Navegando por Assunto "Rio Maria (PA)"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização geológica, petrográfica e geoquímica de Granitos Arqueanos da Folha Marajoara, Terreno Granito-Greenstone de Rio Maria Sudeste do Pará(Universidade Federal do Pará, 2009-07-08) DIAS, Samantha Barriga; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675Na Folha Marajoara foram distinguidos três grupos de granitos arqueanos: Suíte Guarantã, Granito Rancho de Deus e corpos leucogranítico. O primeiro grupo é formado por três corpos graníticos, intrusivos no Tonalito Arco Verde (TAV), que receberam a denominação de Granito Guarantã (Gg), Granodiorito Azulona (GDaz) e Granodiorito Trairão (GDt), sendo formados por rochas muito similares em termos geológicos, petrográficos e geoquímicos, agrupadas no presente trabalho sob a denominação de Suíte Guarantã. O Granito Rancho de Deus possui forma amendoada, apresenta contato a sul com o Granodiorito Rio Maria, e a norte com o Granito Guarantã, porém controlado por extensa zona de cisalhamento. O terceiro grupo corresponde a pequenos corpos leucograníticos intrusivos no TAV e no Granodiorito Rio Maria. Os granitóides da Suíte Guarantã são formados por epidoto-biotita monzogranitos a granodioritos, com foliação mineral discreta, textura porfirítica e fenocristais grossos (5 a 20 mm) de feldspato potássico imersos em matriz equigranular média. O Granito Rancho de Deus é constituído por monzogranitos com incipiente foliação mineral e textura porfirítica, com fenocristais grossos (5 a 30 mm) de feldspato potássico em matriz equigranular média. O anfibólio ocorre como fase varietal juntamente com a biotita. Os leucogranitos são rochas hololeucocráticas, equigranulares de granulação média.Os dados geoquímicos mostram que a suíte Guarantã e os corpos leucograníticos possuem características dominantemente peraluminosas, enquanto que o Granito Rancho de Deus varia de metaluminoso a peraluminoso. Os três grupos de granitos exibem diferenças composicionais marcantes. As amostras da Suíte Guarantã são enriquecidas em Al2O3, CaO, Na2O, Ba, Sr e Ga e empobrecidas em Fe2O3, K2O, MgO, Rb e Th comparativamente ao Granito Rancho de Deus. Já os corpos leucograníticos, comparados aos dois grupos anteriores, são enriquecidos em SiO2 e K2O e empobrecidos em Fe2O3, MgO, Na2O, CaO, P2O5, Ba, Sr, Zr. Os padrões de ETR dos três grupos apresentam fracionamento expressivo de ETRP, sendo que os da Suíte Guarantã são desprovidos de anomalias de Eu ou apresentam anomalias discretas, ora positivas, ora negativas, enquanto que as amostras do Granito Rancho de Deus tendem a apresentar discretas anomalias negativas de Eu e os leucogranitos anomalias negativas marcantes. As rochas do Granito Rancho de Deus e da Suíte Guarantã são análogas geoquimicamente aos granitos arqueanos cálcico-alcalinos do tipo CA2. Porém, os contrastes geoquímicos entre os dois grupos não podem ser explicados por processos de diferenciação magmática, tendo em vista apresentarem teores de SiO2 superpostos e não seguirem o mesmo trend de diferenciação, sendo improvável, portanto, que esses dois grupos tenham se formado a partir de um mesmo magma parental, apesar de sua associação espacial. A hipótese assumida é que estas rochas se originaram de fontes ou por processos distintos e que seus magmas evoluíram independentemente.Comparações entre os três grupos de granitos estudados e corpos afins do TGGRM revelaram que as rochas da Suíte Guarantã apresentam maior similaridade com os granodioritos e monzogranitos dos corpos satélites do pluton Xinguara, podendo também representar termos menos evoluídos do Granito Guarantã, tal como originalmente definido. O Granito Rancho de Deus apresenta maiores afinidades petrográficas e geoquímicas com o Granodiorito Rio Maria e rochas sanukitóides afins, podendo corresponder a um termo mais evoluído da associação sanukitóide. Os corpos leucograníticos, por sua vez, possuem afinidade petrográfica e geoquímica com o Granito Mata Surrão.O estudo realizado demonstra que, além dos leucogranitos cálcico-alcalinos ricos em potássio, representados pelos granitos Xinguara e Mata Surrão, leucogranodioritos e monzogranitos menos evoluídos, aqui definidos como Suíte Guarantã, tiveram um papel importante na evolução do TGGRM. Esta suíte encontra-se melhor exposta na Folha Marajoara, mas corpos com características similares, tais como os corpos satélites do pluton Xinguara, já foram identificados.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Geologia, petrografia e geoquímica dos diques da região de Rio Maria, SE-PA(Universidade Federal do Pará, 1996-09-09) SILVA JÚNIOR, RENATO OLIVEIRA DA; DALL'AGNOL, Roberto; http://lattes.cnpq.br/2158196443144675Na região de Rio Maria, SE do Pará, foram mapeados diversos diques, intrusivos principalmente no Granodiorito Rio Maria (GdRM) e, subordinadamente, no granito anorogênico Musa (GM). Formando pequenas cristas alongadas que sobressaem na morfologia com um relevo positivo, dispondo-se, principalmente, segundo os trends NW-SE e E-W e, subordinadamente, N-NE. A largura máxima desses corpos é de 30 m, e têm extensão aflorante de 1.500 a 2.000 m, podendo alcançar 3.000 m. Foram identificados petrograficamente cinco grupos de diques: diabásios, dioritos, quartzo-dioritos, dacitos e riolitos. Os perfis transversais e longitudinais à direção desses corpos, mostram diminuição na