Navegando por Assunto "Rehabilitation"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da potência vertical de membros inferiores em pessoas com Parkinson(Universidade Federal do Pará, 2024-12-23) SILVA, Vinicius Baia; MONTEIRO, Elren Passos; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620A doença de Parkinson (DP) é considerada neurodegenerativa, polissomática e idiopática, que acomete o sistema nervoso central, mais precisamente os neurônios dopaminérgicos dos núcleos da base. As desordens neurais da doença acarretam declínios neuromusculares, como redução nas respostas dos motoneurônios, nos disparos dos potenciais de ação, recrutamento muscular, potência, força e massa muscular. A potência muscular é fundamental na iniciação de movimentos, e o seu declínio implica em fragilidades, riscos de quedas, maior dependência e baixa qualidade de vida. Nesse contexto, é relevante avaliar a potência muscular em pessoas com Parkinson (PcP). No entanto, a utilização de equipamentos de alto custo, de difícil transportabilidade e manuseio apresentam desafios para a realização de avaliações clínicas nessa população. A avaliação da potência vertical dos membros inferiores permite interpretar mecanismos biomecânicos, como força, velocidade e potência. Clinicamente, a análise desses aspectos na doença de Parkinson é essencial para estratégias de reabilitação que enfatizem a manutenção e o aprimoramento desses componentes. A literatura reporta que aplicativos móveis são uma alternativa aos instrumentos específicos (por exemplo, células fotoelétricas, goniômetros). No entanto, é necessário testar a reprodutibilidade e concordância desses instrumentos em populações com declínios motores significativos, como indivíduos com doença de Parkinson (DP). Objetivo: Descrever a potência vertical de PcP por meio do desempenho do salto vertical countermovement jump (CMJ) e avaliar a concordância nas medições de desempenho dos saltos por diferentes avaliadores (intra-avaliadores) e entre equipamentos (inter-instrumentos): um tapete de contato para saltos verticais e um aplicativo para dispositivos móveis My Jump 2®. Métodos: Participaram 19 PcP acima de 40 anos (15 homens e 4 mulheres), em estadiamento da DP entre 1 a 3 de acordo com a Escala Hohn & Yearh. Os participantes realizaram avaliações clínicas de: rastreio cognitivo, anamnese, e monitoramento da doença. Nas avaliações antropométricas, utilizamos um estadiômetro, balança digital e trena antropométrica. Para a avaliação de desempenho, utilizamos o teste de saltos verticais CMJ, que foram registrados simultaneamente pelo tapete de contato para saltos verticais e pelo aplicativo My Jump 2® instalado em um smartphone IOS versão 17.2, com gravação em 240 Hz e 1080 HD. Os voluntários foram orientados a realizar 3 saltos consecutivos, com intervalo de 120 segundos entre cada salto. Para a análise estatística, foi utilizado o teste de estatística descritiva para caracterização da amostra e posteriormente um ajuste de um modelo misto para avaliar a diferença entre as medições. Em seguida, a técnica de Bootstrap com 10.000 reamostragens foi aplicada para calcular os limites de concordância, e foram gerados histogramas para visualizar a distribuição do Coeficiente de Correlação Intraclasse (ICC). Por fim, gráficos de Bland-Altman foram criados para visualizar a concordância entre os avaliadores e instrumentos. Todas as análises foram realizadas no software R. Resultados: Como resultados, os valores de ICC= 0,952 entre avaliadores e ICC= 0,948 entre instrumentos indicam uma correlação muito forte intra-avaliadores e inter- instrumentos. Em ambas as análises os limites do intervalo de confiança foram próximos, com pouca variação nas estimativas e confiabilidade do ICC. Nas análises de de Bland-Altman houve concordâncias e consistências entre avaliadores e instrumentos, com vieses de 0,36 cm entre avaliadores e -1,3 cm entre instrumentos. Conclusão: Os nossos resultados sugerem que o aplicativo My Jump 2® é uma ferramenta alternativa para a avaliação da potência de membros inferiores, por meio do teste de saltos verticais CMJ em pessoas com Parkinson.