Navegando por Assunto "Rural extension"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Os açaizais nas ilhas de Abaetetuba - PA: etnoconhecimento e manejo(Universidade Federal de Roraima, 2022-08) NEGRÃO, Antonia do Socorro Silva; MANESCHY, Rosana Quaresma; BARBOSA, Wagner Luiz RamosAs populações humanas interagem com os ecossistemas naturais e desenvolvem práticas de uso dos recursos naturais e a partir de suas experimentações no cotidiano geram conhecimento empírico. A pesquisa teve por objetivo sistematizar os saberes sobre as etnovariedades de açaí presentes nas Ilhas de Abaetetuba PA e o manejo realizado pelos ribeirinhos nas áreas de várzea com açaizais nativos para contribuir com o diálogo entre agentes da assistência técnica e os ribeirinhos. Nas ilhas pesquisadas foram identificadas três etnovariedades preto, branco e una. A descrição das etnovariedades foi realizada a partir dos etnodescritores utilizados comumente pelos ribeirinhos. A pesquisa localizou a origem dos recursos genéticos das três etnovariedades de açaí e essas informações podem ser utilizadas pela pesquisa e a assistência técnica como um instrumento de conservação genética on farm. Verificou-se que os ribeirinhos das principais ilhas produtoras de açaí do município de Abaetetuba não estão recebendo assistência técnica para realizar o manejo dos açaizais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A educação ambiental como intervenção na FLONA do Tapajós(Universidade Federal do Pará, 2007-08-28) GARCIA, Ana Paula dos Santos; SCHMITZ, Heribert; http://lattes.cnpq.br/2294519993210835As intervenções de educação ambiental, semelhante às de extensão rural, tradicionalmente, se desenvolveram com vistas a alcançar determinados comportamentos do seu grupo-alvo. Essas intervenções surgiram a partir da necessidade de disseminar conhecimentos e/ou técnicas a este grupo com intenções de gerar a melhoria na sua qualidade de vida. A problemática que motivou a realização desta pesquisa é a de que apesar de ser verificado um grande número de projetos direcionados à prática de educação ambiental no Pará e, neste caso, na Floresta Nacional do Tapajós, os problemas ambientais se mantêm e se aprofundam. O foco principal desta dissertação são as intervenções que o Projeto Saúde e Alegria (PSA) realiza sob o rótulo de educação ambiental junto a populações tradicionais de uma comunidade pertencente a esta unidade de conservação. O referencial teórico que orienta este trabalho estabelece inter-relações com as categorias: educação ambiental, extensão rural e participação, que foram revisadas a fim de subsidiar o estudo, relacionando-as às intervenções desenvolvidas sob o rótulo de educação ambiental para compreender como estas ocorrem, como se dá o fenômeno da participação do grupo-alvo e suas interfaces com a extensão rural. O estudo evidenciou um descompasso entre os discursos dos técnicos do projeto e suas práticas, pois, apesar do desejo em realizar uma prática diferente, a exemplo dos espetáculos circenses para ressaltar o aspecto lúdico, acreditando desenvolver uma educação ambiental na perspectiva transformadora, os fundamentos da educação ambiental conservadora ainda estão muito presentes nessas intervenções. Semelhante ao que, tradicionalmente, se verifica nas intervenções de extensão rural, estes técnicos empregam considerável "fé" na informação e na transmissão de conhecimentos ao indicar comportamentos ecologicamente corretos, o que ocorre sem um processo de problematização da realidade. Essas intervenções não conseguem alcançar as mudanças de comportamentos pretendidas já que para tanto é necessário uma série de mudanças nos modos de pensar e de se comportar das pessoas, o que não se alcança pela mera transmissão de conhecimentos. Apesar do discurso dos técnicos apontarem o uso de metodologias participativas, a participação do grupo-alvo ocorre com a mediação destes, caracterizando-se em uma participação passiva, concedida e simbólica já que os processos demandam dos técnicos e os indivíduos são mantidos na ilusão de estarem realizando a participação política e social. A maioria das atividades que o projeto desenvolve sob o rótulo da educação ambiental são, na verdade, atividades ambientais. Apesar dos técnicos empregarem enorme intencionalidade ao seu "fazer educativo" estes continuam reproduzindo as relações tradicionais de educação ao prescreverem normas de conduta no trato com a natureza, geralmente construídas fora do contexto do seu grupo-alvo, o que se insere em uma tendência que vem se processando no Brasil, que é o esvaziamento da educação ambiental.
