Navegando por Assunto "Resilience"
Agora exibindo 1 - 6 de 6
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Tese Acesso aberto (Open Access) Crianças e Adolescentes Migrantes e Refugiados na Amazônia Brasileira em Situação de Acolhimento: Análise de Fatores de Risco, Fatores de Proteção e Processos de Resiliência(Universidade Federal do Pará, 2026-02-26) BRANCH, Elizabeth Cristina Nascimento; MORAIS; CAVALCANTE, Lilia Iêda Chaves; http://lattes.cnpq.br/4743726124254735; https://orcid.org/0000-0003-3154-0651; MORAIS, Normanda Araújo de; KAPPLER, Stella Rabello; RIBEIRO, Silvana de Moraes Brito; VELOSO, Milene Maria Xavier; http://lattes.cnpq.br/7749901045609610; http://lattes.cnpq.br/0929888063044256; http://lattes.cnpq.br/6391196561243923; http://lattes.cnpq.br/6105598873866312; https://orcid.org/0000-0003-3156-4688; https://orcid.org/0000-0002-5903-9845; https://orcid.org/0000-0003-4007-6942Esta tese investigou processos de resiliência em crianças e adolescentes migrantes e refugiados na Amazônia, articulando fatores de risco e fatores de proteção no desenvolvimento, em dois contextos de proteção social nos municípios de Belém e Ananindeua, Pará. O estudo parte do problema de compreender como, diante de adversidades associadas ao deslocamento e à inserção no país de acolhida, esses sujeitos mobilizam recursos individuais, relacionais e contextuais e, quais condições ampliam ou restringem sua adaptação positiva no cotidiano. O objetivo geral foi investigar processos de resiliência em crianças e adolescentes refugiados na Amazônia, no contexto do acolhimento institucional e de equipamento de proteção social. Como objetivos específicos, buscouse caracterizar os perfis biopsicossociais de crianças, adolescentes e famílias, compreender as percepções de profissionais, e analisar fatores de risco e de proteção associados à resiliência. Trata-se de pesquisa de campo, exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa e quantitativa, sustentada pela Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano e pela concepção multissistêmica de resiliência, incluindo as sete tensões propostas por Ungar. O recorte temporal abrangeu trajetórias entre 2018 e 2024. A etapa documental analisou 252 prontuários, identificando 80 crianças e adolescentes, e descreveu variáveis sociodemográficas, escolares e familiares por estatística descritiva. A caracterização familiar incluiu aplicação de formulário a 30 famílias, sendo 15 em espaço de acolhimento institucional e 15 em contexto comunitário atendido no Centro de Referência de Assistência Social, com análise descritiva e inferencial. A etapa qualitativa realizou entrevistas semiestruturadas com 15 profissionais, examinadas por análise de conteúdo, com categorização e verificação de concordância entre avaliadores. Para mensuração de recursos e padrões associados à resiliência, aplicou-se medida de resiliência para crianças e instrumento psicossocial adaptado para adolescentes, com análises de associação por correlações. A pesquisa foi aprovada por comitê de ética em pesquisa e utilizou consentimento e assentimento dos participantes. Os resultados indicaram, em primeiro lugar, predominância de idade escolar (56,2%) e interrupções educacionais (6,2%), associadas a barreiras de documentação e matrícula, além de lacunas relevantes de registro nos prontuários (27,5), que limitam diagnóstico e continuidade do cuidado. Segundo, as famílias apresentaram alta vulnerabilidade econômica, inserção laboral precária ( (62,0 e 70,0%) para homens e mulheres, respectivamente e baixa cobertura de benefícios (12,0%), sugerindo descompasso entre elegibilidade e acesso. Terceiro, profissionais descreveram práticas protetivas ligadas a rotinas previsíveis, inserção escolar, escuta qualificada e articulação em rede, mas apontaram limites como sobrecarga, falta de profissionais específicos, barreiras linguísticas e episódios de discriminação. Por fim, a análise quantitativa sustentou uma organização multissistêmica da resiliência, com agrupamentos relacionados a variáveis como apoio familiar, vínculos comunitários e culturais, competências individuais, vínculo escolar, autoestima, enfrentamento, percepção de preconceito e expectativas futuras, sendo observadas correlações positivas moderadas entre os fatores protetivos (r variando de 0,647 a 0,843; p < 0,001). Concluiu-se que a resiliência, nesse contexto, é uma construção ecológica dependente da qualidade das interações e do acesso efetivo a direitos e mediações institucionais, com implicações para qualificação de registros, práticas intersetoriais, apoio linguístico e inclusão em políticas de proteção social.