Navegando por Assunto "Resilience"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Autoeficácia e resiliência de idosos: estudo transversal no envelhecimento(Universidade Federal do Pará, 2019-02-01) FARO, Lidiane Colares de; MAGALHÃES, Celina Maria Colino de; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051; PEDROSO, Janari da Silva; http://lattes.cnpq.br/4096274367867186; http://orcid.org/0000-0001-7602-834X; SILVA, Simone Souza da Costa; CARVALHO, Paula Danielle Palheta; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; http://lattes.cnpq.br/7146153074492605A presente dissertação, com base nos pressupostos do paradigma life span que considera o desenvolvimento humano e sua inter-relação com a trajetória de vida das pessoas, tendo em vista a crescente necessidade de se investigar o envelhecimento saudável e fatores protetivos da qualidade de vida e bem-estar geral da população idosa, objetivou-se verificar a autoeficácia e resiliência de idosos longevos. O estudo desenvolveu-se no Município de Macapá, calculou-se uma amostra representativa e investigou-se as características associadas aos índices de autoeficácia e resiliência. A amostra foi aleatória simples, não probabilística, por método snowball. Participaram do estudo 383 idosos de 60 a 101 anos de idade. Utilizou-se o MEEM como parâmetro de inclusão dos participantes, os demais instrumentos utilizados foram CD-RISC-10, GSES e questionário de caracterização criado para a finalidade desse estudo. Realizou-se a descrição dos participantes, análise fatorial, análise discriminante e ANOVA. Obteve-se diferenças associadas aos grupos etários de 80 anos ou mais, os quais apresentaram índices mais baixos, tanto nas escalas de resiliência quanto de autoeficácia. Pessoas que indicaram sintomas de depressão também estiveram associadas aos índices mais baixos nos dois aspectos investigados. Os resultados de resiliência e autoeficácia demonstraram correspondência. Verificou-se a necessidade de novas investigações acerca dos influentes para a redução dos índices de resiliência e autoeficácia em pessoas com 80 anos ou mais.Tese Acesso aberto (Open Access) Crianças e Adolescentes Migrantes e Refugiados na Amazônia Brasileira em Situação de Acolhimento: Análise de Fatores de Risco, Fatores de Proteção e Processos de Resiliência(Universidade Federal do Pará, 2026-02-26) BRANCH, Elizabeth Cristina Nascimento; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; MORAIS, Normanda Araújo de; KAPPLER, Stella Rabello; RIBEIRO, Silvana de Moraes Brito; VELOSO, Milene Maria Xavier; http://lattes.cnpq.br/7749901045609610; http://lattes.cnpq.br/0929888063044256; http://lattes.cnpq.br/6391196561243923; http://lattes.cnpq.br/6105598873866312; https://orcid.org/0000-0003-3156-4688; https://orcid.org/0000-0002-5903-9845; https://orcid.org/0000-0003-4007-6942Esta tese investigou processos de resiliência em crianças e adolescentes migrantes e refugiados na Amazônia, articulando fatores de risco e fatores de proteção no desenvolvimento, em dois contextos de proteção social nos municípios de Belém e Ananindeua, Pará. O estudo parte do problema de compreender como, diante de adversidades associadas ao deslocamento e à inserção no país de acolhida, esses sujeitos mobilizam recursos individuais, relacionais e contextuais e, quais condições ampliam ou restringem sua adaptação positiva no cotidiano. O objetivo geral foi investigar processos de resiliência em crianças e adolescentes refugiados na Amazônia, no contexto do acolhimento institucional e de equipamento de proteção social. Como objetivos específicos, buscouse caracterizar os perfis biopsicossociais de crianças, adolescentes e famílias, compreender as percepções de profissionais, e analisar fatores de risco e de proteção associados à resiliência. Trata-se de pesquisa de campo, exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa e quantitativa, sustentada pela Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano e pela concepção multissistêmica de resiliência, incluindo as sete tensões propostas por Ungar. O recorte temporal abrangeu trajetórias entre 2018 e 2024. A etapa documental analisou 252 prontuários, identificando 80 crianças e adolescentes, e descreveu variáveis