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Câncer de mama: aspectos epidemiológicos sobre a mortalidade e os efeitos da fisioterapia na sintomatologia e amplitude de movimento(Universidade Federal do Pará, 2021-04-07) COSTA, Thalita da Luz; MELO NETO, João Simão de; http://lattes.cnpq.br/1547661999153615; https://orcid.org/0000-0002-4681-8532INTRODUÇÃO: O câncer de mama é o câncer mais diagnosticado, e a causa de morte por câncer mais comum, em mulheres no mundo. Apesar do avanço do tratamento, ainda são muitas as complicações associadas. OBJETIVO: analisar a influência dos fatores sociais, demográficos, dos procedimentos para rastreamento e da cobertura populacional da atenção básica sobre a mortalidade por câncer de mama no Brasil, e verificar o efeito da fisioterapia na sintomatologia clínica e na amplitude de movimento em mulheres submetidas à mastectomia com linfadenectomia axilar, após quimioterapia e radioterapia. MÉTODO: Foram analisados dados secundários disponíveis e de open access, do Departamento de Informação e Informática do SUS, SIDRA (Sistema IBGE de Recuperação Automática) e eGestor AB (Informação e Gestão de Atenção Básica). Também foram analisados os prontuários de 25 mulheres (idade média 55 ± 14 anos) após tratamento cirúrgico de mastectomia com linfadenectomia axilar para diagnóstico de câncer de mama. Os sinais e sintomas avaliados foram dor, sensibilidade, síndrome da mama fantasma, braço pesado e inchado, linfedema e síndrome da teia axilar. A amplitude de movimento de flexão, abdução, rotação interna e rotação externa da articulação glenoumeral também foi avaliada. RESULTADOS: Observou-se que a taxa de mortalidade é maior em mulheres pardas; nas regiões Sudeste e Sul; e cresce com o aumento da idade. A região Norte possui menor mortalidade e menor sobrevida. A taxa de mortalidade não apresentou redução com o aumento da cobertura da atenção primária à saúde e do número de procedimentos de biópsia. No entanto, a taxa reduziu com a maior execução de análise citopatológica. Além disso, a fisioterapia contribuiu para a redução da dor decorrente do tratamento clínico-cirúrgico do câncer de mama, e promoveu aumento da amplitude de movimento da articulação glenoumeral. CONCLUSÃO: A cobertura de serviços de saúde e o número de procedimentos de triagem não apresenta correlação com a taxa de mortalidade do câncer de mama e a fisioterapia colabora na melhora da dor e da amplitude de movimento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Construção de um protocolo de exercícios físicos para o atendimento a pessoas com diabetes mellitus tipo 2: revisão rápida(Universidade Federal do Pará, 2022-08-30) RIBEIRO, Andressa Karoline Pinto de Lima; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211XO Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é responsável por 90-95% de todos os casos de diabetes. Essa forma abrange indivíduos com deficiência relativa de insulina e resistência periférica à insulina. O exercício físico é uma eficiente estratégia terapêutica para o tratamento de pessoas com DM2 por contribuir para o controle glicêmico, assim como por reduzir fatores de risco cardiovasculares, aumentar a aptidão física, contribuir para controle do peso corporal e melhora da qualidade de vida das pessoas. Objetivo:Formular um protocolo de exercícios físicos direcionado a profissionais da saúde para o tratamento e manutenção do controle glicêmico de adultos com Diabetes Mellitus tipo 2. Metodologia: O estudo consiste na elaboração do protocolo a partir de uma revisão rápida de