Navegando por Assunto "Sedimentos"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Análise da influência do uso e ocupação da terra na concentração de sólidos em suspensão em reservatório hidrelétrico com o uso do sensoriamento remoto(Universidade Federal do Pará, 2022-07-09) SOUZA, Fabíola Esquerdo de; SOARES, Carlos Benedito Santana da Silva; http://lattes.cnpq.br/9153957633685323; ISHIHARA, Júnior Hiroyuki; http://lattes.cnpq.br/3498874642887006; https://orcid.org/0000-0002-0081-7913O uso de sensoriameto remoto no monitoramento de sedimentos em reservatório é importante para conhecimento espaço temporal da deposição de sedimentos nas estruturas da barragem. Neste contexto, esta pesquisa foi desenvolvida na bacia hidrográfica que abrange o reservatório da UHE Tucuruí, em que foram adquiridos dados de concentração de sedimentos suspensos da estação de monitoramento M1 situada a 2 km a montante da barragem, estiveram integrados às análises para se entender a relação entre as respostas das imagens de satélites e as medições de campo. Realizou-se análises de sedimentos com séries temporais de 14 anos das imagens MODIS, compostas de 8 dias. Estimativas de refletância da superfície foram calculadas usando-se regressão linear simples e coeficiente de determinação (R²). Para o uso e ocupação da terra da bacia hidrografica foi realizado análise temporal de imagens Landsat-5, Landsat-8 OLI/TIRS. Em seguida foi realizado a relação do uso e ocupação da terra com as análises da qualidade da água das estações a montante 1 (M1), Montante Repartimento (MR) e Montante Pacurui (MP). Os resultados mostram que a curva de calibração gerou a equação de reressão linear com bom ajuste para estação de monitoramento M1, apresentando eficiência nos dados estimados pela reflectância através deste modelo. As análises de uso e ocupação da terra mostram que ao longo dos anos houve redução de formação florestal e ao mesmo tempo acontecia o crescimento da pastagem. Em relação a qualidade da água, os impactos causados por ações antrópicas têm influências negativas. Deste modo, pode observar a relevância da utilização de técnicas de sensoriamento remoto, geoprocessammento e geotecnologias, como instrumentos que auxiliam no planejamento do uso e ocupação da terra, nas análises de qualidade da água e gestão de recursos hídricos em regiões de reservatórios, uma vez que estas tecnologias possibilitam maior abrangência espacial das análises com menores custos.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Avaliação experimental de métodos de armadilhas de sedimentos para determinação do transporte costeiro da praia da Romana, ilha dos Guarás (nordeste do Pará)(2012) RANIERI, Leilanhe Almeida; EL-ROBRINI, MaâmarA Praia da Romana é governada por ondas, com altura média de 1,5 m, ventos (média de 4,6 m/s) predominantemente de NE e regime de meso-macromarés semidiurnas (altura de 4,3 m - março/2010; 3,4 m - agosto/2010). A metodologia consistiu em coletas de sedimentos com armadilhas e medições de intensidade de correntes longitudinais e ventos locais em janeiro, março e agosto de 2010. Nas armadilhas eólicas, o peso acumulado de sedimentos foi muito baixo, variando de 0,02 g a 0,8 g (máximo ocorrido em agosto no setor leste, assim como a velocidade dos ventos: 6,7 m/s). Nos traps portáteis, o peso mínimo ocorreu em março (setor leste, maré vazante: 0,74 g/ h/m3), e o máximo em janeiro (setor central, maré enchente: 139 g/h/m3). A intensidade das correntes longitudinais variou de 0,20 m/s (maré vazante) a 1,41 m/s (maré enchente). Concluiu-se que a maior forçante do transporte de sedimentos na praia é a corrente de maré enchente, que intensifica as correntes longitudinais do setor leste ao oeste. Secundariamente, os ventos de NE que minimizam a perda de sedimentos na praia, especialmente nos setores central e leste. Posteriormente as ondas, mantendo o sentido do transporte (E-W) devido suas incidências na costa com direção NE.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação geoquímica da contaminação por mercúrio dos sedimentos de correntes e solos do distrito mineiro de Zaruma-Portovelo, república do Equador(Universidade Federal do Pará, 1996-05-31) MALDONADO RAMIREZ, Roque Vicente; RAMOS, José Francisco da Fonseca; http://lattes.cnpq.br/8189651755374537São conhecidas ocorrências auríferas na área de Zaruma-Portovelo, Equador, desde o período pré-colombiano, mas só a partir do fim da década de 70 passou-se a desenvolver uma atividade de garimpagem bastante intensa. Os garimpeiros do setor realizam as atividades de exploração, explotação e beneficiamento do minério polimetálico utilizando técnicas rudimentares, o que causa a contaminação os rios, solo e atmosfera por mercúrio e outros metais pesados, além do cianeto. Ainda desmatam a área, pois utilizam madeira nas estruturas de segurança das galerias minerais. A jazida do distrito mineiro de Zaruma-Portovelo é de origem hidrotermal, polimetálica, ocorrendo num complexo de rochas vulcânicas andesíticas da Formação Celíca. O minério é composto pelos sulfetos pirita, calcopirita, galena, esfalerita e bornita, entre outros, além dos minerais de ganga quartzo e calcita. Os metais Cd, Zn, Pb e Cu são liberados a partir destes minerais. O mercúrio é de origem antropogênica, pois ele é usado na metalurgia extrativa do ouro, assim como o cianeto, que é utilizado numa segunda fase do processo de recuperação do ouro. O presente trabalho teve como objetivo a identificação e avaliação geoquímica e a descrição das atividades das fontes de poluentes, especialmente do mercúrio, através da coleta e análises de amostras de sedimentos de fundo, solos e rejeitos mineiros, além de fazer uma breve descrição das atividades do garimpo. Foi realizada uma campanha de amostragem no final da estação de estiagem, tendo-se coletado 26 amostras de sedimentos de fundo, 23 de solo e 4 de rejeitos. Em 5 pontos foram tomadas amostras de solo em perfis com intervalos de 2 cm até uma profundidade de 14 cm. Também foi realizado um estudo da distribuição dos metais nas diferentes frações granulométricas dos sedimentos. Em três pontos foram coletados amostras em triplicata para determinar