sociodemográficas, escolares e familiares por estatística descritiva. A caracterização familiar incluiu aplicação de formulário a 30 famílias, sendo 15 em espaço de acolhimento institucional e 15 em contexto comunitário atendido no Centro de Referência de Assistência Social, com análise descritiva e inferencial. A etapa qualitativa realizou entrevistas semiestruturadas com 15 profissionais, examinadas por análise de conteúdo, com categorização e verificação de concordância entre avaliadores. Para mensuração de recursos e padrões associados à resiliência, aplicou-se medida de resiliência para crianças e instrumento psicossocial adaptado para adolescentes, com análises de associação por correlações. A pesquisa foi aprovada por comitê de ética em pesquisa e utilizou consentimento e assentimento dos participantes. Os resultados indicaram, em primeiro lugar, predominância de idade escolar (56,2%) e interrupções educacionais (6,2%), associadas a barreiras de documentação e matrícula, além de lacunas relevantes de registro nos prontuários (27,5), que limitam diagnóstico e continuidade do cuidado. Segundo, as famílias apresentaram alta vulnerabilidade econômica, inserção laboral precária ( (62,0 e 70,0%) para homens e mulheres, respectivamente e baixa cobertura de benefícios (12,0%), sugerindo descompasso entre elegibilidade e acesso. Terceiro, profissionais descreveram práticas protetivas ligadas a rotinas previsíveis, inserção escolar, escuta qualificada e articulação em rede, mas apontaram limites como sobrecarga, falta de profissionais específicos, barreiras linguísticas e episódios de discriminação. Por fim, a análise quantitativa sustentou uma organização multissistêmica da resiliência, com agrupamentos relacionados a variáveis como apoio familiar, vínculos comunitários e culturais, competências individuais, vínculo escolar, autoestima, enfrentamento, percepção de preconceito e expectativas futuras, sendo observadas correlações positivas moderadas entre os fatores protetivos (r variando de 0,647 a 0,843; p < 0,001). Concluiu-se que a resiliência, nesse contexto, é uma construção ecológica dependente da qualidade das interações e do acesso efetivo a direitos e mediações institucionais, com implicações para qualificação de registros, práticas intersetoriais, apoio linguístico e inclusão em políticas de proteção social.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Educação ambiental na zona costeira paraense: construindo resiliência na educação básica para enfrentamento dos riscos e desastres no município de Bragança-PA(Universidade Federal do Pará, 2022-02-22) SOUSA, Tatiane Mendes de; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777; RODRIGUES, Hernani José Brazão; LIMA, Aline Maria Meiguins de; SILVA, Cleber Silva e; http://lattes.cnpq.br/1660618871530248; http://lattes.cnpq.br/6572852379381594; http://lattes.cnpq.br/7673237583688618; https://orcid.org/0000-0002-0594-0187; https://orcid.org/0000-0001-7086-8751Em virtude do crescente índice de vulnerabilidade dos municípios da zona costeira e dos desafios enfrentados para a manutenção e preservação dessa região, esse trabalho objetivou analisar o papel das ações de educação ambiental nas comunidades em situações de risco, buscando fortalecer a racionalidade ambiental no ambiente escolar, com foco na educação dos jovens resilientes, bem como reduzir a vulnerabilidade socioambiental da população diante do impacto dos desastres naturais e/ou tecnológicos. Tratou-se de um estudo na cidade de Bragança-PA, região costeira do nordeste paraense, o qual utilizou como metodologia a revisão de literatura e, posteriormente, aplicação de questionários investigativos aos professores do ensino fundamental I e II (de 3º a 9º ano), pertencentes à base de dados da Secretaria Municipal de Educação – SEMEC e da Secretaria de Estado de Educação - SEDUC de Bragança-PA. Com essa pesquisa, aponta-se que a recorrência de desastres ambientais em Bragança-PA tem mostrado a necessidade de se conhecer e de se analisar as atividades de educação ambiental presentes nas escolas do município, pretendendo promover a resiliência aos riscos e desastres das comunidades costeiras. Além disso, percebe-se que os docentes podem auxiliar na construção