Navegando por Assunto "Riverine Community"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mudanças e permanências: uma análise sobre a memória e relações entre humanos e não-humanos de uma comunidade amazônica(Universidade Federal do Pará, 2025-06-23) LIMA, Ticiano Rafael Santiago de; CAÑETE, Voyner Ravena; http://lattes.cnpq.br/9961199993740323; https://orcid.org/0000-0001-8528-3086; CARDOSO , Denise Machado; DIAZ, Rafael Paiva de Oliveira; MOURA, Edila Arnaud Ferreira; CAÑETE, Thales Maximiliano Ravena; http://lattes.cnpq.br/2685857306168366; http://lattes.cnpq.br/0071623721470815; http://lattes.cnpq.br/2154370107837866; http://lattes.cnpq.br/6291249974166783; https://orcid.org/; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0003-0093-8464; https://orcid.org/Esta dissertação analisa as dinâmicas de mudanças e permanências nas relações entre humanos e não-humanos na comunidade ribeirinha Independência, localizada em São Domingos do Capim, no nordeste paraense. A partir da Teoria Ator-Rede (TAR) de Bruno Latour e dialogando com autores como Leandro Tocantins e Maurice Halbwachs, a pesquisa explora como o rio Capim atua como mediador central das interações sociais, econômicas e culturais da comunidade. O trabalho se ancora na abordagem qualitativa e utiliza metodologias como história oral, entrevistas semiestruturadas, observação direta e levantamento bibliográfico para compreender o impacto das transformações socioambientais impulsionadas por grandes projetos econômicos e pela colonização histórica da região. Ao enfocar a memória coletiva dos moradores, especialmente pescadores artesanais e agricultores familiares, a dissertação identifica práticas tradicionais que resistem às pressões externas, revelando estratégias de adaptação e reafirmação cultural. O estudo destaca a importância das populações tradicionais amazônicas, evidenciando a comunidade amazônica como forma de vida e identidade que articula elementos materiais, simbólicos e territoriais. A pesquisa conclui que, apesar das intensas transformações, a comunidade Independência mantém uma relação simbiótica com o rio Capim, reafirmando saberes locais e redes de sociabilidade como pilares de resistência e sustentabilidade.
