Navegando por Assunto "Sedimentology"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Mineralogical and geochemical influences on sediment color of Amazon wetlands analyzed by visible spectrophotometry(Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, 2013-09) GUIMARÃES, José Tasso Felix; COHEN, Marcelo Cancela Lisboa; FRANÇA, Marlon Carlos; SILVA, Any Kelly Terra da; RODRIGUES, Suyanne Flavia SantosCom base em dados sedimentológicos e geoquímicos, este trabalho relaciona medições espectrofotométricas com a composição do sedimento, e sua aplicação em estudos paleoecológicos das áreas alagáveis da Amazônia. Os dados CIELAB estão diretamente relacionados à composição mineralógica e química dos sedimentos, especialmente quartzo, oxihidróxidos e sulfetos de ferro, e carbono orgânico total. Conteúdos de carbono orgânico total entre 0,4-1%, 1-2%, 3-5% e 15-40% foram relacionados a dados de L* (luminosidade) de 27, 26-15, 7-10 e 7 ou menos, respectivamente. Os valores CIELAB de um depósito com turfa em Marabá, Pará, foram proporcionais a variações no conteúdo de quartzo e carbono orgânico total, mas mudanças nas zonas de cores similares, principalmente nos valores de +a* (vermelho) e +b* (amarelo), ao longo de outros depósitos em Calçoene, Amapá e Soure, Pará, indicam uma relação muito próxima entre os conteúdos de carbono orgânico total, oxihidróxidos e sulfetos de ferro. Além disso, o diagrama Q7/4 (razão entre valores percentuais de refletância em 700 nm e 400 nm, juntamente com dados de L*) indicou sedimentos ricos em ferro para a fácies lama bioturbada no depósito do Amapá, fácies lama bioturbada e areia bioturbada do depósito de Soure, e das fácies areia com laminação cruzada e areia maciça do depósito de Marabá. Ainda, sedimentos ricos em carbono orgânico foram encontrados na lama bioturbada no depósito do Amapá, fácies heterolítica lenticular e lama bioturbada do depósito de Soure, e das fácies lama laminado e turfa do depósito de Marabá. Na área de Marabá, os dados sugerem uma influência autóctone com formação de turfa. As áreas de zonas úmidas costeiras no Marajó e Amapá representam o desenvolvimento típico de planícies de maré com formação de sulfetos e oxihidróxidos de ferro durante alternâncias entre inundação e exposição.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Proveniência sedimentar dos depósitos cretáceos da Formação Alter do Chão, Bacia do Amazonas, região de Ponta do Curuá, Prainha-PA(Universidade Federal do Pará, 2020-08-03) SANTOS, Raiza Renne Leitão dos; SOARES, Joelson Lima; http://lattes.cnpq.br/1345968080357131Depósitos da Formação Alter do Chão são encontrados ao longo da margem direita do rio Amazonas e estão bem registrados na localidade de Ponta do Curuá, município de Prainha, região oeste do Estado do Pará. Os afloramentos são caracterizados por espessas camadas de arenitos finos a grossos intercalados a siltitos e argilitos, além de conglomerados subordinados. A análise de fácies realizada nestes afloramentos permitiu a individualização de 8 fácies sedimentares, agrupadas em três associações de fácies (AF), configurando um sistema deposicional fluvial meandrante de alta sinuosidade e carga mista. A AF1 compreende as fácies com granulometria ligeiramente mais grossas da sucessão estudada e foi interpretada como o preenchimento do canal fluvial, sendo caracterizada por conglomerados maciços a estratificados, arenitos maciços, arenitos com estratificações cruzadas acanalada e tabular, arenitos com laminações convolutas e com laminações cruzadas cavalgantes. A AF2 foi interpretada como depósitos de preenchimento de canal abandonado, e corresponde a espessos pacotes de argilitos/siltitos laminados que esporadicamente estão associadas a delgadas camadas e lentes de arenitos muito finos formando acamamentos wavy-linsen. Restos de folhas e de troncos, bem preservados estão presentes nesta associação. A AF3 corresponde aos depósitos de inundação, composta por argilitos/siltitos maciços a laminados, arenitos maciços, e arenitos com estratificações cruzadas acanaladas, tabulares e sigmoidais com padrão de empilhamento granodecrescente ascendente. O estudo de minerais pesados nos arenitos desta formação mostrou uma assembleia com predominância de minerais ultra estáveis como zircão, turmalina, rutilo e anatásio, além de minerais menos frequentes como cianita, estaurolita, silimanita, andalusita e granada. Fontes metassedimentares são sugeridas devido a presença de minerais metamórficos ricos em alumínio. Ao passo que, rutilo e turmalina estão presentes tanto em rochas ígneas quanto metamórficas, sendo mais comuns nestas últimas. Minerais bem arredondados sugerem procedência a partir de depósitos sedimentares, da mesma forma que minerais subédricos e euédricos sugerem sedimentos de primeiro ciclo. A alta estabilidade desta assembleia é atestada pela elevada maturidade composicional exibida por estes arenitos, com valores do índice ZTR variando de 69% a 99%. Estes valores elevados indicam que os minerais quimicamente