Navegando por Assunto "Sarcopenia"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da sarcopenia e a sua associação com indicadores clínicos, funcionais e de qualidade de vida em pessoas idosas atendidas no ambulatório do hospital Universitário João de Barros Barreto(Universidade Federal do Pará, 2024-08-09) MORAES, Janine Brasil de Araújo; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; HTTPS://ORCID.ORG/0000-0002-3115-2571; CARNEIRO, Saul Rassy; http://lattes.cnpq.br/9162153771863939; https://orcid.org/0000-0002-6825-0239Introdução: O envelhecimento pode ser acompanhado por um declínio progressivo da massa, força e função muscular. Essa condição de saúde resultante é conhecida como sarcopenia, doença muscular que se desenvolve de forma progressiva e crônica. A sarcopenia relacionada à idade possui diversos fatores que aceleram esse processo e necessitam ser identificados e controlados para promover um bom prognóstico de saúde e qualidade de vida para a população idosa. Objetivo: Analisar a sarcopenia e a sua associação com indicadores clínicos, funcionais e de qualidade de vida em pessoas idosas atendidas no ambulatório do Hospital Universitário João De Barros Barreto. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, analítico, transversal, realizado no ambulatório de geriatria do HUJBB. Foram realizadas avaliações sociodemográficas e clínicas: avaliação da sarcopenia (SARC- Calf, avaliação da força de preensão manual, Bioimpedância Elétrica Tetrapolar (BIA) e Short Physical Performance Battery (SPPB)), avaliação de indicadores funcionais (Barthel, avaliação da força do quadríceps, avaliação do nível de atividade física (IPAQ) e presença de quedas em 60 dias) e avaliação da qualidade de vida (SF-12). Foi utilizado o algoritmo do Grupo de Trabalho Europeu de sarcopenia em idosos (EWGSOP2). Resultados: Avaliados 129 participantes (73% mulheres, p = 0,001), com média de idade de 75,4 anos e procedentes da capital (80,6%). Obtive-se 57% com risco de sarcopenia, prevalência de 27,1% de sarcopenia e 57,4% de sarcopenia grave, 36.4% apresentou quedas. A força de preensão manual (FPM) 18kg/f, massa muscular esquelética de 18,3kg; SPPB 9 pontos; Barthel de 58,8% dos participantes independentes; força do quadríceps de 14kg/f; IPAQ 38,8% com baixo nível de atividade física e SF-12 de 37,7 pontos para componente físico e 48,2 pontos mental. Observou-se associação entre a massa muscular esquelética apendicular (MMEA) e a a circunferência da panturrilha (CP), a idade, o SARC-Calf, a FPM e a qualidade de vida (componente físico) para homens (R2 ajustado 0,42 e p<0,05), bem como com a sarcopenia, classificada pela MMEA, com variáveis da BIA: resistência corporal, água corporal total na massa magra, massa magra e taxa metabólica basal para o homens (R2 ajustado 0,49 e p<0,05), e para mulheres, água intracelular e água corporal total no peso corporal (R2 ajustado 0,60 e p<0,05). Conclusão: Este estudo conclui que a CP, a idade, o rastreio do risco de sarcopenia, a FPM e a qualidade de vida se mostraram associadas à MMEA medida pela BIA. Para o diagnóstico da sarcopenia, houve associações distintas dos marcadores da BIA conforme ajustados para o sexo das pessoas.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Associação entre o risco de sarcopenia com a força muscular e variáveis funcionais em pessoas idosas acompanhadas em um hospital universitário do Pará: um estudo transversal(Universidade Federal do Pará, 2025-08-08) OLIVEIRA, Polyana Barbosa de; CARNEIRO, Saul Rassy; http://lattes.cnpq.br/9162153771863939; https://orcid.org/0000-0002-6825-0239; TORRES, Natáli Valim Oliver Bento; OLIVEIRA, João Sérgio de Sousa; http://lattes.cnpq.br/1927198788019996; http://lattes.cnpq.br/0926756122867180; https://orcid.org/0000-0003-0978-211X; https://orcid.org/0000-0002-1515-9976Introdução: A sarcopenia é uma doença caracterizada por perda progressiva e generalizada de força e massa muscular, podendo também envolver a funcionalidade e embora associada a diversos desfechos desfavoráveis à saúde da população idosa esta é geralmente subdiagnosticada na prática clínica, devido à complexidade em determinar quais variáveis mais importantes, bem como o acesso aos instrumentos necessários para o seu diagnóstico. Portanto, o rastreio adequado da doença pode possibilitar o planejamento de intervenções precoces de forma a minimizar os resultados adversos à saúde da pessoa idosa. Objetivo: Avaliar a relação entre o risco de desenvolver sarcopenia com a força muscular e as variáveis funcionais em pessoas idosas em nível ambulatorial. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal do tipo correlacional, realizado no HUJBB. Foram incluídos indivíduos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 60 anos, atendidos no ambulatório de geriatria do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB). A sarcopenia foi avaliada através do algoritmo do Grupo de Trabalho Europeu de sarcopenia em idosos de 2019 (EWGSOP2) a partir da verificação da força de preensão manual, da avaliação da massa muscular pela Biompedância Elétrica (BIA) e uma avaliação física composta pela aplicação do instrumento Short Physical Performance Battery (SPPB) e, em um dia posterior, foi avaliada a função muscular dos flexores e extensores dos joelhos no dinamômetro isocinético Biodex System Pro 4. Resultados: Foram avaliados 31 idosos com idade média de 72 anos (±7,07) e predominância do sexo feminino (71%). Cerca de 51,6% da amostra apresentou risco para desenvolver sarcopenia, porém somente 9,4% tiveram sarcopenia presente, sendo todos homens. Os resultados da regressão linear múltipla, com o escore do SARC-F como variável dependente, demonstraram que apenas o pico de torque dos flexores apresentou associação estatisticamente significativa com o SARC-F (β = -2,83; p = 0,018; IC95%: - 5,14 a -0,52). Conclusão: O estudo constatou que o pico de torque dos flexores apresentou associação significativa com o SARC-F denotando que a redução no pico de torque indica maior risco de sarcopenia e possíveis déficits funcionais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeito do exercício físico na força muscular, massa muscular e desempenho físico em pessoas sarcopenicas com câncer: uma revisão sistemática(Universidade Federal do Pará, 2024-12-20) GUEDES, Laerte Jonatas Leray; CARNEIRO, Saul Rassy; http://lattes.cnpq.br/9162153771863939; https://orcid.org/0000-0002-6825-0239; NEVES, Laura Maria Tomazi; http://lattes.cnpq.br/4235603520707156; https://orcid.org/0000-0002-3115-2571O câncer é a principal causa de sarcopenia secundária, representando um problema crescente entre pessoas com diagnóstico de câncer. Essa condição está associada a desfechos desfavoráveis tanto em relação à progressão da doença quanto aos diversos tipos de tratamento oncológico. O exercício físico, é recomendado por diversos guidelines para pacientes oncológicos. No entanto, os guidelines não apresentam recomendações específicas para a sarcopenia, e poucas revisões sistemáticas exploraram esse tema. Além disso, o efeito exercício físico para melhorar sarcopenia (força muscular, massa muscular e desempenho físico), em pacientes com câncer, ainda não está completamente elucidado. Objetivo: Verificar efeito do exercício físico na força muscular, massa muscular e desempenho físico em pessoas sarcopenicas com câncer. Materiais e métodos: O estudo é uma revisão sistemática, utilizamos para critério de inclusão o acrônimo PICOS, população: pacientes adultos com diagnóstico de câncer com diagnóstico de sarcopenia; Intervenção: exercício físico isolado ou associado a outras intervenções; controle: pacientes em cuidados usuais, ausência de tratamento ou sem exercício físico; desfecho: força muscular, massa muscular e desempenho físico; Tipos de estudos: ensaios clínicos randomizados controlados. As bases de dados utilizadas foram Pubmed, Excerpta Medica database (EMBASE), Cochrane (CENTRAL), Physiotherapy Evidence Database (PEDro), Literatura Latino-americana e do Caribe de Saúde em Ciências da saúde (LILACS), Cumulative Index to Nursing and Allied. Health Literature (CINAHL) e, SPORTDiscus. Para literatura cinzenta foram verificadas o Clinical trials.gov, Proquest, Catálogo de teses e dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, sem limite de idioma e tempo. As buscas foram até 10 de outubro de 2024. O risco de viés dos estudos incluídos foi avaliado pela Cochrane Risk of Bias Tool 2 e o nível da evidência pelo Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation. A