Navegando por Assunto "Rochas sedimentares"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Ambiente flúvio-deltáico influenciado por maré e tempestade da Formação Rio Maria, leste da Província Carajás (SE) do Cráton Amazônico(2012-12) NASCIMENTO, Marivaldo dos Santos; OLIVEIRA, Camila Vilar de; ALTHOFF, Fernando JacquesA Formação Rio Maria compreende uma sucessão sedimentar progradante depositada em mar epicontinental desenvolvido ao longo da borda leste da Província Carajás – a mais antiga província do Cráton Amazônico – tendo sido intrudida por granitos em torno de 1.88 Ga. Quatro associações de fácies foram reconhecidas: prodelta-barras distais, frente deltaica-shoreface, planície deltaica-distributários e canais fluviais. Estratificações cruzadas hummocky e swaley de grande porte (> 1 m) atestam influência de ondas de tempestade nos depósitos de shoreface (tempestitos) e estratificações bipolares com recobrimento argiloso indicam atuação de processos de maré. As composições modais dos componentes detríticos do quartzarenito, sublitarenito e arcóseo indicam fontes de blocos continentais (Cráton interior, segundo a classificação de Dickinson). Os minerais pesados (por exemplo, zircão, turmalina, estaurolita, epidoto, etc.) sugerem contribuições de rochas plutônicas félsicas e metamórfica. Grãos de zircão muito bem arredondados podem ser relacionados a sedimentos reciclados ou intensamente retrabalhados, ou fontes metamórficas. Esses litotipos podem ser atribuídos às rochas que constituem o Bloco Rio Maria, que inclui granitos e rochas metamórficas do terreno granito-greenstone de Rio Maria (3.0 – 2.86 Ga).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aspectos fundamentais das medidas e interpretação de registros paleomagnéticos em rochas sedimentares da Formação Longá-Bacia do Parnaíba(Universidade Federal do Pará, 1984-09-21) ALENCAR, Benaia Vieira de; PACCA, Igor Ivory Gil; http://lattes.cnpq.br/8172887185665918Considerando que o número de dados paleomagnéticos para o Paleozóico Superior, principalmente Devoniano da América do Sul, é ainda insuficiente não permitindo que uma Curva de Deriva Polar confiável possa ser construída, foram amostrados 43 níveis estratigráficos da Formação Longá, os quais foram estudados paleomagneticamente com o propósito de contribuir para que uma Curva mais confiável possa ser construída. A amostragem foi feita segundo o método dos blocos ao longo dos perfis Teresina, Barras, Batalha, na rodovia PI-13 e Floriano, Nazaré do Piauí, Oeiras nas rodovias PI-24 e BR-230, no estado do Piauí. Os tratamentos foram iniciados no laboratório de Paleomagnetismo do IAG-USP e complementados no do NCGG-UFPa. Utilizou-se as técnicas de desmagnetização progressiva por campos alternados até 700 e/ou temperaturas até 670-700ºC. A interpretação dos resultados foi feita por meio dos diagramas vetoriais de Zijderveld, pelas curvas J-T/C de variação da intensidade magnética com os campos ou temperaturas, e pelos gráficos de variação na direção do vetor magnetização. Os cálculos de direção média e polos foram feitos segundo a Estatística de Fisher (1953). Foram identificadas 4 direções de magnetização remanente: 1. Uma secundária de origem química (CRM) e polaridade reversa, cujo mineral responsável é a hematita produzida provavelmente por alteração deutérica a partir da magnetita. Esta magnetização (identificada pela letra B) quando datada paleomagneticamente (coordenadas do polo 80ºS, 3°E, A95 = 13.6°) indicou idade correspondente ao intervalo Carbonífero-Permiano. 