Navegando por Assunto "Sedimentos (Geologia)"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Aplicação da cromatografia líquida de alta eficiência na investigação de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos em testemunhos sedimentares(Universidade Federal do Pará, 2013-07-31) EVANGELISTA, Camila do Carmo Pereira; KAWAKAMI, Silvia Keiko; http://lattes.cnpq.br/5306256489815710Hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) são compostos orgânicos originários de fontes naturais e antrópicas e, por apresentarem potencial carcinogênico e mutagênico, são considerados poluentes prioritários por agências ambientais. Desta forma, métodos analíticos para investigação de tais compostos que sejam rápidos e de baixo custo são de relevância considerável para o monitoramento ambiental. O presente trabalho teve como objetivos otimizar um método analítico para HPAs utilizando cromatografia líquida com detecção por arranjo de diodos (HPLC-DAD) e aplicar em testemunho sedimentar de região estuarina. Para otimização e avaliação do método, uma coluna sedimentar de 46 cm de comprimento foi coletada na foz do Rio Tucunduba (Belém, Pará) e seccionada em porções de 2 cm (subamostras). Após secagem, 30 g de cada porção foram extraídos com mistura de diclorometano em acetona (1:1) em ultrassom por 40 min. Os extratos obtidos foram centrifugados, purificados em sílica-gel, adaptação em funil necessária principalmente para reter partículas finas, e em seguida concentrados em rotaevaporador à vácuo e, por fim, filtrados com membrana de nylon 0,22 μm antes da injeção no HPLC. Amostras fortificadas com padrões analíticos de 16 HPAs e brancos também foram processados da mesma maneira. Um conjunto de parâmetros para validação do método foi investigado e observou-se: (1) boa linearidade: as curvas de calibração (analíticas) apresentaram coeficientes de correlação elevadas; (2) precisão adequada: obteve-se desvio padrão relativo dentro do aceitável, sendo o mínimo de 2,1% para acenaftileno e máximo de 19,7% para o fluoranteno; (3) limites de detecção baixos: entre 0,004 a 1,085 ng g g-1, viabilizando análises em concentrações reais in situ; (4) recuperação adequada para traços: sendo a mínima de 40,0% para o acenaftileno e máxima de 103,1% para o benzo(k)fluoranteno. As concentrações de HPAs totais variaram nas seções do testemunho sedimentar entre 60,77 - 783,3 ng g-1 de sedimento seco. O método otimizado mostrou-se vantajoso com relação aos tradicionais que utilizam extrator soxhlet e colunas de adsorventes para purificação de extratos por minimizar o tempo de extração e reduzir custos com uso de volumes menores de solventes para purificação do extrato. A limitação do método, porém, foi a coeluição do criseno e do benzo(a)antraceno e a sobreposição do fluoreno e acenafteno, além da quantificação benzo(g,h,i)perileno. Essa limitação provavelmente está associada à eficiência da coluna cromatográfica disponível para a análise, que é para aplicação geral. O método mostrou-se aplicável a amostras estuarinas complexas e ricas em silte e argila. Razões diagnósticas de HPAs parentais indicam fontes petrogênicas a profundidades de 24 – 26 cm, 28 – 30 cm; e fontes pirolíticas a profundidades de 6 – 8 cm, 10 – 12 cm e 14 – 16 cm respectivamente.Tese Acesso aberto (Open Access) Avaliação ambiental dos recursos hídricos, solos e sedimentos na área de abrangência do depósito de resíduos sólidos do Aurá - Belém-PA(Universidade Federal do Pará, 2002-03-27) PIRATOBA MORALES, Gundisalvo; FENZL, Norbert; http://lattes.cnpq.br/6834981018643186O município de Belém, com 1.754.099 habitantes, produz aproximadamente 1.200 toneladas/dia de todo tipo de resíduos, que são depositados precariamente nos limites com o município de Ananindeua, na área conhecida como "lixão" do Aurá. Nos últimos 11 anos, a área tem acumulado aproximadamente três milhões duzentas mil toneladas de resíduos sólidos, transformando essa área numa fonte pontual e permanente de poluição antropogênica, que altera as condições ambientais dos recursos ambientais da área de abrangência. A comparação das sondagens de eletrorresistividade vertical (SEV), realizadas na área antes que esta fosse transformada em depósito de lixo (1991), com aquelas realizadas oito anos depois (1998), mostram que a resistividade do terreno tem sofrido drástica modificação, chegando a apresentar valores até 109 vezes menores que os valores originais, indicando que as camadas estão sendo atingidas pelo lixiviado oriundo da degradação dos resíduos. Os quinze perfis realizados na área pelo sistema de imageamento elétrico, permitiram confirmar os trabalhos realizados das SEV'S, evidenciando que o lençol freático está sendo atingido, pela infiltração e deslocamento de chorume tanto vertical como horizontalmente. As características hidrogeológicas da área mostraram que, na mesma, predomina o tipo de aqüífero livre pontualmente confinado, com gradiente hidráulico de aproximadamente 0,695%, com uma porosidade efetiva de 28%, coeficiente de permeabilidade de 1,1 x 10-3 a 0,9 x10-4 cm/s e fluxos subterrâneos ocorrendo do norte para o sul na direção do rio Guamá, deslocando-se a uma velocidade aproximada de 14,79 m/ano. A análise estatística