a variabilidade dos resultados. As concentrações do Hg(total) em solos indicam que 83% das amostras estão acima do background (103ppb) com valores mínimos e máximos de 109 e 9.546 ppb e uma média de 662 ppb, sendo que as maiores concentrações ocorrem nas amostras às proximidades das fontes de emissão, que são os moinhos (plantas de beneficiamento). Em todos os perfis, verificou-se que os teores maiores ocorrem na sua parte superior, diminuindo gradualmente com a profundidade. Nos sedimentos de fundo além do Hg(total) foram analisados na fração trocável os elementos Pb, Zn, Cd e Cu, observando-se valores anômalos para todos estes valores anômalos se concentram principalmente nas drenagens dos rios Calera e Amarillo, após a junção com o rio Calera, que tem em suas margens a maioria das plantas de beneficiamento da área. Nas amostras de rejeitos de garimpagem foram observados teores elevados de Hg, Zn, Pb, Cd e Cu, confirmando que os processos de beneficiamento artesanais além de gerar poluição causam perdas econômicas, devido a baixa recuperação dos metais. Os testes para verificação das quantidades de mercúrio usadas pelos garimpeiros para a amalgamação mostram que 95 a 97% do mercúrio são liberados á atmosfera na etapa de queima do amálgama. O restante, é lançada em forma líquida nos solos e drenagens da área. Isto mostra a importância do desenvolvimento de uma política de educação dos garimpeiros, oferecendo novas alternativas e tecnologias para evitar a queima do amálgama ao ar livre, o que contribuiria grandemente à diminuição da contaminação por mercúrio.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização químico-mineralógica de sedimentos associados e hidrogeoquímica de águas subterrâneas, ocorrentes na Formação Codó-MA(Universidade Federal do Pará, 1998-12-23) MENDES FILHO, Nestor Everton; LIMA, Waterloo Napoleão de; http://lattes.cnpq.br/1229104235556506Estudos anteriores descreveram para a Formação Codó (Cretáceo Inferior, Aptiano-Albiano) a presença de carbonatos e gipsitas, interacamamentos de sedimentos arenosos e lamosos, sedimentos carbonáticos e betuminosos, concreções de pirita, níveis com restos de plantas, ostracóides e gastrópodes, caracterizando um ambiente de águas rasas a muito rasas, de boa movimentação. O modelo deposicional foi iniciado por um sistema fluvial dominante, mas progredindo para um sistema lagunar. Essas fases de circulação restrita também proporcionam acúmulo de fácies de folhelhos carbonosos. Os folhelhos superiores foram depositados numa fase de trânsito para condições lacustrinas da Seqûencia Itapecuru. O presente estudo descreve e interpreta resultados analíticos de 19 amostras de sedimentos, correspondentes aos diferentes litotipos, representado por folhelhos, calcários, gipsita e calcita, coletadas em perfis das duas jazidas em exploração às proximidades de Codó (MA). Foram estudadas também 70 amostras de águas naturais (rio, águas pluviais acumuladas nos bolsões de terrenos das jazidas, poços escavados e poços tubulares), coletadas em quatro períodos sazonais distintos (início de período chuvoso, período chuvoso, período de estiagem e final de estiagem). Os resultados das análises de sedimentos foram distribuídos a partir da composição química média dos folhelhos, calcários, gipsitas e calcitas, com base na análise de rocha total, além da caracterização da mineralogia de superfície, identificação dos principais minerais de argila nos horizontes de folhelhos e calcários e geoquímica de superfície através do comportamento dos elementos maiores e traços nos perfis litológicos. Dentre os principais minerais identificados, destacam-se, nos folhelhos a presença de caulinita, montmorilonita (esmectita), ilita, clorita e quartzo e nos calcários, caulinita, montmorilonita (esmectita) e ilita. Os folhelhos estão associados a arcósios em função da abundância de caulinita, de água doce, por serem ricos em montmorilonita. Quanto ao conteúdo de sílica constatou-se do tipo comum (teor de sílica abaixo de 58%) e médio (teor de sílica em volta de 58%). Em relação aos teores de CO2, os folhelhos são calcíticos, com média de 2,72%. Enriquecimento de Sr e Ba nos sedimentos estudados, registraram que esses elementos traços são indicadores de ambiente marinho, confirmando para a Formação Codó, o que já foi caracterizado em estudos anteriores. Os baixos teores de carbono orgânico nos calcários são vestígios de algas calcárias, principais materiais esqueletais, que acompanham as rochas carbonáticas e os resultados da matéria orgânica (teores abaixo de 1%) confirmam que os folhelhos estudados não pertencem à classe dos folhelhos pirobetuminosos. As águas coletadas estão fisiograficamente localizadas em áreas dos aquíferos Itapecuru, Codó e Corda e as análises dessas águas foram avaliadas a partir de parâmetros físicos, físico-químicos, químicos e bioquímicos, e a discussão dos resultados possibilitou classificar essas águas segundo as concentrações iônicas totais, estudar a qualidade das águas para consumo humano, interpretar os valores de parâmetros químicos e bioquímicos, que são indicadores de poluição e caracterizá-las para condições de irrigação e pecuária. As águas superficiais classificadas são dos tipos bicarbonatadas sódicas e sulfatadas cálcicas, enquanto as águas subterrâneas são do tipo bicarbonatadas sódicas, bicarbonatadas cálcicas e sulfatadas cálcicas. Estas águas estão associadas a folhelhos e calcários como mostram as concentrações significativas de Ca, Na, Mg, Cl, HCO3, SO4 e valores médios de pH. Uma pequena amostragem registrou valores expressivos de SO4, concluindo-se ter esses íons, origem na gipsita e bassanita, minerais presentes na área estudada.