Navegando por Assunto "Quimioestratigrafia"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Paleoambiente e quimioestratigrafia da Formação Itaituba, carbonífero da borda sul da bacia do Amazonas, região de Uruará – Pará(Universidade Federal do Pará, 2014-10-29) CAMPOS, Amélia Carolina Pimenta Parente de; NOGUEIRA, Afonso César Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/886783626882099; MACAMBIRA, Moacir José Buenano; http://lattes.cnpq.br/8489178778254136A Bacia do Amazonas, caracterizada como uma bacia intracratônica com cerca de 400.000 km2, apresenta um registro sedimentar Fanerozoico composto por quatro sequências de segunda ordem relacionadas aos grupos Trombetas; Urupadi e Curuá; Tapajós e Javari. A Formação Itaituba, objeto deste trabalho, faz parte do Grupo Tapajós, o qual representa o último ciclo transgressivo-regressivo do Paleozoico desta bacia. A Formação Itaituba apresenta espessos pacotes de calcários de inframaré, intercalados com depósitos evaporíticos mais espessos em direção ao topo da formação, com folhelhos, siltitos e arenitos que representam depósitos transgressivo ¿ regressivos de moderada energia em ambiente marinho raso de infra e itermaré. A formação é composta dos estratos mais ricos em fósseis marinhos da Bacia do Amazonas, tais como os de conodontes, foraminíferos, corais, briozoários, crinóides, trilobitas, ostracodes, gastrópodes, braquiópodes, bivalves, escolecodontes e fragmentos de peixe. Para este trabalho foram estudadas amostras de testemunho de sondagem (FURO 5) obtido no município de Uruará, centro-leste do estado do Pará. Os principais objetivos deste trabalho são a obtenção da idade de deposição da Formação Itaituba com base na curva secular do 87Sr/86Sr e sua caracterização quimioestratigráfica com base nos teores de elementos maiores e traços, e nos isótopos de C e O, bem como a caracterização faciológica desses carbonatos. O perfil estratigráfico estudado é caracterizado por uma intercalação entre fácies carbonáticas ricas em bioclastos, estilolitos e drusas de quartzo e fácies dolomítica. E, na base do perfil, por uma fácies terrígena caracterizada por silte de cor avermelhada com clastos carbonáticos. Microfaciologicamente foram identificados os litotipos: wackstone, packstone, dolomudstone e, mais raramente mudstone e grainstone. Foram definidas sete microfácies: Mudstone bioclástico (Mcb), Wackstone bioclástico (Wb), Wackstone bioclástico com estilolitos (Wbe), Packstone bioclástico (Pb), Packstone bioclástico com pelóides (Pbp), Grainstone bioclástico com pelóides (Gbp) e Dolomito fino (Dl). Dentre os bioclastos observados estão braquiópodes, equinodermos, foraminíferos, pelecipodas, briozoários, gastrópodes e ostracodes. Como componentes não esqueletais observam-se quartzo, argilo-minerais, feldspatos, oóides e intraclastos. A matriz é micrítica e como cimento pode-se diferenciar três tipos, ¿em franja¿, em mosaico e sobrecrescimento sintaxial. Grande parte do perfil foi afetada por processos secundários, tais como dolomitização, dissolução e compactação. Os resultados das análises geoquímicas foram obtidos em 46 amostras coletadas em intervalos de 50 cm, aproximadamente. Os dados obtidos confirmam que o perfil é predominantemente calcítico com pequenas variações no conteúdo de Mg, no entanto apresenta níveis dolomitizados. Os valores elevados de Si em algumas amostras indicam a presença de minerais terrígenos, além de drusas e fraturas preenchidas por quartzo. As amostras apresentaram teor de Sr satisfatório para as análises isotópicas, o qual varia entre 30 e 293 ppm, sendo alguns dos menores valores relacionados às rochas dolomíticas. O estudo de isótopos estáveis foi realizado em 76 amostras coletadas em intervalos de 30 cm. Os valores obtidos para 13C e ¿18O variam de 1,602 a 5,422¿ e ¿ 8,734 a 0,804¿, respectivamente. Os valores para ¿13C mostram-se compatíveis com os valores obtidos em estudos anteriores para os carbonatos da Formação Itaituba, que apontam um ambiente marinho com a assinatura isotópica típica de rochas carboníferas, já para ¿18O apresentam-se discordantes, logo alterados (¿13C variando entre 2 e 6¿, ¿18O entre -3 a -7¿). Logo, tais carbonatos teriam composições isotópicas primárias, com exceção de algumas amostras, cujas composições foram modificadas por processos diagenéticos, tal qual a dolomitização. A idade de deposição foi obtida a partir da lixiviação de duas carapaças de braquiópodes, que posicionaram as rochas da Formação Itaituba no Pensilvaniano Superior com dois intervalos de idade, entre 296 e 303 Ma (Virgiliano ¿ Missouriano) e entre 293 e 307 Ma (Virgiliano ¿ Desmoinesiano), e Pensilvaniano Inferior, com idade entre 313 e 318 Ma (Morrowano).Tese Acesso aberto (Open Access) Paleoambiente e quimioestratigrafia da porção superior do Grupo Araras, neoproterozoico da faixa Paraguai Norte, estado do Mato Grosso.