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Navegando por Assunto "Reception of migrants and refugees"

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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Crianças Refugiadas e Migrantes: acolhimento, rotinas e brincadeiras em Santarém – PA
    (Universidade Federal do Pará, 2025-04-16) SILVA, Andréa Imbiriba da; CAVALCANTE, Lília Iêda Chaves; https://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; KAPPLER, Stella Rabello; ALMEIDA, Sara Guerra Carvalho de; COSTA, Amanda Cristina Ribeiro; MAGALHÃES, Celina Maria Colino; https://lattes.cnpq.br/0929888063044256; https://lattes.cnpq.br/5664801952871192; https://lattes.cnpq.br/9334603555223473; https://lattes.cnpq.br/1695449937472051; https://orcid.org/0000-0002-5903-9845; https://orcid.org/0000-0003-4125-4886; https://orcid.org/0000-0003-1765-2972; https://orcid.org/0000-0002-1279-179X
    Esta pesquisa utilizou a Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano de Bronfenbrenner e o Modelo Bioecológico para analisar quentões ambientais e as interações sociais no desenvolvimento infantil em uma instituição de acolhimento voltada para o atendimento a essa população. Essa abordagem permite compreender fatores como as políticas públicas, cultura local e interações com cuidadores e familiares influenciam a adaptação e o bem-estar das crianças refugiadas e migrantes. A pesquisa investiga as especificidades do acolhimento institucional de crianças migrantes e refugiadas na Região Oeste do Pará, com foco na iniciativa de Santarém-PA. A tese compreende cinco estudos independentes, mas interligados, que seguem uma abordagem teórico- metodológica orientada pela teoria bioecológica. O objetivo central da tese é compreender como a instituição se configura como um contexto ecológico de desenvolvimento, proporcionando cuidado, educação e proteção por meio de suas rotinas e brincadeiras. Esse acolhimento ocorre em um cenário no qual essas crianças e suas famílias buscam melhores condições de vida no Brasil, após deixarem para trás seus países de origem, lares, familiares e redes de apoio. O primeiro estudo realiza uma revisão integrativa da literatura para mapear como os serviços de acolhimento para migrantes e refugiados se organizam em diferentes partes do mundo, incluindo o Brasil. Os resultados demostram que existem diferentes formas de conduzir esse acolhimento. A análise temática da literatura mostra a existência de duas formas: primária e secundária. A primária abrange questões emergenciais como triagem, primeiros socorros, providência de documentação e espera pelo encaminhamento para a próxima fase. Já a segunda refere-se à efetivação do acolhimento em uma instituição ou casa destinada a esse público. O segundo estudo priorizou a investigação das condições físicas e sociais da instituição pesquisada, avaliando seu papel como ambiente de desenvolvimento infantil. Os resultados evidenciam fragilidades estruturais, especialmente na divisão dos dormitórios destinados às famílias. As acomodações não possuem divisórias fixas, sendo separadas por materiais improvisados, como tecidos e lonas plásticas. A ausência de uma infraestrutura adequada pode comprometer a privacidade, segurança e conforto das famílias, além de gerar impactos emocionais para as crianças refugiadas, que já enfrentam dificuldades de adaptação. Esses achados indicam a necessidade de investimentos na infraestrutura do acolhimento, garantindo condições dignas para essa população. O terceiro estudo traçou um perfil biopsicossocial das crianças e famílias acolhidas nesta instituição, fornecendo um panorama detalhado dessa população. A análise estatística, realizada por meio do software R, revelou padrões significativos. Os resultados indicam que a maioria dos acolhidos é venezuelana, com destaque para a etnia indígena Warao (36% mulheres e 34% homens). Adicionalmente, 67% dos homens e 62% das mulheres possuem protocolo de refúgio ativo, 41% dos homens e 32% das mulheres estão desempregados, evidenciando desafios para inserção no mercado de trabalho. Ademais, 15% dos homens e 15% das mulheres não possuem formação acadêmica, dificultando ainda mais a inserção profissional. Apenas 5,5% das crianças participam de programas de ambientação escolar, e 15% estão matriculadasno ensino fundamental, indicando barreiras ao acesso educacional. Esses dados reforçam a vulnerabilidade social e econômica dessa população, destacando a necessidade de políticas públicas que garantam inclusão educacional, qualificação profissional e integração socioeconômica. O quarto estudo analisou a rotina das crianças no acolhimento, identificando padrões de atividades e interações ao longo do dia. Os dados indicam que 95% das atividades ocorrem dentro da instituição pela manhã e 100% à noite (p < 0,001), o que sugere interação limitada com a comunidade externa. A companhia dos pais é reduzida à convivência nos finais de semana (2,2% a 6,4%, p< 0,001), enquanto a presença de parentes próximos aumenta à noite (72%). O brincar ocorre principalmente à tarde (38% nos finais de semana, 21% durante a semana, p < 0,001), mas está ausente no turno da noite. Embora a previsibilidade da rotina possa proporcionar estabilidade emocional, a falta de interações sociais diversificadas afeta negativamente o desenvolvimento infantil. Esses achados reforçam a importância de estimular a participação das crianças em atividades externas e ampliar sua interação com a comunidade local. O quinto estudo investiga as brincadeiras das crianças migrantes e refugiadas, explorando seu papel no desenvolvimento infantil. A análise de 64 registros de brincadeiras revelou que 78% delas envolveram interação com outra criança, enquanto 22% foram realizadas de forma solitária. Além disso, 56% das interações ocorreram entre meninas e 44% entre meninos. No que se refere à faixa etária, 82% das interações foram entre crianças da mesma faixa etária (coetâneas), enquanto 18% envolveram crianças de idades diferentes (não coetâneas). Esses resultados indicam que as crianças buscam ativamente socialização por meio do brincar, mas a presença significativa de brincadeiras solitárias sugere que algumas enfrentam dificuldades de adaptação ou socialização. Outrossim, a falta de espaços com diferentes estímulos físicos e sociais pode limitar a aquisição de habilidades essenciais para o desenvolvimento infantil. A pesquisa evidencia que o acolhimento de crianças migrantes e refugiadas ainda enfrenta desafios estruturais, sociais e políticos, comprometendo o desenvolvimento pleno dessa população. A referência à Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano permitiu compreender como diferentes níveis do ambiente impactam a experiência do acolhimento como um contexto de desenvolvimento da criança migrante e refugiada.
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