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Chemical composition of phytoplankton from the estuaries of Eastern Amazonia(Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, 2014-12) VILHENA, Maria do Perpétuo Socorro Progene; COSTA, Marcondes Lima da; BERRÊDO, José Francisco; PAIVA, Rosildo Santos; ALMEIDA, Pryscila DeniseO fitoplancton é de grande importância para os estudos das interações solo-água, como indicadores de modificações químicas e biológicas nos ecossistemas naturais. O objetivo desse estudo foi determinar a composição química total do fitoplâncton nos estuários do rio Pará e Mocajuba (Pará, Brasil). As análises químicas foram realizadas na água superficial, sedimento de fundo (amostra total e fração biodisponível) e no fitoplancton, por espectrometria óptica e de massa com plasma indutivamente acoplado. A composição química elementar do fitoplancton é composta por elevadas concentrações de Ca, P, Mn, Fe, Zn, Al, Ba e Pb. O fitoplancton do estuário do rio Mocajuba é rico em Fe (2.967 a 84.750 µg g-1) e do rio Pará rico em Al (1.216 a 15.389 µg g-1), provavelmente com contribuição antropogênica. O material fitoplanctonico apresentou elevado fator de bioconcentração proveniente tanto da água quanto da fração biodisponível, e reflete a eficiência desses organismos em concentrar metais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Distribuição espacial e avaliação de indicadores de contaminação de sedimentos por metais em um estuário tropical de macromaré, Baía de São Marcos, Norte do Brasil(Universidade Federal do Pará, 2023-03-30) CUNHA, Ivson Roberto Viana da; KUTTER, Vinícius Tavares; http://lattes.cnpq.br/6652786694334612; https://orcid.org/0000-0001-7295-6800; SOUZA FILHO, Pedro Walfir Martins e; http://lattes.cnpq.br/3282736820907252Os estuários são áreas de grande importância ecológica por terem o papel de berçário, alimentação e reprodução de diversas espécies aquáticas, além de abrigar grandes áreas metropolitanas e industriais. Porém, estão expostos a vários tipos de contaminantes, entre eles, os metais em consequência da ação antrópica. Neste contexto, destaca-se o estuário da Baía de São Marcos (BSM) no norte do Brasil, o qual possui uma área urbana com mais de um milhão de habitantes e a área portuária com maior transporte de carga do país (182 milhões de toneladas em 2021). O presente estudo avaliou a qualidade dos sedimentos de fundo da Baía de São Marcos, adjacente a Ilha de São Luís, empregando índices geoquímicos referentes a presença de metais Cr, Cu, Ni, Pb e Zn, sua relação com a granulometria e carbono orgânico total (COT). Os sedimentos superficiais foram coletados com auxílio da draga de Gibbs, em dois setores da BSM, um adjacente a área portuária e outro na região metropolitana de São Luís. Em laboratório, as amostras foram submetidas ao processo de análise granulométrica por difração a laser; determinação de metais por Inductively Coupled Plasma - Mass Spectrometry (ICPMS) e teor carbono orgânico total por meio do método de combustão catalítica em alta temperatura. Os resultados demonstram forte correlação entre os as concentrações de metais, a granulometria e COT. No setor A, a mediana foi de 16 μg/g (Cr), 4,6 μg/g (Cu), 6,5 μg/g (Ni), 4,6 μg/g (Pb) e 18 μg/g (Zn). Enquanto no setor B: 9 μg/g (Cr), 2,2 μg/g (Cu), 3,7 μg/g (Ni), 3 μg/g (Pb) e 7 μg/g (Zn). A avaliação da concentração de metais nos sedimentos da BSM mostrou que segundo os critérios adotados pelo CONAMA 454/12 e NOAA, os metais analisados apresentam concentrações abaixo daquelas que poderiam causar algum tipo de efeito adverso na biota, e por conseguinte, afetar o equilírio do ecossistema. O índice de geoacumulação (Igeo) apresenta variações de moderadamente à fortemente poluído para os metais analisados. Entretanto, estas classificações não são suportadas por outros métodos. Por exemplo, o fator de contaminação e o fator de enriquecimento mostraram que a área apresenta baixa contaminação e um baixo enriquecimento para metais. O uso de valores de background local, mostraram que a utilização de valores de referência para a crosta continental ou para folhelhos (PASS) tendem a superestimar os indicadores de contaminação.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estratigrafia de dunas costeiras de Salinópolis/PA em associação com variações pluviométricas(Universidade Federal do Pará, 2010-09-24) LEITE, Wladson da Silva; SOUZA FILHO, Pedro Walfir Martins e; http://lattes.cnpq.br/3282736820907252; ASP NETO, Nils Edvin; http://lattes.cnpq.br/7113886150130994O presente estudo foi realizado no município de Salinópolis, nas praias de Atalaia e Maçarico (PA/Brasil), com o objetivo de se obter um panorama morfo-estratigráfico das dunas costeiras e sua evolução recente na área, avaliando também as correlações com variações climáticas no Holoceno tardio. Na área de estudo foram realizados trabalhos nas dunas transversais e nas dunas parabólicas utilizando-se principalmente perfilagem geofísica com Radar de Penetração no Solo (GPR), sondagens, análises granulométricas e datações. Foi utilizado o sistema GPR digital SIR-2000 com uma antena de 200 MHz, para se obter a estratigrafia dos depósitos dunares, identificando suas fácies estratigráficas e possíveis reativações destas dunas em tempos pretéritos. Testemunhos de sedimentos foram coletados a partir de um sistema de trado manual para complementação, obtenção de material para análises e datações, especialmente nos locais onde os registros de GPR, e consequentemente a estratigrafia, se mostraram interessantes. Na Praia do Maçarico foram identificadas duas cristas de dunas frontais principais, com idades de 69 e 80 anos respectivamente com uma taxa média de progradação de 6 metros/ano. Na praia do Atalaia o cenário apresenta-se com caráter mais transgressivo, onde se observou uma feição provavelmente pleistocênica, embora a datação obtida indique uma idade de apenas 58 anos. A duna parabólica investigada nessa área revelou uma migração da ordem de 4 metros/ano, semelhante à taxa observada na praia do Maçarico e possivelmente correspondendo a fases anuais de migração, que ocorreriam durante o período seco e de ventos mais fortes. A estratigrafia das dunas na área de estudo mostra uma correspondência com as oscilações climáticas sazonais de pluviosidade e ventos, seu uso é de grande potencial para estudos climáticos.Tese Acesso aberto (Open Access) Hidrodinâmica, transporte e proveniência sedimentar no baixo rio xingu e sua importância como “Tidal River” amazônico(Universidade Federal do Pará, 2022-07-14) MEDEIROS FILHO, Lucio Cardoso de; LAFON, Jean Michel; http://lattes.cnpq.br/4507815620234645; ASP