de uma compreensão ambiental e uma responsabilidade socioambiental participativa dos alunos por meio das atividades disponíveis no produto resultante deste trabalho - Guia didático e interativo - que auxilia não só no exercício da valorização do conhecimento local e dos serviços ecossistêmicos presentes na zona costeira, mas também subsidia os docentes no preparo para a promoção da educação ambiental em sala de aula e na recuperação das comunidades costeiras, focando nos jovens pertencentes aos espaços formais de ensino. Logo, concluiu-se que a resiliência dessas comunidades será alcançada por meio da absorção do conhecimento das práticas ambientais presentes no Guia Didático e Interativo e espera-se que a comunidade acadêmica abordada compreenda o cenário atual dos desastres e riscos naturais, além de que possam transferir o conhecimento adquirido às comunidades a que pertencem.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Estresse e características resilientes em alunos com deficiência e TFE na UFPA(Conselhos Federal e Regionais de Psicologia, 2019) PEREIRA, Rosamaria Reo; SILVA, Simone Souza da Costa; FACIOLA, Rosana Assef; PONTES, Fernando Augusto Ramos; RAMOS, Maély Ferreira Holanda; RAMOS, Edson Marcos Leal SoaresPoucos são os pesquisadores que tratam da presença do estresse e da resiliência em alunos com deficiência e com Transtornos Funcionais Específicos no ensino superior, o que sinaliza a necessidade dessas duas temáticas serem mais estudadas e melhor compreendidas no ambiente universitário. A presente pesquisa visou descrever as características sociodemográficas e acadêmicas de 50 estudantes universitários participantes da pesquisa e correlacioná-las com os níveis de estresse e de resiliência. Os instrumentos utilizados foram um questionário semiestruturado e duas escalas: Escala de Estresse Percebido e Escala de Resiliência. Os resultados foram analisados por meio da estatística descritiva e da técnica estatística exploratória. Os resultados apontaram que alunos com níveis elevados de estresse têm níveis moderados e baixos de resiliência. A partir desse resultado, concluiu-se a necessidade de desenvolvimento de programas que visem à manutenção de estratégias eficazes de enfrentamento diante de situações adversas dentro do contexto acadêmico. Espera-se que este estudo possa contribuir com a construção de políticas institucionais que favoreça a inclusão de fato de estudantes com deficiência e com TFE na Universidade Federal do Pará e em outras instituições de ensino superior.Tese Acesso aberto (Open Access) Geograficidade e espacialidades urbanas na Amazônia: o caso das juventudes reassentadas em Altamira-PA com a construção da UHE Belo Monte(Universidade Federal do Pará, 2024-03-27) CONCEIÇÃO, Ronicleici Santos da; OLIVEIRA, Assis da Costa; http://lattes.cnpq.br/1543002680290808; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0003-3207-7400; HERRERA, José Antonio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024Analisa-se com esta tese as espacialidades urbanas das juventudes reassentadas, afetadas pelo deslocamento compulsório causado pela Usina Hidrelétrica Belo Monte, na Região de Integração do Xingu, Pará, Amazônia a partir de 2011. Revela-se neste estudo a complexidade das mudanças e dos desafios enfrentados pelos jovens e oferece insights, caso outros projetos parecidos sejam projetados para e na região. O deslocamento compulsório resultou na ruptura de laços materiais e imateriais com seus antigos territórios, levando à reconfiguração das dinâmicas espaciais. No entanto, esses grupos têm demonstrado resiliência, construindo múltiplas identidades e subjetividades contornando as desigualdades socioespaciais. Embora os reassentamentos ofereçam instalações físicas melhores que as palafitas, a segregação socioespacial persiste, e os jovens continuam enfrentando uma nuance dessas desigualdades seu cotidiano. Logo, destaca-se a importância de se considerar não apenas a infraestrutura física do contexto habitacional, mas também as dimensões econômicas, sociais, políticas e culturais – na concepção de projetos dessa natureza. Um aspecto crítico é a necessidade de considerar as múltiplas temporalidades envolvidas nesses processos, reconhecendo