multivariada mostrou que as amostras de águas superficiais coletadas simultaneamente em três pontos de controle, durante um ciclo de maré, independente da sazonalidade, comportam-se como amostras significativamente diferentes, evidenciando que os recursos hídricos superficiais estão atingidos pelo deslocamento superficial de chorume. Com os valores da concentração de cada um dos parâmetros traçadores de chorume (pH, condutividade, alcalinidade, amônia, carbono orgânico total, cloreto, sódio, potássio, cálcio, e magnésio), e a vazão do rio Aurá, no ponto de controle do mesmo, próximo do rio Guamá, é possível estimar a quantidade de poluentes que o depósito de resíduos sólidos está enviando para o sistema hídrico. Durante um ciclo de maré (6:00 até 18:00 horas), no período de seca, o depósito de resíduos sólidos estaria despejando para o sistema hídrico local, a quantidade aproximada de 13.115 kg de cloreto, 417 kg de amônia e 129.767 kg de sais. Para as águas subterrâneas, a análise estatística multivariada indicou que as amostras coletadas nos poços de monitoramento existentes na área apresentam diferenças significativas, evidenciando que os poços localizados à jusante do depósito estão sendo atingindos pelo deslocamento de chorume. A presença de camadas arenosas, na área onde estão depositados os resíduos sólidos, favorecem o deslocamento tanto vertical como horizontal dos diferentes poluentes oriundos do chorume. As análises de metais pesados, realizadas mediante a metodologia de extração seqüencial, mostraram diferentes participações percentuais nas fases geoquímicas potencialmente biodisponíveis nas amostras de solos e sedimentos estudados. Nas amostras de solos a fração potencialmente biodisponível (fases geoquímica trocável, redutível e orgânica), em média, contém 32% do total de Cádmio (Cd), 11,8% do total de Cromo (Cr), 23% do total do Cobre (Cu), 12,32% do total de Níquel (Ni), 43,1% do total de Chumbo (Pb) e 31,01% do total de Zinco (Zn). A participação percentual das fases potencialmente biodisponíveis dos sedimentos da área foi maior se comparada com as amostras de solos. Nesses sedimentos, a quantidade de metais pesados da fração potencialmente biodisponível, mostrou maiores valores na época de seca que na época de chuva; assim por exemplo, 33% do total de Cd quantificado na época de chuva, mudou para 37% na época de seca, o Pb mudou de 61 para 70% o Zn de 51 para 54%, entre outros. Os metais analisados pelo ataque total nas amostras de solos, comparados com os valores de background de arenitos, indicam que os elementos Fe (3,1%), Cu (18,5 ppm), Ni (10,1 ppm), Pb (69,5 ppm), Cr (76 ppm) e Cd (>1 ppm), encontram-se acima dos limites considerados normais. No caso das amostras de sedimentos considerando os valores de background da EPA (concentração total) estariam moderadamente poluídos com Cr (média de 64,6 ppm), e fortemente poluídos com Fe (3,8%) e Mn (600 ppm). Esses mesmos resultados mostram que os sedimentos não estariam poluídos com Pb e Zn, Considerando a fase potencialmente biodisponível e utilizando a ferramenta de um Sistema de Informação Geográfica (SIG), pode-se afirmar que, na época de chuva as amostras de sedimentos não estariam poluídas com Cr (fração potencialmente biodisponível - PBD, menor que 20% do total), estariam altamente poluídos com Pb e Zn (PBD maior que 50%) e moderadamente poluídas com Cu, Ni e Cd (PBD entre 20 e 50 %).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação da qualidade ambiental da baía do Guajará em Belém - PA(Universidade Federal do Pará, 2018-03-29) SANTOS, Letícia Furtado dos; SOUSA, Adriano Marlisom Leão de; http://lattes.cnpq.br/4371199443425884A água é um recurso natural fundamental para a manutenção da vida, logo é de suma importância preservar sua qualidade. Entretanto, com o aumento das atividades antrópicas, a mesma vem sofrendo fortes pressões, algo que pode afetar sua qualidade. Dessa forma, é necessário o monitoramento dos corpos hídricos, avaliando os fatores físicos, químicos e biológicos, a fim de saber se tais atividades estão acarretando riscos para qualidade desse recurso natural. Este trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade ambiental da baía do Guajará, através da análise da qualidade da água, sedimento e macroinvertebrados bentônicos. As coletas ocorrem no ano de 2015, em períodos sazonais distintos, chuvoso e menos chuvoso, característicos da região amazônica. O estudo foi realizado em 4 pontos (PT01, PT02, PT03 e PT04). Na análise da água, foi avaliado os parâmetros físico-químicos e microbiológicos; no estudo do sedimento (total e lixiviado) foi quantificado os metais Cr, Cd, Cu e Fe, calculando o FC (Fator de Contaminação), Igeo (Índice de Geoacumulação) e FE (Fator de Enriquecimento); e na análise dos macroinvertebrados bentônicos foi avaliado os descritores ecológicos e o FAB (Fator de Bioacumulação). Na análise da precipitação, o volume precipitado foi acima da média das normais climatológicas no período chuvoso, e no período menos chuvoso foi abaixo da média. Nas análises químicas e microbiológicas da água, o parâmetro de OD (oxigênio dissolvido) apresentou-se abaixo do permitido pela Resolução CONAMA nº357/05, e a DBO (demanda bioquímica de