de Macapazinho.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Guardiães de saberes quilombolas da Amazônia brasileira: relações entre mulheres, território, memórias e plantas no Médio Itacuruçá(Universidade Federal do Pará, 2024-12-17) CARVALHO, Silviane Couto de; CARDOSO, Denise Machado; http://lattes.cnpq.br/2685857306168366Esta dissertação posiciona-se no estudo das relações que as mulheres da comunidade quilombola Igarapé São João no Médio Itacuruçá, estabelecem com as plantas e ervas por elas cultivadas. Volto-me para os conhecimentos, práticas e cosmovisões advindas historicamente do manejo e cultivo de uma diversidade de espécies de plantas e árvores frutíferas, ervas medicinais, raízes, cascas de árvores, hortaliças e verduras. Produção que fomenta a economia local e municipal, além de configurar-se como fonte de abastecimento alimentar e formas distintas de uso pelas famílias nesta comunidade. O lugar de estudo onde realizei a pesquisa etnográfica é a comunidade ribeirinha e quilombola de Igarapé São João, no Médio Itacuruçá, está situada no município de Abaetetuba, na região das ilhas, área rural no estado do Pará, Amazônia, região norte do Brasil. A etnografia é um dos caminhos da pesquisa qualitativa por compreender o estudo a partir da observação direta das práticas costumeiras de viver de um grupo particular de pessoas (Mattos, 2011). Assim, utilizei a observação participante, a etnobiografia (Gonçalves, 2012) e a escrevivência (Evaristo, 2020), com vistas a captar a experiência vivida pelas interlocutoras desta pesquisa. Entre adoecimentos, observação dos quintais, relatos sobre remédios caseiros e plantas, além de minhas lembranças de infância, experiências e convivência na comunidade quilombola do Médio Itacuruçá, percebi a diversidade de conhecimentos adquiridos e transmitidos pelas mulheres. Em face a uma crise ambiental global e o enfrentamento de conflitos ambientais (monocultivo de dendê e pecuária), o sistema de agrofloresta utilizado pelas populações tradicionais, aqui destaca-se ribeirinha e quilombola é de suma importância para a manutenção da vida e da biod iversidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O sagrado (re)velado em narrativas orais de mulheres quilombolas de Santíssima Trindade - Pará(Universidade Federal do Pará, 2022-03-15) SOUSA, Natasha Fernandes de; RAMOS, João Batista Santiago; http://lattes.cnpq.br/8078757512392983Esta pesquisa tem como propósito compreender o sagrado (re)velado em narrativas orais de mulheres da Comunidade Santíssima Trindade-Pará. A relevância social em de dar vez e voz aos saberes, a religiosidades e aos costumes dos que habitam ou habitaram espaços marginais, refletindo suas narrativas em busca de identificar possíveis interferências temporais, e, ainda, o que representa a Comunidade através de suas vozes. Para isto, a investigação apresentou uma metodologia com abordagem qualitativa com características descritivas, considerando as narrativas orais de três mulheres quilombolas da comunidade Santíssima Trindade. A constituição dos dados se deu através de observação, entrevista, conversas informais, registro audiovisual e caderno de anotações. Os resultados apontam que o sagrado é (re)velado através de manifestações de rituais religiosos com devoção aos santos, principalmente a São Pedro - o padroeiro da Comunidade, bem como, em rituais de cura com ervas ou de rezadeiras. Ressalta-se que o sagrado também se (re)vela por meio de hierofanias elementares ou mais elaboradas como a humana. Conclui-se que no sagrado (re)velado em narrativas orais das mulheres da comunidade quilombola Santíssima Trindade há um entrelaçamento entre vida e memória à própria história da Comunidade, tornando-se fonte de conhecimento para conhecer a história do lugar em que o sagrado se (re)vela com representatividade e pertencimento à comunidade de mulheres negras e quilombolas, para além de uma ideologia totalizadora.