NETO, Nils Edvin; http://lattes.cnpq.br/7113886150130994Está pesquisa é fundamentada na investigação dos processos (geológicos e hidrodinâmicos) que regem a evolução recente de um grande tributário do baixo Amazonas, o rio Xingu. O intuito foi investigar a evolução sedimentar e fluxos hidrológicos, a partir de dados já consolidados sobre o preenchimento de sua ria e como tem se estabelecido seus padrões de transporte e aprisionamento de sedimentos, seus efeitos sazonais e de maré, além compreender o papel do rio Amazonas como regulador na dinâmica de seu afluente. Medições hidrodinâmicas de vazão, velocidade e nível d’água juntamente com amostras de sedimentos de fundo e MPS foram coletados em 3 períodos anuais (fevereiro, junho e novembro). Os resultados deram subsídios para investigação da interação Xingu-Amazonas e a evolução da morfologia de fundo do baixo Xingu. Os resultados sugerem um enchimento da ria tanto pelo próprio rio Xingu, formando um proeminente delta de cabeceira, quanto pelo rio Amazonas, onde as variações das marés transportam sedimentos a montante no rio Xingu. Por outro lado, grandes áreas na parte central da ria indicam uma sedimentação lamosa. A geoquímica elementar permitiu traçar parte da história dos sedimentos e rochas de origem, juntamente com a análise dos elementos imóveis (Al, Ti, Zr, Hf, Th) e dos elementos terras raras (ETR) por serem pouco fracionados durante os processos de intemperismo e concentram-se nos sedimentos de fundo em detrimento da fração dissolvida dos rios. Os depósitos preservados no baixo rio Xingu, além de drenar regiões cratônicas em zonas mais elevadas, ratificam que o material de fundo é derivado de fontes heterogêneas com composições predominantemente ígnea intermediaria e que foram submetidos a importante reciclagem durante o transporte fluvial. A modelagem hidrodinâmica permitiu apontar a descarga fluvial como forçante mais relevante para dinâmica de deposição lamosa na ria do Xingu. A partir de um modelo numérico foi possível extrapolar a dinâmica de fluxo e transporte para além das fronteiras abertas, ou seja, a porção central da ria, elucidando o mecanismo de interação entre a descarga fluvial e maré e a dinâmica sedimentar associada. A determinação das amplitudes e fases das componentes de maré, sejam as de origem puramente astronômico ou decorrentes de águas rasas, assim como do nível médio e a descarga horária mostraram-se fundamentais para o entendimento dos processos regentes.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Impacto do volume de sólidos sedimentáveis no escoamento hidráulico e no custo de manutenção de canal de drenagem(Universidade Federal do Pará, 2021-12-13) REBÊLO, Marcos Vinicius da Silva; PEREIRA, José Almir Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/9918600634569244O impacto do Volume de Sólidos Sedimentáveis no escoamento Hidráulico e no Custo de manutenção de Canal de Drenagem. A área de estudo foi a bacia de drenagem da Tamandaré, localizada na região central do município de Belém/PA. A pesquisa foi desenvolvida em três etapas. Inicialmente, foi analisada a situação do Canal da Tamandaré sendo investigadas as principais informações relacionadas ao manejo de águas pluviais na bacia estudada, sendo obtidos dados de topografia, hidrológicos e do sistema de drenagem. Em seguida, foram levantados os principais fatores e contribuintes para acúmulo de sedimentos no Canal. Por fim, no software Storm Water Management Model 5.0 foi realizada uma simulação com o funcionamento ideal do Canal de drenagem sem a ocorrência de sólidos e precipitações para servir de parâmetro para posterior simulação com a ocorrência de sólidos. A etapa posterior simulou cenários com sedimentação de sólidos na estrutura de macrodrenagem, considerando: a) precipitação pluviométrica, com duração de 1,5 h, 3 h, 6 h e 12 h e b) 10%, 20% e 30% do Canal obstruídos por sedimentos, resultando em 15 simulações hidrodinâmicas. A última etapa da pesquisa apresentou os impactos Hidrodinâmicos, demonstrando que a capacidade do canal da Tamandaré é suficiente para escoar os volumes precipitados com 10% de seu volume comprometido com sólidos. Contudo, com 20% dos sólidos ocupando o leito do Canal ocorre inundação nos cenários de 1,5h, 3 h, e 6 h de precipitação pluviométrica, somente na simulação de 12 h não ocorreu inundações pois, com esse cenário de temporal a precipitação foi mais distribuída, favorecendo o escoamento do Canal. O cenário de 30% do canal ocupado com sólidos resultou em inundação em todos os cenários de precipitação, a maior magnitude de inundação ocorreu durante precipitação pluviométrica de 1,5 h atingindo 3,44 m, gerando nível de água de até 1,07 m acima do solo nas vias próximas ao canal da Tamandaré. A análise de custos apontou que com o cenário atual de gastos seria possível manter o Canal sem sólidos, desde que essa limpeza se desse de forma diária nos volumes apontados equivalentes a 2 caçambas basculantes 2 vezes ao dia, entretanto, a não limpeza em alguns dias tais como domingos e feriados tornou o acúmulo de resíduos uma realidade no Canal. Assim, se faz necessária a complementação de limpeza do canal para retirada total dos sedimentos nesse canal de drenagem da área urbana densamente ocupada do município de Belém.