Navegando por Assunto "Romance"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Álbum de leitura de Rachel de Queiroz(Universidade Federal do Pará, 2011-08-31) SILVA, Joana Angélica de Souza; SALES, Germana Maria Araújo; http://lattes.cnpq.br/8723885160615840No Brasil, entre as décadas de 1930 e 1960, uma coleção de romances constituiu-se em um tipo de leitura muito popular, consumida, principalmente, por mulheres jovens de classe média. Esses romances, em geral ambientados na França, foram traduzidos e editados pela Companhia Editora Nacional (SP) e colocados à venda em todo o país, com ampla propaganda, sob o título Coleção Biblioteca das Moças. A coleção era composta de 175 volumes, muitos deles assinados por M. Delly (35 no total), pseudônimo utilizado pelo casal de irmãos franceses - Frédéric Henri Petitjean de La Rosiére (1870-1949) e Jeanne-Marie Henriette Petitjean de La Rosiére (1875-1947). Dentre as leitoras dessa famosa coleção, destaca-se neste trabalho, a autora Rachel de Queiroz, que em seu livro Tantos Anos – Uma biografia cita três títulos desta “literatura cor de rosa”: Corações Inimigos, Freirinha e Mitsi. Rachel, assim como milhares de outras leitoras brasileiras, encontrava nessas leituras um refúgio, uma fuga da realidade tão “sem romance”. Como a coleção Biblioteca das Moças era destinada a um público feminino, nada melhor que um ícone literário feminino, como representante. Partindo da importância que a coleção Biblioteca das Moças possuía para o público feminino da década de 30 a 60, este trabalho pretende refletir sobre a tão bem sucedida relação entre os livros dessa coleção e as leitoras de romances da época, além de recuperar a imagem de leitora empírica da escritora Rachel de Queiroz.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Faces do trágico na personagem Miguel dos Santos Prazeres da tetralogia monteiriana(Universidade Federal do Pará, 2011-09-01) SILVA, Isabel Cristiane de Mendonça; SARMENTO-PANTOJA, Tânia Maria Pereira; http://lattes.cnpq.br/3707451019100958O objetivo a ser alcançado na dissertação Faces do Trágico na Personagem Miguel dos Santos Prazeres da Tetralogia Monteiriana é apontar, mediante estudo de três das quatro obras que compõem a tetralogia, as características que fazem da personagem Miguel um herói trágico. Para tal escopo, será feita uma análise bibliográfica em que se congregam várias áreas do saber. A filosofia, assim como a história, embasa o trabalho servindo de sustentáculo a análise realizada. A sociologia também auxilia essa pesquisa na medida em que a investigação se estende a uma personagem localizada no tempo e em um espaço social.Quanto à literatura e crítica literária são referências necessárias por se tratar de um trabalho estético. Dentre os teóricos que foram utilizados, estão Aristóteles, Immanuel Kant, Walter Benjamin, Herbert Marcuse, Friedrich Schiller e Friedrich Nietzsche, Antonio Candido, Georg Hegel, Luiz Costa Lima, Georg Lukács, Roberto Machado, Michel Maffesoli, Octávio Ianni, Benedito Nunes, Anthony Giddens, etc. Pretende-se ainda que essa exposição seja veiculada a partir da inserção das obras dentro do contexto histórico e político da Ditadura Militar ocorrida no Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Destaque-se que, a condição do estado de exceção, vivenciada pelo país, não representa apenas uma questão metodológica, mas concorre decisivamente para a consequente tragicidade de Miguel dos Santos Prazeres.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Focalização em "O Tetraneto Del-Rei de Haroldo Maranhão"(Universidade Federal do Pará, 2015-09-29) SILVA, Jônatas Alves da; SIMÕES, Maria do Perpétuo Socorro Galvão; http://lattes.cnpq.br/0672011058049782O objetivo deste trabalho é realizar um estudo do foco narrativo no romance O Tetraneto Del-Rei (1982), de Haroldo Maranhão (1927-2004). Dividido em três capítulos, o trabalho passa, primeiramente, por uma apresentação acerca de Haroldo Maranhão, sua obra e sua contribuição para a literatura do Pará e do Brasil. Em seguida, foca a linguagem do romance, com destaque para a paródia (HUTCHEON, 1989; GENETTE, 2006), por meio da qual é contestado o atributo de verdade dos textos oficiais do “descobrimento do Brasil”. Por fim, aborda o conceito de focalização, com base em Reis e Lopes (1987), com destaque para o conflito entre dois narradores, um narrador omnisciente e um narrador interno fixo. As mudanças de foco narrativo permitem ao leitor experimentar tanto a contestação da historiografia colonial brasileira, quanto o prazer do texto, como um exemplo do que Roland Barthes (2002) chamou de “texto de gozo”.Tese Acesso aberto (Open Access) Necronarrativas em três romances contemporâneos brasileiros(Universidade Federal do Pará, 2021-07-30) AUTIELLO, Sheila Lopes Maués; RUSSO, Vincenzo; http://lattes.cnpq.br/4108882812232683; CASTILO, Luís Heleno Montoril del; http://lattes.cnpq.br/3519128535996125; https://orcid.org/0000-0002-2507-5346A presente tese trata da ocorrência de necronarrativas na Literatura Brasileira Contemporânea a partir dos romances Pssica (2015), de Edyr Augusto; Enterre seus mortos (2018), de Ana Paula Maia e A Morte e o Meteoro (2019), de Joca Reiners Terron. O objetivo é analisar, a partir de uma abordagem analítico-comparatista, de que modo as narrativas ficcionalizam os processos necropolíticos da sociedade brasileira, nos últimos cinco anos. A pesquisa propõe análise dos romances a partir de três eixos críticos: o primeiro, corresponde aos corpos dispensáveis, que terá como base os conceitos de vida nua, de Giorgio Agamben (2002) e de vida