Navegando por Assunto "Rádio"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Alô, Alô Amazônia: o rádio que o ouvinte também faz(Universidade Federal do Pará, 2019-12-20) WANDERLEY, Patrícia Teixeira Azevedo; COSTA, Luciana Miranda; http://lattes.cnpq.br/1310961057480638; https://orcid.org/0000-0003-3843-4499Esta pesquisa se propõe analisar o discurso produzido pelos ouvintes da Rádio Difusora de Macapá, buscando compreender de que forma se dá a interação entre os ouvintes e a rádio. Ao abordar as características do sujeito amazônico, a partir da análise de seus recados e mensagens, divulgados no programa Alô, Alô Amazônia, procuramos analisar o texto, suas marcas e suas características. O referencial teórico e metodológico principal traz autores como Benetti, Bakhtin e Bourdieu. Constatamos a importância do rádio para as comunidades ribeirinhas dos estados do Pará e Amapá, mesmo em tempo de efervescência das redes sociais, com ênfase para a relação estabelecida entre ouvintes e locutores. A análise quantitativa de 117 mensagens nos mostrou também que o público feminino é o que mais envia mensagens e o público masculino o que mais recebe. Os textos chamam a atenção para as relações de parentesco que precedem seus nomes; para o rio, sua principal avenida; para malha fluvial, principal meio de transporte; e para as diferentes religiões, que fazem parte do cotidiano e dos hábitos dos ribeirinhos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Um amor sem fim: interações e afetos entre ouvintes de um programa romântico de rádio em Belém, no Pará(Universidade Federal do Pará, 2020-03-24) SILVA, Vanessa Monteiro da; SEIXAS, Netília Silva dos Anjos; http://lattes.cnpq.br/2301685130625189O objetivo desta pesquisa é compreender a dinâmica de interações em grupo de WhatsApp que leva à construção de vínculos afetivos entre ouvintes e programas de rádio, a partir do estudo do programa Amor Sem Fim. O programa é transmitido desde 1993 pela rádio 99FM, em Belém, no Pará. O Amor Sem Fim se propõe a embalar “os corações apaixonados” e, mais do que apresentar uma produção musical romântica, também faz as vezes de correio amoroso entre seus ouvintes. Por meio de um quadro chamado Clube da Amizade, os ouvintes têm a chance de se conhecer, e, a partir daí, desenvolver (ou não) algum tipo de relação. Em todo esse tempo de duração, vários casais já se formaram por intermédio do programa, e o Amor Sem Fim continua desempenhando seu papel de cupido. Desde 2014, o programa passou a ter uma nova forma para interação com o ouvinte: o WhatsApp. Sem ter mais espaço para falar ao vivo durante o Amor Sem Fim, a inclusão do aplicativo como forma de participação na rádio fez com que os ouvintes avançassem em suas formas de interação, criando grupos de WhatsApp formados somente por pessoas que gostam de ouvir o programa. Com isso, eles passaram a interagir independente do horário de transmissão do Amor Sem Fim e da mediação do Clube da Amizade. Um desses grupos é o “Amigos do Aelson”, cujas interações saíram do campo virtual e foram para o presencial, com os ouvintes promovendo encontros em shoppings, clubes e restaurantes. Com essa interação, os integrantes do grupo acabam por estabelecer laços, que vão de amizades a romances. Este estudo se propõe a ter uma concepção relacional (FRANÇA, 2016; SODRÉ, 2006), tendo como teorias norteadoras os estudos das interações (LEMOS, 1997; THOMPSON, 1998, 2018; PRIMO, 2007) e das relações de afeto estabelecidas entre ouvintes (RECUERO, 2005, 2009; RUDIGER, 2013; GRISA, 2003). Para isso, é necessário compreender as especificidades do meio rádio, desde os estudos clássicos (LOPES, 1988; BACHELARD, 2005; MCLEISH, 2001), até a atualidade, com suas novas características e transformações (KISCHINHEVSKY, 2007, 2016; PRATA, 2002, 2008; QUADROS, 2003, 2017). Para alcançar o objetivo desta pesquisa, a metodologia adotada seguiu uma abordagem qualitativa, com a utilização de técnicas como a realização de entrevistas, anotações de campo, observação participante e pesquisa documental. A partir dos dados obtidos e da teoria consultada, a análise dos dados mostrou que o ouvinte apresenta diversas formas de interação, confia na amizade com o locutor, cria vínculos afetivos no grupo e percebe o programa como laço que une todos eles.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Rádio e educação popular na Amazônia: o processo comunicacional do Projeto Rádio pela Educação(Universidade Federal do Pará, 2012-07-19) RODRIGUES, Rosa Luciana Pereira; DUTRA, Manuel José Sena; http://lattes.cnpq.br/2597192749872675O processo comunicacional que se observa no Projeto Rádio pela Educação, da Rádio Rural de Santarém, no centro da Amazônia, é o objeto deste relatório de pesquisa. O objetivo foi investigar como acontece esse processo no movimento existente entre a produção de um programa de rádio, as orientações dadas aos professores por meio de um guia pedagógico e as ações realizadas na escola, analisando a relação da comunicação radiofônica com as práticas educativas desenvolvidas. O trabalho seguiu o paradigma culturológico, entendendo a presença do rádio como parte de um processo de interação, de troca simbólica. Os procedimentos metodológicos tiveram abordagem indutiva, formando um conjunto de procedimentos com os métodos histórico e etnográfico, além de aspectos da pesquisa de recepção. As principais técnicas utilizadas foram pesquisa documental e