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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Arthur Schopenhauer e o medo da morte
    (Universidade Federal do Pará, 2022-07-01) LOBATO, Milene Dayana Paes; DEBONA, Vilmar; http://lattes.cnpq.br/5992703653122811; https://orcid.org/0000-0002-0411-3358; PONTES, Ivan Risafi de; http://lattes.cnpq.br/8592244270861493
    udo o que se conhece no mundo fenomênico são formas de objetivação da Vontade. A Vontade é tratada por Schopenhauer como cega, arbitrária, tirânica e brutal, sendo responsável por todo o sofrimento da vida. Dentre os diversos medos e temores existenciais, a morte é o maior entre eles, a ideia de finitude é o que mais aterroriza o ser humano. Sabendo disso, Arthur Schopenhauer desenvolveu um pensamento filosófico acerca da morte que fornece uma resposta possível para a referida aflição comum à humanidade. Morte e vida seriam partições do mesmo ciclo no qual existem dois extremos de não-ser: o antes da vida e o pós-morte. Se a vida e a morte formam uma unidade, o que faz o indivíduo temer a morte, porém, não a vida (na mesma intensidade)? O pensamento schopenhaueriano mostra que deveriam da mesma forma temer a vida, visto que ela pode Sufferingser ainda pior. A morte para o sujeito é apenas um cessar da consciência, que é somente resultado da vida orgânica e não a causa dela. A falta de consciência da morte e a mera consciência do presente (nunc stans) tem como consequências angústias e frustrações de não conseguir alcançar a eternidade. Sendo assim, o presente trabalho problematiza a “filosofia da morte” em Schopenhauer e a relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si. Busca indicar possibilidades de amenização do medo da morte através de duas vias: a do autoconhecimento enquanto Vontade (metafísico/conhecimento) e a da busca de uma vida mais suportável e menos infeliz possível (eudemonológica). Assim, percebendo-se enquanto constituinte de um ser-em-si que é impossível de ser aniquilado com a morte, ou aceitando a impossibilidade de uma vida ausente de dores, Schopenhauer mostra vias diretas para a possível superação e amenização do medo de morrer – e de diversos outros medos existenciais.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Música como linguagem universal no nascimento da Tragédia de Friedrich Nietzsche
    (Universidade Federal do Pará, 2026-02-25) MONTEIRO, Paulo da Conceição; PONTES, Ivan Risafi de; http://lattes.cnpq.br/8592244270861493; https://orcid.org/0000-0002-1289-0341; CHAVES, Ernani Pinheiro; OLIVEIRA, Damião Bezerra; http://lattes.cnpq.br/5741253213910825; http://lattes.cnpq.br/7717970084199162; https://orcid.org/0000-0002-8988-1910; https://orcid.org/0000-0002-8247-8803
    Este trabalho apresenta como tema central a possibilidade de a música ser vista como linguagem universal na obra O Nascimento da Tragédia, de Friedrich Nietzsche, pensada a partir das influências da concepção metafísica da música de Arthur Schopenhauer e Richard Wagner. Com efeito, o desenvolvimento dessa pesquisa tem como base os elementos do pensamento de Nietzsche ligados aos conceitos de linguagem e música, bem como a forma como são abordados na referida obra. A abordagem metodológica utilizada é a pesquisa bibliográfica, com procedimento analítico-interpretativo, que permite a interpretação crítica dos textos filosóficos e a compreensão do seu sentido original e das implicações conceituais. Assim, este trabalho tem como objetivo analisar a obra, tendo como base especialistas nesta temática, com propósito de demonstrar que a música pode expressar sentimentos e reacender instintos, conforme proposto por Nietzsche. O resultado esperado é revelar a importância da música para a transformação da vida como uma linguagem universal, através da pulsão antitética da arte trágica: o Apolíneo e o Dionisíaco em Nietzsche.
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