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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    A proteção do saber tradicional do ribeirinho da Ilha do Combú - Belém, Pará: a extração de óleo de andiroba como prática de existência cultural
    (Universidade Federal do Pará, 2026-03-10) SERUFFO, Maria Inez Barbosa; FERNANDES, José Guilherme dos Santos; http://lattes.cnpq.br/7023812449790431; https://orcid.org/0000-0001-9946-4961; ALVES, Mariana Janaina dos Santos; SILVA, Ivamauro Ailton de Sousa; http://lattes.cnpq.br/9757403266022290; http://lattes.cnpq.br/3526972062727703; https://orcid.org/0000-0002-6076-4198; https://orcid.org/0000-0002-6245-7204
    A intensificação das pressões econômicas, ambientais e socioterritoriais sobre a Amazônia têm ampliado os riscos de apropriação indevida dos saberes tradicionais, evidenciando limites nos modelos jurídicos de proteção. Nesse contexto, a pesquisa analisa a extração tradicional do óleo de andiroba como prática sociocultural da população ribeirinha da Ilha do Combú, em Belém (Pará), examinando seu papel na manutenção dos modos de vida locais diante das transformações contemporâneas do território. A investigação adota abordagem qualitativa, com inspiração etnográfica, baseada em pesquisa bibliográfica, documental e trabalho de campo realizado nas comunidades do Igarapé do Combú e do Igarapé do Piriquitaquara. Foram realizadas sete entrevistas semiestruturadas com moradores, incluindo mulheres extrativistas, artesãs e moradores antigos, além de observação de campo e registro de práticas cotidianas. Os resultados indicam que a extração do óleo de andiroba constitui um saber tradicional coletivo, transmitido principalmente por mulheres, articulado à memória, ao uso medicinal, à geração de renda e à relação sustentável com o ambiente. A prática permanece ativa mesmo diante das transformações associadas à expansão do turismo, à inserção de novas atividades econômicas e à reconfiguração dos modos de vida, evidenciando estratégias de continuidade cultural e adaptação no território. Assim a proteção desses saberes exige a articulação entre reconhecimento cultural, proteção territorial e fortalecimento do protagonismo comunitário, de modo a assegurar condições para sua reprodução social e continuidade intergeracional no contexto amazônico.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    No horário da maré: comunidades ribeirinhas e escolarização em área urbana, no interior da Amazônia paraense
    (Universidade Federal do Pará, 2026-04-15) PAIXÃO, Hélio Mastroianni Martins da; FERNANDES, Daniel dos Santos; http://lattes.cnpq.br/8436207354089348; https://orcid.org/0000-0001-8450-8060; RAMOS, João Batista Santiago; MAIA, Maria Bernadete Reis; http://lattes.cnpq.br/8078757512392983; http://lattes.cnpq.br/3355316694926549; https://orcid.org/0009-0007-1007-4627
    A presente pesquisa trata do processo de escolarização de moradores de comunidades ribeirinhas numa instituição localizada na zona urbana do município de Maracanã-PA, denominada Escola Municipal de Ensino Fundamental Ezequiel Lisboa, localizada nas proximidades do mercado municipal de peixes e do porto que recebe o pescado e é o espaço de translado entre as comunidades ribeirinhas e a área urbana. Nesse sentido, o deslocamento dos estudantes não é pontual, mas constante e dependente do “horário da maré”, por onde realizam a travessia para chegar à escola e ter a garantia dos anos finais do Ensino Fundamental. Para esse estudo, a metodologia utilizada é a pesquisa qualitativa, partindo das técnicas de pesquisa de análise documental e observação de campo, com registro do texto imagético. A finalidade da dissertação, composta por artigos independentes, mas complementares, é apresentar, na primeira produção, a análise do Projeto Político-Pedagógico, visando a interpretação do documento e a partir da autoetnografia, em relação aos sujeitos que são parte da escola e dependem da natureza para sua constante travessia em busca da continuação de seu processo de aprendizagem, ressaltando as lacunas que existem no documento e onde esses alunos “aparecem” ou não nas diretrizes educacionais da escola. Já a segunda produção traz a descrição do lócus de pesquisa, do trajeto dos alunos e de algumas comunidades onde a visita foi possível por meio da prática docente. Ambos os artigos se complementam na medida em que fornecem análises e descrições pertinentes para pensar o processo de escolarização de sujeitos ribeirinhos na Amazônia.
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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    Paisagem, experiências e sentidos do habitar ribeirinho em Embara-Yó: sensibilidades ontológicas sob o regime de águas marajoaras (PA)
    (Universidade Federal do Pará, 2026-02-05) SILVA, Felipe Kevin Ramos da; CASTRO, Fábio Fonseca de; unsafe:: http://lattes.cnpq.br/5700042332015787; http://orcid.org/0000-0002-8083-1415; VECCHIONE GONÇALVES, Marcela; RAVENA CAÑETE, Thales Maximiliano; PACHECO, Agenor Sarraf; PERDIGÃO, Ana Klaudia de Almeida Viana; http://lattes.cnpq.br/9274854854102856; http://lattes.cnpq.br/6291249974166783; http://lattes.cnpq.br/5839293025434267; http://lattes.cnpq.br/9009878908080486; https://orcid.org/; https://orcid.org/; https://orcid.org/; https://orcid.org/0000-0003-0668-8603
    Esta tese busca analisar e descrever os diálogos/relação entre sociedadenatureza no contexto de uma comunidade ribeirinha do município de Muaná, em Embara-yó (Marajó) – batismo concebido pelos antigos habitantes do grande arquipélago, os Aruãs – mediados pela dinâmica da paisagem, experiências e sentidos de lugar. Com bases fenomenológicas e na interdisciplinaridade, a pesquisa destaca a premência das intersubjetividades amazônicas como ícones referenciais de pesquisas voltadas aos estudos socioambientais em contextos amazônicos. Movimento dialógico entre sensibilidades amazônicas em diversas sintonias existenciais e manifestações ôntico-ontológicas que expressam importantes contribuições para o campo do planejamento e gestão ambiental, tendo em vista as paisagens como finitude, maravilhamento e, ao mesmo tempo, transformação da realidade humana, sendo estas, por sua vez, constituídas por lugares, como um bem comum – para além da ideia utilitarista de “recurso” – que agrega sentidos de habitar, graphias, modos próprios de sentir a vida. Por meio da metodologia qualitativa com a observação participativa, entrevistas abertasespontâneas e registros fotográficos, o estudo justifica-se pela imprescindibilidade de superar dicotomias reducionistas direcionados aos estudos amazônicos referentes às comunidades que habitam as várzeas, em destaque para uma questão condutora: a temporalidade das águas. Nesta conjuntura amazônicomarajoara, propõem-se, portanto, uma fenomenologia das águas, destacando, em nosso caso, a primordialidade das experiências ribeirinhas aos estudos amazônicos, assumindo-as como importantes pilares de políticas públicas que dialoguem com as particularidades do habitar, promovendo, desta feita, articulações de caráter sustentável entre saberes e práticas tradicionais em prol de um bem-viver contextualizado com os sentidos de lugar.
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