literatura em busca de estudos que investigaram os efeitos de exercícios físicos sobre o controle glicêmico de adultos com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) para analisar quais os parâmetros do exercício (modalidade, frequência, volume, intensidade, intervalo e progressão) são recomendados para alcançar melhor controle glicêmico na população de interesse. Adotou-se a estratégia PICOT para elaboração dos critérios de inclusão dos estudos e o protocolo PRISMA para a redação do manuscrito. Foram utilizadas as bases de dados PubMed e LILACS. O processo de seleção dos estudos ocorreu através de 4 etapas: identificação, seleção por título e resumo, avaliação de elegibilidade e inclusão. Duas autoras extraíram independentemente os dados sobre população, intervenção e resultado de cada estudo, e as informações extraídas foram organizadas em quadros. A qualidade metodológica de cada estudo foi analisada com base na escala PEDro (PROSPERO - CRD 42021262614). Resultados: De um total de 1152 artigos, 17 estudos preencheram os critérios de inclusão e foram analisados. O total de 1.141 (745 em grupos de exercícios e 396 em grupos de controle sedentário) pessoas com DM2 foram incluídas. Quanto ao tipo de estudo 15 (88,2%) eram ensaios clínicos randomizados e 2 (11,8%) eram ensaios clínicos não randomizados. A idade dos pacientes variou de 45,6 a 61,7 anos. O tempo médio de intervenção foi de 17 semanas, variando entre 9 e 48 semanas. Seis estudos 35,3% relataram não ter ocorrido nenhum evento adverso durante a intervenção, dois (11,8%) relataram algum evento e nove (52,9%) não apresentaram nenhuma informação. O embasamento teórico obtido a partir da revisão rápida e de outros estudos, embasaram a construção de um protocolo de orientação para profissionais acerca do exercício físico como tratamento da DM2 e manejo do controle glicêmico. Foram elaborados os seguintes elementos: quadros de conceitos, fluxogramas e textos explicativos construídos com linguagem objetiva e de fácil compreensão como ferramentas didáticas a fim de auxiliar na rotina ambulatorial de profissionais responsáveis pela prescrição de exercícios no manejo dos pacientes atendidos em todos os níveis de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS). Discussão: Os treinamentos aeróbio, resistido e combinado estão associados a diminuições da HbA1c, glicemia de jejum ou glicemia pós prandial. porém os treinamentos combinados devem ser priorizados, pois aparentam ter efeitos maiores sobre o controle glicêmico do que os de qualquer método sozinho. Conclusão: O protocolo criado a partir desta revisão visa ofertar aos profissionais atuantes nos diversos níveis de atenção em saúde do SUS, informações atualizadas, objetivas, apresentadas de forma didática sobre o exercício físico como forma de tratamento do DM2. Recomenda-se que os protocolos de exercícios físicos incluam exercícios resistidos e aeróbios, pois seus efeitos são maiores sobre o controle glicêmico do que os de qualquer método sozinho.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A intervenção em dupla-tarefa protege do declínio associado à idade nas atividades em dupla-tarefa(Universidade Federal do Pará, 2023-04-18) PONTES, Helen Tatiane Santos; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; https://orcid.org/0000-0003-0978-211XIntrodução: A funcionalidade da pessoa idosa está entrelaçada à capacidade de dividir a atenção em dupla-tarefa da vida diária. A habilidade de coordenar a atenção em atividades motora e cognitiva realizadas simultaneamente decresce com o avançar da idade, o que pode gerar prejuízos para a capacidade funcional, elemento chave para a participação do idoso com vistas ao envelhecimento saudável. Objetivos: O objetivo principal do presente estudo é avaliar os efeitos de um protocolo de intervenção de exercício físico multimodal, em