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Navegando por Assunto "Sedimentação e depósitos - Carajás, Serra dos (PA)"

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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Estudos isotópicos (Pb-Pb, Sm-Nd, C e O) do depósito Cu-Au do Sossego, Província Mineral de Carajás
    (Universidade Federal do Pará, 2006-10-30) NEVES, Marcely Pereira; VILLAS, Raimundo Netuno Nobre; http://lattes.cnpq.br/1406458719432983
    O depósito do Sossego localiza-se cerca de 25 km a NW da cidade de Canaã dos Carajás, sudeste do Pará, no contato do Grupo Grão Pará com rochas do embasamento. Este depósito compreende dois corpos principais, Sequeirinho e Sossego, que foram gerados em um ambiente onde processos deformacionais e o alojamento e resfriamento de corpos intrusivos favoreceram uma intensa circulação de fluidos hidrotermais. Este trabalho objetivou reconhecer as rochas encaixantes do minério, estilo da mineralização e tipos de alteração hidrotermal, bem como datar a mineralização de sulfetos e investigar possíveis fontes dos metais e fluidos hidrotermais. Na área do depósito ocorrem granitóides, rochas máficas, ambos invariavelmente alterados e deformados a diferentes graus, rocha rica em biotita, hidrotermalitos (magnetititos e corpos de minério) e brechas, todos cortados por diques félsicos e máficos. Os principais processos hidrotermais identificados no depósito são albitização, epidotização, cloritização, silicificação, anfibolitização e escapolitização. O primeiro é mais comum nas rochas granitóides e os dois últimos nas rochas máficas, nas quais a formação de actinolita se intensifica em direção ao minério formando actinolititos. Ocorre, também, forte metassomatismo de ferro que foi responsável pela geração de magnetititos.Vênulas tardias, dominadas por calcita, marcam o estagio final da alteração hidrotermal, o qual, embora presente no corpo Sequeirinho, foi bem mais intenso no corpo Sossego. A mineralização ocorreu contemporaneamente aos processos de epidotização, cloritização e actinolitização, o que permite inferir que os fluidos mineralizantes, além de Cu, Au e P, eram ricos em Ca e Fe. Dados de isótopos de Pb em calcopirita de amostras do minério forneceram idades de 2530±25 Ma, 2608±25 Ma (corpo Sequeirinho) e 1592±45 Ma (corpo Sossego). As idades arqueanas foram discutidas mediante as hipóteses de existir ou não elo genético da mineralização com os granitóides. No primeiro caso, a mineralização estaria ligada à granitogênese de 2,76-2,74 Ga e as idades representariam maior ou menor abertura do sistema isotópico do Pb causada por evento termal ou deformacional subseqüente. Elas poderiam, por outro lado, estar relacionadas ao mesmo evento magmático de ≈2,6 Ga que gerou os diques presentes no vizinho depósito Cu-Au do 118, porém sua pouca representatividade em Carajás torna improvável que ele seja responsável pela produção de grandes depósitos cuproauríferos, como o do Sossego. Na falta de elo genético com os granitóides, a mineralização poderia ser atribuída a processos metamórficos e essas idades registrariam o evento cisalhante que não só milonitizou os granitóides como também permitiu que eles interagissem com fluidos de elevada salinidade, vindo a produzir as rochas ricas em biotita e com altos teores de Cl. À idade mesoproterozóica não foi dado nenhum significado geológico. Com o método Sm-Nd, foi obtida a idade de 2.578±29 Ma em amostras do minério, a qual é comparável com a idade Pb-Pb de 2608±25 Ma e muito provavelmente também reflete reequilíbrio isotópico em resposta a eventos posteriores. Idades-modelo determinadas para o minério (3,16 – 2,96 Ga) são semelhantes às dos granitóides do depósito (3,12 – 2,98 Ga) e também às dos basaltos do Grupo Grão Pará (2,76-3,09 Ga), sugerindo que o minério, em parte, seja originado dessas rochas. Os valores de εNd (-4,09 a -0,94) indicam uma origem essencialmente crustal tanto das rochas hospedeiras como do próprio minério. Com base em diagrama εNd x t, fica evidente que os metais dos minérios foram derivados tanto dos granitóides como das rochas máficas, entre estas em especial os basaltos do Grupo Grão Pará. Os valores de δ13CPDB sugerem uma fonte homogênea para o C, de origem provavelmente mantélica. As amostras, em geral, revelam uma correlação linear negativa no diagrama δ13C x δ18O sugerindo um processo evolutivo comum. Em termos de reservatórios naturais de C e O, os dados isotópicos são mais consistentes com fontes de filiação carbonatítica, o que é reforçado pelos teores anômalos de