oxigênio) e coliformes termotolerantes acima do limite de referência, além de elevadas concentrações de DQO (demanda química de oxigênio) e alta CE (condutividade elétrica). Na avaliação do sedimento, o Cd do sedimento total apresentou valores acima do permitido por PEL e CONAMA nº 454/12, já na fase lixiviada, todos os metais ficaram dentro do permitido pela legislação. No geral, os pontos apresentaram de baixa à moderada contaminação, caracterizados como ambiente não poluído à moderadamente poluído e com deficiência de enriquecimento. Na análise dos macroinvertebrados bentônicos, o filo mais representativo encontrado foi o Annelida, com a maior parte das espécies referentes à classe Polychaeta e a subclasse Oligochaeta (classe Clitellata). Os Oligochaetas pertencente à família Tubificidae foi o que mais se destacaram. Tal família é caracterizada como tolerantes e oportunistas a situações de hipóxia, conseguindo habitar em ambientes com água eutrofizada. Os resultados dos descritores ecológicos mostraram que a maior riqueza, abundância, diversidade e melhor equitabilidade, foram encontradas no período menos chuvoso, devido a maior concentração de nutrientes e matéria orgânica provocada nesse período, os indivíduos bentônicos apresentaram bioacumulação em todos os pontos para os metais Cd, Cr, Cu. Os resultados das matrizes analisadas no estudo, indicaram que o acumulo de poluentes na baía do Guajará é devido às atividades antrópicas, principalmente pelo descarte de esgoto doméstico sem pré-tratamento que é lançado nessa região e atividade portuária. Com isso, ressalta-se a importância do monitoramento contínuo, haja vista que tal contaminação além de acarretar danos para o ecossistema aquático, provoca prejuízo para população, já que a mesma utiliza esse corpo hídrico para práticas de recreação e pesca.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação geoquímica da ocorrência de metais pesados selecionados em sedimentais pelíticos da plataforma continental do Amazonas no trecho entre a foz do rio Pará e o cabo Orange(Universidade Federal do Pará, 2003-04-10) LIMA, Edgar Alexandre Reis de; LIMA, Waterloo Napoleão de; http://lattes.cnpq.br/1229104235556506Nas últimas décadas as Plataformas continentais, como um todo, têm sido alvo de pesquisa científicas com objetivos de exploração de suas reservas, minerais e biológicas, e também de monitoramento ambiental. A plataforma continental do amazonas (PCA) vem sendo estudada desde os anos 60 com os primeiros trabalhos de Gibbs no rio Amazonas; posterirmente outros projetos tais como CAMREX, AMASSEDS, PROMAR, GEOMAR, REMAC, JOINT, REVIZEE, entre outros foram implementados, visando sedimentologia, geoquímica, oceanografia, biologia, e que geraram inúmeros trabalhos. Este Trabalho teve como objetivo principal o estudo geoquímico de metais pesados em sedimentos pelíticos da plataforma continental do Amazonas, no trecho situado entre a foz do rio Pará e o cabo Orange, até uma isóbata de 40m, incorporando as plataformas interna e intermediária, onde se procurou verificar as formas de associações desses metais com a granulometria, os argilominerais, a matéria orgânica e o teor de carbonatos. Este estudo faz parte do programa REVIZEE (Avaliação do Potencial Sustentável dos Recursos Vivos da Zona Econômica Exclusiva), tem sido os sedimentos coletados em duas campanhas de diferentes períodos sazonais: uma campanha denominada Operação Norte 2 (NIII) no período de descarga máxima (maio a junho de 1999). A coleta dos sedimentos e parâmetros físicos e físico-químicos das águas costeiras sobrejacentes à plataforma foi efetuada a bordo do navio oceanográfico Antares pertencente à Marinha do Brasil. Os trabalhos de laboratório foram efetuados na Universidade Federal do Pará. Os procedimentos em sendimentologia mostraram domínio da fração silte+argila (acima de 60% na maiorioa das amostras) sobre a fração areia, embora, em certos casos, dominasse essa última (variação de 63 a 67,71% em duas amostras). A elaboração de uma tabela de composição centesimal dos minerais presentes no sedimento, mediante integração de resultados oriundos de difratometria de raios-X e de análise química de elementos maiores e menores, permitiu evidenciar o domínio de argilominerais ( caulina e ilita) na maioria das amostras, seguidos pela sílica (principalmente quartzo). Os teores de cálcio permitiram o cálculo dos porcentuais de carbonatos e dados da perda ao fogo conduziram à quantificação dos componentes CO2 (oriundo de carbonato) e H2O ( associada aos Argilominerais e aos colóides de Fe, Ti, Mn. Neste último caso, verificou-se, por cálculo estequiométrico que a maioria das amostras apresentam percentuais de Fe (OH)3 entre 0,8 a 7,34.