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Investigação do registro histórico da composição isotópica do chumbo e da concentração de metais pesados em testemunhos de sedimentos no Lago Água Preta, região metropolitana de Belém-Pará(Universidade Federal do Pará, 2001-08-02) CARVALHO, Maria Clarindo; MOURA, Candido Augusto Veloso; http://lattes.cnpq.br/1035254156384979O lago Água Preta é o principal reservatório de água, que juntamente com o Lago Bolonha, constituem os mananciais de água superficial para abastecimento público da cidade de Belém. Ambos os reservatórios, são barragens alimentadas por pequenas drenagens e por água bombeada do rio Guamá. Estes mananciais, encontram-se vulneráveis ao lançamento de efluentes domésticos e industriais em função da ocupação urbana desordenada em suas imediações e por sua proximidade com o aterro sanitário do Aurá. Neste trabalho foi investigado o registro histórico da composição isotópica do chumbo e da concentração de metais pesados em testemunhos de sedimentos do lago Água Preta. Empregou-se diferentes métodos analíticos e espectroanalíticos tais como gravimetria, titrimetria, cromatografia de troca iônica, espectrometria de absorção atômica e espectrometria de massa para a obtenção dos resultados. Na separação química do chumbo utilizou-se resina específica de Sr (Sr-Spec) em colunas de Teflon, adaptando a metodologia de Gale (1996). Através da amostragem preliminar de sedimentos de fundo em toda extensão do lago Água Preta, foi feito o reconhecimento da distribuição das razões isotópicas do chumbo e dos metais pesados. Os menores valores da razão 206Pb/207Pb e os teores mais elevados de metais pesados foram identificadas nas ramificações do lago próximas das zonas de ocupação urbana. Nessa parte do lago foi amostrado uma coluna de 77,5 cm de sedimentos aqui denominado de perfil 01. Os maiores valores da razão 206Pb/207Pb foram encontrados próximos a barragem do lago, que recebe influência constante da água bombeada do rio Guamá; onde foi testemunhado o perfil 02 com aproximadamente 110 cm de sedimentos. Os valores da razão isotópica 206Pb/207Pb foram agrupados basicamente em quatro segmentos no perfil 01 e em três segmentos no perfil 02. Os valores das razões isotópicas 206Pb/207Pb variando entre 1,20157-1,20313 no perfil 01 e entre 1,20036-1,20431 no perfil 02, referem-se a assinatura isotópica regional. A razão isotópica 206Pb/207Pb com valores variando entre 1,19346-1,19602 no perfil 02 correspondem a assinatura isotópica proveniente da influência dos sedimentos em suspensão na água do rio Guamá bombeada para o lago e cuja razão 206Pb/207Pb é de 1,19225. As razões isotópicas 206Pb/207Pb variando entre 1,16223-1,17621 encontradas apenas no perfil 01, correspondem a contribuição antropogênica. As médias mais elevadas das concentrações dos metais pesados no segmento superior do perfil 01, justificam a interpretação de que os valores mais baixos para a razão 206Pb/207Pb são características de contribuição antropogênica. As médias dos teores de metais pesados, encontrados no topo do perfil 02, provavelmente refletem a contribuição dos sedimentos em suspensão do rio Guamá no lago Água Preta, evidenciada pela razão 206Pb/207Pb. Os valores mais baixos das médias das concentrações dos metais encontrados na base de dois perfis, reforçam a interpretação de que os valores mais elevados da razão 206Pb/207Pb refletem uma contribuição regional, anterior a ação antropogênica, dada basicamente pelas rochas da área.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Mercury in fish and sediment of Purus River, Acre State, Amazon(Universidade Federal do Pará, 2016-09) CASTRO, Nathália Santos Serrão de; BRAGA, Camila Margalho; TRINDADE, Paulo Arthur de Abreu; GIARRIZZO, Tommaso; LIMA, Marcelo de OliveiraTema central: Quantificar o teor de mercúrio (Hg) em sedimentos e em peixes coletados ao longo do rio Purus, no Estado do Acre, Região Amazônica, a fim de identificar se essas amostras conferem uma via potencial de exposição do Hg para a população de Manoel Urbano (uma comunidade ribeirinha). Métodos: O mercúrio total (HgT) foi quantificado utilizando a técnica de absorção atômica por vapor frio. Resultados: Seis amostras de sedimentos e 264 amostras de peixes foram coletadas. O Hg em sedimentos de fundo variou entre 0,038 e 0,065 µg.g–1 (média de 0,050 µg.g–1). Os resultados indicam que os sedimentos estão de acordo com rios amazônicos “não contaminados”. As espécies carnívoras apresentaram o mais alto nível de Hg no músculo (média de 0,927 µg/g–1), seguido por piscívoros (média de 0,873 µg/g–1), planctófagos (média de 0,566 µg/g–1), onívoros (média de 0,533 µg/g–1) e detritívoros (média de 0,176 µg/g–1). Além disso, 44% do total de espécies coletadas apresentaram níveis médios de HgT no músculo superior ao limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Conclusão: Algumas espécies podem ser uma via para a exposição ao Hg. O sedimento encontra-se dentro na normalidade. Os autores consideram que outros fatores, como a cultura e a sociedade, devem ser considerados para pesquisas futuras a fim de promover a saúde dessa população.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Metais pesados em sedimentos de fundo de igarapés (Manaus-AM)(Universidade Federal do Pará, 1996-11-02) SILVA, Maria do Socorro Rocha da; RAMOS, José Francisco da Fonseca; http://lattes.cnpq.br/8189651755374537O objetivo deste estudo foi de conhecer a distribuição dos metais pesados cádmio, cobre, cobalto, cromo, níquel, ferro, manganês e zinco nos sedimentos de fundo e a composição físico-química das águas de igarapés na região amazônica. Foram coletadas amostras nos igarapés do Quarenta e de São Raimundo, que recebem efluentes industrias e esgotos domésticos, ambos localizados na área urbana de Manaus e o igarapé Barro Branco (natural) situado na Reserva Florestal Adolfo Ducke, na área rural, a 26 km de Manaus. Para as determinações dos metais pesados nos sedimentos de fundo utilizaram-se extrações seqüenciais, dando importância a mobilidade dos metais, nas diversas formas em que possam estar associados. Nas características físicas e químicas das águas, o igarapé Barro Branco apresentou baixa acidez com pH de 3,5 a 5,5, condutividade de 7,7 a 38,5 µS/cm e baixos teores de sais dissolvidos, própria de igarapés naturais de terra firme. As águas dos igarapés do Quarenta e de São Raimundo mostraram alterações em todos os parâmetros de são provenientes das entradas de esgotos domésticos e efluentes industriais. A geoquímica dos metais do igarapé natural (Barro Branco) apresentou um comportamento diferente dos igarapés que vêm sofrendo impactos (de São Raimundo e do Quarenta). Cromo, ferro e manganês predominaram em mais de 60% na forma residual nos sedimentos de fundo dos igarapés. O zinco e o cobre encontram-se em mais de 70% disponíveis nos sedimentos de fundo dos igarapés do Quarenta e de São Raimundo. As altas concentrações do cobre permitem identificá-lo como o principal poluente no igarapé do Quarenta. Os sedimentos desse