Navegando por Assunto "Sedimentologia"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Afinidades geoquímicas entre sedimentos (solos) e vegetação (gramíneas e cultivares), além de cabelo de ribeirinhos, ao longo das praias de rios da bacia do Juruá, no estado do Acre e sua importância ambiental(Universidade Federal do Pará, 2005-06-10) RÊGO, José de Arimatéia Rodrigues do; COSTA, Marcondes Lima da; http://lattes.cnpq.br/1639498384851302O estado do Acre localiza-se no extremo sudoeste da Amazônia brasileira, ocupando uma área de 153.149 km2, com baixa densidade populacional (3,66 hab/km2). O estado é cortado pelas bacias dos rios Purus e Juruá, que drenam sedimentos siltico- argilosos da Formação Solimões. No período de cheia transportam grandes quantidades de sedimentos por tração e em suspensão, que são depositados em praias (barras em pontal) formadas ao longo dos rios. No período de estiagem as praias são expostas nos seus meandros, que além do lazer os ribeirinhos as usam para a agricultura de pequeno ciclo. As praias são cultivadas com milho (Zea-Mays) e feijão (Vigna unguiculata (L) Walp) ou não. Estas praias também apresentam uma sucessão de vegetação com capim canarana (Costus spicatus) e capim de orvalho (Brachiaria decumbes). Este estudo avalia a alta fertilidade dos sedimentos (solos) das praias e a afinidade geoquímica entre seus sedimentos, os cultivares e finalmente o cabelo de ribeirinhos, com o objetivo de avliar o ciclo dos elementos até o homem, bem como a importância ambiental deste ciclo. Para isto selecionou-se os principais rios que constituem a bacia do Juruá, a brangendo as cidades de Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves. Ao longo dos rios foram estabelecidas 9 estações para coleta de amostras de sedimentos de praia, folhas de capim canarana, folhas de capim de orvalho e grãos e folhas feijão, além da medição dos parâmetros físico-químicos em campo das águas dos rios. Nas cidades ribeirinhas foram coletadas amostras de cabelo humano. A mineralogia dos sedimentos foi analisada por difração de raios-X (DRX) e caracterização química (elementos maiores e traço) por ICP-MS. Nos cultivares foram determinados Ca, Fe, K, Na, Ba, Zn, Mo, Co, Cr, Cu, Pb, Hg, As e Se por ICP-MS e ativação neutrônica com o objetivo de determinar as concentrações desses elementos bem como sua transferência sedimento (solo) — cultivar, nas amostras de águas foram feitas medidas de parâmetros físico-químicos e quantificação dos suspensatos. As praias estudadas são constituídas essencialmente de sedimentos de granulometria fina a silte. Apenas as praias do rio Moa não cultivadas que são arenoquartizozas. Os sedimentos dessas praias são formados em ordem decrescente por quartzo, feldspato e minerais de argila (esmectita, illita e caulinita) são assim ricaos em SiO, (68,0 a 98,9 % em peso), com baixos teores de AlOs (0,41 a 11,9%), Fe>03 (0,13 a 4,375), MgO (0,02 a 1,03 %), K>O (0,16 a 1,94 %), CaO (0,02 a 1,05 %) e Na,0 (0,02 a 1,03 %). A composição química desses sedimentos pode ser comparada com aquela do PAAS (folhelhos australianos pós-arqueanos) e, por conseguinte com a Crosta Superior, embora ligeiramente empobrecidos em Al, Fe, Mg, K, Ti e mais ainda em Ca e Na, certamente diluídos pelos altos teores de SiO2. De um modo geral as águas dos rios da bacia do Juruá são barrentas do tipo águas brancas devido à elevada concentração de material inorgânico em suspensão (suspensatos). O critério de suspensatos e parâmetros físico-químicos (pH, OD, TDS, temperatura, resistividade, condutividade elétrica e salinidade) delimitam três zonas geográficas (sub-bacias): rio Envira-Tarauacá, Juruá e Moa. A sub-bacia Envira- Tarauacá apresenta os mais elevados valores de todos os parâmetros físico-químicos analisados, exceto resistividade. A área da sub-bacia Envira-Tarauacá coincide com a área de terras mais férteis do Estado Acre. Dos vegetais aqui estudados as folhas de capim canarana mostram-se mais enriquecidas em K, S, Ca, Mg, P do que as folhas de capim de orvalho. Capim canarana e capim de orvalho apresentam similaridade química com relação aos elementos K, P, S, Mg e Ca, apenas o capim canarana coletado nos sedimentos do rio Juruá tende a enriquecer-se mais em Ca e S. A transferência de elementos químicos sedimento (solo)-vegetal apresenta a seguinte ordem de absorção pelo vegetal K>P>Ca>P, esta ordem apresenta os maiores valores para os vegetais coletados nos sedimentos do rio Envira, ressaltando a importância desse rio como o de maior potencial de transferência de macronutrientes e sendo possivelmente um indicador de sua fertilidade superior aos demais rios da bacia do Juruá. O ciclo do Hg na cadeia sedimento-cultivar-humano mostra que nos sedimentos de praia dos rios Juruá, Envira e Tarauacá a concentração média deste elemento nos sedimentos (27 ppb) está abaixo da faixa de background (50 ppb) e nas plantas estão na faixa considerada normal (< 500 ppb) para plantas que crescem em solos com baixas concentrações de Hg; em cabelos a concentração média de Hg nas cidades de Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Feijó é de 3992 ppb. A menor concentração (média: 1680 ppb) foi encontrada em Feijó e a maior (6240 ppb) em Cruzeiro do Sul. São valores normais a ligeiramente indicadores de impacto, não observado na região. Os valores ligeiramente anômalos de Hg em cabelos não devem estar relacionados ao cultivares e, por conseguinte também não aos sedimentos. Outras fontes de disponibilização de Hg para o homem devem ser avaliadas, sejam elas peixes ou carnes de animais domesticados ou selvagens. As praias e barrancos dos rios de água branca da região central e ocidental do Acre (bacia do Juruá) são de fato férteis adequados à agricultura de pequeno ciclo, e seus nutrientes e outros elementos são assimilados plenamente pelos vegetais e cultivares. A química dos sedimentos e dos cultivares, assim como de cabelos humanos, mostram que a região não apresenta anomalias geoquímicas sugestivas de impacto antropogênico, nem mesmo geológica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da dinâmica morfo-sedimentar da praia da Marieta – Ilha do Marco-Maracanã (NE do Pará)(Universidade Federal do Pará, 2010-04-19) GUERREIRO, Juliana de Sá; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429O objetivo principal desta dissertação é analisar as variações morfológicas e sedimentares ocorridas na Praia da Marieta - ilha do Marco (NE do Pará) durante o período chuvoso (março) e menos chuvoso (novembro) do ano de 2007, buscando identificar os principais fatores responsáveis por estas variações. A praia da Marieta possui 3 km de extensão, com direção NW-SE, e é sustentada pelos sedimentos do Grupo Barreiras, Pós-Barreiras e pelos sedimentos recentes que fornecem boa parte dos sedimentos na desembocadura do estuário de Urindeua. Foram realizados 6 perfis topográficos nas seguintes subdivisões da praia da Marieta: Setor esporão arenoso - perfis I e II (tgβ = 0,0015); setor central - perfis III, IV (tgβ = 0,0017) e setor NW - perfis V e VI (tgβ =0,005). Foram aplicados nesta praia os seguintes modelos morfológicos: de Guza & Inmam (1975), Esporão Arenoso - no período chuvoso e no período menos chuvoso, Setor Central - 12 no período chuvoso e no período menos chuvoso. Estes resultados mostram uma forte reflexão com alguma dissipação, sendo caracterizada como Intermediário de Barra e Calha Longitudinal com no setor NW, que indicou um comportamento Dissipativo durante os dois períodos estudados; Para Wright & Short (1984) toda a praia teve um comportamento Dissipativo durante os dois períodos estudados - no período chuvoso e no período menos chuvoso; Para Masselink & Short (1993) os perfis mostraram ser modificados por marés, dissipativos embarreirados com RTR=4 no período chuvoso e RTR=3,6 no período menos chuvoso. A praia é predominantemente recoberta por areia muito fina, muito bem selecionada a moderadamente selecionada, com curtose mesocúrtica e platicúrtica com assimetria negativa nas zonas de supramaré durante o período chuvoso e nas zonas de inframaré no período menos chuvoso, nas demais zonas da praia da Marieta foram aproximadamente simétricas e com assimetrias positivas. A praia da Marieta teve seu perfil morfo-sedimentar influenciado pelo deslocamento da Zona de Convergência Inter-Tropical (ZCIT), no período chuvoso (1.736,6 mm) e no período menos chuvoso (2,4 mm). A velocidade dos ventos foi mais fraca durante o período chuvoso com média de 6,7 nós enquanto que no período menos chuvoso a velocidade média foi de 11,3 nós com direção preferencial NE, e conseqüentemente, formaram ondas com maior energia (Hb = 1,5 m no período chuvoso em março). Aliados a uma amplitude de 5,5 m de maré alcançando as zonas mais internas da praia. Já no período menos chuvoso, as ondas foram menores, se comparadas ao período chuvoso, que alcançaram 1,2 m aliados a uma amplitude de 4,8 m de maré. Através destes parâmetros observou-se que as maiores variações no perfil praial estiveram associadas principalmente à interação dos efeitos de ventos, ondas e marés e, mostrando a forte relação entre a forma da praia e a orientação e incidência desses agentes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise integrada da morfologia e sedimentologia do baixo curso do rio Xingu(Universidade Federal do Pará, 2019-01-28) SILVA, Ariane Maria Marques da; ASP NETO, Nils Edvin; http://lattes.cnpq.br/7113886150130994O rio Xingu é um importante afluente do rio Amazonas contribuindo com 5% de sua vazão líquida, embora não contribua significativamente com sedimentos. O baixo rio Xingu é definido como uma ria, em função do afogamento de seu vale como resultado da Última Grande Transgressão marinha. Em função de uma influência substancial de maré, com alturas de maré de mais de 1 m na confluência, este setor fluvial corresponde ainda a um tidal river. O presente estudo visa analisar a morfologia e sedimentologia de fundo do baixo rio Xingu, estabelecendo correlação com os dados hidrodinâmicos, visando o entendimento dos processos de preenchimento sedimentar da ria, ainda em andamento. A área amostrada vai desde a confluência com o Amazonas (proximidades da cidade de Porto de Mós) até o estreitamento do lago de ria a montante, nas proximidades da cidade de Vitória do Xingu. Foram efetuados levantamentos sedimentológicos durante períodos de alta (fev/2016) e baixa (nov/2016) descarga de sedimentos. Para o período de alta descarga foram coletadas 109 amostras de sedimentos de fundo. Durante o período de baixa descarga, a amostragem foi repetida em 11 destas estações. No período de máxima descarga liquida do rio Amazonas (jun/2018), foram também monitorados os níveis d’água em diversos pontos ao longo do rio Xingu, assim como ocorreu nos períodos de coleta anteriores. Os dados morfológicos referem-se aos levantamentos batimétricos realizados pela Marinha do Brasil (CLSAOR/DHN). Os resultados demonstram forte correlação da sedimentologia com a morfologia, revelando um preenchimento do lago de ria tanto a partir do próprio rio Xingu, formando um proeminente delta de cabeceira, como a partir do rio Amazonas, onde as variações de maré têm transportado sedimentos a montante no rio Xingu. Por outro lado, grandes áreas de seção transversal na parte central da ria demonstram que volumes relativamente pequenos de sedimento alcançam aquela área, com dinâmica reduzida e sedimentação lamosa. Transversalmente, as areias estão mais associadas às margens e sua erosão por ação de ondas. Longitudinalmente, as areias são substancialmente mais frequentes na região de delta de cabeceira, e na região da confluência com o Amazonas, onde as áreas de seção transversal são notadamente menores. Os resultados sugerem ainda que a sedimentação nas proximidades da confluência com o rio Amazonas tem se reduzido ao longo do tempo, onde a combinação de variação da área da seção transversal com a vazão do próprio rio Xingu reduz o fluxo a montante a partir do rio Amazonas.Tese Acesso aberto (Open Access) A aplicação da cromatografia gasosa acoplada (GC-FID), isótopos estáveis, palinologia e razão C:N na reconstituição paleoambiental de manguezais do Estado da Bahia e Espírito Santo.(Universidade Federal do Pará, 2024-07-30) SILVA, Fernando Augusto Borges da; ALBERGARIA-BARBOSA, Ana Cecília Rizzatti de; http://lattes.cnpq.br/2666263256585897; FRANÇA, Marlon Carlos; http://lattes.cnpq.br/8225311897488790; https://orcid.org/0000-0002-3784-7702Os manguezais dependem de fatores geomorfológicos, geoquímicos e climáticos ideais para que possam se desenvolver. O Brasil, por apresentar um litoral bastante recortado sob regime climático tropical e sub-tropical apresenta condições adequadas ao estabelecimento desses ecossistemas e distribuição. A dinâmica desses manguezais pode ser influenciada por fatores ligados às variações climáticas e alterações no fluxo hidrodinâmico, que resultam em modificações no aporte de sedimentos e origem da matéria orgânica, alterações que podem ser observados ao longo do Holoceno de modo distinto nas diferentes regiões do país. No litoral nordeste e sudeste, a evolução desses ecossistemas está associada a flutuações do nível relativo do mar (NRM) e à dinâmica sedimentar, enquanto na região sul, a mudança na distribuição dos manguezais é reflexo das flutuações do NRM e mudanças climáticas ocasionados pelo aquecimento global. Estudos recentes buscam descrever a evolução desses ambientes a partir da caracterização elementar e isotópica da matéria orgânica. Essas constituem importantes ferramentas na reconstituição paleoambiental. Entretanto, é necessário lembrar que a análise comparativa do maior número de parâmetros independentes possíveis é relevante ao passo que agrega valor à pesquisa e aumenta a confiabilidade nos dados a serem analisados, gerando informações mais precisas. Portanto, visando desvendar a dinâmica da matéria orgânica em ambientes de manguezais, bem como compreender movimentos de expansão e/ou contração desses ecossistemas, foram realizadas análises de n-alcanos por cromatografia gasosa acoplada (GC-FID), associadas ao estudo sedimentar, análises polínicas, análises isotópicas e elementares, sincronizadas com datações por 14C e 210Pb, as quais permitiram a obtenção de informações sobre processos biogeoquímicos pretéritos e alterações ambientais durante o Holoceno e o Antropoceno na planície costeira da foz do rio Itapicuru (BA) e na foz dos rios Barra Seca e Jucu (ES). Assim, os resultados desta pesquisa estão apresentados em cinco artigos científicos. O primeiro, ver capítulo III, trata sobre a expansão dos manguezais na foz do rio Itapecuru (BA) durante o Antropoceno. O segundo artigo científico (capítulo IV) trata da dinâmica dos manguezais na foz rio Barra Seca, litoral norte do Estado do Espírito Santo. O terceiro artigo (capítulo V) aborda sobre a ferramenta da palinologia utilizada na compreensão sobre a dinâmica da vegetação costeira. O quarto artigo (capítulo VI) apresenta as alterações ambientais ocorridas na foz do rio Jucu, litoral central do Estado do Espírito Santo. Por fim, o quinto artigo apresenta os resultados das análises de n-alcanos, comparadas com dados isotópicos, elementares, palinológicos e datações na planície costeira do rio Barra Seca.