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização faciológica de sedimentos glaciais da formação cabeças na borda sudoeste da Bacia do Parnaíba(Universidade Federal do Pará, 1997-02-19) OLIVEIRA, Marcelo José de; CAPUTO, Mário Vicente; http://lattes.cnpq.br/1028384858323270Dissertação Acesso aberto (Open Access) Caracterização geoquímica de sedimentos de fundo da orla de Belém-PA(Universidade Federal do Pará, 2001-09-14) PEREIRA, Kátia Regina de Brito; CORRÊA, José Augusto Martins; http://lattes.cnpq.br/6527800269860568Dissertação Acesso aberto (Open Access) Comportamento de metais pesados e nutrientes nos sedimentos de fundo da Baía do Guajará e Baía do Marajó(Universidade Federal do Pará, 2010-01-28) HOLANDA, Nielton de Souza; ANGÉLICA, Rômulo Simões; http://lattes.cnpq.br/7501959623721607As atividades humanas influenciam as características físico-químicas das águas, sedimentos e organismos em ambientes aquáticos situados em regiões industrializadas e com alta densidade populacional. Com o uso crescente dos estuários como reservatório para uma grande quantidade de resíduos, os ecossistemas estuarinos e costeiros estão sendo gradualmente sujeitos a significativos impactos. Os sedimentos de fundo desempenham um papel importante no registro desses impactos uma vez que tem a capacidade de reter espécies químicas orgânicas e inorgânicas. O objetivo desta pesquisa é estudar o comportamento geoquímico de metais nos sedimento de fundo da Baía do Guajará, rio Guamá e da Baía do Marajó. As duas regiões foram escolhidas por suas características opostas: a Baía do Guajará (Área 1) sob forte influencia antropogênica e a Baía do Marajó (Área 2) considerada de referencia. Foram coletados 83 pontos na Área 1 e 60 pontos na Área 2. Foram determinadas concentrações químicas dos seguintes metais: Ba, Cr, Cu, Fe, Pb, Ni , V e Zn e, também, os teores de nitrogênio, carbono, matéria orgânica, o fósforo total e o fósforo ligado a compostos orgânicos. O estudo mineralógico definiu em comum nas duas áreas a presença de quartzo, caulinita, ilita e esmectita. Na Área 1 foi encontrado pico de K-feldispado e halita. A área 1 apresenta teor médio de nitrogênio de 0,08 %, teores médios de carbono de 1,51 % , matéria orgânica de 2,60 % e concentração média de fósforo e fósforo ligado a compostos orgânicos 307 mg/Kg e 126 mg/Kg, respectivamente. A concentração de metais apresentou os seguintes valores: Ba (529 mg/Kg); Cr (91 mg/Kg); Cu (17 mg/Kg); Fe (6,82 %); Ni (32 mg/Kg); Pb (27 mg/Kg); V (120 mg/Kg) e Zn (69 mg/Kg). A área 2 apresenta teor médio de matéria orgânica 1,70 %, de carbono e de nitrogênio 0,98 % e 0,08 % respectivamente. A concentração de fósforo e fósforo ligado a compostos orgânicos 193 mg/Kg e 7 mg/Kg, respectivamente. A concentração de metais apresentou os seguintes valores: Ba (596 mg/Kg); Cr (102 mg/Kg); Cu (21 mg/Kg); Fe (8,31%); Ni (40 mg/Kg); Pb (28 mg/Kg); V (141 mg/Kg) e Zn (85 mg/Kg). Os teores de carbono e fósforo (0,98 %; 193 mg/Kg) encontrados na área 2 foram menores que os encontrados na área 1 (1,51 %; 307 mg/Kg) demonstram a influencia dos efluentes que são lançados no estuário guajarino. Em ambas as áreas observa-se, a mesma tendência decrescente dos teores: Fe2O3>Ba>V>Cr>Zn>Ni>Pb>Cu . Na área 1 foram encontrados valores mais elevados de metais isoladamente enquanto que na área 2,com as maiores médias, a distribuição é homogênea; nas duas áreas os metais tem uma leve tendência de se concentrar onde há maior teor de matéria orgânica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Critérios operacionais para redução da contribuição de sedimentos gerados em pilhas de estéril(Universidade Federal do Pará, 2018-11-14) COSTA, Glayce Wivyanne Oliveira; MESQUITA, André Luiz Amarante; http://lattes.cnpq.br/1331279630816662A falha na construção e/ou operação de pilhas de estéril pode acarretar em impactos ambientais significativos por conta da gestão de sedimentos provenientes de processos erosivos, principalmente no período chuvoso, tornando-se necessária a elaboração de planos de mitigação que levem em consideração o comportamento morfodinâmico dos terrenos, bem como o ritmo de assoreamento ou da carga de sedimentos que podem ser incorporadas aos cursos d’água durante as diferentes etapas construtivas das estruturas, a fim de garantir a integridade da flora no entorno do empreendimento, bem como otimizar a destinação dos rejeitos e sedimentos dentro do espaço definido para as atividades de mineração. Nesse sentido, este estudo objetiva analisar o processo de disposição de estéril e de geração de sólidos, em pilhas de disposição de estéril de minério de ferro, provenientes de minas a céu aberto, e com isso indicar critérios operacionais que subsidiem a redução da contribuição de sedimentos gerados nas pilhas para o meio ambiente. Para a execução deste trabalho foi escolhida uma pilha de estéril da Vale instalada na Província Mineral de Carajás, denominada PDE NW II, para a qual foi realizada uma pesquisa documental e análises crítica dos principais fatores envolvidos na dinâmica erosiva da estrutura. Neste contexto estão inclusos os históricos de chuvas, classificação de cobertura do solo, tamanho e morfologia da bacia de contribuição, bem como a quantificação de sedimento carreado pela estrutura para porções a jusante. A metodologia utilizada se mostrou eficiente, principalmente porque conseguiu correlacionar causa e efeito, na avaliação das rotinas de implantação e operação das pilhas, de forma a tornar intuitiva as ações de ordem preventiva, no sentido de minimizar o transporte de sedimento para o meio ambiente.Tese Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento da vegetação e morfologia da foz do Amazonas-PA e rio Doce-ES durante