2. Uma componente isotérmica (IRM) dura de espectro totalmente superposto à magnetização inicial que não foi afetada por nenhum dos tratamentos. Esta magnetização foi denominada D e apresentou direção muito estável em torno do ponto de declinação = 234.23º e inclinação = 41.94º. 3. Um grupo de direções de magnetização de origem viscosa (VRM) moles, identificados pela letra C, cuja direção média é dada por: declinação = 15º e inclinação = -20º. Foram removidas a temperatura entre 300 – 600ºC. 4. Finalmente uma magnetização principal, de polaridade normal, denominada A, provavelmente de origem detrítica (DRM) cujo correspondente polo paleomagnético (de coordenadas: 48ºS, 331.7ºE; A95 = 9.9º) mostrou-se compatível com a idade da Formação (Devoniano Superior). Esta magnetização foi considerada inicial. Os polos paleomagnéticos correspondentes às magnetizações A e B, juntamente com outros da América do Sul, foram rotacionados para a África segundo a configuração pré-deriva de Smith e Hallam (1970) e comparados a polos Africanos e Australianos de mesma idade, mostrando-se coerentes. Suas polaridades também estão em acordo com as escalas magnetoestratigráficas publicadas por Irving e Pullaiah (1976) e Khramov e Rodionov (1981).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização faciológica e diagenética da Formação Barro Duro-Bacia de Barreirinhas(Universidade Federal do Pará, 1990-06-06) ROSSETTI, Dilce de Fátima; TRUCKENBRODT, Werner Hermann Walter; http://lattes.cnpq.br/5463384509941553A Formação Barro Duro pertence à Bacia do Barreirinhas e localiza-se na região norte do Brasil. Faz parte de uma espessa sequência siliciclástica denominada Grupo Canárias, cuja sedimentação se processou, principalmente, durante o período Albiano. Constitui-se, basicamente, de arenitos feldspáticos, de granulometria variando desde muito fina a grossa, siltitos, folhelhos e, subordinadamente, conglomerados e brechas de natureza intra-formacional, os quais conjuntamente integram um sistema deposicional caracterizado como deltaico, com progradação se processando em bacia marinha. A partir da análise de testemunhos, efetuados em seis poços situados na porção leste da bacia, foi possível e individualização de seis associações faciológicas, que correspondem aos seguintes sub-ambientes: 1) baía interdistributária/prodelta; 2) barra distal; 3) barra de desembocadura; 4) canal distributário; 5) depósito de crevasse; 6) planície de maré, shoreface/ foreshore. A presença de fácies geradas por processos marinhos, bem como a ocorrência de espessos intervalos onde os sedimentos apresentam-se extremamente bioturbados, são sugestivos de possíveis períodos de abandono do sistema deltaico, o que pode ter ocorrido em função da diminuição do aporte sedimentar e/ou elevação do nível do mar. Este fenômeno poderia ter favorecido a instalação de efeitos destrutivos, produzidos por ação de ondas e correntes de maré.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Diagênese da formação guia, Ediacarano da Bacia Araras -Alto Paraguai, sul do Cráton amazônico(Universidade Federal do Pará, 2022-10-31) SANTOS, Caio Silva dos; NOGUEIRA, Afonso César Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/8867836268820998Rochas carbonáticas pertencentes à Formação Guia, unidade calcária do Grupo Araras, são expostas na Bacia Araras-Alto Paraguai, região central da América do Sul. Correspondem a depósitos de plataforma carbonática de idade ediacarana (622-614 Ma) desenvolvida em um mar epicontinental. Estes depósitos recobrem discordantemente dolomitos de capa carbonática na porção SW do Cráton Amazônico e diamictitos da Formação Puga relacionados à glaciação do Marinoano de 635 Ma, que estão distribuídos sobre o substrato metamórfico da bacia. A Formação Guia, objeto de estudo desta dissertação é composta por calcários intercalados com finas camadas de folhelhos calcíticos. Os dados foram obtidos da análise de um perfil estratigráfico de 350m, realizado em uma das melhores exposições da Formação Guia, a frente de lavra da Mina COPACEL, na cidade de Nobres, estado do Mato Grosso. Foram identificadas 