Navegando por Assunto "Representation"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) O carimbó e a representação da imagem para a salvaguarda do patrimônio cultural imaterial(Universidade Federal do Pará, 2022-02-22) AZEVEDO, Pierre de Aguiar; LINHARES, Anna Maria Alves; http://lattes.cnpq.br/3081434819616255; https://orcid.org/0000-0001-7548-9259Esta pesquisa tem como propósito estudar a manifestação cultural do Carimbó paraense, Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, título concedido em 2014 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Desde antes do processo de patrimonialização até atualmente, se iniciaram as ações de salvaguarda da cultura, que hoje contam com a contribuição de setores da sociedade, movimentos independentes, grupos sociais e indivíduos que colaboram para a difusão e valorização deste patrimônio. Neste processo se intensifica a utilização de recursos imagéticos – fotografia, vídeo e produção audiovisual – que passam a servir como instrumentos de representação do patrimônio do Carimbó, tanto pelas comunidades detentoras do bem como por instituições dotadas de poder de legitimação. Assim sendo, esta dissertação pretende analisar como as comunidades carimbozeiras se autorrepresentam e são representadas através do uso da imagem, na preservação e salvaguarda do patrimônio imaterial do Carimbó. Para isso, foram investigadas as formas de uso das tecnologias imagéticas por parte dos detentores do bem patrimonial, identificando os acordos e conflitos existentes entre as perspectivas comunitárias e institucionais, quanto à definição do que representa o Carimbó. Foi considerado o caráter polifônico das narrativas, avaliando os discursos de poder e a noção de verdade do e no Carimbó sobre a representação deste patrimônio entre as comunidades, em relação à sociedade e perante o Estado. Ainda, observadas algumas possibilidades semânticas da imagem, como materialização do patrimônio e artefato cultural, registro memorial e lugar de memória, subsídio para políticas culturais e produto de mercado. São apresentadas as narrativas e discursos de integrantes do movimento carimbozeiro, reunidos em uma coleta episódica a partir de diálogos informais e entrevistas abertas que levaram em conta a importância que é dada por eles aos recursos tecnológicos da imagem, como registros memoriais significativos para salvaguardar o patrimônio cultural imaterial.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Conflito, aventura e misticismo que Amazônia são narradas em filme de ficção(Universidade Federal do Pará, 2019-12) TAVARES, Lívia Alencar Pacifico; BASTOS, Sandra Nazaré DiasO presente trabalho tem por objetivo analisar como a Amazônia Brasileira é representada em um filme de ficção. Diante de uma série de títulos voltados para os mais diversos públicos, escolhemos A Floresta de Jonathas, lançado em 2013, filme voltado para o público infanto-juvenil que narra o romance entre Jonathas, um garoto nativo do Amazonas e Milly, garota estrangeira (ucraniana) que visita Manaus em busca de lazer e aventura. Para análise dos enunciados, tomamos os filmes como dispositivos pedagógicos que fazem circular representações que são capazes de produzir efeitos sociais que se traduzem em regime de verdade que nos ensinam formas de ver e dizer a Amazônia, bem como as pessoas que lá habitam. Buscamos em Michel Foucault os conceitos de discurso, poder, enunciado, dispersão e subjetivação para embasar nossas análises. Foi possível observar, a partir do objeto que elegemos para este estudo, que de uma forma geral a Amazônia é representada como local inóspito e distante. Para os moradores locais é um local de aprisionamento e para os que vêm de fora, a promessa de exotismo, beleza e aventura. O enredo do filme mostra o espaço que ora é representado pelo misticismo (presente em elementos femininos como a floresta e a mãe do protagonista), ora por sua força e poder ao castigar aqueles que lá se aventuram.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) "A conquista do Amazonas": Antônio Parreiras e a sua representação na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2019-09) CASTRO, Raimundo Nonato deO quadro “A Conquista do Amazonas”, de Antônio Parreiras, é rico em detalhes e capaz de remeter o expectador ao período colonial, contudo, trata-se de uma produção do início do século XX e nele é possível ver a construção de uma identidade regional pela qual marca o nascimento do Estado do Pará para além das fronteiras com os outros estados da federação. A produção de um quadro com essa simbologia não poderia ser delegada a um pintor qualquer, nesse sentido, Antônio Parreiras foi responsável por pintar a sua obra-prima que ficaria no Pará como parte do projeto republicano de construção de símbolos nacionais. Com esta encomenda, Antônio Parreiras organizou a sua primeira tela histórica. Nesta perspectiva, o principal objetivo é identificar os diversos aspectos presentes na tela A Conquista do Amazonas de Antônio Parreiras. Ressaltando que a tela narra um dos grandes feitos do período colonial, mas a sua produção faz parte de um projeto de construção de uma identidade regional. Tanto que a tela está dividida em três momentos-chave. O primeiro relaciona-se ao ato de conquista, no qual a leitura do termo de posse é feita. No centro, os cinco membros da expedição chefiada por Pedro Teixeira ouvem de maneira solene, não havendo manifestação de desrespeito; O segundo momento relaciona-se com a ideia de civilização em que o europeu conduz o elemento indígena em direção à vivência em sociedade e ao progresso. E, por último, o predomínio quase absoluto das tecnologias europeias, uma vez que as velas das embarcações portuguesas ocupam lugar de destaque se comparadas àquelas produzidas pelos indígenas amazônicos.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Representações de universitários sobre culturas originárias: o desafio da descolonização do currículo(Universidade Federal do Pará, 2019-12) MASCARENHA, Suely Aparecida do Nascimento; GARCIA, Fabiane Maia; PINHO, Vilma Aparecida de; BECERRIL, Luis Ernesto SolanoAs culturas humanas são milenárias integram o conjunto de saberes e cosmovisões da família humana. Integram a identidade dos povos e sua subjetividade social impactando sobre a construção da identidade individual que orienta o comportamento diante das situações cotidianas no âmbito público e privado. Este artigo, parte de uma investigação mais ampla realizada ao abrigo do PROCAD/AMAZONIA, CAPES/UFAM/UFMT/UFPA (Ref. Proc. 8881.314288/2019-0), objetiva apresentar representações de universitários de diferentes países (Brasil, México, Bolívia, Venezuela, Moçambique, Portugal, Espanha, República Dominicana e Colômbia) sobre a valorização das culturas de seus territórios. Participaram da pesquisa, observando procedimentos éticos internacionais n=881 universitários do sexo masculino e do sexo feminino. O instrumento próprio contendo questões abertas e fechadas foi respondido por meio da internet com apoio dos pesquisadores convidados. Os resultados demonstram percepção de baixa valorização das culturas originárias por parte dos universitários impactando em descontentamento entre os integrantes dessas culturas. Concluímos pela necessidade da criação de políticas públicas afirmativas para inclusão do estudo das culturas originárias de maneira efetiva nos currículos em geral.