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aspectos diagenéticos dos Arenitos Bom Gosto - área leste da Bacia de Barreirinhas - (MA)(Universidade Federal do Pará, 1986-10-17) CORRÊA, José Augusto Martins; TRUCKENBRODT, Werner Hermann Walter; http://lattes.cnpq.br/5463384509941553Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização faciológica de sedimentos glaciais da formação cabeças na borda sudoeste da Bacia do Parnaíba(Universidade Federal do Pará, 1997-02-19) OLIVEIRA, Marcelo José de; CAPUTO, Mário Vicente; http://lattes.cnpq.br/1028384858323270Tese Acesso aberto (Open Access) Caracterização geomorfológica estratigráfica e geoquímica da Planície Costeira do município de Itarema-CE.(Universidade Federal do Pará, 2011-09-01) PEREIRA, Lamarka Lopes; FREIRE, Geoerge Satander Sá; http://lattes.cnpq.br/6803944360256138; 6803944360256138; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429; 5707365981163429A planície costeira do município de Itarema litoral Oeste do Ceará, está dentro região dominada por coberturas sedimentares cenozóicas. O presente trabalho vem descrever os aspectos geomorfológicos, sedimentológicos e geoquímicos da planície costeira Itarema. A compartimentação da planície costeira do município de Itarema é representada por duas grandes unidades morfo-estruturais: Tabuleiros pré-litorâneos e planície litorânea, sendo esta última a unidade mapeada com detalhes neste trabalho e subdividida nas unidades litoestratigráficas: planície lagunar, planície de maré com e sem mangue, planície flúvio marinha com e sem mangue, dunas móveis e fixas, cordões litorâneos, canais de maré, barras arenosas e praias. O aporte e o transporte sedimentar na área estão intimamente ligados as condições climáticas, meteorológicas e oceanográficas. O estudo estratigráfico e sedimentar juntamente com os dados e geoquímicos e geomorfológicos permitiu definir cinco unidades litológicas: Depósitos lagunares, Depósitos dunares, Depósitos de eolianitos, Depósitos de praia e Depósitos de leques aluviais e sete litofácies associadas: Fácies lama e lama arenosa, Fácies areia lamosa, Fácies areia fina, Fácies areia média, Fácies areno-argilosa conglomerática com características distintas através das quais foram delimitadas correlações laterais e verticais, permitindo assim a interpretação dos paleoambientes deposicionais relacionados com a evolução da Planície Litorânea da área. A associação das unidades litológicas permitiu a reconstrução de uma sucessão indicativa de processos transgressivos progradantes durante os quais o sistema laguna-barreira foi instalado sobre o sistema de leques aluviais, pelo barramento de pequenos córregos, formando a planície lagunar, verificou-se também que o corpo lagunar sofreu variações no seu tamanho tanto pela progradação da barreira como posteriormente pela deposição de sedimentos eólicos dentro da mesma. A planície costeira de Itarema apresenta fisiografia costeira de feições do tipo promontório ou núcleos centrais de embaimentos na forma de espiral que teria proporcionado a evolução para o ambiente atual e o modelo atual da linha de costa com praias do tipo praia-barreira sugere que está ocorrendo uma repetição na construção da morfologia comparada a morfogenética atuante no passado da região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização morfossedimentar durante o ano de 2007 das praias estuarinas da ilha de Cotijuba (Baía do Marajó) no estado do Pará.(Universidade Federal do Pará, 2008-08-22) OLIVEIRA, Gheisa Karla Martins de; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429A ilha de Cotijuba situada a 90 km da foz do rio Pará está inserida em uma zona de maré do rio, onde a salinidade é zero, e a condutividade média é de 65,70 μS. A ilha pertencente ao município de Belém está localizada a 33 km desta, com 15 km2 de extensão e forma alongada na direção NE-SW. A ilha é sustentada pelos: (1) sedimentos da Formação Barreiras, aflorando sob forma de falésias expostas e plataformas de abrasão, na parte oeste, (2) Sedimentos Pós-Barreiras, que se encontram sobrejacentes e separados por uma discordância erosiva (SÁ, 1969 apud SANTOS, 1996) e (3) Sedimentos Recentes (mangues, terraços marinhos, barras e praias). O estudo da caracterização morfossedimentar das praias estuarinas da Saudade e do Vai-quem-quer durante o ano de 2007 (janeiro, março e agosto), mostrou evidentes transformações sazonais destas praias. Foram executados perfis topográficos: nove na praia da Saudade e doze na praia do Vai-quem-quer utilizando uma Estação Total, além das coletas sedimentológicas. A praia da Saudade possui 800 m de comprimento e encontra-se na parte sul da ilha, com gradiente topográfico elevado variando de tg d = 0,030 a tg d = 0,286. Na parte norte da ilha está a praia do Vai-quem-quer com 1 km de comprimento, que possui um gradiente topográfico menor em comparação à praia da Saudade, variando de tg d = 0,069 a tg d = 0,143. Foram aplicados nas praias os modelos morfológicos de Guza & Inmam (1975), Wright; Short (1984) e Masselink & Short (1993) elaborados para praias oceânicas. Através dos parâmetros usados a praia da Saudade exibiu estado refletivo (b = 0,10 – 2,38) e barra e calha longitudinal (b = 2,70 – 12,90), no período chuvoso e apenas refletivo (b = 0,05 – 1,84), no período seco pelo método de Guza & Inmam (op. cit.). Através do parâmetro de Wright & Short (op. cit.) a praia comportou-se como refletiva (a = 1,08 e 0,86, em janeiro e março, respectivamente; e a = 0,43 em agosto) nos dois períodos. A praia do Vai-quem-quer apresentou pelo parâmetro de Guza & Inmam (op. cit.) estados dissipativo (b = 20,05 – 31,28) e barra e calha longitudinal (b = 9,21 – 18,23), no período chuvoso. No período seco, exibiu os estados refletivo (b = 1,61 – 2,46) e barra e calha longitudinal (b = 2,63 – 3,44). Pelo parâmetro de Wright & Short (op. cit.) foi classificada como dissipativa (a = 4,12), em janeiro; barra e calha longitudinal (a = 2,64), em março; e terraço de maré baixa (a = 2,38), em agosto. O parâmetro RTR de Masselink & Short (1993) indicou que em janeiro a praia da Saudade foi influenciada por ondas e marés (RTR = 5,2) e em março por marés (RTR = 14,5). Já a praia do Vai-quem-quer em janeiro foi