intensidade moderada, simultaneamente a estimulação cognitiva (dupla-tarefa) no custo da dupla-tarefa em idosos saudáveis da comunidade. Métodos: 70 idosos sem declínio cognitivo participaram do estudo, sendo agrupados em grupo de Exercício em Dupla Tarefa (DTEx, n=40) que realizaram o protocolo de intervenção de 24 sessões, 2 vezes por semana, por 75 minutos. O grupo controle (GC, n=30) recebeu informações sobre educação em saúde e não realizou exercícios físicos. ANOVA mista de medidas repetidas foi usada para análise do custo da dupla-tarefa e testes post hoc de Bonferroni foram usados para comparações intra e entre grupos. O projeto foi registrado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (UTN code: U1111-1233-6349) e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará (CAAE no. 03427318.3.0000.0018). Resultados: Houve interação Grupo x Tempo (F (1,68) = 7,207 p ≤ 0,009, η2 p = 0,096) observado para desempenho do componente motor do custo da dupla-tarefa. O grupo DTEx apresentou manutenção do custo da velocidade da marcha em dupla-tarefa (Avaliação = -11,4 ± 3,0; Reavaliação= -10,2% ± -2,6, p = 0,665) enquanto o GC demonstrou aumento do custo de aproximadamente 49,76% (Avaliação:-10,4% ± 3,4; Reavaliação: -20,9% ± 3,0, p ≤ 0,002), passando a apresentar diferenças significativas (GC Reavaliação: -20,9% ± 3,0; DTEx Reavaliação = -10,2% ± -2,6 p ≤ 0,011) no desempenho do componente motor do custo da dupla-tarefa entre os grupos na condição pós-intervenção. Não foram observados efeitos principais na avaliação do custo do componente cognitivo. Conclusões: Os resultados sugerem que exercício físico multimodal em intensidade moderada, associado a estimulação cognitiva em dupla-tarefa, atenuou o declínio no custo da dupla-tarefa em idosos, em comparação a idosos que não realizaram a intervenção. O custo da dupla-tarefa é uma importante medida clínica para avaliar a capacidade funcional e cognitiva na realização de tarefas de vida diária no envelhecimento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O treinamento de caminhada nórdica, progredindo para o sprint, modifica os parâmetros biomecânicos e clínico-funcionais de pessoas com parkinson? um estudo piloto de um ensaio clínico não randomizado e quasi-experimental(Universidade Federal do Pará, 2025-05-05) FERREIRA, Edigar Menezes; MONTEIRO, Elren Passos; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620; PENNA, Eduardo Macedo; DELEVATTI, Rodrigo Sudatti; http://lattes.cnpq.br/3746450308327976; http://lattes.cnpq.br/0330707893525396; https://orcid.org/0000-0003-0058-7967; https://orcid.org/0000-0003-1827-7799Introdução: A doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurológico, idiopático, caracterizado pela perda de neurônios dopaminérgicos presentes na substância nigra. Indivíduos nessa condição, apresentam sintomas motores e sintomas não motores. Como possibilidade de tratamento, temos a prática de exercícios físicos (EF). O EF, por sua vez, proporciona diversos benefícios clínicos e mobilidade funcional. Contudo, a progressão da doença está associada a diminuição de força, potência e velocidade, diretamente sintomas motores. Objetivos: Com isso, o objetivo do estudo foi avaliar os efeitos de 11 semanas de treinamento de caminhada nórdica e sprint sobre parâmetros biomecânicos, qualidades físicas (força, potência e velocidade), eficiência mecânica (Perfil Força Velocidade, RFPICO(%) e DRF) e desempenho durante o sprint, assim como parâmetros clínicos funcionais, tais como a capacidade de marcha, força de preensão palmar e sintomas motores em PcP. Métodos: Esse estudo trata-se de um estudo piloto de um ensaio clínico não randomizado e quasi-experimental, aprovado pelo comitê de Ética e Pesquisa do Instituto de Ciências da Saúde (ICS) (CAAE, nº 67654523.7.0000.0018). O público foi pessoas com Parkinson (PcP) no