o Quaternário tardio(Universidade Federal do Pará, 2013-11-05) FRANÇA, Marlon Carlos; PESSENDA, Luiz Carlos Ruiz; http://lattes.cnpq.br/0425441943533975; COHEN, Marcelo Cancela Lisboa; http://lattes.cnpq.br/8809787145146228Este trabalho compara as mudanças morfológicas e vegetacionais ocorridas ao longo da zona costeira da Ilha de Marajó, litoral amazônico, e da planície costeira do Rio Doce, sudeste do Brasil, durante o Holoceno e Pleistoceno tardio/Holoceno, respectivamente, com foco especificamente sobre a resposta dos manguezais para as flutuações do nível do mar e mudanças climáticas, já identificadas em vários estudos ao longo da costa brasileira. Esta abordagem integra datações por radiocarbono, descrição de características sedimentares, dados de pólen, e indicadores geoquímicos orgânicos (δ13C, δ1₵N e C/N). Na planície costeira do Rio Doce entre ~47.500 e 29.400 anos cal AP, um sistema deltaico foi desenvolvido em resposta principalmente à diminuição do nível do mar. O aumento do nível do mar pós-glacial causou uma incursão marinha com invasão da zona costeira, favorecendo a evolução de um sistema estuarino/lagunar com planícies lamosas ocupadas por manguezais entre pelo menos ~7400 e ~5100 anos cal AP. Considerando a Ilha de Marajó durante o Holoceno inicial e médio (entre ~7500 e ~3200 anos cal AP) a área de manguezal aumentou nas planícies de maré lamosas com acúmulo de matéria orgânica estuarina/marinha. Provavelmente, isso foi resultado da incursão marinha causada pela elevação do nível do mar pós-glacial associada a uma subsidência tectônica da região. As condições de seca na região amazônica durante o Holoceneo inicial e médio provocou um aumento da salinidade no estuário, que contribuiu para a expansão do manguezal. Portanto, o efeito de subida do nível relativo do mar foi determinante para o estabelecimento dos manguezais na sua atual posição nas regiões norte e sudeste do Brasil. Entretanto, durante o Holoceno tardio (~3050-1880 anos cal AP) os manguezais em ambas as regiões retrairam para pequenas áreas, com algumas delas substituídas por vegetação de água doce. Isso foi causado pelo aumento da vazão dos rios associada a um período mais úmido registrado na região amazônica, enquanto que na planície costeira do Rio Doce, os manguezais encolheram em resposta a um aumento da entrada de sedimento fluvial associado a uma queda no nível relativo do mar.Tese Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento metodológico e avaliação de contaminação por HPAs em sedimentos da baia de Guajará(Universidade Federal do Pará, 2014-03-31) SODRÉ, Silvana do Socorro Veloso; CAVALCANTE, Rivelino Martins; http://lattes.cnpq.br/2253127527012522; CORRÊA, José Augusto Martins; http://lattes.cnpq.br/6527800269860568Os Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs) são poluentes de efeito tóxico, prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana, fazem parte de um grupo de compostos poluentes orgânicos persistentes (POPs), que por suas características tem impactado o ambiente, sendo por esse motivo bastante estudados. Podem estar presentes nas formas particulada, dissolvida e/ou gasosa, estando presentes em diferentes ambientes; solo, sedimento, ar, água, material particulado na atmosfera, organismos e alimentos (Kennish, 2007). As fontes naturais de HPAs incluem atividades vulcânicas, queimadas naturais, exsudação de óleos, além de processos biogênicos. HPAs antrogênicos podem ocorrer pela combustão incompleta de óleos combustíveis (automotores e industriais), queima intencional de madeira e plantações, efluentes domésticos e/ou industriais, drenagens pluviais urbanas, derrames acidentais de óleos e derivados. Hidrofóbicos e lipofílicos, essas substâncias podem ser facilmente adsorvidas em sedimentos, sendo este compartimento um importante reservatório desses poluentes. Para avaliar a presença desses compostos no ambiente, utilizou-se nesse trabalho a Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. As amostras utilizadas no desenvolvimento e otimização da metodologia foram coletadas na baia do Guajará (Belém – PA). O presente trabalho constituiu-se dessa forma em um desenvolvimento de um procedimento metodológico (com adaptações e timizações) para quantificar 16 HPAs em 10 pontos na baia do Guajará, Belém – PA, em duas etapas de campo, totalizando 20 amostras analisadas. Na etapa de desenvolvimento do método analítico foram testados sistemas de eluição, polaridade do sistema e fluxo do eluente entre outros. Para validação do método foram avaliados os parâmetros fidelidade, linearidade, limite de detecção, limite de quantificação do método. Razões diagnósticas foram calculadas para identificação das fontes primárias do HPAs encontrados na baia. Foram identificadas, a partir de razões diagnósticas da ΣHPAs BMM/ΣHPAsAMM; Fen/Ant; Flt/Pir; Ant/Σ178; Flt/Σ202; B(a)P/Σ228 e Ind(123cd) pireno/Σ276 as fontes primárias dos 16 HPAs estudados no sedimento da baia. A somatória das concentrações dos HPAs leves na primeira etapa de campo, variou de 132,13 ng.g-1 a 1704,14 ng.g-1, a ΣHPAs dos pesados de 125,82 g.g-1 a 1269,71 ng.g-1 e ΣHPAs totais de 317,84 ng.g-1 a 3117,06 ng.g-1.. Na segunda etapa de campo, as concentrações dos HPAs leves variou de 76,12 ng.g-1 a 1572,80 ng.g-1 ; a ΣHPAs pesados variou entre 213,90 ng.g-1 a 1423,03 ng.g-1, e Σ HPAs totais teve concentrações de 290,02 ng.g-1 a 2995,82 ng.g-1. A partir dos resultados obtidos pode-se classificar a baia do Guajará como moderadamente impactada. A combustão constitui a fonte predominante de HPAs nos sedimentos da baia do Guajará, seguida da combustão de biomassa vegetal e aporte de petróleo e derivados. A maioria dos pontos estudados nesse trabalho, nas duas etapas de campo, apresentaram concentrações de HPAs individuais acima dos VGQS.