Navegando por Assunto "Responsividade materna"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Responsividade materna durante o banho e amamentação: análise da interação mãe-bebê no cárcere(Universidade Federal do Pará, 2018-04-06) LEAL, Géssica Aline Dos Santos; MAGALHÃES, Celina Maria Colino; http://lattes.cnpq.br/1695449937472051A convivência mãe-bebê no cárcere tem sido defendida pela importância primária que exerce sobre a vinculação afetiva na díade. A interação materno-infantil tem sido amplamente relacionada à sobrevivência da criança. Uma das maneiras de analisar a interação mãe-bebê é assumir como foco a responsividade materna. O presente estudo propõe-se a analisar as interações entre mãe-bebê durante as situações de banho e amamentação, a partir da responsividade materna, no contexto de cárcere. Participaram do estudo cinco díades. As mães tinham entre 20 e 42 anos, e haviam sido presas por crime de tráfico e/ou homicídio. Os bebês, sendo quatro do sexo feminino e um do sexo masculino, possuíam faixa etária de um a seis meses de idade. Os dados de caracterização da díade foram coletados por meio de consulta de prontuários e entrevistas. No que diz respeito aos dados observacionais, estes foram oriundos de filmagens. A posteriori, estes dados foram analisados a partir de dois protocolos: Protocolo de análise dos comportamentos parentais e infantis e Protocolo de sequências responsivas e não responsivas. Os dados do prontuário e de entrevistas originaram as micronarrativas da história de vida das díades. Em relação aos dados observacionais, foram geradas estatísticas para descrevê-los, bem como de representações através de grafos. Os índices para a responsividade e não-responsividade materna foram calculados a partir das médias obtidas para cada tipo de sequência, em ambas as situações. Os principais resultados indicaram: O banho mostrou-se como uma situação propícia às trocas interativas na díade. Por fim, a interação nas díades envolveu principalmente o comportamento olhar e falar, na perspectiva materna. Adotando como referencial o comportamento infantil, observou-se que os comportamentos envolvidos nas sequencias responsivas foi o olhar em direção à mãe, seu rosto ou parte do corpo. Durante a amamentação foi registrada maior frequência de sequências não-responsivas. Os resultados são sugestivos para pensar em estratégias que fortaleçam as sequências de responsividade entre as díades em momentos de amamentação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Responsividade materna e desenvolvimento sóciocomunicativo de prematuros durante o primeiro ano de vida(Universidade Federal do Pará, 2014-04-29) CALDAS, Ivete Furtado Ribeiro; CHERMONT, Aurimery Gomes; http://lattes.cnpq.br/4212769913736000; GAROTTI, Marilice Fernandes; http://lattes.cnpq.br/2218504886013525Neonatos prematuros com peso ao nascer (PN) ≤ 2500 gramas podem apresentar déficits decorrentes de comprometimentos neurológicos que alteram o desenvolvimento sóciocomunicativo. Interações iniciais mãe-bebê prematuro são importantes para avaliar esse processo de risco, verificado a partir de alterações na comunicação não verbal. A qualidade da responsividade materna durante essas interações são importantes para o desenvolvimento das habilidades sóciocomunicativas no primeiro ano de vida. Este estudo verificou a relação entre a responsividade materna e o desenvolvimento sóciocomunicativo de prematuros para cada grupo em quatro momentos do desenvolvimento. Participaram 18 díades com idade gestacional < 36 6/7 semanas e PN ≤ 2500 gramas. Elas foram distribuídas em três grupos, delimitados de acordo com suas características maternas e gestacionais. Para a coleta de dados foram utilizados uma ficha clínica, entrevista sociodemográfica, escala de interação social (EIS) e protocolo de observação mãe-criança. As sessões aconteceram aos três, seis, nove e doze meses de vida. Todas as sessões foram integralmente registradas em vídeo para posterior registro das habilidades e engajamentos. Os resultados mostraram que no grupo Não Gêmeos Primíparos (NGP) foram observadas diferenças significativas nos estados de Engajamento com Pessoa (EP) (x2= 11,00; p=0,012) com maior duração aos três meses (M=90,70; dp=16,10). E nos engajamentos com objeto e pessoa (EOP) também foram observadas diferenças significativas (x2= 10,35; p=0,01), verificando episódios triádicos aos seis meses (M=0,13; dp=0,32). Foi identificada correlação significativa positiva entre engajamento com objeto (EO) aos três meses e a pontuação total da Escala de Interação Social (EIS) aos seis meses (0,592; p<0,05). No grupo NGP o peso da criança ao nascer apresentou correlação positiva com EP (0,812; p<0,05) e negativa com EO aos três meses (-0,812; p<0,05). Portanto, os achados evidenciam que a qualidade das interações, fatores de risco e sociodemográficos interferem no desenvolvimento das habilidades sóciocomunicativas de crianças nascidas prematuras.