6 microfácies representativas de mar epicontinental, agrupadas em uma única associação de fácies, plataforma profunda, constituída por: Lime-mudstone betuminoso, maciço e rico em grãos terrígenos, folhelhos negros, brechas carbonáticas e brechas deformadas. Estas rochas foram intensamente afetadas por processos diagenéticos como: aggrading neomorphism, maturação da matéria orgânica, compactação física, cimentação de calcita espática, dolomitização, compactação química e migração de hidrocarbonetos. O neomorfismo do tipo agradacional (aggrading neomorphism) afeta a matriz destas rochas, passando de micrita (<4 μm) para microespática e pseudoespática, exibindo um mosaico hipidiotópico. O micrito rico em matéria orgânica é parcialmente dissolvido por fluidos gerados pela maturação desta, gerando poros vugulares posteriormente cimentados por calcita espática. Este cimento é caracterizado por cristais subedrais grossos e clivagem romboédrica em duas direções. Sob catodoluminescência, apresenta duas luminescências: laranja avermelhado, quando substitui a matriz, e rosa zonado, quando preenche poros vugulares. Os estilólitos formam superfícies serrilhadas de baixa amplitude impregnadas por material insolúvel, composto por argilas, quartzo e matéria orgânica. A dolomitização, afeta as rochas em três momentos: o primeiro ocorre com a substituição do cimento de calcita espática nas fraturas por dolomitas subedrais com mosaico hipidiotópico, além de inclusões de minerais opacos, o segundo momento é a substituição da matriz por dolomitas anédricas, e o terceiro momento é a formação de cristais de saddle dolomite que ocorrem associados com hidrocarbonetos preenchendo porosidade vugular. A análise pontual com MEV/EDS identificou grandes quantidade de Ca e baixas de Mg, Si, S, Ca, Mn, Fe, Ni, Zn, Sr, Cd, Ba e Pb, reforçando que, apesar de terem feições de alteração, os carbonatos foram pouco afetados por fluidos diagenéticos/dolomitizadores. Estas rochas compõem o Sistema Petrolífero Araras, apresentando valores de COT entre 0,04 e 0,50%, portanto com potencial gerador baixo a médio, o que o classifica como do tipo nãoconvencional. A associação dos dados petrográficos e geoquímicos sugerem que a migração do betume ocorreu em 610 Ma, durante soerguimento térmico da Bacia Intracratônica Araras, antes da deposição do Grupo Alto Paraguai, o que levou exposição do Grupo Araras e oxidação do hidrocarboneto, permitindo a identificação de querogênio tipo IV. De acordo com dados de pirólise Rock Eval, Índice de Hidrogênio e Índice de Oxigênio, estas rochas não possuem potencial para a geração de óleo ou gás, e são constituídos por matéria orgânica oxidada, com evolução térmica imatura.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo da geometria e cinemática das rochas sedimentares arqueanas da mina do Igarapé do Azul – Carajás-PA(Universidade Federal do Pará, 2006-09-18) SILVA, Daniela Cristina Costa da; PINHEIRO, Roberto Vizeu Lima; http://lattes.cnpq.br/3251836412904734Mina de Manganês do Igarapé Azul posiciona-se geologicamente no interior do feixe da Falha Carajás, na porção central do Sistema Transcorrente de Carajás. O depósito do Manganês do Azul relaciona-se a rochas sedimentares pelíticas do Membro Azul, na base da Formação Águas Claras (Arqueano), em contato discordante, acima do Grupo Grão Pará (Nogueira et al, 1995). Três frentes de lavra a céu aberto estão atualmente em andamento na área: (1) Mina Principal (Mina 1), (2) Mina 2 e (3) Mina 3. Nestes locais encontram-se excelentes afloramentos de siltitos intercalados com argilitos e arenitos finos, intercalados com níveis manganesíferos. Essas rochas estão organizadas em conjuntos de dobras e falhas normais e inversas sob deformação heterogênea, particionada em diferentes escalas. As seções geológicas realizadas nas frentes