P e ETR dos corpos de minério. Estimativas da composição dos fluidos mostram que a maioria dos valores de δ18O varia de -7,74‰ a -5,67‰ (a 150°C) e +0,64‰ a +2,71‰ (a 350°C), acusando participação de águas meteóricas no sistema hidrotermal do Sossego. Entretanto, valor mais elevado (+12,27‰ a 350°C) sugere assinatura de água magmática ou mesmo metamórfica naquele sistema. Apesar das especulações, a integração de dados de campo, mineralógicos, isotópicos (radiogênicos e estáveis) e de inclusões fluidas permite dizer que a mineralização ocorreu entre 2,76 e 2,60 Ga e muito provavelmente esteve ligada a processos metamórfico-deformacionais que desencadearam a migração de fluidos de elevadas salinidades, adquiridas ao reagirem com seqüências ricas em haletos, e com extraordinária capacidade de transportar grandes quantidades de metais, dentre eles Cu e Fe.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Reconhecimento dos elementos deposicionais da lagoa do Violão na Serra Sul de Carajás: um estudo a partir de registros sismoestratigráficos
    (Universidade Federal do Pará, 2016-11-21) ARAÚJO, Lidiane Cristina Lima de; SOUZA FILHO, Pedro Walfir Martins e; http://lattes.cnpq.br/3282736820907252
    A sismoestratigrafia é uma das principais ferramentas utilizadas para a caracterização de sequências e fácies sísmicas, cuja interpretação é baseada nos conceitos de estratigrafia de sequências. O presente estudo objetiva o reconhecimento e mapeamento dos elementos sismodeposicionais da Lagoa do Violão – Serra Sul de Carajás – visando compreender o seu preenchimento sedimentar, diante da importância de ambientes lacustres sob os aspectos paleoambientais, principalmente em regiões tropicais. A Lagoa do Violão está inserida no platô S11D, desenvolvida sobre crostas lateríticas ferruginosas a uma altitude ~720 m acima do nível do mar. É uma bacia hidrográfica de 1.836 km 2, alongada na orientação NW-SE, morfologicamente, semelhante a um violão. As etapas da pesquisa incluíram aquisição, tratamento e interpretação dos dados sísmicos rasos. Para a aquisição foi utilizado o sistema Bathy 2010PC™ da marca SyQwest de frequências 12 kHz e 3,5 kHz operando simultaneamente com o auxílio de DGPS. Foram coletados 22 perfis entre os dias 08/09 e 12/09/2014, tratados nos softwares sísmicos Reflex Win e Kingdom® Suite. Os perfis de 12 kHz garantiram maior qualidade de informações em relação aos de 3,5 kHz, sendo escolhidos os seis mais representativos quanto aos elementos sismo-deposicionais e padrões de ecocaráter. Foram reconhecidas três unidades sismoestratigráficas (USI, USII, USIII), classificadas em ordem cronológica da base para o topo. As US’s repousam sobre o embasamento rochoso/acústico que afloram nas extremidades da lagoa, estendendo-se até 25 m em subsuperfície. Sua morfologia pode ser comparada a uma bacia de lavar roupa (“washing basin”) de margens íngremes e fundo relativamente plano. Seus refletores internos, por vezes descontínuos, compõem-se de baixa a média amplitude do sinal, ao contrário das suas superfícies limítrofes. A USI é caracterizada por uma sucessão progradacional, depositada a partir de fluxos gravitacionais que formam frentes deltaicas em condições de lagoa alta. A USII e USIII representam fácies plano-paralelas, concordantes entre si com refletores relativamente suaves. O reconhecimento de 7 ecofácies permitiu a relação entre as assinaturas acústicas presentes e dados de distribuição de sedimentos superficiais de fundo realizados em trabalhos anteriores, o qual possibilitou uma visão geral da deposição superficial da Lagoa do Violão, sendo os ecos de maior reflexão relacionados, predominantemente, a sedimentos lamosos com presença de turfas e, em alguns momentos, à lama orgânica ou oxidada, que favorecem a ocorrência de gases nos interstícios sedimentares oriundos da decomposição de matéria orgânica. Em contrapartida, reflexões de médio a baixo contraste de impedância se remetem a areia muito fina com teor de lama considerável e boa propagação. O reconhecimento e interpretação dos padrões sismoestratigráficos identificou diferentes processos de preenchimento sedimentar da Lagoa do Violão. A USI é caracterizada por uma sucessão progradacional dos estratos e, a medida que se aproxima do depocentro, os estratos das USII e USIII, se dispõem mais uniformes, em forma de drapes, sobre uma superfície parcialmente irregular sob condições de baixa energia influenciada por fluxos superficial e intermediário, cuja deposição se dá por suspensão.
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