granulação da rocha, no sentido centro-borda do corpo, culminando geralmente com rochas afaníticas, que representam, via de regra, a borda de resfriamento do dique. Próximo a essas bordas observam-se frequentemente, encraves e amigdalas preenchidas por material quartzo-feldspático. Os contatos com suas encaixantes são abruptos, por vezes marcados pela presença de bordas de resfriamento, cuja espessura é variável desde poucos centímetros até, excepcionalmente, 2 m. As idades K-Ar desses diques são: (1) 700 ± 8 Ma em qz-diorito (rocha total); (2) 883 ± 10 Ma em diorito (plagioclásio); (3) 1.099 ± 39 Ma em diabásio (plagioclásio); (4) 1.802 ± 22 Ma em diabásio com olivina (concentrado máfico). As três primeiras idades são interpretadas como idades mínimas para esses corpos. A idade 1.802 ± 22 Ma é compatível com a de 1.707 ± 17 Ma (Rb-Sr em RT) obtida para os dacitos e granitos pórfiros. Os dados geocronológicos disponíveis para os diques da região de Rio Maria permitem situá-los no Proterozóico, e as idades mais confiáveis sugerem que, pelo menos parte desses diques, seja contemporânea ao magmatismo granítico anorogênico. Os diabásios foram divididos em quatro subtipos: (1) diabásio com olivina- exibe textura subofítica. É constituído por labradorita (An55-65), augita + pigeonita, olivina, opacos e hornblenda; (2) microdiabásio porfirítico- corta o diabásio com olivina, é formado por fenocristais de plagioclásio imersos em matriz pilotaxítica formada por ripas de plagioclásio, augita, opacos e anfibólio; (3)) anfibólio-diabásio- exibe textura granular com tendência subofítica, é constituído de labradorita (An54-64), augita minerais opacos, anfibólio tárdio (tremolita-actinolita) e, raramente, hiperstênio; (4) auginita-diabásio (RJ-18B) com textura ofítica, é formado por labradorita (An56), augita, opacos e, anfibólio secundário. Os dioritos e quartzo-dioritos mostram, em geral, textura granular tendendo a subofítica ou, porfirítica com matriz rica em intercrescimentos granofíricos. Os dioritos são formados por plagioclásio bastante saussuritizado, augita, quartzo, hornblenda e opacos. Os quartzo-dioritos têm mineralogia similar aos dioritos, diferindo apenas quanto ao conteúdo modal de quartzo e intercrescimentos granofíricos. Alguns dioritos e diabásios apresentam fenocristais de plagioclásio com textura em peneira, sugerindo a atuação de processos de mixing e/ou mingling. Os dacitos são formados por dacitos pórfiros e dacitos pórfiros ricos em máficos. Ambos apresentam textura porfirítica, localmente glomeroporfirítica, formada por agregados de fenocristais de plagioclásio, bastante saussuritizados, hornblenda envolvendo localmente augita, além de fenocristais isolados de quartzo. Os dois subtipos apresentam matriz dominantemente granofirítica, por vezes, esferulítica. Notou-se a presença de quartzo microcristalino formando agregados amendoados (ocelos), atribuídos a processos de mixing. Os riolitos exibem textura porfirítica, localmente glomeroporfirítica, formada por fenocristais de plagioclásio e quartzo, imersos em matriz microcristalina com tendência micrográfica. Ocorrem também agregados microcristalinos constituídos por clorita, biotita e opacos. O diagrama TAS exibe boa correlação entre a classificação modal e os dados geoquímicos. Neste diagrama os diabásios e dioritos plotaram dentro do campo de seus correspondentes vulcânicos. Os quartzo-dioritos situam-se em geral no campo dos dacitos de baixa sílica. Os dacitos propriamente ditos são um pouco mais ricos em sílica que o grupo precedente, embora ambos incidam no mesmo campo. No diagrama AFM as amostras situam-se no campo subalcalinos tholeítico. A presença de hiatos composicionais entre os grupos, principalmente entre diabásios e dioritos, e destes para os quartzo-dioritos, reforça a hipótese que esses grupos de rochas estudados não apresentam uma evolução magmática contínua. A amostra RJ-18B, embora apresente características de diabásio, mostra geoquimicamente maiores afinidades com os dioritos. Os dados geoquímicos, reforçam também a hipótese que os diques de Rio Maria, embora apresentem uma filiação tholeítica, provavelmente, foram gerados a partir de líquidos distintos, uma vez que são muito acentuados os hiatos composicionais entre os vários grupos. Os dacitos, embora apresentem, em alguns diagramas, uma superposição com os quartzo-dioritos, deles diferem petrografica e geoquimicamente, também, e, em termos de ocorrência no campo. Há evidências petrográficas de que a cristalização dos diabásios foi comandada principalmente pelo fracionamento da olivina, enquanto nos dioritos, augita e plagioclásio tiveram papel dominante. Os dados petrográficos e geoquímicos mostram que os diabásios, com exceção da amostra RJ-18B, são inteiramente distintos dos demais grupos em termos de evolução magmática. Os dioritos e quartzo-dioritos, por sua vez, embora mostre-se petrograficamente similares, apresentam hiato composicional que enfraquece e hipótese imediata desde último representar um termo mais evoluído, derivado dos primeiros. A amostra RJ-18B é interpretada como um concentrado máfico desses dioritos. Esta hipótese pode ser justificada pela composição modal e química dessa amostra. Os dacitos e riolitos, estão, provavelmente, vinculados geneticamente ao magmatismo granítico anorogênico, com prováveis processos de mixing associados, principalmente, no caso dos dacitos.