síntese qualitativa (narrativa) foi realizada na revisão apresentando as medidas de efeitos extraídas dos estudos individualmente. Resultados: Foram incluídos oito ensaios clínicos randomizados controlados. Três estudos demonstraram efeito no índice de massa muscular esquelética a favor do exercício resistido (MD= 0,32 Kg/m2, IC 95% [0,04; 0,60), exercício resistido e aeróbico no índice de massa muscular esquelética apendicular (MD= 2,4 Kg/m2, IC 95% [4,1; 1,30]) e exercício resistido associado suplementação proteica (MD= 0,03 Kg/m2, IC 95% [0,1 0,5]). Não houve diferenças entre grupo intervenção e controle para as variáveis força muscular e desempenho físico. Os estudos inclusos apresentaram risco de viés com algumas preocupações e alto risco. Adicionalmente todos os desfechos receberam baixo nível de evidência no GRADE. Conclusão: Apesar do exercício parecer seguro e três artigos apontarem um possível efeito na massa muscular, os estudos não tinham a sarcopenia como um desfecho primário, apresentando prevalências <50% de sarcopênicos em 7 estudos. Assim, ainda existe uma carência de evidências sobre a real efeito do exercício físico na sarcopenia em pacientes com câncer.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Predição da massa livre de gordura e do índice de massa muscular por impedancia bioelétrica em homens com tetraplegia fisicamente ativos(Universidade Federal do Pará, 2022-05-25) VIEIRA, Andreia Bauermann; KOURY, Josely Correa; http://lattes.cnpq.br/9039270525512042; https://orcid.org/0000-0002-3189-9261; SILVA, Anselmo de Athayde Costa e; http://lattes.cnpq.br/4794918582092514; https://orcid.org/0000-0001-5265-619XIndivíduos com lesão da medula espinhal cervical (LME-c) apresentam perda progressiva da massa livre de gordura (MLG) devido à diminuição da atividade física e comprometimentos neurológicos, porque a função dos circuitos neuronais espinhais abaixo do nível da lesão é prejudicada. Como consequência, há redução da força muscular e do desempenho físico caracterizando o quadro de sarcopenia, semelhante ao que ocorre com idosos. O método da impedância bioelétrica (BIA) é válido e acessível para predição da MLG em diferentes grupos populacionais. O fundamento do método da BIA está pautado no princípio da hidratação constante. Porém, indivíduos com LME-c apresentam variações importantes no estado de hidratação, fato que dificulta o uso de equações preditivas generalizadas para predição de MLG pela BIA. Considerando, que a predição da MLG de indivíduos com LME-c é importante para monitorar as alterações da composição corporal e subsidiar os estudos sobre sarcopenia, a presente dissertação tem como objetivos: 1) testar a concordância entre os valores da MLG obtidos por três distintas equações preditivas da MLG por BIA e por absorciometria de dupla emissão de raios-x (DXA); 2) testar a aplicabilidade da análise vetorial de impedância bioelétrica (BIVA) para este grupo; e 3) comparar o uso do índice de massa muscular (SMI) a partir da MLG obtida por BIA e DXA para diagnóstico de sarcopenia em indivíduos com tetraplegia, considerando diferentes níveis de atividade física (sedentário, ativos >150 minutos por semana, e muito ativos > 210 minutos por semana). Participaram do estudo indivíduos sem (n=23) e com LME-c ativos (n= 13) ou inativos (n= 10) fisicamente. Apenas a equação de Buchholz et al., mostrou concordância (coeficiente de concordância=0,85) com a DXA. A sarcopenia é uma doença comum após a LME-c e pode ser diagnosticada através do SMI, que foi testado neste grupo utilizando as equações sugeridas para BIA e da DXA. O uso do SMI BIA para classificar a sarcopenia em indivíduos LME-c sedentários apresentou resultado de concordância de diagnóstico substancial (Kappa=0,727) de acordo com o coeficiente de Kappa. A equação para BIA de Buchholz et al. apresentou a melhor concordância, mas esta não foi o suficiente para esta equação ser recomendada para uso em pessoas com LME-c e uma a criação de uma equação específica para esta população deve ser criada. No entanto, o uso dos pontos de corte para diagnosticar sarcopenia a partir do SMI-BIA parece promissor em pessoas com LME-c sedentárias, necessitando de mais estudos em pessoas com LME-c fisicamente ativas.