influenciada por ondas (RTR = 2,15) e em março por ondas e marés (RTR = 4,80). No período seco, as duas praias foram influenciadas por ondas e marés (RTR = 10,5 e RTR = 3,16 para a praia da Saudade e Vai-quem-quer, respectivamente). As praias são recobertas predominantemente por areia média (65%), moderadamente selecionada (59%), com curtose mesocúrtica (53%) e assimetria negativa (54%) na praia da Saudade e aproximadamente simétrica (43%) na praia do Vai-quem-quer. Houve evidências da sazonalidade através de perfis de acresção e de erosão, respectivamente, nos períodos seco e chuvoso. Na praia da Saudade ocorreu erosão, durante o período chuvoso e acresção, durante o período seco. Esta praia foi dividida em dois setores: Norte e Sul. O Setor Sul não apresentou grandes modificações, entretanto no Setor Norte ocorreu o desenvolvimento de um sistema de crista e calha (“ridge and runnel”) e este sofreu intensas variações com as alterações das medidas das zonas de supramaré e intermaré. Na praia do Vai-quem-quer, não houve alterações notáveis no período chuvoso. Todavia, no período seco foi notada acresção nas zonas de intermaré superior e supramaré, devido a influência eólica sobre os sedimentos que encontram-se enxutos neste período. A caracterização morfossedimentar das praias da Saudade e do Vai-quem-quer sofreu influência da Zona de Convergência Inter-Tropical (ZCIT), no período chuvoso. Este sistema intensifica os ventos neste período, os quais alcançaram velocidade máxima de 7,5 m/s e direção preferencial NE, e conseqüentemente, formaram ondas com maior energia (Hb = 1,3 m em Janeiro na praia do Vai-quem-quer) e contribuíram para o processo erosivo praial. Além das maiores amplitudes de maré (Hm = 2,9 m em Março) que alcançaram as zonas mais internas das praias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização paleoambiental dos sedimentos Códo-Grajaú, Bacia de São Luis (MA)(Universidade Federal do Pará, 1992-06-25) BATISTA, Ana Maria Nunes; TRUCKENBRODT, Werner Hermann Walter; http://lattes.cnpq.br/5463384509941553Os sedimentos Codó-Grajaú, de idade neo-aptiana, integram um sistema deposicional do tipo flúvio-deltaico-lacustre com breves invasões marinhas. Este pacote sedimentar, constituído principalmente por folhelhos betuminosos, carbonatos, arenitos e conglomerados, se acumulou na Bacia de São Luis (Norte do Estado do Maranhão) durante sua formação inicial. A partir da análise de testemunhos, efetuada em quatro poços, dez litofácies foram individualizadas e assim denominadas: conglomerado polimítico (Cgp), conglomerado intraformacional com estratificação cruzada (Cgx), brecha intraformacional maciça (Bm), arenito com estratificação cruzada (Ax), arenito com climbing-ripples (Ac), siltito argiloso bioturbado (Sb), folhelho e siltito intercalados (FS), folhelho negro (Fn), folhelho com laminação ondulada-rugosa (Fo) e folhelhos com cores diferenciadas (Fd). Estas litofácies, agrupadas em cinco associações genéticas, indicam a presença dos seguintes paleoambientes: (1) leque aluvial, (2) planície-deltalca, (3) lobo de suspensão, (4) lacustre e (5) lagunar. O sistema Codó-Grajaú se desenvolveu, provavelmente, não muito longe da linha costeira marinha, sendo sugerida esta situação paleogeográfica pela presença de polens do gênero Classopollis sp., associados a cistos de dinoflagelados e carapaças quitinosas de foraminíferos na parte inferior da Formação Codó. A influência marinha, na parte inferior da formação Codó, é também confirmada pelo aparecimento de holotúrios e equinoídes. A assembléia polínica (classopollis sp., Araucariacites sp. e Afropollis sp.), a presença de esmectita nos folhelhos e de calcrete sugerem que o clima predominante durante a deposição dos sedimentos Codó-Grajaú tenha sido do tipo semi-árido.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Depósitos sedimentares neoproterozoicos do Grupo Tucuruí - Cinturão Araguaia, Nordeste do Pará(2014-03) DUTRA, Alessandra de Cássia dos Santos; GORAYEB, Paulo Sérgio de Sousa; NOGUEIRA, Afonso César RodriguesO Grupo Tucuruí de idade do final do Neoproterozoico aflora na região de Tucuruí, nordeste do Pará, ao longo da zona de transição entre o Cráton Amazônico e o Cinturão Araguaia, e constitui uma sucessão vulcanossedimentar contendo derrames basálticos e sills de diabásio intercalados com depósitos siliciclásticos. A Falha de Tucuruí, por cavalgamento, projetou estes conjuntos rochosos para oeste, resultando em cisalhamento e percolação de fluidos. Os depósitos siliciclásticos são constituídos por subarcóseos e siltitos amalgamados, cujas camadas orientam-se na direção NNE-SSW com mergulho baixo para SE, além de apresentar granocrescência e espessamento ascendente. Foram reconhecidas duas associações de fácies sedimentares: depósitos de antepraia e tempestitos de face litorânea. Estas associações de fáceis sugerem processos de transporte e sedimentação ligados a um ambiente marinho raso, seguindo da zona de foreshore até a zona de shoreface, sob influência de onda de tempestade. A análise petrográfica revelou a imaturidade textural e composicional dos arenitos e siltitos arcosianos, indicando, sobretudo, área fonte com proveniência próxima, predominantemente constituída de rochas ígneas de composição máfica a intermediária que estiveram sujeitas a condições mesodiagenéticas. Assim, os depósitos siliciclásticos do Grupo Tucuruí representam a porção preservada de um segmento costeiro influenciado por ondas de tempestade em uma bacia do tipo rifte ou antepaís, com área fonte próxima, forte gradiente de relevo e deposição rápida, marcada predominantemente por intemperismo físico, e que foi atingida durante sua formação por vulcanismo efusivo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A dinâmica dos manguezais subtropicais no litoral norte de Santa Catarina durante o Holoceno tardio.(Universidade Federal do Pará, 2019-06-28) PINHEIRO, Vanessa da Conceição; FRANÇA, Marlon Carlos; http://lattes.cnpq.br/8225311897488790Este trabalho objetivou identificar o estabelecimento e a expansão dos manguezais no litoral norte de Santa Catarina durante o Holoceno tardio. Para isso, foram integrados dados polínicos, datações 14C, indicadores geoquímicos orgânicos (δ13C, C:N, NT e COT) e resultados de análises sedimentares. Esses dados foram obtidos a partir das análises realizadas em dois testemunhos sedimentares, coletados com a utilização de um amostrador Russo, na Baía da Babitonga (SF7 e SF8), litoral norte de Santa Catarina. Os dados revelam depósitos típicos de canal de maré e planície de maré ao longo dos testemunhos. O depósito de canal de maré foi acumulado entre >1692 anos cal AP até ~ 667 anos cal AP, ocorrendo na base dos testemunhos. Esse depósito é formado por areia fina a média com estratificação plano-paralela (fácies Sp), estratificação cruzada (fácies Sc), laminação planar de baixo ângulo (fácies Sb) e areia maciça (fácies Sm). O depósito caracterizado como planície de maré apresentou idade a partir de ~1223 anos cal AP até o presente, constituído pelas fácies acamamento heterolítico flaser (Hf), acamamento heterolítico wavy (Hw), acamamento heterolítico lenticular (Hl) e lama