de lavra mostram a predominância de siltitos intercalados com argilitos em contato com rochas pelíticas manganesíferas e minério (bióxido de Mn). Nessas rochas são comuns estruturas primárias tipo hummocky, estratificações cruzadas, e laminações plano-paralelas. O acamamento centimétrico a métrico (em média de 30 a 50 cm ) representa a principal estrutura primária, usada como marcador de deformação, observada nas rochas. A Mina do Igarapé Azul encontra-se dividida em dois blocos, separados por falha normal com rejeito de até dezenas de metros, com o bloco norte alto em relação ao bloco sul. O bloco sul encontra-se pouco deformado, apresentado uma regularidade no acamamento que mergulha com ângulos suaves para sul, colocando a camada de minério sucessivamente em níveis mais profundos na direção S. No bloco norte o acamamento apresenta um comportamento heterogêneo. A deformação é mais expressiva nessa região, estando o nível de minério deformado por dobras e falhas inversas. Além da cinemática vertical, as falhas apresentam deslocamento conjugado destral dando a essas feições um caráter oblíquo. Essa região pode ser definida como um corredor de deformação. O corredor observado no bloco norte, de acordo com os domínios principais separados pelas falhas anteriormente descritas, possui orientação NW-SE, com aproximadamente um quilômetro de extensão, sendo caracterizado por dobras assimétricas curvilineares com eixos de mergulhos suaves (10° a 25°) para NW e SE. Essas dobras são seccionadas por falhas normais sinuosas NW-SE e/ou E-W, com baixo ângulo de mergulho (em torno de 10° a 30°), subordinadas a transcorrências destrais, gerando em escala de detalhes feições como drag folds. Observam-se ainda falhas inversas retas e/ou sinuosas NW-SE e zonas de falhas sub-verticalizadas WNW -ESE. As dobras individuais nesta área são estruturas do tipo reversas, flexurais e com geometria en echelon com orientação semelhante às dobras curvilineares: eixos com baixo ângulo de mergulho (10° a 25°) e caimento para SE. O conjunto de feições anteriormente descrito desenha, em escala quilométrica, um antiforme aberto, provavelmente resultante da acomodação do acamamento em resposta a deformação dessas falhas. O paralelismo entre feições observadas na área da Mina do Igarapé Azul e os lineamentos maiores que desenham a Falha Carajás em planta sugere uma relação com dois importantes episódios deformacionais ocorridos durante a história tectônica da Falha Carajás. As falhas normais associadas a componente direcional destral, de maior expressividade da área da mina, estariam relacionadas ao episódio de transtensão destral responsável pela instalação da Falha Carajás anterior a 2.6 Ga (Pinheiro, 1997). As dobras, as falhas de cavalgamento e as zonas de falhas sub-verticalizadas estariam relacionados a deformações sob regime de transpressão sinistral, um segundo evento atuante na região, responsável pela reativação e inversão da maioria das estruturas próximas à zona da Falha Carajás (Pinheiro, 1997; Pinheiro & Holdsworth, 2000; Lima, 2002).Dissertação Acesso aberto (Open Access) O padrão de distribuição dos elementos traços na Formação Pedra de Fogo, permiano da Bacia do Maranhão e seu emprego como indicador de ambientes de sedimentação(Universidade Federal do Pará, 1982-05-07) OLIVEIRA, Consuelo Macias de; SCHWAB, Roland GottliebO presente trabalho visou o estudo geoquímico da parte média e superior da Formação Pedra de Fogo e a correlação do padrão de distribuição dos elementos com o ambiente de deposição da Formaçao. Foram selecionados para estudo, amostras de sedimentos pelíticos de três afloramentos da referida Formação, com teores de carbonato inferiores a 30%. Essas amostras foram estudadas através de difratometria de raios X para determinação mineralógica e posteriormente analisadas quimicamente