que cada reassentado possui trajetória e experiências únicas para e com o espaço geografico. Aponta-se, então, para a importância de uma abordagem holística e interdisciplinar na análise dos impactos dos grandes projetos na região, com foco no bemestar das comunidades locais, especialmente das juventudes que enfrentam desafios reais e significativos na (re)construção de suas espacialidades urbanas. O estudo revela diversos aspectos das juventudes nos Reassentamentos Urbanos Coletivos (RUC) Jatobá e Laranjeiras, destacando que criar novas espacialidades requer tempo, por meio do espaço que condiciona as relações das juventudes, assim como as relações socioespaciais modam o espaço, tais como a ruptura da fronteira entre RUC e os espaços publicos da cidade, das quais nova e velhas relaçoes estão sendo (re)construídas, tais como, interações com o mercado de trabalho, uso dos espaços publicos, praticas de recreações com o rio Xingu, inseção em movimentos sociais, inserção na criminalização, bem como, a perpetuação deviolações aos direitos humanos.Tese Acesso aberto (Open Access) Resiliência em famílias pobres do município de Belém-PA(Universidade Federal do Pará, 2021-09-03) MATOS, Larissa Araújo; ROSÁRIO, Hilda Rosa Moraes de Freitas; http://lattes.cnpq.br/9543165245266840; https://orcid.org/0000-0002-2010-1322; SILVA, Simone Souza da Costa; http://lattes.cnpq.br/9044423720257634; SILVA, Jonas Carvalho e; SEIBEL, Bruna Larissa; CRUZ, Edson Júnior Silva da; SANTOS, Thamyris Maués dos; http://lattes.cnpq.br/9382335692312792; http://lattes.cnpq.br/5247703783228794; http://lattes.cnpq.br/0227617708373838; http://lattes.cnpq.br/8548040389785489; https://orcid.org/0000-0002-0893-0283A resiliência em famílias é um fenômeno que permite compreender como famílias que vivem em condição de pobreza se organizam diante das adversidades impostas por esta condição, as estratégias que acionam para se adaptarem as dificuldades que lhes são impostas por longos períodos do seu ciclo vital. Sendo assim, a resiliência ocorre necessariamente da interação entre os fatores de risco significativos e os fatores de proteção. A fim de compreender como as dimensões que compõem o fenômeno resiliência e pobreza se interinfluenciam, constituiu-se esta tese, que tem como objetivo investigar processos resilientes em famílias em situação de pobreza em Belém-Pará. Para isso, foram realizados dois estudos quantitativos e um qualitativo. O primeiro estudo teve como objetivo realizar um perfil de resiliência e sociodemográfico de famílias em situação de pobreza residentes no município de Belém (PA), assim como, avaliou o perfil socioeconômico em função do nível de resiliência das famílias participantes do estudo. Para tanto, foram entrevistadas 448 famílias residentes no município de Belém a fim de compreender sobre a resiliência e suas características sociodemográficas. Os resultados demonstraram que apesar de viverem em situação de pobreza, essa condição não anula a existência de vivências positivas nessas famílias, uma vez que, a maioria dos participantes se encontrava no nível moderado de resiliência e que as mulheres foram as principais participantes deste estudo, bem como, as principais a exercer a monoparentalidade reforçando que elas têm sido as principais chefes de família em situação de pobreza. No Estudo 2, que teve como objetivo associar as cinco dimensões do Questionário de Perfil da Resiliência familiar, traduzida por Peixoto e Martins (2012) com as seis dimensões do Índice de Pobreza Familiar de Barros, Carvalho e Franco (2006), de famílias em condição de pobreza residentes no município de Belém (PA). Foi realizado o cálculo de correspondência entre as dimensões da pobreza e a parentalidade nas 448 famílias participantes do Estudo 1. Como resultados o estudo demonstrou que, as dimensões de Vulnerabilidade, Conhecimento, Trabalho e Desenvolvimento, além do IPF geral associaram-se com a resiliência, de modo que quanto menor a pobreza nestas dimensões, maior a probabilidade de que a família apresente bons níveis de resiliência. Por fim, o Estudo 3 teve o objetivo descrever como a resiliência se manifesta em mães/responsáveis por famílias em situação de pobreza. Para tanto, foram realizados dois grupos focais com famílias mais e menos pobres. Observou-se que os grupos tiveram poucas diferenças em relação a resiliência e características sociodemográficas. Nos dois grupos a resiliência se sustentava no processo de cuidar de alguém, geralmente dos filhos. Portanto, sendo dois fenômenos complexos e multifacetados eles precisam ser investigados em suas múltiplas dimensões para que sejam compreendidas suas inter-relações.