igarapé, quando comparados aos dos demais igarapés, apresentaram um enriquecimento dos metais cobre, cromo, níquel e zinco, o que se atribuiu a lixiviações de resíduos sólidos enriquecidos de metais das atividades industriais e entradas de efluentes industriais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Mineralogia e geoquímica dos sedimentos dos manguezais de Marapanim (litoral do Estado do Pará), e suas influências sobre a Rhizophora mangle, carangueijos (ucides cordatus) e cabelo humano(Universidade Federal do Pará, 2006-05-23) VILHENA, Maria do Perpetuo Socorro Progene; COSTA, Marcondes Lima da; http://lattes.cnpq.br/1639498384851302; https://orcid.org/0000-0002-0134-0432A região de Marapanim, situada no nordeste do Estado do Pará, apresenta em sua zona costeira, grandes áreas de manguezais de onde são extraídos crustáceos (caranguejos) pela população local, para o próprio consumo e abastecimentos de cidades vizinhas. Os sedimentos dos manguezais têm capacidade de absorver metais pesados tanto na matéria orgânica, fração argilosa e sulfetos. Visando contribuir para o conhecimento da distribuição destes metais entre vários compartimentos dos manguezais e o homem como consumidor final de seus produtos, realizou-se estudos mineralógicos e químicos desses sedimentos e de transferências de metais na cadeia sedimentos-vegetais-caranguejos-homem. Foram estabelecidos dois transectos com a coleta de sedimentos, vegetais (folhas de Rhizophora mangle) e caranguejos (Ucides cordatus), e cabelos humanos em habitantes da periferia da cidade de Marapanim e ribeirinhos da mesma. Nos sedimentos foram realizadas medidas in situ de pH, salinidade e Eh (mV), e nos laboratórios foram realizadas separação granulométrica (silte, argila e areia), a identificação mineralógica (DRX e MEV/SED) e análises químicas para elementos maiores e traço por ICP-MS, ICP-OES, EAA-VF/G e EAA-GH. As amostras de vegetais, caranguejos e cabelo humano também foram analisadas por esses métodos e a MO por via úmida. Os sedimentos dos manguezais são siltico-argilosos, constituídos por quartzo, caulinita e illita, minerais herdados da área fonte e minerais autigênicos: esmectita, K-feldspato, pirita, jarosita e halita. Os parâmetros físico-químicos encontrados nesses sedimentos como: salinidade e pH aumentam com a profundidade, os valores positivos de Eh correspondem aos sedimentos com oxidação dos sulfetos de ferro e MO, onde domina pH mais ácido (média 6,5) e os valores negativos ao ambiente com preservação em sulfetos e MO. Os sedimentos dos manguezais contêm teores elevados de SiO2, Al2O3 e Fe2O3, que refletem os seus minerais principais, indicando a influência dos solos intemperizados da Formação Barreiras. Isto é reforçado pelos teores dos elementos-traço. K-feldspato, illita, esmectita, halita e pirita refletem o ambiente de sedimentação do manguezal sob a influência da água do mar que contribui com Na, K, Ca, e Mg, enquanto jarosita a oxidação subárea dos sulfetos. A biodisponibilidade dos elementos nos sedimentos do manguezal é baixa, em geral inferior a 1% da concentração total do elemento, exceto para As que se apresenta altamente biodisponível. As folhas de Rhizophora mangle concentram Mg, Ca e P, além de Zn, Sr, Zr, As e Hg. Estes valores estão dentro da faixa da normalidade para ambiente não impactado e refletem a composição química dos sedimentos. Os resultados obtidos para os caranguejos mostram que as maiores concentrações de Fe, Al, Mg, e Si ocorrem no hepatopâncrea das fêmeas, enquanto que Ca, K e Na estão nos músculos das mesmas, Zn concentra-se tanto nos músculos das fêmeas como dos machos, porém, com maior concentração nos músculos das fêmeas, Se e As também se concentram no hepatopâncrea dos machos e das fêmeas sendo que, no hepatopâncrea dos machos concentra mais selênio e nos das fêmeas, arsênio. As transferências dos elementos nos sedimentos para as plantas podem ser vista através do coeficiente de absorção biológica (CAB), e Hg é o que mais se acumulou no tecido foliar. Os coeficientes de absorção biológicos (CAB) planta-caranguejo mostram valores altos para Fe que se concentra mais nos hepatopâncreas tanto dos machos quanto das fêmeas; o Zn nos músculos dos machos e o Sr nos músculos e hepatopâncreas das fêmeas. Os valores Hg, Se e As em cabelos humanos estão abaixo dos limites recomendados pela OMS para ambientes sem influência antrópica. Os mineralogramas de cabelos indicam que os elementos nutrientes estão na faixa normal, da mesma forma como os tóxicos e adicionais. Os dados obtidos nos sedimentos, nas folhas e nos caranguejos dos manguezais de Marapanim, mostram que as folhas de Rhizophora mangle e os caranguejos retratam a natureza química e indiretamente mineralógica dos sedimentos do manguezal, e revelam baixos valores de transferências da composição química dos sedimentos dos manguezais para os caranguejos. A composição química dos sedimentos dos manguezais de Marapanim permite visualizar sua afinidade com a Formação Barreiras, como área fonte, mais ainda com forte contribuição marinha, e indica que os manguezais, de fato não apresentam nenhuma anomalia geoquímica natural e nem indícios de impacto ambiental. Dessa forma os caranguejos, são importantes na dieta alimentar da região, constituindo-se em alimento adequado pois não apresenta qualquer evidência de contaminação por metais pesados.