por espectrografia de emissão, espectrofotometria de absorção atômica e colorimetria para B, Ba, CO2, Co, Cr, Cu, Ga, K, Li, Mn, Ni, P, Pb, Rb, Sr, V e Zn. Como minerais principais ocorrem ilita e dolomita e subordinamente smectita, calcita, quartzo e feldspato potássico. Dos 17 elementos estudados, B, Ga, K, Rb e V estão fixados preferencialmente na ilita, Co, Cr, Cu, Ni e Pb estão, pelo menos em parte, fixados na ilita, mas é possível que a presença de óxidos de ferro também influencie suas distribuições; o Mn está fixado preferencialmente nos carbonatos, enquanto que os elementos Li, P, Sr e Zn não estão fixados preferencialmente em quaisquer dos minerais citados. As distribuições do Li e do Zn devem ser controladas, em parte, pelo conteúdo em smectita das amostras estudadas e as distribuições do P e do Sr parecem ser bastante influenciadas pelas variações de salinidade do meio ocorridas durante a de posição das rochas estudadas. A maioria dos elementos determinados apresenta teores abaixo das respectivas médias mundiais de seus teores em folhelhos. Este fato, que é em parte, conseqüência da presença de carbonatos nas rochas pelíticas estudadas, deve ter como causa principal a baixa salinidade do ambiente no qual essas rochas foram depositadas. Os dados obtidos com a utilização dos parâmetros B-V, Ga-B, B-K20, B-Ga-Rb e o teor de B indicam que a salinidade do ambiente deposicional variou dentro de amplos limites durante a sedimentação das rochas estudadas. De acordo com esses dados a sequência estudada constitui-se de intercalações de sedimentos depositados em ambientes marinho e de água doce, com acentuada predominância do segundo. As intercalações de sedimentos marinhos são mais freqüentes na base do pacote sedimentar estudado, tornando-se raras em direção ao topo, onde predominou um ambiente tipicamente de água doce. Os parâmetros utilizados mostraram uma boa concordância entre si. Os resultados obtidos na sua aplicação mostram também excelente concordância com o modelo geral para a deposição da Formação Pedra de Fogo deduzidos a partir de dados geológicos e paleontológicos por diversos autores.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Paleoambiente da Formação Prosperança, embasamento neoproterozóico da Bacia do Amazonas(2011-03) BARBOSA, Roberto César de Mendonça; NOGUEIRA, Afonso César RodriguesRochas de idade neoproterozóica da Formação Prosperança, cobertura sedimentar da porção sul do Escudo das Guianas, são pobremente expostas quando comparadas com o registro paleozóico das bacias do Amazonas e Solimões. A Formação Prosperança consiste em conglomerados, arenitos arcosianos e pelitos que preenchem grábens no embasamento. Esta unidade é sotoposta por rochas carbonáticas da Formação Acarí (Neoproterozóico), observada apenas em subsuperfície, que agrupadas, representam o embasamento sedimentar das bacias paleozóicas produtoras de óleo da Amazônia. A precisa caracterização e reconstrução paleoambiental da Formação Prosperança são essenciais para a distinção entre unidades do embasamento sedimentar e paleozóicas. A análise estratigráfica foi realizada na região do baixo rio Negro, Estado do Amazonas. A Formação Prosperança consiste em quatro associações de fácies que foram interpretadas como produto de um sistema flúvio-deltaico: prodelta/lacustre, frente deltaica, foreshore/shoreface e planície braided distal. Camadas tabulares de pelitos distribuídos por quilômetros sugerem uma bacia sedimentar de provável origem lacustre/mar restrito. Lobos deltaicos complexamente estruturados foram alimentados por distributários braided que migravam para SE. Arenitos gerados sob condições de fluxo oscilatório/combinado são compatíveis com depósitos de face litorânea. Arenitos com estratificação cruzada e planar estão relacionados com a migração de dunas subaquosas associadas a processos fluviais braided. Camadas lenticulares de conglomerados e arenitos com estratificação cruzada e planar, de possível idade paleozóica, sobrepõem a Formação Prosperança erosivamente. Essas camadas são produtos de um sistema fluvial braided proximal que migrava para NW, sentido inverso dos valores de paleocorrentes dos arenitos Prosperança.