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Resiliência familiar: o olhar de professores sobre famílias pobres(Universidade Federal do Pará, 2018-12) MATOS, Larissa Araújo; CRUZ, Edson Júnior Silva da; SANTOS, Thamyris Maués dos; SILVA, Simone Souza da CostaO objetivo da presente pesquisa foi descrever a resiliência familiar, do ponto de vista de professores, sobre as famílias de seus alunos. A coleta dos dados foi realizada em uma escola pública, localizada na periferia da cidade de Belém-Pará. Participaram deste estudo onze professores de 1º ao 5º ano que responderam a uma entrevista semiestruturada e participaram de uma entrevista coletiva que teve por objetivo obter informações sobre a percepção dos profissionais acerca da resiliência nas famílias dos alunos. Os dados foram coletados e categorizados com base na Análise de conteúdo de Bardin [Análise de conteúdo (2011)] e com o auxílio do software Nvivo versão 10. Os resultados mostraram que os professores compreendemos elementos da resiliência familiar, entretanto, desconsideram tais elementos nas famílias da escola, tendem a ter uma percepção negativa e pessimista sobre as possibilidades de sucesso e resiliência nestes grupos, possuem uma visão estereotipada de família, uma perspectiva estigmatizada sobre pobreza e dos benefícios sociais que estas famílias têm acesso.Tese Acesso aberto (Open Access) Resiliência urbana na zona costeira da Amazônia: uma análise de indicadores para a cidade de Belém, Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-08-22) LIMA, Yasmin Emanuelle Santos Pereira de; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777O rápido crescimento populacional em ambientes urbanos é a causa raiz de muitos desafios de resiliência, onde as cidades concentram a grande parte da população com vulnerabilidade social e expostas a perturbações relacionadas ao clima. A mudança climática é um desafio global, há uma crescente preocupação internacional sobre como lidar com as implicações das mudanças climáticas nas áreas urbanas. Esta Tese tem como objetivo analisar a resiliência urbana da cidade de Belém, Pará, região amazônica, Norte do Brasil, a partir de uma ferramenta multidimensional, o Índice de Resiliência da Cidade – IRC, gerando subsídios para a gestão do planejamento urbano. Foi feito o levantamento e análise de conteúdo contemplando os conceitos envolvidos no objeto desta pesquisa. Adaptação do IRC através da aplicação do Método Delphi, com entrevistas com especialistas voltados para o tema. Aplicação do IRC na cidade de Belém-PA, com dados secundários. Como resultado, foi apresentado o problema teórico da pesquisa; obteve-se quatro Dimensões para o IRC, ‘Saúde e Bem-Estar’, 'Economia e Sociedade’, ‘Infraestrutura e Ecossistemas’, ‘Liderança e Estratégia’, com um total de 38 indicadores, que permitem avaliar os aspectos da resiliência de cidades. O IRC foi operacionalizado em uma planilha Excel, e aplicado na Cidade de Belém-PA e gerou o IRC no valor “Bom”. Como conclusão, foram definidos quatro dimensões e 38 indicadores para gerar o IRC e em Belém-PA o IRC foi considerado “Moderado”, porém, de fato, os desafios em trabalhar com a temática da resiliência urbana ainda são muitos, e vão além da esfera conceitual. Apesar de ainda não existir consenso por parte dos especialistas estudiosos da área, sobre a definição do seu real significado, o maior desafio está na sua operacionalização. O processo de construção de sistemas de indicadores de resiliência é complexo e possui barreiras como, por exemplo, a falta de dados para construir indicadores para avaliar alguns aspectos relevantes. Um exemplo de tais indicadores, e que podem ser incluídos em futuras avaliações da cidade de Belém-PA, são aqueles voltados para medir a infraestrutura e ecossistemas.Tese Acesso