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Nutrientes (K, P, Ca, Na, Mg e Fe) em sedimentos (solos aluviais) e cultivares (feijão e milho) de praias e barrancos de rios de água branca: a bacia do purus no estado do Acre, Brasil(2009) MARTINS, Milta Mariane da Mata; COSTA, Marcondes Lima daDissertação Acesso aberto (Open Access) Os solos-sedimentos da região central do estado do Acre (Feijó- Tarauacá), sua aptidão ao cultivo de abacaxi e a relação com os sedimentos fluviais atuais(Universidade Federal do Pará, 2006-10-18) PEREIRA, Patrícia Freitas; COSTA, Marcondes Lima da; http://lattes.cnpq.br/1639498384851302; https://orcid.org/0000-0002-0134-0432O Estado do Acre está situado no extremo sudoeste da Amazônia brasileira. E o seu território, em mais de 80%, é coberto por rochas da Formação Solimões que é constituída predominantemente por rochas sedimentares silticas argilosas fossilíferas, intercaladas por arenitos finos, e tiveram como fontes os terrenos dos contrafortes andinos. No estado do Acre existem manchas de solos de boa fertilidade, com maior concentrações em sua região central (Feijó-Tarauacá). No entanto é notável que alguns cultivares se desenvolvem em tamanho exagerado como banana (banana comprida), melancia e principalmente o abacaxi “gigante de Tarauacá”, sem adubos ou fertilizantes, e apenas em algumas áreas específicas dessa região central, insinuando uma maior fertilidade, a julgar pelos 15kg que chegam a pesar os abacaxis gigantes. Essa fertilidade é também reconhecida nos sedimentos de praia (barra em pontal) dos rios que drenam o Estado do Acre. O presente trabalho tem assim objetivo o estudo da fertilidade dos solos da região Feijó-Tarauacá, sua origem e relação com os sedimentos de fonte sub-andinas transportados e redepositados pelo sistema fluvial ao tempo da Formação Solimões. Para a concretização deste estudo foram selecionadas 18 pontos de amostragem de solo com coletas de amostras em dois intervalos de profundidade (0-10 e 10-20cm), sendo oito pontos em áreas de roçado de abacaxi “gigante de Tarauacá” na Colônia Treze de Maio, 7 pontos ao longo da BR-364 no trecho Feijó-Tarauacá, 2 em área de mata virgem próximo a Tarauacá e 1 no roçado de abacaxi roxo nas proximidades de Feijó no sítio Coração de Jesus. Foi coletado também um abacaxi gigante desenvolvido no referido roçado. Na rede fluvial foram coletadas amostras de água, sedimento em suspensão e sedimento de fundo em 9 pontos de amostragem ao longo das micro-bacias de Tarauacá e Envira limitando-se à região Tarauacá-Feijó-Envira. As análises de solo consistiram de separação granulométrica (areia, silte e argila); determinação mineralógica por difração de raio-x (DRX); composição química (elementos maiores, traço e terras raras, por ICP-MS) e determinação de nutrientes (P, Mg, Ca, K, Fe, Mn, Cu e Zn) bem como Al disponível, e matéria orgânica. No abacaxi gigante foram determinados Ca, Mg, P, Na, K, Fe, Mn, Cu, Zn e Hg. As águas foram submetidas à análise de parâmetros físico-químicos in situ (pH, temperatura, STS, TDS, turbidez, transparência, cloreto, sulfato, fosfato, amônia, nitrito, nitrato, e determinação de metais dissolvidos em ICP-MS. Nos sedimentos em suspensão também foram determinados em ICP-MS os metais adsorvidos). Os sedimentos de fundo foram submetidos à análise de nutrientes. Os resultados obtidos demonstram que os solos da região Feijó-Tarauacá são rasos com pequeno desenvolvimento pedogenético onde seus horizontes se confundem facilmente com siltitos e argilitos inconsolidados de sua rocha fonte. São predominantemente silto-argilosos, e suas variações permitiram distinguir três agrupamentos: 1- silto-argilosos com teor de areia fina entre 4 e 20%; 2- areno-siltoargilosos; e 3- silto-argilosos com até 4% de areia fina. Todos os solos da Colônia Treze de Maio, onde são cultivados os abacaxis “Gigantes de Tarauacá” correspondem ao agrupamento 1. A mineralogia dominante nos solos-sedimentos estudados está representada por esmectita (33 a 61%) e quartzo (21 e 34%) seguidos de illita, caulinita, pouca albita e microclínio e às vezes calcita. Os solos da Colônia Treze de Maio apresentam os maiores conteúdos médios de esmectita e quartzo. A análise química revelou que estes solos-sedimentos são constituídos principalmente de SiO2 e Al2O3, além de Fe2O3, seguidos de K2O, CaO, e MgO compatíveis com a mineralogia, e o elevado conteúdo de SiO2 relaciona-se, ao conteúdo de quartzo, e quando aliado ao Al2O3 reflete também a abundância de argilominerais, principalmente as esmectitas. Os solos da Colônia Treze de Maio apresentaram teores de MnO, CaO e P2O5 consideravelmente mais elevados. A normalização com a crosta terrestre superior revela que os solos-sedimentos estudados se mostram empobrecidos em MgO, CaO, Na2O, K2O e P2O5; enriquecidos em TiO2; se equivalem em SiO2, Al2O3 e Fe2O3; e se mostram ainda enriquecido em MnO apenas nas amostras de solo da Colônia Treze de Maio. Quando normalizados com os folhelhos austrialianos pós-arqueanos-PAAS os solos-sedimentos se equivalem em CaO e SiO2 e se mantêm enriquecidos em MnO nas amostras de solo da Colônia Treze de Maio, se mostrando empobrecidos nos demais elementos. Quando comparados com os solos região central da Amazônia, os solos-sedimentos da região Feijó-Tarauacá encontram-se enriquecidos em MgO, CaO, Na2O, K2O, Fe2O3 e MnO e equiparáveis nos demais óxidos. O índice de alteração química (IAQ) indica solos-sedimentos pouco alterados, ligeiramente superior aos dos sedimentos de praia do Acre e dos rios Maranõn-Solimões, mas equiparáveis aos IAQ de esmectitas provavelmente devido as altas concentrações desse argilomineral no material de estudo. As análises de fertilidade revelaram concentrações elevadas de K, Ca, Mg, Fe, Mn e Zn, valores médios a altos de P, e valores médios de matéria orgânica, mostrando que esses solos-sedimentos apresentam elevada capacidade de troca catiônica (CTC), saturação por base acima de 75% e baixa saturação por Al. Contudo os solos da Colônia Treze de Maio se destacam dos demais por apresentarem um padrão de fertilidade superior, mesmo após os cultivos sucessivos de milho, arroz e abacaxi gigante. Este alto padrão de fertilidade sugere que apesar de já constatadas manchas férteis de solo na região do Acre, mais precisamente na região Feijó-Tarauacá, de fato existem nessa região, inseridas nas manchas maiores, “micromanchas” de solos com fertilidade ainda maior. Essas “micro-manchas” são do conhecimento empírico de pequenos agricultores que conseguem distingui-las das demais regiões de menor grau de fertilidade, cultivando banana, milho, arroz, feijão e os exuberantes abacaxis “Gigantes de Tarauacá”. A origem da fertilidade da região Feijó-Tarauacá está intrinsecamente relacionada com as características geológicas distintas da região, que por sua vez estão relacionadas, possivelmente com as variações nos processos de deposição ao tempo da Formação Solimões, principalmente com a mineralogia rica em