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Petrogenesis and U-Pb and Sm-Nd geochronology of the Taquaral granite: record of an orosirian continental magmatic arc in the region of Corumba - MS(Universidade Federal do Pará, 2015-09) REDES, Letícia Alexandre; SOUSA, Maria Zélia Aguiar de; RUIZ, Amarildo Salina; LAFON, Jean MichelO Granito Taquaral situa-se no sul do Cráton Amazônico, na região de Corumbá, extremo ocidente do estado de Mato Grosso do Sul (MS), próximo à fronteira Brasil-Bolívia. Ocorre como um batólito, sendo parcialmente recoberto pelas rochas sedimentares das formações Urucum, Tamengo, Bocaina e Pantanal e pelas aluviões atuais. Seus litotipos são classificados como quartzo monzodioritos, granodioritos, quartzo-monzonitos, monzogranitos e sienogranitos. Dois tipos de enclaves de natureza e origens diferentes são encontrados, um de composição máfica correspondente a xenólito e outro como enclave microgranular félsico. Observam-se duas fases deformacionais, uma de natureza dúctil (F1) e outra rúptil (F2). Os dados geoquímicos indicam composição intermediária a ácida para essas rochas e um magmatismo cálcio-alcalino de médio a alto-K, metaluminoso a peraluminoso e sugerem uma colocação em ambiente de arco. A análise geocronológica pelo método U-Pb (SHRIMP) em zircão foi realizada em um granodiorito aponta para uma idade de 1861 ± 5,3 Ma para sua cristalização. Análises Sm-Nd em rocha total fornecem valores de εNd(1,86 Ga) de -1,48 e -1,28 e TDM de 2,32 e 2,25 Ga indicando uma provável fonte crustal riaciana. Admite-se que o Granito Taquaral corresponda a um magmatismo desenvolvido no final do Orosiriano, constituinte do Arco Magmático Amoguijá.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Petrologia dos carbonatos da formação Itaituba na região de Aveiro - PA(Universidade Federal do Pará, 1983-12-22) FIGUEIRAS, Alexandre José Martins; TRUCKENBRODT, Werner Hermann Walter; http://lattes.cnpq.br/5463384509941553A Formação Itaituba (Westphaliano "D" ao Stephaniano), na região de Aveiro - Pa, é constituída predominantemente por calcário e dolomito associados a níveis de siltito e argilito e mais raramente a arenito.A fauna ali presente está representada principalmente por braquiópodes, equinodermas, foraminíferos e menos frequentemente ostracodes, briozoários, moluscos, trilobitas, além de algas.As evidências mineralógicas, texturais e geoquímicas sugerem que o processo de dolomitização ali atuante desenvolveu-se em um ambiente "schizohalino" de subsuperfície, acompanhado de uma intensa silicificação. O estudo microfaciológico desses carbonatos constatou a presença de sete tipos de microfacies, sendo predominante os biomicritos e biomicroesparitos com textura packstone. Menos frequentemente ocorrem grainstones com foraminíferos e biointrapelesparitos com ou sem agregados. Estas microfacies sugerem um ambiente de "Facies Plataformal Marinha Aberta", embora localmente de circulação restrita. Outros tipos de microfacies estão representadas por grainstones com bioclastos micritizados e grainstones com pelóides e oólitos, sugerindo uma "Fácies de Areia em Margem de Plataforma". A evolução da seqüência diagenética nesses calcários, constatou que os primeiros eventos verificados durante a fase sinsedimentar foram os processos de micritização, glauconitização e bioturbação. Durante a diagênese inicial ocorreu dolomitização, a compactação e a formação do cimento "A". Já na fase de diagênese tardia