aberto (Open Access) Valorando e valorizando o conhecimento ecológico tradicional: a conservação do saber local no instrumento de acesso e repartição de benefícios da biodiversidade(Universidade Federal do Pará, 2023-06-30) FERREIRA, Fernanda Neves; GROS-DESORMEAUX, Jean-Raphaël; http://lattes.cnpq.br; https://orcid.org/0000-0002-3110-318X; MERLIN , Lise Vieira da Costa Tupiassu; http://lattes.cnpq.br/5599627735526045; https://orcid.org/0000-0001-8921-343X; FOLHES, Eliane Cristina Pinto Moreira; BENATTI , José Heder; CHICOT, Pierre-Yves; NICOLAS, Thierry; http://lattes.cnpq.br/7471628624621314; http://lattes.cnpq.br/6884704999022918; http://lattes.cnpq.br; http://lattes.cnpq.br; https://orcid.org/0000-0002-1925-0195; https://orcid.org/0000-0003-1159-912X; https://orcid.org; https://orcid.org/0009-0008-1784-6797O Acesso e Repartição de Benefícios da Biodiversidade (ARB) é um instrumento de política ambiental, que provém do terceiro objetivo da Convenção da Diversidade Biológica. No seu âmbito, o ARB recorre também aos conhecimentos tradicionais na busca pela conservação da diversidade biológica. Em 2018, a Conferência das Partes reforçou a necessidade de valorizá los e de evitar impactos culturais na implementação do ARB. Nota-se, então, que o termo biodiversidade é atrelado a um contexto que vai além da preocupação com a diversidade biológica, envolvendo a conservação das relações cultura-natureza de certas coletividades. Porém, o instrumento de ARB tem sido embasado em abordagens que transformam a diversidade biológica e cultural em mercadorias. Esta pesquisa questiona, portanto, se e como a abordagem da economia ecológica pode contribuir para a manutenção da resiliência do saber tradicional por meio do ARB. Os objetivos específicos são: a) analisar o papel dos conhecimentos tradicionais no contexto de produção de benefícios imateriais ofertados pela biodiversidade e a valoração dessa relação cultura-natureza por meio do ARB; b) relacionar a noção de resiliência com a conservação do saber local das comunidades tradicionais; c) incorporar as orientações da economia ecológica para a integração da complexidade das práticas que ligam o social e o ecológico a uma escala local no ARB de modo a fomentar a resiliência do saber tradicional; d) indicar estratégias que possam garantir a resiliência do saber local na implementação do ARB. Para atingir os objetivos propostos, esta pesquisa adotou o método hipotético-dedutivo e as técnicas de pesquisa bibliográfica e documental para a construção de estudos de caso de ARB brasileiro, norte-americano e europeu. Além disso, o modelo brasileiro de ARB foi avaliado pelo método SWOT para possibilitar a elaboração de um plano de ação. Como resultados, identificou-se a necessidade de ampliar o debate sobre a biodiversidade para além da sua acepção tradicional a fim de apoiar as ações de conservação das relações cultura natureza que fomentem a conservação das espécies e seus usos sustentáveis. Na lógica do ARB, o saber local funciona como o elo entre os recursos naturais e os seres humanos, sendo fundamental para a produção dos diversos benefícios ofertados pela biodiversidade. A pesquisa também constatou que a abordagem da resiliência permitiu uma mudança de perspectiva sobre a conservação do saber local. Mas, ela ainda é insuficiente para lidar com aspectos cruciais do ARB. O trabalho encontrou no subcampo da economia socioecológica um suporte para conduzir a investigação de estratégias em favor da resiliência do saber local no instrumento de ARB. No modelo brasileiro de ARB, diversas fraquezas e ameaças foram identificadas pelo método SWOT. Em relação às experiências estrangeiras, o Canadá adota estratégias que reconhecem e valorizam a capacidade de auto-gestão das comunidades tradicionais. A França optou pela criação de pessoas jurídicas de direito público para representar as comunidades em todas as etapas do procedimento de ARB. Mas é na experiência peruana que se encontra uma forte proteção não somente do conhecimento tradicional como também da diversidade cultural e étnica. Concluiu-se que a economia ecológica contribuiu para a reflexão jurídica sobre a resiliência do saber local no ARB enquanto uma visão pré-analítica de pesquisa.