com acamamento plano-paralelo (Mp). O conteúdo polínico preservado ao longo dos depósitos de canal de maré indica predomínio de árvores e arbustos, seguido de ervas e palmeiras oriundos das unidades de vegetação presentes tanto no entorno do canal como de regiões topograficamente mais elevadas. Apenas no testemunho SF8 foram encontrados grãos de pólen de manguezais, nessa associação de fácies. Os dados isotópicos de δ13C (-24,4 a -21,47 ‰) e da razão C:N (4,77 a 20,81) revelaram uma forte contribuição de matéria orgânica marinha e de plantas terrestres C3. O canal de maré foi colmatado e permitiu o início da deposição da planície de maré. O depósito da planície de maré possui grande quantidade de fragmentos vegetais e o conteúdo polínico encontrado revela um predomínio de ervas, seguido de árvores, arbustos, palmeiras e manguezal. Os resultados de δ13C (-22,48 a -21,18 ‰) e da razão C:N (11,49 % a 19,89%) indicaram a contribuição de plantas terrestres C3 além da contribuição de matéria orgânica marinha. Assim, os dados do presente trabalho revelam que a implantação do manguezal começou a partir de aproximadamente 1692 anos cal AP, com o gênero Laguncularia, seguido de Avicennia, ainda na borda do canal de maré, e a partir de aproximadamente 586 anos cal AP observou-se a instalação e desenvolvimento do gênero Rhizophora. Os gêneros Laguncularia e Avicennia se estabeleceram inicialmente em substratos predominantemente arenosos e em seguida ocuparam também as intercalações de solo arenoso e siltoso. No ambiente de planície de maré, o gênero Rhizophora, se estabeleceu em substratos lamosos. Os manguezais dessa região se instalaram primeiramente nas regiões topograficamente mais elevadas e posteriormente se expandiram para as regiões mais baixas e mais próximas da baía, possivelmente devido à diminuição do nível relativo do mar registrado durante o Holoceno tardio, bem como à migração e preenchimento dos canais de maré. A ocorrência de grãos de pólen de Rhizophora nas profundidades mais próximas ao topo, possivelmente é resultado do aumento de temperatura registrado durante o Holoceno tardio.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Os efeitos das oscilações climáticas e variações do nível do mar sobre o manguezal de Laguna (SC) - limite sul americano(Universidade Federal do Pará, 2018-04-19) RODRIGUES, Patrícia Silva; MARLON, Carlos França; http://lattes.cnpq.br/8225311897488790; https://orcid.org/0000-0002-3784-7702Um ecossistema de manguezal, situado na Laguna de Santo Antônio, Santa Catarina-Brasil, limite sul de ocorrência de manguezais na América do Sul foi escolhido como área de estudo para este trabalho. Tendo como principal objetivo estudar o comportamento desse ecossistema em relação às mudanças climáticas durante o Holoceno, foi realizada uma análise multielementar, compreendendo análises geoquímicas (COT, NT, C/N, C/S, δ13C e δ15N), sedimentológicas e palinológicas em um testemunho sedimentar com 4,75 m de profundidade, denominado RP-01 e coletado com um amostrador do tipo “Peat Sampler”. Esses resultados foram temporalmente sincronizados com seis datações C-14. Cinco fácies sedimentares foram individualizadas, as quais foram agrupadas em duas associações de fácies: i) laguna e ii) barra de desembocadura de distributário. Com base nos resultados, uma mudança de influência marinha para terrestre na proveniência da matéria orgânica foi proposta. Uma porção da laguna anteriormente sob influência de processos lagunares, deu lugar ao desenvolvimento de uma barra de desembocadura de distributário. O aumento de matéria orgânica de origem terrestre, ocorrido principalmente a partir do Holoceno tardio, bem como o maior aporte sedimentar dos rios Sambaquí e Tubarão em direção à laguna favoreceu a formação da barra de distributário. Mudanças no comportamento vegetacional também foram identificadas. Dados palinológicos indicam que durante o Holoceno médio a vegetação do tipo herbácea predominou na região, sugerindo condições climáticas menos úmidas quando comparadas com o Holoceno inferior. O aumento nos valores de grãos de pólen representantes de árvores e arbustos, palmeiras e a presença do manguezal nas profundidades mais próxima do topo do testemunho são indicativos da ocorrência de um clima sub-tropical na região. Isso está provavelmente relacionado à mudança de posição da ITCZ (Intertropical Convergence Zone) em direção à América do Sul e a intensificação do SAMS (South American Monsoon System), que provocou aumento na umidade e na taxa de precipitação na região sul do Brasil. Em especial, o desenvolvimento e expansão do manguezal principalmente durante os últimos séculos comprova mudanças na configuração climática na região de Laguna (SC), com o estabelecimento de um clima relativamente mais quente e úmido atualmente. Palavras chaves: Holoceno, Laguna de Santo Antônio, Manguezal, Mudanças Climáticas, Palinologia e Sedimentologia.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo morfoestratigráfico e sedimentológico dos depósitos holocênicos da planície costeira de Maracanã – NE do Pará(Universidade Federal do Pará, 2007-03-15) CARVALHO, Charles de Almeida; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429A Planície Costeira de Maracanã (PCM) está inserida no litoral de "falsas rias" do nordeste do Estado do Pará, e desenvolvida sobre os sedimentos terciários das Formações Barreiras e Pirabas e quatemários do Pós-Barreiras. A PCM sofre influência de macro-marés (>4m de amplitude). A planície de Maracanã está compartimentada em três domínios geomorfológicos distintos: (1) o Planalto costeiro, que corresponde às falésias (ativas e inativas) e às plataformas de abrasão esculpidas nas lateritas da Formação Barreiras e exposição do calcário da Formação Pirabas; (2) a Planície Costeira, na qual estão inseridos os campos de dunas costeiras e de Paleodunas, as praias (praia de flecha-barreira), a planície de maré lamosa (manguezais), a planície arenosa (barras arenosas), a planície de crista de praia, delta de maré vazante e lagos, e; (3) a Planície Estuarina, que compreende o funil estuarino, canal de maré e a planície de inundação. Na PCM foram identificadas nove unidades morfostratigráficas: (1) Planície de Maré Lamosa (Manguezais), (2) Barra em Pontal, (3) Planície Arenosa, (4) Dunas atuais, (5) Paleodunas (6) Praia, (7) Delta de maré vazante, (8) Planície de Crista de praia e (9) Lagos. A estas unidades estão associadas três fácies estratigráficas: (1) Fácies Areia e Lama de Barra em Pontal (arenosa e lamosa), com intercalação (acamamento heterolítico) entre as camadas de argila e areia de coloração cinza esverdeada e cinza claro a esbranquiçada, respectivamente, (2) Fácies Areia Marinha, que se desenvolve sobre os manguezais de inframaré, sendo constituída por areias de coloração cinzaoliva-clara (areias de cordões de planície de praia) e, coloração cinza amarelado (areias de praias atuais) e, (3) Fácies Areia com Lama Estuarina, constituindo uma intercalação de camadas de espessuras variáveis (25 a 0,5 em), com lama de colorações cinza escura (rica em matéria orgânica e restos vegetais) e cinza esverdeada. Três seqüências deposicionais