verificou-se a precipitação do cimento "B", a segunda dolomitização, a fluoritização, silicificação, piritização, estilolitização e a formação da desdolomita. A fração insolúvel é predominantemente síltico-argilosa, constituindo geralmente menos que 18% dos carbonatos. O argilomineral mais abundante é a ilita, seguido da esmectita e caulinita, sendo considerados basicamente de origem terrígena, embora tenha ocorrido neoformação como atesta a presença da "glauconie". O estudo da fração pesada, constatou a presença dominante da pirita e granada, associada a turmalina e zircão e menos frequentemente rutilo, fluorita e anatásio. Um certo valor paleoclimático é atribuído aos feldspatos, granada e ilita sugerindo, para a área de erosão, um clima mais moderado, com tendências a semi-árido. Dos nove elementos analisados (Cu, Pb, Ni, Zn, Sr, Mn, Fe, K e Mg), apenas os três primeiros apresentaram valores abaixo do limite de detecção do aparelho. Os resultados mostraram uma boa correlação entre o potássio e o ferro, e entre manganês e o magnésio, além de uma propensão ao aumento dos teores de ferro e potássio, em direção ao topo do perfil, acompanhado de uma diminuição dos teores de manganês nesse mesmo sentido. Esse comportamento associado ao aumento da fração insolúvel seria indicador de uma mudança vertical de facies com tendências mais continentais (regressão marinha).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Transição siluro-devoniana na borda Sul da bacia do Amazonas, entre Uruará- Rurópolis, Oeste do Estado do Pará, Norte do Brasil.(Universidade Federal do Pará, 2019-08-04) SILVA, Eduardo Francisco da; SILVA JUNIOR, José Bandeira Cavalcante da; http://lattes.cnpq.br/8615194741719443A transição Siluro-Devoniana foi marcada pelas drásticas mudanças na configuração geográfica dos paleocontinentes. Na borda Sul da Bacia do Amazonas, o registro dessa passagem é observado pelo contato entre as formações Pitinga e Maecuru. Os depósitos destas unidades foram estudados entre os municípios de Rurópolis e Placas, Oeste do Pará, tendo por objetivo o reconhecimento e associação de fácies para a reconstituição paleoambiental e suas correlações com os eventos colisionais do supercontinente Gondwana, bem como a proveniência sedimentar. Foram identificadas oito fácies sedimentares agrupadas em duas associações de fácies: a) Plataforma rasa com influência de maré e onda (AF-1), correspondente a Formação Pitinga e; b) Planície braided proximal (AF-2), relativa a Formação Maecuru. Os arenitos da Formação Pitinga foram classificados como subarcósios e quartzarenitos, fino a médios, moderadamente selecionados. Os arenitos da Formação Maecuru variam de arcósio a quartzarenitos, de granulometria média a muito grossa, variando de moderadamente a mal selecionados. A análise petrográfica destes depósitos apontam para um enriquecimento de quartzo em função dos processos diagenéticos, que mostraram-se bastante efetivos na eliminação dos minerais menos estáveis, observado pelo grande volume de poros secundários. O imageamento dos grãos de quartzo por catodoluminescência (CL) evidenciou a predominância dos grãos de quartzo de natureza ígnea e metamórfica, que aliado com as medidas de paleocorrente, possibilitaram deduzir que a proveniência da Formação Maecuru são os litotipos do Domínio Bacajá e Iriri-Xingu. Mesmo havendo dados de CL bastante convincentes, a falta de medidas de paleocorrente impossibilitou interpretações mais acuradas acerca da proveniência da Formação Pitinga. O contato entre as formações Pitinga e Maecuru gera uma discordância erosiva de caráter regional, observada por mais de 300 Km por toda borda Sul da Bacia do Amazonas, relacionada aos estágios acrescionários do supercontinente Gondwana, promovida pela instalação de sistemas fluviais durante a orogenia Precordilheirana.
