Navegando por Assunto "Riverside population"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Conhecimento de famílias ribeirinhas relacionado às infecções sexualmente transmissíveis(Universidade Federal do Pará, 2022-08-26) LIMA, Nyvia Cristina dos Santos; CASTRO, Nádile Juliane Costa de; http://lattes.cnpq.br/2532971599666350; https://orcid.org/0000-0002-7675-5106Introdução: As Infecções Sexualmente Transmissíveis são problemas de Saúde Pública, devido à sua magnitude e dificuldade de acesso ao tratamento adequado. Considerando a magnitude e consequências das IST para o mundo, é importante proporcionar e desenvolver estudos que permitam aos pesquisadores e gestores de políticas públicas e investimentos sociais traçarem estratégias específicas, sólidas e de longo prazo para a transformação dos comportamentos. Nesse sentido, ressalta-se que é necessário implementar as políticas específicas de modo que estas contemplem realidades regionais, peculiaridades e especificidades de comunidades ribeirinhas amazônicas no que tange estas infecções, os sujeitos envolvidos e as práticas de cuidado. Objetivo: Explorar o conhecimento de famílias ribeirinhas sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis. Metodologia: Pesquisa descritiva exploratória com abordagem qualitativa. Foi realizada na cidade de Igarapé- Miri- PA, comunidade ribeirinha do rio Meruú e localiza-se na mesorregião do nordeste paraense e na microrregião de Cametá e está a 78 km de distância da capital paraense, Belém, no baixo Tocantins. A coleta de dados ocorreu em janeiro de 2022, por meio de formulários. Os dados foram processados no software IRAMUTEQ e submetidos à análise de conteúdo. Resultado: Foram entrevistadas 38 famílias, a maioria dos participantes era do sexo feminino, na faixa etária entre 36 a 59 anos, em união estável e com escolaridades diversas, com destaque para o ensino fundamental. Os dados apontaram 04 classes, posteriormente apresentadas em três categorias como: prática de cuidado, conhecimento em infecções sexualmente transmissíveis e acessibilidade aos serviços de saúde e a disponibilidade de tratamento. Considerações finais: Os moradores possuem conhecimento deficiente sobre as doenças sexualmente transmissíveis seja para prevenção ou tratamento. As práticas de cuidado citadas estão relacionadas ao uso de recursos naturais e apresentados em forma de garrafadas e chás, usados como alternativa à escassez de serviços de atenção primária local. O déficit de acessibilidade aos serviços de saúde e as condições de vulnerabilidade social, interferem no conhecimento, cuidado e continuidade de tratamento pelo serviço público de saúde.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Polimorfismos genéticos relacionados ao risco de contaminação por mercúrio em populações nativas da Amazônia: uma revisão sistemática, metanálise e abordagem funcional(Universidade Federal do Pará, 2026-03-20) LOPES, Enzo Kaique da Silva; SILVA, Felipe Rodolfo Pereira da; http://lattes.cnpq.br/0605934383049921; https://orcid.org/0000-0001-9224-5571; PEREIRA, Adenilson Leão; http://lattes.cnpq.br/3184636120604556; LUCIANELLI, Fernanda Nogueira Valentin; MONTEIRO, José Rogério Souza; HERNÁNDES RUZ, Emil José; http://lattes.cnpq.br/5323991664296959; http://lattes.cnpq.br/7633287094016051; http://lattes.cnpq.br/9304799439158425; https://orcid.org/0000-0002-8279-3758; https://orcid.org/0000-0002-4511-7312; https://orcid.org/0000-0002-3593-3260A contaminação por mercúrio constitui um importante problema de saúde pública na Amazônia, especialmente em populações tradicionais expostas cronicamente ao metal por meio do consumo de peixes contaminados. Evidências recentes indicam que a variabilidade genética pode modular a toxicocinética e a toxicodinâmica do mercúrio, influenciando a retenção corporal do metal e a ocorrência de manifestações clínicas. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo investigar a relação entre polimorfismos genéticos associados ao metabolismo do mercúrio e os níveis corporais desse metal em populações amazônicas. Trata-se de uma revisão sistemática combinada com metanálise e análise funcional de genes. A busca foi realizada nas bases Google Scholar, PubMed, ScienceDirect e Web of Science, incluindo estudos publicados até dezembro de 2025. Foram incluídos estudos observacionais conduzidos em populações humanas da Amazônia com dados genotípicos e biomarcadores de exposição ao mercúrio. A qualidade metodológica foi avaliada pela escala Newcastle-Ottawa, e as análises estatísticas foram conduzidas no software Review Manager 5.4. Ao todo, 15 estudos preencheram os critérios de elegibilidade, totalizando 3.507 participantes de populações urbanas, ribeirinhas e indígenas. Quinze genes apresentaram associação significativa com os níveis corporais de mercúrio. Na metanálise, os polimorfismos GSTP1 (rs1965), GSTT1 (-/-) e GSTM1 (-/-) mostraram tendência de associação com maiores níveis de mercúrio, porém sem significância estatística. A análise funcional revelou que os genes identificados estão principalmente envolvidos em vias relacionadas ao metabolismo de metais, detoxificação celular, estresse oxidativo, transporte de xenobióticos e modulação da excreção urinária. Os achados indicam que variantes genéticas podem influenciar a suscetibilidade à contaminação por mercúrio em populações amazônicas, embora limitações como heterogeneidade entre estudos e tamanho amostral reduzido ainda restrinjam conclusões definitivas. Conclui-se que os polimorfismos avaliados apresentam potencial como biomarcadores de vulnerabilidade ao mercúrio, podendo subsidiar estratégias de vigilância em saúde e políticas públicas voltadas a populações tradicionais expostas na Amazônia.