foram caracterizadas na PCM: (1) Sucessão Marinha Transgressiva Basal (51); (2) Sucessão Marinha Regressiva (52) e Sucessão Marinha Transgressiva Atual (53). A sucessão transgressiva 51 é caracterizada por apresentar na base areia grossa a média (canal de maré), e logo após, lama escura, com fragmentos e restos vegetais (rica em matéria orgânica), classificada como argila areno siltosa Na base, as areias médias a grossas apresentam-se moderadamente selecionadas, entretanto no topo, as areias finas a medias são muito bem seleciona das, e assimetria levemente negativa. A distribuição dos argilominerais mostrou-se de forma homogênea, com médias percentuais de 45, 37 e 18% de caulinita, ilita e esmectita, respectivamente. Estas porcentagens mantiveram a mesma proporção entre eles ao longo da sucessão. Os minerais pesados apresentaram maior concentração nas fácies essencialmente arenosas (fácies de praia), no entanto, a quantidade relativa desses minerais apresentou um leve aumento no sentido base - topo dessa seqüência, com valores maiores de zircão (56%), estaurolita (19%) e epidoto (8%). Esta seqüência marca a deposição de lama estuarina e areia e lama marinha em nível de mar transgressivo. A Seqüência Regressiva 52 é constituída na base por areias finas a muito finas, bem selecionadas e aproximadamente assimétricas, classificadas corno areia argilosa (planície arenosa). Os argilominerais são representados por um leve aumento da esmectita (39 para 51%) e urna diminuição da caulinita, no sentido base-topo do depósito de planície de maré lamosa. Na barra em pontal constituída por areia e lama, o mineral pesado predominante foi a estaurolita (44%), o zircão (35%) e a turmalina (9%), enquanto que na base da seqüência (areia), tem-se o zircão (39%) e a estaurolita (27%). É caracterizada por urna seqüência regressiva marinha basal, onde, possivelmente o nível do mar estava em fase regressiva, evoluída a partir do planalto costeiro, constituindo depósitos progradacionais sobre a sequencia S1. A Seqüência Transgressiva S3 corresponde as unidades de dunas atuais (topo), praia de flecha-barreira e barras arenosas e lamosas (base). O deposito de dunas costeiras atuais apresenta estratificações cruzadas com leve inclinação e laminações finas de lama. O deposito de praia apresenta estratos cruzados de baixo angulo. O depósito de barras arenosas apresenta uma estrutura maçica, e as vezes, uma leve bioturbação. As areias finas a muito finas são predominantemente quartzosas, com grãos bem selecionados, e granocrescência descendente. O teor de minerais pesados apresentou uma leve diminuição da base para o topo, com valores de 41% (estaurolita), 37% (zircão), 10% (cianita), 7% (turmalina) e depois 32, 39, 9 e 11%, respectivamente para os mesmo minerais, na base da sucessão. A composição dos minerais pesados, juntamente com as características texturais, evidenciam uma maturidade dos sedimentos e as feições dos grãos de turmalina e zircão (arredondados) mostram que os sedimentos sofreram longo transporte, retrabalhamento ou intensa abrasão. Os parâmetros granulométricos e a distribuição mineralógica revelaram um comportamento muito homogêneo, não sendo possível determinar e desenhar limites claros entre as sequencias estratigráficas, ou na contribuição continental ou marinha do suprimento sedimentar na PCM. A presença de feições morfológicas (cheniers, feições de paleocanais, e paleodeltas, e outras) e as características estratigráficas (conteúdo mineralógico, fácies sedimentares, estruturas, cor, etc,.) sugerem a ocorrência de oscilações do nível do mar e migração da posição de linha de costa. A presença de depósitos de ambiente transição (planície de maré) mostra as evidências estratigráficas na região. A PCM, assim como outras áreas costeiras do nordeste do Estado do Pará (Bragança, Salinópolis e Marapanim), descritos por Souza Filho (1995), Silva (1996) e Silva (1998), esta em processo atual de transgressão (extensas planícies arenosas e praias).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo sedimentológico da formação Pedra de Fogo-Permiano: Bacia do Maranhão(Universidade Federal do Pará, 1979-10-17) FARIA JUNIOR, Luis Ercílio do Carmo; TRUCKENBRODT, Werner Hermann Walter; http://lattes.cnpq.br/5463384509941553A Formação Pedra de Fogo, Eo-Meso-Permiano, da Bacia do Maranhão é caracterizada por uma sedimentação cíclica constituída de intercalações de arenitos finos, siltitos, folhelhos e bancos carbonáticos contendo abundantes níveis e concreções de sílex. A elaboração detalhada de 20 perfis estratigráficos, na escala 1:20, durante os trabalhos de campo, juntamente com as análises granulométricas dos arenitos, petrografia de carbonatos, minerais pesados e arenitos, determinação do teor carbonático e a análise difratométrica da fração argila dos carbonatos, siltitos e folhelhos permitem adicionar à Formação Pedra de Fogo novos dados obtidos. Em superfície divide-se esta Unidade em três partes: Membro Sílex Basal, Médio e Superior, Trisidela. Na seqüência inferior intercalam-se siltitos e bancos carbonáticos contendo concreções silicosas. Na parte média, inferior, encontram-se pacotes de arenitos seguidos até o topo por ciclotemas de siltitos, folhelhos e bancos carbonáticos com pequenas concreções silicosas. A seqüência superior inicia-se com intercalações laminares de folhelhos e níveis descontínuos de sílex, contendo brechas intraformacionais, que passam para novos ciclotemas constituídos de arenitos finos e/ou siltitos, folhelhos e bancos dolomíticos contendo concreções silicosas. Ocorrem ainda, especialmente nas seqüências inferior e superior da Formação Pedra de Fogo, níveis silicificados de oólitos, pellets, coquinas com restos de peixes e algas estromatolíticas. As madeiras silicificadas encontram-se nos sedimentos do topo da Formação Pedra de Fogo bem como da base da unidade superior, Formação Motuca. A mineralogia da Formação Pedra de Fogo reflete sua variabilidade litológica. Os minerais argilosos mais freqüentes são esmectitas e ilitas e, subordinadamente, os interestratificados ilita-montmorilonita e clorita-montmorilonita. A caulinita é também freqüente, mas encontra-se como produto de alteração, recente a subrecente, das rochas intemperizadas. Em escala reduzida ocorre a clorita. O quartzo e os feldspatos são essencialmente de origem clástica e ocorrem sob a forma de grãos subarredondados a arredondados. Nos arenitos, o quartzo é encontrado como grãos monocristalinos mas, também, aparecem aqueles policristalinos. Os feldspatos são potássicos e os plagioclásios sódicos (oligoclásio). As micas são raras, mas a muscovita é abundante em alguns arenitos da seqüência superior na região oeste da Bacia. Calcedônia, quartzino e massas microcristalinas de sílica são produtos diagenéticos das rochas silicificadas. Os minerais pesados por ordem de abundância são: granada, turmalina, estaurolita, zircão, rutilo, apatita e cianita. Nas regiões central e oeste são comuns granada e estaurolita. No leste, a estaurolita é menos presente e a granada torna-se rara. Nos arenitos friáveis estão sempre presentes zircão, turmalina e rutilo. Dolomita e calcita são os carbonatos