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Estresse e características resilientes em alunos com deficiência e TFE na UFPA(Conselhos Federal e Regionais de Psicologia, 2019) PEREIRA, Rosamaria Reo; SILVA, Simone Souza da Costa; FACIOLA, Rosana Assef; PONTES, Fernando Augusto Ramos; RAMOS, Maély Ferreira Holanda; RAMOS, Edson Marcos Leal SoaresPoucos são os pesquisadores que tratam da presença do estresse e da resiliência em alunos com deficiência e com Transtornos Funcionais Específicos no ensino superior, o que sinaliza a necessidade dessas duas temáticas serem mais estudadas e melhor compreendidas no ambiente universitário. A presente pesquisa visou descrever as características sociodemográficas e acadêmicas de 50 estudantes universitários participantes da pesquisa e correlacioná-las com os níveis de estresse e de resiliência. Os instrumentos utilizados foram um questionário semiestruturado e duas escalas: Escala de Estresse Percebido e Escala de Resiliência. Os resultados foram analisados por meio da estatística descritiva e da técnica estatística exploratória. Os resultados apontaram que alunos com níveis elevados de estresse têm níveis moderados e baixos de resiliência. A partir desse resultado, concluiu-se a necessidade de desenvolvimento de programas que visem à manutenção de estratégias eficazes de enfrentamento diante de situações adversas dentro do contexto acadêmico. Espera-se que este estudo possa contribuir com a construção de políticas institucionais que favoreça a inclusão de fato de estudantes com deficiência e com TFE na Universidade Federal do Pará e em outras instituições de ensino superior.Tese Acesso aberto (Open Access) Geograficidade e espacialidades urbanas na Amazônia: o caso das juventudes reassentadas em Altamira-PA com a construção da UHE Belo Monte(Universidade Federal do Pará, 2024-03-27) CONCEIÇÃO, Ronicleici Santos da; OLIVEIRA, Assis da Costa; http://lattes.cnpq.br/1543002680290808; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0003-3207-7400; HERRERA, José Antonio; http://lattes.cnpq.br/3490178082968263; https://orcid.org/0000-0001-8249-5024Analisa-se com esta tese as espacialidades urbanas das juventudes reassentadas, afetadas pelo deslocamento compulsório causado pela Usina Hidrelétrica Belo Monte, na Região de Integração do Xingu, Pará, Amazônia a partir de 2011. Revela-se neste estudo a complexidade das mudanças e dos desafios enfrentados pelos jovens e oferece insights, caso outros projetos parecidos sejam projetados para e na região. O deslocamento compulsório resultou na ruptura de laços materiais e imateriais com seus antigos territórios, levando à reconfiguração das dinâmicas espaciais. No entanto, esses grupos têm demonstrado resiliência, construindo múltiplas identidades e subjetividades contornando as desigualdades socioespaciais. Embora os reassentamentos ofereçam instalações físicas melhores que as palafitas, a segregação socioespacial persiste, e os jovens continuam enfrentando uma nuance dessas desigualdades seu cotidiano. Logo, destaca-se a importância de se considerar não apenas a infraestrutura física do contexto habitacional, mas também as dimensões econômicas, sociais, políticas e culturais – na concepção de projetos dessa natureza. Um aspecto crítico é a necessidade de considerar as múltiplas temporalidades envolvidas nesses processos, reconhecendo que cada reassentado possui trajetória e experiências únicas para e com o espaço geografico. Aponta-se, então, para a importância de uma abordagem holística e interdisciplinar na análise dos impactos dos grandes projetos na região, com foco no bemestar das comunidades locais, especialmente das juventudes que enfrentam desafios reais e significativos na (re)construção de suas espacialidades urbanas. O estudo revela diversos aspectos das juventudes nos Reassentamentos Urbanos Coletivos (RUC) Jatobá e Laranjeiras, destacando que criar novas espacialidades requer tempo, por meio do espaço que condiciona as relações das juventudes, assim como as relações socioespaciais modam o espaço, tais como a ruptura da fronteira entre RUC e os espaços publicos da cidade, das quais nova e velhas relaçoes estão sendo (re)construídas, tais como, interações com o mercado de trabalho, uso dos espaços publicos, praticas de recreações com o rio Xingu, inseção em movimentos sociais, inserção na criminalização, bem como, a perpetuação deviolações aos direitos humanos.