Navegando por Assunto "River environments"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mudanças geoecológicas na terra indígena Paquiçamba com exploração hidroelétrica do rio Xingu - Amazônia Centro-Oriental(Universidade Federal do Pará, 2024-02-22) SILVA, Nadson de Pablo Costa; PAULA, Eder Mileno Silva de; http://lattes.cnpq.br/8647718165947306; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-6895-2126; VELOSO, Gabriel Alves; http://lattes.cnpq.br/9757471213923099; https://orcid.org/0000-0002-3655-4166A ação humana, guiada pela lógica do "progresso", vem alterando intensamente a paisagem natural, explorando o meio ambiente sem considerar sua capacidade de regeneração. Dessa forma, entender a capacidade de regeneração da natureza é fundamental para o desenvolvimento de estratégias que possam amenizar os diversos impactos ambientais, ou até mesmo poder sanar tais intervenções, sobretudo em áreas de vulnerabilidade socioambiental, como áreas de terras indígenas. Portanto, a área de estudo é a Terra Indígena Paquiçamba localizada na Grande do Xingu, que vem vivenciando um intenso processo de ocupação e impactos ambientais. A partir da década de 1970, políticas públicas impulsionaram a ocupação da Amazônia, com projetos de abertura de estradas e criação de assentamentos na região. Mais recentemente, a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte gerou novos desafios para a TI. Neste contexto surge a problemática da modificação dos ambientes da TI Paquiçamba, o que alterou de forma significante a vida dos indígenas Juruna da Volta Grande do Xingu. A pesquisa analisou a mudança da água e da terra dentro do limite da TI Paquiçamba, a partir de uma perspectiva Geoecológica, que foi norteada por Bertrand (2004), Rodriguez, Silva e Cavalcanti (2013), Rodrigues e Silva (2013; 2019), Souza (2010), Paula (2017). A compartimentação geoecológica e a análise das modificações na Terra Indígena Paquiçamba entre 2011 e 2023 evidenciaram intensas mudanças. A principal delas é a diminuição da área alagada, que passou de 4.911,27 hectares em 2011 para 2.854,03 hectares em 2023, uma redução de 41,88%. Essa redução, atribuída à construção do barramento Pimental em 2016, causou alterações significativas na área. As áreas de praia diminuíram, enquanto as áreas de pedrais aumentaram de 1.477,80 hectares em 2011 para 1.889,80 hectares em 2023. As áreas navegáveis também sofreram redução, impactando diretamente a vida dos indígenas Juruna que dependem dos rios para pesca, transporte e acesso a recursos.