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Distribuição de metais pesados e isótopos de Pb em sedimentos do rio Amapari, setor de Pedra Branca do Amapari – Porto Grande, Amapá(Universidade Federal do Pará, 2011-03-18) SILVA, Danúbia Tavares da; LAFON, Jean Michel; http://lattes.cnpq.br/4507815620234645O trabalho consiste de um estudo geoquímico de metais pesados e de geoquímica isotópica de Pb em sedimentos provenientes da bacia hidrográfica do rio Amapari, o qual é um dos principais afluente da margem direita do rio Araguari. A área estudada é localizada na região central do Estado do Amapá, mais especificamente, no trecho do rio entre Porto Grande–Pedra Branca do Amapari. O Trabalho tem por objetivo investigar a distribuição de metais pesados, os quais são: Pb, Cu, Zn, Ni, Mn, Cd, Cr e de outros metais como o As, Al, Fe, Th e U associados à determinação da composição isotópica de Pb em sedimentos recentes em diversos pontos de amostragem representativos do rio Amapari e seus tributários. O estudo visa evidenciar e distinguir as contribuições naturais provenientes das principais unidades geológicas presentes na bacia de drenagem e as possíveis contribuições relacionadas às atividades de mineração nessa região do Estado do Amapá, em particular, da extração de ouro e ferro no setor de Pedra Branca do Amapari – Serra do Navio, que constitui o maior empreendimento de mineração no Estado. A estratégia de coleta das amostras de sedimentos recentes (solos aluviais), que são sedimentos depositados na margem superior do rio durante os eventos de inundação, dependeu basicamente da ocorrência de afloramentos adequados e da acessibilidade. Os sedimentos, coletados em novembro de 2007, correspondem a um conjunto de amostras proveniente do rio Amapari e desembocaduras de igarapés nesse rio e a três conjuntos de amostras coletadas em tributários da margem direita (rio Cachorrinho e rio Cupixi); e esquerda (igarapé Cupixizinho), totalizando 25 pontos de amostragem. Nessas amostras foram realizadas análises granulométrica, mineralógica, química e isotópica. A análise granulométrica foi efetuada para determinar as percentagens de material fino (silte + argila) e de argila. A composição mineralógica foi determinada por Difração de Raios-X. As análises químicas foram realizadas em laboratório comercial (ACME Analítica Laboratório), no qual foram determinados os teores de elementos maiores e traços por ICP-EOS e ICP-MS em dissolução total em 8 amostra total e 22 da fração fina. Os elementos de maior interesse foram: Al, Fe, Pb, Mn, Cu, Zn, Ni, As, Cd, Cr, Th e U. Para as análises isotópicas, as amostras de fração fina sofreram abertura química total (20 amostras) e lixiviação ácida (5 amostras). A separação e purificação do Pb foram realizadas por cromatografia de troca iônica. As composições isotópicas foram determinadas em modo estático com um espectrômetro de massa de termoionização modelo Finnigan MAT 262, com multi-coletores, do Laboratório de Geologia Isotópica (Pará-Iso) do IG da UFPA. Os resultados geoquímicos mostraram que todos os metais pesados se comportaram de forma similar e são enriquecidos nas mesmas amostras indicando que os sedimentos sofreram os mesmos processos de enriquecimento para todos os metais investigados, com exceção do cádmio que teve um comportamento diferente. Não foi possível evidenciar nenhuma relação clara entre granulometria e teores de metais pesados. Portanto, a quantidade de argilas presente no sedimento não parece ter sido preponderante nas concentrações dos metais pesados, ao contrário do que ocorre geralmente em sedimentos de fundo. Não foram observadas variações na composição mineralógica entre fração fina e fração superior a 62 μm, o que justifica a similaridade das composições químicas entre essas frações. Em ambas, a mesma paragênese formada por quartzo, caulinita, gibbsita e muscovita foi identificada. Alguns outros minerais foram encontrados em algumas das amostras, os quais devem representar relíquias das paragêneses primárias (anatásio, rutilo, microclínio, etc.) Esses minerais não influenciaram as concentrações dos metais pesados investigados. Os metais pesados apresentaram uma correlação melhor com o Fe do que com o Al, apesar de não terem sido detectados minerais de Fe nas amostras. As composições isotópicas de Pb apresentaram grandes variações. Foi possível construir isócronas no diagrama 207Pb/204Pb vs. 206Pb/204Pb que definiram sistematicamente idades paleoproterozóicas, em torno de 2,0 Ga (rio Amapari: 1964 ± 88 Ma, mswd = 1,6), indicando que os sedimentos são provenientes essencialmente das unidades supracrustais paleoproterozóicas (metasedimentos e rochas máficas) e dos granitoides associados. Apesar de aflorar em extensos locais no percurso do rio Amapari e tributários, o embasamento arqueano, não contribui significativamente para a fonte dos sedimentos. Em termos de distribuição geográfica, as concentrações de metais variam de forma bastante significativa, porém aleatória nos diversos pontos de amostragem do rio Amapari, mostrando que não houve homogeneização e que os sedimentos retratam as heterogeneidades das rochas fontes. Qualquer que sejam os processos que levaram a essa distribuição, os mesmos são provavelmente naturais já que nenhuma correlação foi estabelecida entre os teores dos metais e a localização das amostras em relação às áreas com atividades de mineração. A comparação dos teores de metais pesados do rio Amapari e seus tributários com aqueles determinados por outros autores em sedimentos de fundos de um igarapé na proximidade dos depósitos de Fe e de Au da Serra do Navio – Pedra Branca de Amapari confirma essa hipótese.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Distribuição do mercúrio em sedimentos de fundo no Estuário de Santos SP/Brasil(2005-12) SIQUEIRA, Gilmar Wanzeller; BRAGA, Elisabete de Santis; PEREIRA, Simone de Fátima Pinheiro; SILVA, Elisamar daAmostras de sedimentos de fundo foram coletadas e analisadas para o mercúrio no Estuário de Santos-SP. Os resultados analíticos foram revistos para contaminação antropogênica de alguns setores da área estuarina como resultado de resíduos petroquímico e metalúrgico derivados do distrito industrial de Cubatão, das atividades siderúrgicas do Estado de São Paulo (COSIPA), do porto de Santos e, finalmente, das descargas dos efluentes do emissário submarino dentro da baía de Santos. Os valores para o fator de contaminação médio (FC) obtidos para os sedimentos de fundo variam de 1 a 3, principalmente para os canais de Santos e São Vicente; entretanto, na baía de Santos, os valores de FC (abaixo de 1) indicam baixa contaminação, exceto na área de descarga do emissário submarino.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Distribuição e registro histórico de metais pesados e assinaturas isotópicas de PB em testemunhos de sedimentos de fundo da Baia do Guajará, Belém-PA(Universidade Federal do Pará, 2011-08-29) CARVALHO, Jully Hellen dos Santos; CORRÊA, José Augusto Martins; http://lattes.cnpq.br/6527800269860568; LAFON, Jean Michel; http://lattes.cnpq.br/4507815620234645Os estuários são caracterizados como filtros ou destino final de uma parte significativa dos materiais particulados e dissolvidos que são trazidos pelos rios em direção aos oceanos. Estes estuários funcionam também como destino final para efluentes domésticos e industriais lançados, na maioria das vezes, in natura. A variedade de fatores e fontes somada com a complexidade da hidrodinâmica e das condições fisíco-químicas deste tipo de ambiente, torna os estudos de poluição dos estuários por metais um grande desafio. A análise isotópica de Pb é uma valiosa ferramenta para diferenciar fontes antrópicas de fontes geogênicas, já que o chumbo disperso no ambiente possui as características isotópicas da fonte da qual ele foi derivado, uma vez que as composições isotópicas de Pb não são afetadas por processos físicos ou químicos. A cidade de Belém (PA) possui uma rede hidrográfica pertencente ao estuário Guajará. Na margem leste da baía localiza-se a cidade de Belém, capital do Estado do Pará. A margem oeste é formada por um conjunto insular de 39 ilhas. Cerca de 30 km de drenagens naturais dividem a cidade formando canais que deságuam, sobretudo, nesta baía, que constitui o principal corpo hídrico receptor da carga de poluentes produzidos pelas atividades econômicas e domésticas da cidade. Entretanto a distribuição dos poluentes lançados diariamente na baía é difícil de ser avaliada, pelo fato do estuário representar um sistema hidrodinâmico complexo. Nesse contexto, a proposta desse estudo foi combinar a determinação de teores de metais com razão isotópica do Pb para estabelecer um registro histórico e investigar as fontes de Pb, seja ela natural ou antrópica, em sedimentos de fundo na margem oeste da Baía do Guajará, a mais afastada das possíveis fontes poluidoras. Uma amostragem foi realizada com auxilio de um testemunhador do tipo Russian Peat Borer. No total, 7 testemunhos de aproximadamente 50 cm foram coletados e posteriormente, fatiados de 10 em 10 cm totalizando 31 amostras. De acordo com a velocidade de deposição em torno de 0,7 cm/ano, previamente determinada para os sedimentos da baía do Guajará por geocronologia com 210Pb, os testemunhos coletados correspondem a um registro histórico de aproximadamente 70 anos. Foram realizadas análises granulométricas através do método de centrifugação, mineralógicas por Difração de Raio-X, análises geoquímicas com determinação da percentagem de matéria orgânica e dos teores de metais pesados por espectrometria ICP-MS e análises isotópicas de Pb por espectrômetria de massa por termoionização (TIMS). O estudo granulométrico e mineralógico dos testemunhos de sedimentos de fundo da margem oeste da baia do Guajará evidenciou uma evolução do regime hidrodinâmico, o qual tornou-se mais energético