estadiamento 2 a 3 na escala Hohen Yahr. As pessoas com Parkinson foram avaliadas durante 2 semanas na pré-intervenção (T1), onde coletamos dados sociodemográficos, filmagem dos sprints em uma pista de 40 metros para análise de qualidades físicas e eficiência mecânica, bem como testes clínico-funcionais. A intervenção (T2) foi 11 semanas de treinamento locomotor intervalado de caminhada nórdica, progredindo para o sprint, e, após o treinamento, foi realizada a avaliação pós-intervenção (T3). Resultados: A amostra foi composta por 7 PcP, com estadiamento na escala Hoehn and Yahr (1,50-2,50) e tempo de diagnóstico de (5,50 ± 3,15) anos. Média de idade (68,6 ± 7,87) anos, massa corporal e estatura foram, respectivamente (72,2 ± 15,2 kg e 167 ± 8,42 cm). As PcP apresentaram melhora nas qualidades físicas: Força Máxima Teórica Horizontal F0(N) (p=0,038); velocidade máxima teórica- V0 (m/s) (p= 0,011) e velocidade máxima- VMAX, (p= 0,013). A manutenção no tempo de execução correspondeu a (p= 0,535) e a potência máxima- PMAX (W/Kg) (p= 0,199). Como também, houveram melhoras na eficiência mecânica: Perfil Força Velocidade- Perfil_FV (p= 0,019), Razão de Força (RFPICO(%)) (p= 0,045) e a taxa de diminuição de RF- DRF (p=0,029) apresentaram manutenção dos valores Capacidades de Clínico-funcionais: velocidade de marcha (p= 0,057), mobilidade funcional (p=0,024), índice de reabilitação locomotora (IRL), sintomas motores (p= 0,198) e a força de preensão palmar, mão direita (p= 1,00), mão esquerda (p= 0,703) . Conclusão: A nossa intervenção resultou em melhoras nas qualidades físicas de força e velocidade, apresentando eficiência mecânica do Perfil F-V, RFPICO% e DRF. Entretanto, a potência máxima PMAX, os parâmetros de marcha, mobilidade funcional, e variáveis clínicas mantiveram os valores pré-intervenção.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Respostas de um programa de reabilitação locomotora de caminhada nórdica e livre em variáveis fisiomecânicas da marcha de pessoas com doença de Parkinson: um ensaio clínico randomizado(Universidade Federal do Pará, 2023-04-27) RODRIGUES, Jacqueline Lima; TARTARUGA, Leonardo Alexandre Peyré; http://lattes.cnpq.br/6799014309725419; https://orcid.org/0000-0003-1742-5016; MONTEIRO, Elren Passos; http://lattes.cnpq.br/0920248966438368; https://orcid.org/0000-0001-7757-6620Introdução: Os padrões de desempenho muscular da marcha são alterados em pessoas com doença de Parkinson. Além disso, a análise do mecanismo pendular é importante porque reflete a redução do esforço muscular necessário para acelerar e elevar o centro de massa corporal durante a caminhada. Este padrão de marcha ineficiente em pessoas com Parkinson (PcP) (Marcha Parkinsoniana), pode resultar em aumento no gasto de energia durante a caminhada, necessitando assim de intervenções terapêuticas que possam reduzir estes sintomas a fim de proporcionar maior mobilidade e independência funcional à esta população. Achados recentes, demonstram que o mecanismo pendular (Recovery) é maior com o uso de bastões, o que permite indicar a hipótese de que um programa de reabilitação neurofuncional locomotora de caminhada Nórdica (CN) possa induzir em maiores adaptações no mecanismo pendular em comparação à caminhada livre (CL) em PcP. Objetivo: Analisar as respostas de um programa de reabilitação neurofuncional locomotora com e sem bastões de CN sobre parâmetros fisiomecânicos da marcha em PcP. Materiais e Métodos: Este estudo foi caracterizado como longitudinal do tipo ensaio clínico controlado randomizado, no qual investigamos voluntários que atenderam os seguintes critérios de elegibilidade: diagnóstico clínico de doença de Parkinson idiopática, com o estadiamento entre 1 a 4 na escala de Hoehn & Yahr (H&Y), não praticantes de exercício físico, com idade superior a 50 anos, de ambos os sexos. Os voluntários