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Resiliência familiar: o olhar de professores sobre famílias pobres(Universidade Federal do Pará, 2018-12) MATOS, Larissa Araújo; CRUZ, Edson Júnior Silva da; SANTOS, Thamyris Maués dos; SILVA, Simone Souza da CostaO objetivo da presente pesquisa foi descrever a resiliência familiar, do ponto de vista de professores, sobre as famílias de seus alunos. A coleta dos dados foi realizada em uma escola pública, localizada na periferia da cidade de Belém-Pará. Participaram deste estudo onze professores de 1º ao 5º ano que responderam a uma entrevista semiestruturada e participaram de uma entrevista coletiva que teve por objetivo obter informações sobre a percepção dos profissionais acerca da resiliência nas famílias dos alunos. Os dados foram coletados e categorizados com base na Análise de conteúdo de Bardin [Análise de conteúdo (2011)] e com o auxílio do software Nvivo versão 10. Os resultados mostraram que os professores compreendemos elementos da resiliência familiar, entretanto, desconsideram tais elementos nas famílias da escola, tendem a ter uma percepção negativa e pessimista sobre as possibilidades de sucesso e resiliência nestes grupos, possuem uma visão estereotipada de família, uma perspectiva estigmatizada sobre pobreza e dos benefícios sociais que estas famílias têm acesso.Tese Acesso aberto (Open Access) Resiliência urbana na zona costeira da Amazônia: uma análise de indicadores para a cidade de Belém, Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-08-22) LIMA, Yasmin Emanuelle Santos Pereira de; PIMENTEL, Márcia Aparecida da Silva; http://lattes.cnpq.br/3994635795557609; https://orcid.org/0000-0001-9893-9777O rápido crescimento populacional em ambientes urbanos é a causa raiz de muitos desafios de resiliência, onde as cidades concentram a grande parte da população com vulnerabilidade social e expostas a perturbações relacionadas ao clima. A mudança climática é um desafio global, há uma crescente preocupação internacional sobre como lidar com as implicações das mudanças climáticas nas áreas urbanas. Esta Tese tem como objetivo analisar a resiliência urbana da cidade de Belém, Pará, região amazônica, Norte do Brasil, a partir de uma ferramenta multidimensional, o Índice de Resiliência da Cidade – IRC, gerando subsídios para a gestão do planejamento urbano. Foi feito o levantamento e análise de conteúdo contemplando os conceitos envolvidos no objeto desta pesquisa. Adaptação do IRC através da aplicação do Método Delphi, com entrevistas com especialistas voltados para o tema. Aplicação do IRC na cidade de Belém-PA, com dados secundários. Como resultado, foi apresentado o problema teórico da pesquisa; obteve-se quatro Dimensões para o IRC, ‘Saúde e Bem-Estar’, 'Economia e Sociedade’, ‘Infraestrutura e Ecossistemas’, ‘Liderança e Estratégia’, com um total de 38 indicadores, que permitem avaliar os aspectos da resiliência de cidades. O IRC foi operacionalizado em uma planilha Excel, e aplicado na Cidade de Belém-PA e gerou o IRC no valor “Bom”. Como conclusão, foram definidos quatro dimensões e 38 indicadores para gerar o IRC e em Belém-PA o IRC foi considerado “Moderado”, porém, de fato, os desafios em trabalhar com a temática da resiliência urbana ainda são muitos, e vão além da esfera conceitual. Apesar de ainda não existir consenso por parte dos especialistas estudiosos da área, sobre a definição do seu real significado, o maior desafio está na sua operacionalização. O processo de construção de sistemas de indicadores de resiliência é complexo e possui barreiras como, por exemplo, a falta de dados para construir indicadores para avaliar alguns aspectos relevantes. Um exemplo de tais indicadores, e que podem ser incluídos em futuras avaliações da cidade de Belém-PA, são aqueles