argilominerais 2:1 como as esmectitas, mais abundantes nos solos de plantação de abacaxi gigante, sendo as principais responsáveis pelos altos valores de CTC dos solos, já que esses não são tão ricos em matéria orgânica. O exemplar de “abacaxi gigante” analisado pesou 4 vezes mais que um abacaxi comercial. O pH da polpa foi de 4,1. Seu conteúdo nutricional parcial revelou altos teores de elementos químicos nas três partes do abacaxi analisado (casca, polpa e miolo), sendo que a casca concentrou a maioria dos elementos, apresentando a seguinte ordem K> P> Ca> Mg> Mn> Na> Fe > Zn >Cu. Quando comparados com os abacaxis consumidos na Colômbia e no México, observa-se que apenas os teores de Na e Mg do abacaxi “gigante de Tarauacá” se encontram na média para os outros abacaxis, os demais elementos são consideravelmente maiores, com destaque ao P que é 22 vezes maior que o do abacaxi da Colômbia, e ao Mn que é 18 vezes maior que o do abacaxi do México. Os teores médios de Hg (55 ppb) dos solos estudados se encontram abaixo da média mundial, porém é o dobro da média encontrada para os sedimentos de praia dos rios Envira, Tarauacá e Juruá, já os teores de Hg (6 a 16ppb) no abacaxi gigante se assemelham aos de folhas e grãos de feijão cultivados nessas praias. Os altos teores de Mn disponíveis nos solos e no abacaxi gigante sugerem que este contribua juntamente com K e P, para o crescimento exagerado dos cultivares plantados nos solos das “micro-manchas”. A riqueza de nutrientes dos solos de terra firme da região Feijó-Tarauacá também foi observada nos rios que drenam essa região. Os sedimentos de fundo do rio Envira se mostraram mais rico em nutrientes que os do rio Tarauacá demonstrando que as terras da formação Solimões drenadas pelo rio Envira parecem ser mais ricas em nutrientes. As águas fluviais no período de enchente (inverno) se enriquecem em material inorgânico em suspensão com até 8 vezes mais do que no período de estiagem (verão), o contrário acontece com o total de sólidos dissolvidos (STD), com 3 vezes mais STD no período de estiagem. Os teores de metais disponíveis nos sedimentos em suspensão são em ordem decrescente Fe, Al, Mg, Mn, Na, Ti, Ba, Zn, Sr, Cu, B, Li, Sn, Pb, Rb, etc, (Ca e K não foram analisados). Os menores teores desses elementos se concentraram no rio Jurupari, afluente do Envira, com exceção do Se, Sn, Rb, Sb, Cs. Esses suspensatos são relativamente ricos em macro e micronutrientes explicando a mineralogia das águas fluviais e em conjunto a fertilidade das praias e, por conseguinte mostrando que os sedimentos da Formação Solimões são de fato a principal fonte de fertilidade dos atuais corpos praianos e de planície de inundação do Acre, como também dos sedimentos de terra firme, onde estão sendo cultivados os abacaxis “Gigantes de Tarauacá”, entre outros cultivares.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Variabilidade morfo-sedimentar das Praias Estuarinas do Amor e dos Artistas (Ilha de Caratateua, Pará)(Universidade Federal do Pará, 2006-06) FARIAS, Daniel Ramôa; EL-ROBRINI, Maâmar; http://lattes.cnpq.br/5707365981163429As praias são ambientes muito dinâmicos e sensíveis, pois são formadas por material inconsolidado (areia e cascalho), que sofrem influência permanente de processos meteorológicos, hidrológicos, oceanográficos e antrôpicos, sendo estes responsáveis pelas transformações morfosedimentares. Os estudos sobre a variabilidade morfo-sedimentar dos ambientes praiais permitem, dentre outros aspectos, a identificação dos locais e dos períodos de maior/menor erosão e deposição existentes no ambiente praial, que servem também como proteção costeira para os ecossistemas adjacentes, atividades urbanas e como hábitat para várias espécies de animais e vegetais. As praias arenosas estuarinas do Amor e dos Artistas são localizadas na ilha de Caratateua, a cerca de 30km de Belém, que está inserida na região estuarina do golfão Amazônico, sob a influência do clima Equatorial Amazônico, com pluviosidade anual bastante elevada – 2.700 a 3.000 mm – e com dois períodos bem definidos: um menos chuvoso (Junho a Novembro) e um mais chuvoso (Dezembro a Maio), com os meses de Junho e Novembro considerados como de transição. A maré é do tipo meso e macro, cuja variação no período de sizígia está entre 3,65 e 4,7 m. A praias estuarinas do Amor e dos Artistas constituem-se de sedimentos arenosos holocênicos, assentados sobre o Grupo Barreiras e Pós–Barreiras como unidade geomorfológica de áreas de acumulação. Para o monitoramento da morfologia e da sedimentologia, foram realizados perfis transversais à linha de costa das praias do Amor e dos Artistas em quatro etapas de campo de acordo com a sazonalidade local – Outubro de 2003/2004 (seco), Fevereiro de 2004 (chuvoso) e Junho de 2004 (de transição) – num intervalo de 12 meses, onde, na Praia do Amor, foram feitos três perfis em cada etapa e na Praia dos Artistas um perfil por etapa, totalizando 148 amostras de areia (37 por etapa – 10 por perfil na Praia do Amor e 7 por perfil na Praia dos Artistas). Os resultados demonstram uma relativa variabilidade morfo-sedimentar praial, onde na praia do Amor o ambiente praial apresentou classificação de terraço de maré baixa com pequenas dunas e extensa zona de intermaré (210m), além da ocorrência de calhas, sangradouros e baixa declividade (β=0,95º). Já na praia dos Artistas, verificou-se características de ambiente praial reflectivo com falésias (~8m), estreita zona de intermaré (60m) e alta declividade (β=5,5º). A praia do Amor foi classificada como Terraço de Maré Baixa no período seco (Outubro/2003-2004) e Correntes de Retorno e Barras Transversais no período chuvoso (Fevereiro/2004) e de transição (Junho/2004). A praia dos Artistas é classificada como praia intermediária, com dois estágios morfológicos: Terraço de maré baixa, durante o período seco (Outubro/2003-2004), enquanto que no período chuvoso (Fevereiro/2004), o estágio morfológico intermediário foi de Banco e Calha Longitudinal, que possui como característica marcante a presença de zona de intermaré superior íngreme e presença de bancos e calhas, que estão localizados na zona de intermaré inferior/inframaré.