foram randomizados em dois Grupos: CN (com bastões) e CL (sem bastões), e realizaram os exercícios durante nove semanas. As avaliações dos parâmetros fisiomecânicos, mais especificamente, o Recovery (desfecho primário), Trabalho mecânico interno (Wint), Trabalho mecânico interno de braço, de tronco, e de perna (Wint braço, Wint tronco, Wint perna, respectivamente), Trabalho mecânico externo (Wext), Trabalho externo vertical (Wext vertical) e horizontal (Wext horizontal), e Trabalho mecânico total (Wtot), (como desfechos secundários), da marcha de PcP foram analisadas durante uma caminhada em esteira rolante em velocidade autosselecionada nos momentos pré e pós-programa de reabilitação. Foi realizado um procedimento de análise cinemática tridimensional, com um sistema de captura do movimento, composto por seis câmeras de vídeo infravermelhas do sistema de cinemetria VICON Motion Capture System 3D kinematics (Oxford, United Kingdom), com taxa de amostragem das câmeras de 100 Hz. Foram utilizados 36 marcadores reflexivos (Vicon Biomechanics Marker Accessories) no formato de esfera, com 14mm de diâmetro, localizados em ambas as laterais do corpo e nas regiões de interesse. Os dados coletados foram analisados nos softwares NEXUS, tabulados e organizados em planilhas no software Excel 2016. Após estas etapas, rotinas matemáticas foram empregadas no software Matlab® para cálculo dos desfechos do estudo. As Equações de Estimativas Generalizadas foram utilizadas para a comparação entre os Grupos (CN e CL) em diferentes momentos (pré e pós). Utilizamos como covariáveis os valores da H&Y e do número de Froude dos voluntários, de forma que os valores foram fixados, no modelo estatístico, nos seguintes valores: H&Y (1,5) e número de Froude (0,07). Para análises dos efeitos Grupo, Tempo e interações Grupo*Tempo, foi utilizado post-hoc de Bonferroni, para identificar as diferenças entre as médias em todas as variáveis. O tamanho de efeito foi calculado pelo Hedge's g, e foi adotado um α=0,05. Resultado: A amostra final foi constituída por 20 voluntários (CN: n=13 e CL: n=7), com idade CN (64,23 ± 10,52, anos) e CL (69,71 ± 6,82, anos); massa corporal CN (80,07 ± 14,79, Kg) e CL (80,07 ± 14,79, Kg), estatura CN (1,68 ± 0,07, m) e CL (1,68 ± 0,06, m). Foram encontradas diferenças significativas para o fator Tempo para as variáveis Recovery (p=0,04), Wext (p<0,001), Wext horizontal (p=0,04) e Wext vertical (p<0,001), para a interação Grupo*Tempo encontrados diferenças significativas para as variáveis Wext (p=0,03) e Wext vertical (p=0,02), para as demais variáveis os valores permaneceram similares ou não foram modificados (p>0,05). Conclusão: Concluímos que o Recovery, foi realizado com maior eficiência após a intervenção de reabilitação locomotora para ambos os Grupos, portanto PcP apresentaram um mecanismo pendular mais otimizado. O Wext de PcP que caminharam com e sem bastões de CN, reduziram após a intervenção, porém o Grupo CL apresentou menor Wext, ou seja, o que representa uma menor energia para se deslocar no ambiente em relação ao CoM. Tanto o Grupo CN quanto o Grupo CL reduziram o Wext vertical após o programa de reabilitação, porém o Grupo CL demonstrou menores valores pós intervenção, isso quer dizer que os voluntários não apresentaram tanta eficiência ao elevar o Centro de Massa (CM). O Wext horizontal aumentou para ambos os Grupos após o período de programa de reabilitação, demonstrando que ambos os Grupos apresentaram melhoras em sua aceleração em relação a projeção à frente após a intervenção. Nossos achados indicam que o modelo de reabilitação locomotora com e sem bastões podem ser utilizados por profissionais da saúde para reabilitar a locomoção, tornando o mecanismo pendular mais otimizado e uma marcha mais eficiente, de PcP de leve a severos. Número de Registro do Clinical Trials: NCT03355521.