precária, de Judith Butler (2019); o segundo, respeita à presença predatória dos negócios ‘gore’, que se fundamenta nos estudos sobre o capitalismo ‘gore’, de Sayak Valencia (2010) e, por fim, o terceiro, que relaciona-se à recorrência da imagem do morto-vivo ou zumbi, tendo como chave de leitura os estudos de Deleuze e Guattari (2010) e de Leo Barros (2020). O estudo concentra-se na análise temática das obras, apesar de fazer breves incursões por outros elementos narrativos. Conclui-se que os romances estudados fazem parte de uma força estruturante de composição romanesca, que representa esteticamente os processos necropolíticos brasileiros, a qual denominei: necronarrativa. Portanto, entende-se que as obras analisadas, fazem parte de um trecho do romance brasileiro que está preocupado em problematizar esteticamente a vida a partir da necropolítica (MBEMBE, 2018). A caracterização das necronarrativas se dá, sobretudo, pelas representações da precarização dos corpos contemporâneos; da emergência de mercados criminosos que florescem nos grupos submetidos a condições mortíferas e da iniciação a processos simbólicos de zumbificação social. Trata-se, todavia, de um estudo que identifica uma tendência e não uma generalização.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Recepção crítica de ''A hora da estrela'' : uma celebração ao centenário de Clarice Lispector(Università di Bologna, 2020-12) SOUSA, Eliene Rodrigues; ARAÚJO, Gilberto Alves; LOPES, Raquel da SilvaEste trabalho pretende apresentar e discutir a crítica devotada A hora da estrela(1977), (re)avaliando a relevância do romance como legado de Lispector. Usa-se aqui a revisão crítica de textos acadêmicos e midiáticos sobre a obra. Resultados: a mídia Brasileira debate o romance em termos de explicitação vs. introspecção, engajamento social e sublimação estética; colunistas estrangeiros discutem a legibilidade do romance e seu lugar entre as grandes obras; a crítica acadêmica crê que o romance contesta padrões, subvertendo a lógica, a ideia de conclusão narrativa e o autoritarismo de visões.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A superação da tradição mimética em A Rainha dos Cárceres da Grécia, de Osman Lins(Universidade Federal do Pará, 2022-12-22) TANCREDO, Rogério Alan; FERRAZ, Antônio Máximo von Sohsten Gomes; http://lattes.cnpq.br/5982898787473373Na passagem do XIX para o século XX, a narrativa contemporânea sofre uma ruptura provocada por experimentações realizadas por autores como Franz Kafka, Marcel Proust, James Joyce e Virginia Woolf. A partir de então, o romance nunca mais será o mesmo, pois a narrativa, ao invés de representar a realidade em seus ricos detalhes, agora traz para a superfície o ato de criação e a realidade própria da narrativa. Este trabalho consiste em uma pesquisa que tratará da revisão da tradição mimética empreendida pelo livro A Rainha dos Cárceres da Grécia (2005b), de Osman Lins, que tem como foco o processo de escrita de um romance travestido de ensaio, isto é, de um romance que debruça-se sobre si mesmo; o trabalho possui como embasamento teórico o pensamento de Giorgio Agamben sobre a contemporaneidade e o conceito de Fora, de Maurice Blanchot, que podem ajudar a esclarecer e a entender as transformações pelas quais o gênero passou, assim como a posição atual do romance contemporâneo. Para isto, vamos trazer narradores que transformaram e inovaram o ato de narrar para dialogar como o narrador de Lins, que acreditamos ter apontado uma nova tendência a partir da fusão do gênero romance com o gênero ensaio, especificamente no livro citado acima, explorando as múltiplas possibilidades do processo de criação e escrita.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O voo da criação literária: procura, verdade e ser / ser, verdade e procura em Alvorada de Osman Lins(Universidade Federal do Pará, 2013) DOLZANE, Harley Farias; FERRAZ, Antônio Máximo von Sohsten Gomes; http://lattes.cnpq.br/5982898787473373A pesquisa busca uma abertura para compreender o sentido da obra literária imbricada no mistério da criação artística a partir das suas figurações em Avalovara (1973), de Osman Lins. Em meio à interpretação do romance, pretende-se percorrer questões fundamentais que subjazem no revestimento conceitual instaurado ao longo da modernidade literária. Em Avalovara, o leitor é encaminhado a um pensamento originário que resgata a instância poética da narrativa, projetando o fazer artístico em uma dimensão mítica que é Linguagem acontecendo em seu silêncio. Isso só é possível pela elaboração de uma narrativa que já não representa, mas encena questões, realizando-as na tessitura de seus elementos. O romance se põe à procura de sentido para realidade, questionando a tradição mimética – corolário de uma metafísica essencialista e subjetivista –, e, em seu procurar desvela-se o seu sentido de ser, o seu ser-obra de arte. Neste sentido, reaviva-se a referência essencial entre arte e verdade, em que esta, é a própria dinâmica de re-velação do real retraindo sua realidade em tudo o que se manifesta. A obra de arte corresponde a essa dinâmica de ser das coisas. Nelas e por elas a procura se dá, passo a passo, revelando-se aos poucos em cada palavra, obra e verdade. Procurando pela verdade, o homem, coisas entre coisas, pode se reintegrar com a realidade de ser; Abel, o humano, o artista, o escritor pode reingressar no paraíso pelo exercício do amor pleno que há no cuidado para com as coisas em seu silêncio, silêncio da Linguagem que acolhe não só o poder criativo da literatura, mas também da própria existência humana.