(Universidade Federal do Pará, 2015-06-22) RUDNITZKI, Isaac Daniel; ADER, Magali; NOGUEIRA, Afonso César Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/8867836268820998; 8867836268820998Na porção central da Plataforma Sul-Americana, ocorre a sucessão sedimentar do Grupo Araras, registro de extensas plataformas carbonáticas do Neoproterozoico, desenvolvida ao longo de uma margem passiva na porção S-SW do Cráton Amazônico. Estas bacias sedimentares foram deformadas na transição do Ediacarano-Cambriano, como resultado de um fechamento oceânico, gerando o cinturão de deformação, a Faixa Paraguai. Enquanto a porção basal do Grupo Araras é reconhecida pelos registros pós-glaciais ligados ao evento Marinoano (~635 Ma), os eventos paleoceanográficos e sedimentares finais que levaram ao desaparecimento da deposição carbonática são, pela primeira vez, discutidos neste trabalho. A porção superior do Grupo Araras, representada pelas formações Serra do Quilombo e Nobres, é considerado o registro da última fase de sedimentação da plataforma carbonática Araras. Estas unidades são recobertas por depósitos siliciclásticos do Grupo Alto Paraguai do Ediacarano Médio, cuja porção basal tem sido supostamente influenciada por processos glaciais ligados ao evento Gaskiers (~580 Ma), documentados apenas na porção leste da Faixa. Os estudos estratigráficos, faciológicos e de isótopos de carbono foram realizados em exposições de rochas carbonáticas nas regiões de Cáceres e Nobres, respectivamente porção oeste e leste da faixa, Estado do Mato Grosso, Brasil. As formações Serra do Quilombo e Nobres representavam um único sistema de rampa carbonática homoclinal composta pelos depósitos de: i) rampa carbonática externa com dolomito fino maciço laminado de offshore; ii) rampa intermediária com dolomito fino maciço, dolomito intraclásticos e arenoso com estratificação cruzada hummocky e swaley, laminação ondulada à plana, dolomito oncolítico com acamamento wavy e dolomito oolítico maciço, representativos da zona de shoreface, complexo de barras oolíticas e zona de foreshore/shallow subtidal; e iii) rampa carbonática/mista interna que consiste em dolomito fino maciço, dolomito intraclástico e arenito dolomítico com acamamento de megaripples, biostromas, chert, moldes de evaporitos, arenito e pelito laminado, depositados em planícies de maré. Estes depósitos se desenvolveram em trato de sistema de mar alto, após o evento de transgressão marinha pós-Marinoana e precedendo a implantação dos depósitos de plataforma siliciclástica do Grupo Alto Paraguai na transição Ediacarano-Cambriano. A assembléia de palinomorfos da Formação Nobres revelou Leiospharidia e raros filamentos de acritarcos acantomorfos como Tanarium, correlatos a biozona ECAP (Ediacaran Complex Acantomorph Palynoflora), o que sugere idade entre 600-550 Ma. A análise estratigráfica de alta frequência indica a força orbital como principal mecanismo para geração de espaço de acomodação e composição dos ciclos de perimaré, e secundariamente influenciados pela tectônica. Os padrões de isótopos de carbono em carbonatos (δ13Ccarb) e matéria orgânica (δ13Corg) e a diferença entre a composição de carbono (Δ13Ccarb-org = δ13Ccarb - δ13Corg) associados a baixa concentração de TOC sugerem um oceano predominantemente oxidante em equilíbrio com a atmosfera, com variações mínimas nas condições redox na interface sedimento/água, o que inclui: i) nível anóxico: representado por δ13Ccarb ~0‰ e δ13Corg <-28‰, limitado à interface sedimento/água em zonas distais da rampa externa, associada a diagênese orgânica precoce por atividade quimiosintética; ii) nível oxidante com δ13Ccarb ~0‰ e δ13Corg entre -28 a -25‰ em sistema de mar aberto da rampa externa e rampa intermediária, caracterizados por coluna de água completamente oxidante e produção primária fotossintetizante; iii) nível oxidante com baixo pCO2 associado a sinais positivos de δ13Ccarb (+3‰) e δ13Corg (>-25‰) em águas rasas da rampa intermediária, com alta taxa de precipitação de inorgânica de carbonato; iv) nível oxidante restrito definido por δ13Ccarb negativo (-2‰) e δ13Corg entre -31 to -25‰, exclusivo da zona de rampa interna, associados à produção primária fotossintetizante e re-mineralização de matéria orgânica efetiva durante a diagênese precoce, e guiados pela variação do nível relativo do mar. Desta forma a integração dos dados define o Grupo Araras superior como o registro de uma rampa carbonática com ambientes restritos na zona costeira, desenvolvida em oceanos com coluna da água oxidante, em zona tropical de clima quente com alta taxa de evaporação e biomassa fotossintetizante, durante o Ediacarano Médio. Influências pré-glaciais indicadas por anomalias no ciclo do carbono ou glacio-eustáticas não foram documentadas na porção superior do Grupo Araras. A fase final de sedimentação da plataforma carbonática Araras foi influenciada pelo soerguimento inicial de áreas continentais, responsáveis pelo progressivo influxo de siliciclásticos para zonas costeiras carbonáticas, precedendo a progradação dos sistemas continentais-costeiros do Grupo Alto Paraguai no Ediacarano Médio.