bibliográfica, pesquisa de campo e observação, tomando como referência o enfoque qualitativo na observação, na descrição e na análise dos fenômenos a partir de algumas categorias: os agentes envolvidos, a escuta do programa, as mediações no conjunto do processo, a participação dos professores como mediadores e a perspectiva dialógica na dinâmica observada. Verificou-se que o processo comunicacional analisado se desenvolve em movimento de constante mudança, segue um ritmo que o transforma ao longo do tempo, a partir dos olhares e das intervenções de seus agentes ou mesmo das próprias motivações provocadas por sua ação no ambiente educacional, apresentando a coexistência do instrumental e do dialógico, tendo o rádio como um mediador no processo de aprendizagem.Tese Acesso aberto (Open Access) Rádio, cidade, gosto e memória: uma etnografia da Belém que toca na feira do som(Universidade Federal do Pará, 2023-07-19) VENTURA, Jússia Carvalho da Silva; COSTA, Antonio Maurício Dias da; http://lattes.cnpq.br/2563255308649361; https://orcid.org/0000-0002-0223-9264As transformações tecnológicas têm imposto adaptações às emissoras de rádio que possibilitam a formação de realidades híbridas que coexistem em espaços tecnológicos diferenciados, que atendem público e realidades também diferenciadas. A Rádio Cultura do Pará, emissora pública criada em 1977 e ligada à Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa), apresenta esse tipo de hibridismo. Neste universo de pesquisa escolhi trabalhar com o programa “Feira do Som”, um dos programas mais antigos da rádio paraense, no ar desde 1972. Para fazer uma etnografia da Belém que é tocada nesse programa radiofônico foi necessário utilizar algumas técnicas metodológicas: audição participante, audição não participante, entrevista em profundidade (presencial e com suporte online), análise descritiva do programa. A pesquisa tem como objetivo geral identificar qual cidade de Belém é construída e consumida a partir do programa radiofônico Feira do Som da Rádio Cultura FM, uma das primeiras rádios públicas da Amazônia. Defende-se como hipótese que a construção de memória social e afetiva da cidade, a partir da relação do público com a mídia, é facilitada quando este produto midiático pertence à Comunicação Pública. Assim, o conteúdo veiculado no programa radiofônico Feira do Som permite uma construção de memória afetiva e social da cidade de Belém, seja por conta de uma Belém antiga, seja pela seleção musical regional. A construção da memória social da capital paraense a partir do programa radiofônico Feira do Som é pautado pelo gosto, que é uma experiência sensível, sensorial e de sintonia com o lugar de pertencimento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Recepção radiofônica: o rádio no cotidiano de uma comunidade rural na Amazônia paraense(Universidade Federal do Pará, 2014-03-13) RODRIGUES, Manoel Ednaldo; SEIXAS, Netília Silva dos Anjos; http://lattes.cnpq.br/2301685130625189O enfoque desta dissertação foi investigar, por meio da audição radiofônica, a importância do rádio no cotidiano dos moradores de Vila Brasil, na região do Rio Arapiuns, em Santarém - Pará. A construção teórica e metodológica teve como base os estudos culturais latino-americanos propostos por Jesús Martín-Barbero, Néstor García-Canclini e Guillermo Orozco Gómez, com direcionamento teórico ao estudo da comunicação. Partindo das contribuições desses pesquisadores e de autores brasileiros, entre outros, Ana Carolina Escosteguy, Nilda Jacks, Maria Itânia Gomes, Mauro Wilton de Sousa, Luiz Artur Ferraretto, discute-se a noção de recepção radiofônica sobre a importância do rádio em uma comunidade rural na Amazônia paraense. A pesquisa de recepção foi realizada em seis visitas à comunidade, nos meses de julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro de 2013, totalizando seis semanas in loco, intercaladas, além de visitas exploratórias anteriores à data inicial das atividades em campo. Nesse processo, foi constituído o corpus de estudo e analisado um conjunto de informações, obtido a partir de entrevistas, questionários e outras abordagens, como a observação participante e a história oral, por meio de depoimentos dos comunitários. Vila Brasil possui 329 moradores, dos quais 219 fizeram parte do estudo. A pesquisa foi desenvolvida sobre três grupos – adolescentes, adultos e idosos - para se levantarem informações no que se refere à importância do rádio no cotidiano dos moradores de Vila Brasil. Identificou-se que o rádio ainda possui importância relevante aos comunitários em diversos segmentos organizacionais, com a irradiação de, entre outros, conteúdos noticioso, educacional, esportivo, sindical e religioso como parte integrante da cultura de uma comunidade tradicional católica, mesmo considerando a forte presença de outras mediações. Constatou-se também que a televisão está presente na comunidade e que a programação noturna exerce papel de elemento aglutinador da família, mas o rádio ainda é o meio de comunicação que dinamiza o cotidiano dos moradores, indicando elementos pontuais para a compreensão do rádio na contemporaneidade e seu papel como um dos meios de comunicação mais importantes na Amazônia. Os suportes de comunicação existentes na comunidade são o rádio (à pilha e à eletricidade), a televisão (via parabólica) e o telefone celular da operadora Vivo, acessado por meio de antenas improvisadas, funcionando de forma precária.