voltados para medir a infraestrutura e ecossistemas.Tese Acesso aberto (Open Access) Valorando e valorizando o conhecimento ecológico tradicional: a conservação do saber local no instrumento de acesso e repartição de benefícios da biodiversidade(Universidade Federal do Pará, 2023-06-30) FERREIRA, Fernanda Neves; GROS-DESORMEAUX, Jean-Raphaël; http://lattes.cnpq.br; https://orcid.org/0000-0002-3110-318X; MERLIN , Lise Vieira da Costa Tupiassu; http://lattes.cnpq.br/5599627735526045; https://orcid.org/0000-0001-8921-343X; FOLHES, Eliane Cristina Pinto Moreira; BENATTI , José Heder; CHICOT, Pierre-Yves; NICOLAS, Thierry; http://lattes.cnpq.br/7471628624621314; http://lattes.cnpq.br/6884704999022918; http://lattes.cnpq.br; http://lattes.cnpq.br; https://orcid.org/0000-0002-1925-0195; https://orcid.org/0000-0003-1159-912X; https://orcid.org; https://orcid.org/0009-0008-1784-6797O Acesso e Repartição de Benefícios da Biodiversidade (ARB) é um instrumento de política ambiental, que provém do terceiro objetivo da Convenção da Diversidade Biológica. No seu âmbito, o ARB recorre também aos conhecimentos tradicionais na busca pela conservação da diversidade biológica. Em 2018, a Conferência das Partes reforçou a necessidade de valorizá los e de evitar impactos culturais na implementação do ARB. Nota-se, então, que o termo biodiversidade é atrelado a um contexto que vai além da preocupação com a diversidade biológica, envolvendo a conservação das relações cultura-natureza de certas coletividades. Porém, o instrumento de ARB tem sido embasado em abordagens que transformam a diversidade biológica e cultural em mercadorias. Esta pesquisa questiona, portanto, se e como a abordagem da economia ecológica pode contribuir para a manutenção da resiliência do saber tradicional por meio do ARB. Os objetivos específicos são: a) analisar o papel dos conhecimentos tradicionais no contexto de produção de benefícios imateriais ofertados pela biodiversidade e a valoração dessa relação cultura-natureza por meio do ARB; b) relacionar a noção de resiliência com a conservação do saber local das comunidades tradicionais; c) incorporar as orientações da economia ecológica para a integração da complexidade das práticas que ligam o social e o ecológico a uma escala local no ARB de modo a fomentar a resiliência do saber tradicional; d) indicar estratégias que possam garantir a resiliência do saber local na implementação do ARB. Para atingir os objetivos propostos, esta pesquisa adotou o método hipotético-dedutivo e as técnicas de pesquisa bibliográfica e documental para a construção de estudos de caso de ARB brasileiro, norte-americano e europeu. Além disso, o modelo brasileiro de ARB foi avaliado pelo método SWOT para possibilitar a elaboração de um plano de ação. Como resultados, identificou-se a necessidade de ampliar o debate sobre a biodiversidade para além da sua acepção tradicional a fim de apoiar as ações de conservação das relações cultura natureza que fomentem a conservação das espécies e seus usos sustentáveis. Na lógica do ARB, o saber local funciona como o elo entre os recursos naturais e os seres humanos, sendo fundamental para a produção dos diversos benefícios ofertados pela biodiversidade. A pesquisa também constatou que a abordagem da resiliência permitiu uma mudança de perspectiva sobre a conservação do saber local. Mas, ela ainda é insuficiente para lidar com aspectos cruciais do ARB. O trabalho encontrou no subcampo da economia socioecológica um suporte para conduzir a investigação de estratégias em favor da resiliência do saber local no instrumento de ARB. No modelo brasileiro de ARB, diversas fraquezas e ameaças foram identificadas pelo método SWOT. Em relação às experiências estrangeiras, o Canadá adota estratégias que reconhecem e valorizam a capacidade de auto-gestão das comunidades tradicionais. A França optou pela criação de pessoas jurídicas de direito público para representar as comunidades em todas as etapas do procedimento de ARB. Mas é na experiência peruana que se encontra uma forte proteção não somente do conhecimento tradicional como também da diversidade cultural e étnica. Concluiu-se que a economia ecológica contribuiu para a reflexão jurídica sobre a resiliência do saber local no ARB enquanto uma visão pré-analítica de pesquisa.