encontrados, além é claro das rochas carbonáticas, nos arenitos, siltitos e folhelhos. A dolomita é mais abundante e constitui mais de 90% do carbonato total. Ocorre como cristais romboédricos e subeuedrais de dimensões variando entre 40 e 80 µ. A calcita é mais comum como cimento nos arenitos. A substituição de dolomita por calcita, no cimento de alguns arenitos, sugere processo de dedolomitização ligado com o intemperismo. Os fragmentos de rochas mais comuns são as "placas" de sílex que compõem as brechas intraformacionais. Microscopicamente identificam-se grãos líticos de chert, quartzo policristalino, argila, folhelhos e/ou siltitos. Os arenitos Pedra de Fogo são normalmente finos a muito finos, pobremente selecionados, com assimetria positiva a muito positiva devido a abundância das frações finas e com curtose muito leptocúrtica. A composição dos arenitos inclui os tipos mineralógicos e grãos líticos anteriormente descritos. Além destes, é válido ressaltar a presença de glauconita nos arenitos verdes. Classificam-se os arenitos Pedra de Fogo em Subarcósios, Sublitoarenitos e Arenitos Líticos (Chert Arenitos) de acordo com as relações quantitativas entre quartzo, feldspatos e grãos líticos. A aplicação do método estatístico de SAHU (1964) indica que estes arenitos depositaram-se num ambiente de média a baixa energia possivelmente de mar raso. Os tipos de contatos entre os grãos dos arenitos Pedra de Fogo demonstram que estes não foram submetidos a processos diagenéticos de profundidade. As rochas carbonáticas ocorrem principalmente no Membro Sílex Basal e na seqüência Superior, Trisidela. Constituem-se de extensas camadas que ajudam nas correlações de campo. Associadas à estas, são comuns camadas silicificadas de restos fósseis, pellets e algas estromatolíticas. As rochas carbonáticas Pedra de Fogo são compostas essencialmente de dolomita e, subordinadamente, de calcita. Os clásticos normalmente são: quartzo, feldspatos potássicos, chert e os argilominerais esmectitas e ilitas. Classificam-se em Dolomito arenoso, quando impuras, e Dolomito médio cristalino, aquelas com menos de 5% de clásticos. A silicificação na Formação Pedra de Fogo está representada pela abundância das espécies e estruturas de sílica encontradas. Ocorrem desde concreções e/ou nódulos milimétricos a centimétricos ("bolachas") até camadas inteiramente silicificadas (horizontes de pellets, etc.). Acredita-se que processos iniciais de silicificação sejam responsáveis pela formação das "placas" de sílex que constituem as brechas intraformacionais. As concreções e nódulos são típicos de processos diagenéticos de substituição dos carbonatos pela sílica. A origem das camadas inteiramente silicificadas estaria ligada aos processos intempéricos desenvolvidos nas áreas continentais. As áreas fornecedoras dos materiais terrígenos foram também a fonte de parte da sílica da Formação Pedra de Fogo, pois, sob condições alcalinas do clima árido, aumenta a solubilidade da sílica. Os processos tardios de silicificação estão representados pelos cristais anédricos desenvolvidos nos "poros", entre as pellets, do sílex oolítico. Esta silicificação tardia é possivelmente resultante das diferenças nas condições químicas uma vez que, conforme o que já foi citado anteriormente, faltam evidências de soterramento profundo nestes sedimentos. A Formação Pedra de Fogo depositou-se num ambiente marinho, restrito, raso, tipo Epicontinental, no qual desenvolveram-se, durante a sedimentação desta Unidade, duas fases transgressivas intercaladas por uma regressão. Referidas fases estão representadas pelas seqüências inferior e superior, transgressivas, e média, inferior, regressiva. As variações faciológicas laterais refletem a dinâmica sedimentar e permitem supor que o ambiente marinho tenha variado de transicional, deltáico, no leste e sul, a nerítico raso, no centro e oeste. As principais áreas fornecedoras dos sedimentos clásticos e de parte da sílica, situaram-se de nordeste a sul da Bacia, e seriam constituídas de rochas das Províncias Borborema e São Francisco. Subordinadamente, áreas emersas no oeste e sudoeste, compostas de rochas das Províncias Tocantins e Tapajós, forneceram materiais para a bacia de deposição. O clima durante a sedimentação Pedra de Fogo variou de temperado a semi-árido conseqüência da migração lenta do continente sulamericano na direção norte. A Bacia do Maranhão esteve parte do Permiano sujeita às condições semi-áridas e áridas de desertos em torno da latitude 30º S. Durante este Período a Bacia do Maranhão permaneceu estável tectônicamente. A lenta subsidência desta bacia intracratônica prosseguiu sem influenciar fortemente a deposição Pedra de Fogo. As invasões marinhas desenvolveram-se a partir do oeste, através da Bacia do Amazonas, a qual ligava-se à Bacia do Maranhão através do eixo Marajó de direção sudeste. Assim, com base ainda nas espessuras dos ciclotemas, supõe-se que a sedimentação cíclica da Formação Pedra de Fogo tenha-se desenvolvido a partir de oscilações do nível das águas na Bacia, responsáveis também pelas fases transgressivas e regressivas, e cujas origens estariam ligadas às variações climáticas desenvolvidas durante o Permiano.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo sedimentológico da Formação Pimenteira (Devoniano) na borda sudoeste da bacia do Parnaíba (TO)(Universidade Federal do Pará, 1998-04-15) SILVA, Valter Fernandes; CAPUTO, Mário Vicente; http://lattes.cnpq.br/1028384858323270A parte da Formação Pimenteira estudada ocorre na porção sudoeste da Bacia do Parnaíba, na região entre as cidades de Paraíso, Miranorte, Miracema, Tocantinea, Pedro Afonso e Itacajás no Estado do Tocantins. Essa formação é considerada como sendo depositada em um trato de sistema de mar transgressivo de idade Devoniano Médio e Superior (Givetiano ao Fameniano). Na área em palco os estudos das fáceis possibilitaram individualizar três associações de fácies denominadas aqui de A, B e C que foram depositadas em uma plataforma marinha rasa durante o nível de mar transgressivo, nível de mar regressivo e nível de mar alto, respectivamente. Estas associações de fácies foram interpretadas como produto dos seguintes ambientes deposicionais: 1) PLATAFORMA MARINHA DE LAMMA (associação de fácies A) representada pelas F1 (fácies folhelho laminado), Alp (arenito com laminação plano-paralela e Aab (arenito intercalado a argilitos com bolsões de areia) onde a deposição se deu, principalmente, a partir de sedimentos finos em suspensão (pelitos) intercalados a arenitos finos a muito finos (psamitos) depositados sob a influência de fluxo oscilatório e tratativo originados por ondas; 2) GLACIOMARINHO PROXIMAL com CANAL SUBGLACIAL, associado (associação de fácies B), representada pelas fácies Dmm (diamictito maciço), Acf (arenito com clásto fluidizado), F1 (folhelho laminado), Pgm (paraconglomerado grosso maciço), Pfm (paraconglomerado fino maciço) e Agm (arenito grosso maciço), foram depositadas a partir de geleiras, com canais subglacias associados, jangadas de gelo e/ou icebergs que se deslocaram do continente, flutuaram no mar, liberando água de derretimento trazendo uma grande quantidade de