instáveis foram eliminados ao longo do tempo geológico, provavelmente devido a ação de fluidos intraestratais que circulam no espaço poroso durante processos intempéricos e diagenéticos. Todavia, a assembleia mineral analisada é mais compatível a condições de exposição a intenso intemperismo químico. Os efeitos da dissolução intraestratal na área é diretamente proporcional ao aumento do índice ZTR, sendo atestado pela presença de texturas de corrosão na superfície dos minerais que foram analisadas a partir de imagens de MEV. Sendo assim, a assembleia mineralógica refletiria os efeitos do intenso intemperismo químico, sob clima tropical úmido, imposto aos depósitos da Formação Alter do Chão que estaria associado ao evento de lateritização responsável pela gênese de depósitos de bauxita no Paleógeno. Recentemente, as características de luminescência (LC) de grãos de quartzo têm sido utilizadas como indicadores de proveniência, principalmente em rochas afetadas por intemperismo ou ricas em quartzo. Neste trabalho, sinais de luminescência foram adquiridos por catodoluminescência policromática visando estabelecer a relação entre os sinais luminescentes e a gênese deste mineral. Os grãos estudados apresentam LC vermelha, azul, violeta e marrom, com diferentes intensidades: os tons em marrom avermelhado, geralmente são atribuídos a rochas metamórficas; a luminescência azul escuro é uma característica observada em quartzo de origem plutônica; grãos com LC intensa como azul, vermelho e violeta de alto brilho, são quartzos vulcânicos. Análises geocronológicas realizadas em zircões detríticos pelo método UPb permitiram determinar que as principais fontes para a Formação Alter do Chão exibem idades paleoproterozoicas, subdivididas em dois grupos: (1) 1771 a 1906 Ma; e (2) 1957 a 2037 Ma, além de pequena contribuição arqueana (neo- e meso-arqueano) com idades entre 2529 e 2977 Ma. Os dados do primeiro grupo, 1771 e 1906 Ma, foram correlacionados a idades de proveniência de rochas metassedimentares do Cinturão Araguaia, que ocorrem na borda oriental do Cráton Amazônico. Idades em torno de 1957 e 2037 Ma são condizentes com rochas da Província Maroni-Itacaiúnas, localizada na borda leste da bacia. Sendo possível citar rochas associadas ao magmatismo orogênico tardi a pós-colisional como as Suítes Intrusivas Igarapé Careta (2065 ± 33 Ma), Parintins (2030 ± 3 Ma) e granitoides indiferenciáveis paleoproterozoicos com ocorrência no Bloco Amapá e no Domínio Carecuru, além de rochas relacionadas ao magmatismo pós-orogênico como o Granodiorito Sant’Ana (1986 ± 5 Ma) do Domínio Bacajá. As contribuições arqueanas podem ser associadas a rochas da Província Amazônia Central ou ainda a núcleos arqueanos distribuídos na região.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Sedimentação recente e palinologia do Talude Continental Superior Amazônico-Maranhão(Universidade Federal do Pará, 2025-04-24) AZEVEDO, Gabriela Miranda de; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429; https://orcid.org/0000-0001-7850-1217O talude continental do Amazonas, próximo ao estado do Pará, é uma região geologicamente complexa, influenciada por fenômenos tectônicos e processos sedimentares associados à proximidade da foz do Rio Amazonas. O Rio Amazonas despeja descarga hídrica de 5,7 x 10¹² m³. ano-1 e sólida de 1,2 X 103 m3.s-1. O talude continental apresenta uma distribuição de cobertura sedimentar diversa, que varia regionalmente, dependendo da origem da fonte de sedimentos. São poucos os trabalhos desenvolvidos (sedimentologia, palinologia e paleontologia) no talude continental da região norte. Este trabalho tem como objetivo principal analisar as características sedimentológicas (granulometria, teor de carbonato de cálcio/CaCo3, matéria orgânica/MO e carbonato orgânico/CO) e investigar a ocorrência de sedimentos férteis da cobertura sedimentar do talude continental superior do Amazonas com base em duas amostras de testemunho (T66 e T144). A metodologia foi baseada em: (1) Pesquisas bibliográficas em plataformas de busca, (2) os testemunhos (parte sub-superficial) foram adquiridos mediante uso de piston corer; (3) descrição macroscópica de testemunhos (cor, arranjo estratigráfica, análise sedimentar) e subamostragem dos testemunhos, (4) análise granulométrica dos estratos amostrados, com separação da fração silte/argila, (5) quantificação da MO e CaCo3, e (6) seleção de amostras férteis para as análises palinológicas. Os resultados mostram que os sedimentos são lamosos com predominância da fração silte grosso. Majoritariamente bem selecionados, com assimetria aproximadamente simétrica e curtose platicúrtica. Os teores de MO no testemunho foram altos variaram de 10,64% a 24,42% com média de 16,39% (T66) e 10,64% a 24,42% com média de 16,39% (T144). A investigação preliminar de palinologia confirma a evidência polínica nas amostras. Os sedimentos do talude continental do Amazonas consistem em uma mistura de material alóctone e autóctone, com ocorrência de palinomorfos.
