Navegando por Assunto "Quilombos - Marajó, Ilha do (PA)"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Katuana quilombola: consumo de açaí e risco cardiovascular em algumas comunidades quilombolas na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2018-10-30) LIMA, Emanuele de Jesus Silva de; BASTOS, Maria do Socorro Castelo Branco de Oliveira; http://lattes.cnpq.br/6751930840883503Objetivo: Verificar se existe associação entre o consumo de açaí e os fatores de risco cardiovascular em comunidades remanescentes de quilombos de Salvaterra na Ilha do Marajó- PA com idade a partir de 30 anos de ambos os gêneros. Metodologia: Estudo transversal que abrangeu 165 indivíduos, de 7 comunidades remanescentes de quilombos. Aplicou-se questionário sobre dados socioeconômico e hábitos. O consumo de açaí foi medido por meio de questionário específico de quantificação e frequência do consumo. A população de estudo foi dividida em dois grupos de alto e baixo consumo de açaí, tendo como base o consumo diário a mediana de 142,9 ml/dia. Resultado: O grupo com baixo consumo apresentou mediana 30,85 ml/dia (Q25=0,00; Q75= 85,71 m/l) e o grupo com alto consumo mostrou 600 ml/dia (Q25= 400,00; Q75= 1000,00 ml). A maioria era constituída de mulheres com idade mediana de 47 anos em ambos os grupos, predominando baixa escolaridade com anos de estudo inferior a 8 anos e que não recebiam benefício bolsa família. O estudo não observou diferença estatisticamente significante entre os grupos de consumo e os marcadores de risco cardiovascular e hábitos da população estudada. Conclusão: O consumo do açaí não se mostrou um fator de proteção para doenças cardiovasculares em comunidades remanescentes de quilombo na Amazônia Oriental.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Território de pesca no estuário marajoara: comunidades quilombolas, águas de trabalho e conflito no município de Salvaterra (Pará).(Universidade Federal do Pará, 2005) NOGUEIRA, CRISTIANE SILVA; ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth; http://lattes.cnpq.br/0087693866786684Trata-se do estudo das águas de trabalho de um grupo de pescadores artesanais quilombolas. Tais áreas localizam-se nos limites geográficos de Soure e Salvaterra (Ilha de Marajó/Pa). Entretanto, os territórios de pesca estão para além destes limites. Eles são ambientes de reprodução social deste grupo de trabalhadores que os identifica como de uso comum. Foi possível perceber a partir da técnica da história oral e de um censo domiciliar que esta atividade extrativa é a principal desenvolvida em comunidades pesqueiras quilombolas como Caldeirão, Mangueiras e Pau Furado. Entretanto, esta atividade responsável pelo alimento diária de mais nove comunidades, além das citadas, vem sendo restringida por uma Oligarquia local que,desde longa data, proíbe o acesso aos rios e lagos destes grupos familiares. Entendendo que esta situação é geradora de muitos conflitos e que vem inibindo e prejudicando uma parcela significativa do grupo negro rural de Salvaterra, cerca de 42,9%, este trabalho baseia-se nas teorias do etnodesenvolvimento para afirmar que situações como esta precisam ser identificadas e percebidas pelas instituições governamentais responsáveis. Os territórios de pesca precisam ser visualizados pelos planos de desenvolvimento regional de uma maneira que possibilite aos verdadeiros trabalhadores destes ambientes o direito de manejá-lo e defende-lo, como vem fazendo ao longo de muitas gerações, as duras penas.