sedimentos finos e grosseiros, formando à frente da galeria uma pluma carregada de sedimentos em suspensão. Com o decréscimo da energia, ocorrem deposição de extensos lençois de lama, com seixos e cascalhos, dispersos, sendo liberados das jangadas de gelo e/ou icebergs, a medida que vão derretendo. A fácies F1, Pgm, Pfm e Agm representam um depósito de barras remanescente de um canal subglacial. Os canais subglaciais descarregam sedimentos grossos na frente da geleira que podem ser transportados para mais além por correntes de turbidez formando depósitos lenticulares ou acamadados intercalados aos diamictitos; 3) PLATAFORMA MARINHA RASA SOB AÇÃO DE ONDAS DE TEMPESTADES (associação de fácies C) representada pelas fácies F-A1 (folhelho-arenito laminado), F1-S (folhelho laminado irtercalado a siltitos), Aco (arenito com estratificação cruzada ondulada truncada por onda), Ap (arenito com estratificação plano-pararela), Apt (arenito com estratificação plano-paralela e cruzada tabular), Acot (arenito com estratificação cruzada ondulada truncada por onda e tangencial), Ach (arenito com estratificação cruzada hamocky), Aptb (arenito com estratificação plano-paralela e cruzada tabular bioturbado), Apmo (arenito com estratificação plano-paralela e marcas onduladas), Amg (arenito maciço com grânulos e seixos dispersos) e Pm (paraconglomerado maciço). Os depósitos são característicos de barras de plataforma com estruturas hummocky dominante, atestando a ação de ondas de tempestades, encobertas por extensas camadas de folhelhos marinhos depositados durante a fase de bom tempo. Essa associação de fácies predomina na porção superior da Formação Pimenteira passando gradativamente para os arenitos e diamictitos deformados da Formação Cabeças a leste da cidade de Pedro Afonso.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo sedimentológico dos paleocanais da região do rio Paracauari, Ilha de Marajó - estado do Pará(Universidade Federal do Pará, 1981-11-19) BEMERGUY, Ruth Léa; TRUCKENBRODT, Werner Hermann Walter; http://lattes.cnpq.br/5463384509941553A pesquisa dos paleocanais da Região do Rio Paracauari, baseou-se em uma interpretação fotogeológica da área na escala de 1:20.000 e no estudo sedimentológico de treze sondagens que atingiram até 50 m de profundidade máxima. Morfologicamente os paleocanais apresentam-se como formas meandrantes, controladas expressivamente pela vegetação e com desníveis topográficos de 1 a 2 m em relação à área adjacente exibindo certa convexidade no topo. A caracterização sedimentológica, mostrou que os paleocanais são constituídos por areias quartzosas texturalmente maturas de granulação média e fina, bem selecionadas. As espécies mineralógicas identificadas no resíduo transparente pesado, constituem uma assembléia matura representada principalmente por turmalina, estaurolita, zircão, andaluzita e cianita e secundariamente por rutilo, epídoto, anfibólios (tremolita-hornblenda), granada, sillimanita e anatásio, provenientes tanto do sistema fluvial Tocantins como do Amazonas. A fração argilosa é representada por caulinita, esmectita, ilita e traços de clorita. Esta composição mineralógica retrata a influência de mais de um regime climático e tem como possíveis áreas fonte: os Andes; as áreas baixas do alto Amazonas e a bacia do Maranhão. A metodologia aplicada mostrou-se favorável ao estabelecimento de um padrão sedimentológico que servisse de apoio a prospecção de água subterrânea em aqüíferos rasos, extensivo ao norte e nordeste da Ilha de Marajó.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo sedimentológico dos sedimentos Barreiras, Ipixuna e Itapecuru no nordeste do Pará e noroeste do Maranhão(Universidade Federal do Pará, 1981-06-24) GÓES, Ana Maria; TRUCKENBRODT, Werner Hermann Walter; http://lattes.cnpq.br/5463384509941553Este trabalho apresenta as características sedimentológicas das unidades sedimentares Itapecuru, Ipixuna e Barreiras aflorantes em grande parte no nordeste do Estado do Pará, bem como no noroeste (Maracaçumé - Turiaçu - Santa Inês) e sudoeste (Serra do Tiracambu. Açailândia) do Estado do Maranhão. Os sedimentos Barreiras subdividem-se em fácies Conglomerática. Argilo-Arenosa e Arenosa. Suas principais características são: má a moderada seleção de areias e seixos; altos teores de matriz; seixos quartzosos disseminados; presença pouco expressiva de estratificação. concreções e arenitos ferruginosos. O material foi depositado em ambiente subáreo a partir de fluxos gravitacionais de lama e areia e restritamente, em ambiente lacustre, durante um clima com tendência a semi-aridez. As principais áreas fonte são provavelmente os xistos da Formação Santa Luzia (Pré- Cambriano) e sedimentos preexistentes. Os sedimentos Itapecuru, dos quais apenas a parte noroeste de sua distribuição foi estudada, constituem-se por arenitos médios, localmente conglomeráticos, ricos em estratificação cruzada tangencial, acanalada e restritamente siltitos. Representam sedimentação típica de ambiente fluvial em clima, provavelmente, com tendência a semi-aridez. As áreas-fonte são predominantemente graníticas, secundariamente rochas metamórficas (xistos) e sedimentos preexistentes. Os sedimentos Ipixuna caracterizam-se por sua granulação arenosa fina, ausência de seixos, boa seleção das areias, matriz caulínica, bancos de caulim e abundância de estratificação cruzada tangencial. Subdividem-se em litologia A, formada por arenitos finos a médios caulínicos com estratificação cruzada e subordinadamente siltitos; litologia B, composta por intercalações ritmicas exibindo arenitos finos e argilitos e por bancos de caulim. Estas características indicam maior afinidade litológica entre as unidades Itapecuru e Ipixuna, principalmente de sua litologia A, do que com o Grupo Barreiras. Os sedimentos Ipixuna foram depositados em ambiente flúvio-lacustre, sendo os canais fluviais do tipo meandrante. A assembléia de minerais acessórios é pobre sugerindo que na fase anterior (ou durante ?) à sedimentação Ipixuna o clima é úmido, corroborado também pela presença de espessas camadas de caulim. O processo de bauxitização de idade terciária inferior atingiu indistintamente Ipixuna e Itapecuru, não tendo sido constatado no Barreiras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo sedimentológico e estratigráfico dos sedimentos holocênicos da costa do Amapá - setor entre a ilha de Maracá e o cabo Orange(Universidade Federal do Pará, 1994-02-21) MENDES, Amilcar Carvalho; FARIA JUNIOR, Luis Ercílio do Carmo; http://lattes.cnpq.br/2860327600518536Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fáceis litorâneas glaciais da formação Nhamundá (Siluriano inferior), na região de Presidente Figueiredo, AM, Bacia do Amazonas(Universidade Federal do Pará, 1998-11-29) SOARES, Emílio Alberto Amaral; TRUCKENBRODT, Werner Hermann Walter; http://lattes.cnpq.br/5463384509941553Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fáceis sedimentares e evolução diagenética dos arenitos da Formação Faro (Eo-Carbonífero) da Bacia do Amazonas(Universidade Federal do Pará, 1993-01-11) AMADOU, Ba Ibrahim; TRUCKENBRODT, Werner Hermann Walter; http://lattes.cnpq.br/5463384509941553