em toda a baía, ao longo do tempo. Esta afirmação foi baseada na caracterização dos sedimentos, os quais apresentaram predominância da fração areia e silte com diminuição da fração areia com a profundidade e textura que variou de arenosa a areno-siltosa. O estudo mineralógico não mostrou mudança de composição mineralógica das argilas, sendo a caulinita, a illita e a esmectita os argilominerais predominantes. Ao longo do tempo os teores de metais variam muito pouco, porém, detectou-se uma leve tendência a diminuir nos tempos mais recente, provavelmente ligada a evolução do regime hidrodinâmico. Por outro lado, não há evidência nos testemunhos de um aumento significativo das concentrações de metais com o aumento populacional ao longo dos últimos 70 anos. Estes resultados indicam que o background de Pb com intervalo de 25,3 - 29,1 mg.Kg-1 na baía é significativamente mais elevado que no rio Guamá (18 mg.Kg-1). As composições isotópicas 206Pb/207Pb de origem geogênicas ao longo dos testemunhos variaram entre 1,186 e 1,199. A assinatura isotópica média de 1,193 ± 0,0035 foi estabelecida como valor do background para a baia do Guajará, valor este inferior ao valor médio de 1.196–1,20 anteriormente determinado para a razão isotópica 206Pb/207Pb do Pb geogênico na região de Belém. As diferenças de teor e composição isotópica de Pb entre este estudo os realizados isotópicos anteriores realizados em sedimentos da margem oeste da baia, foram explicadas pela diferença da técnica utilizada na amostragem. Essa diferença indicou que, apesar do crescimento populacional acelerado das últimas décadas a contribuição de metais pesados pela ação antrópica é recente, intensificando-se nos últimos 7 anos.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Distribution and isotopic composition of lead in bottom sediments from the hydrographic system of Belém, Pará (western margin of Guajará Bay and Carnapijó River)(Universidade Federal do Pará, 2016-06) OLIVEIRA, Elma Costa; LAFON, Jean Michel; CORRÊA, José Augusto Martins; CARVALHO, Jully Hellen dos SantosEste trabalho teve como objetivos: (1) avaliar a extensão da ação antrópica sobre a distribuição do chumbo no sistema estuarino da região de Belém, Pará, por meio do estudo da concentração e assinatura isotópica de Pb em sedimentos de fundo da margem oeste da baía do Guajará e do rio Carnapijó, localizado em uma área mais afastada da influência da cidade de Belém; (2) avaliar a contribuição do material em suspensão como meio de transporte de Pb antropogênico na baía do Guajará; e (3) conferir os teores e assinatura isotópica de background de Pb no sistema hidrográfico de Belém. As assinaturas isotópicas dos sedimentos da margem oeste da baía do Guajará confirmam uma contribuição antropogênica para o Pb na escala de toda a baía. O processo de acumulação de Pb se tornou mais eficiente nos últimos 10 anos e deve estar ligado ao crescimento populacional acelerado da cidade de Belém. Os sedimentos do rio Carnapijó ainda não foram afetados pela ação antrópica e os valores médios de concentração (Pb = 19,6 ± 3,7 mg kg-1) e assinatura isotópica (206Pb/207Pb = 1,196 ± 0,004) confirmam os valores de background de Pb anteriormente propostos para o sistema hidrográfico da região de Belém. As assinaturas isotópicas do material em suspensão nas margens oriental (206Pb/207Pb = 1,188) e ocidental (206Pb/207Pb = 1,174) da baía do Guajará mostram que o material em suspensão é um mecanismo eficiente de transporte do chumbo proveniente dos efluentes domésticos e industriais da cidade de Belém para a margem oeste da baía; em razão dos efeitos de maré na confluência com o rio Guamá.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Esteróides como biomarcadores de contaminação orgânica em sedimentos superficiais e testemunhos do Estuário Guajará-PA(Universidade Federal do Pará, 2012-06-13) GOMES, Heyde Gonçalves; SOUZA FILHO, Pedro Walfir Martins e; http://lattes.cnpq.br/3282736820907252; KAWAKAMI, Silvia Keiko; http://lattes.cnpq.br/5306256489815710A cidade de Belém do Pará, seus arredores e rios estão sujeitos a impactos diversos devidos principalmente ao aumento da população e carência de saneamento básico. Diariamente são lançados efluentes não tratados na Baía do Guajará, o principal receptor hídrico da região, que causam preocupações para a saúde pública e qualidade ambiental. O presente trabalho objetivou a identificação da contaminação orgânica nos sedimentos superficiais e testemunhos do Estuário Guajará utilizando os esteróides como biomarcadores. Os esteróides têm sido usados como traçadores de aportes naturais e antrópicos, servindo para a identificação das fontes de compostos orgânicos no ambiente aquático. No entanto, o estudo de tais biomarcadores na região norte do Brasil é inédito. Dados de outras regiões foram importantes para fins de comparação e melhoria do conhecimento acerca da composição da matéria orgânica na área da Baía do Guajará. As amostragens de sedimentos superficiais e testemunhos (~50 cm) foram realizadas em janeiro de 2011. Os testemunhos foram coletados em Tucunduba e Icoaraci e os sedimentos superficiais em Tamandaré, Porto da Palha, Ver-o-Peso e Miramar. As análises de esteróis foram feitas por cromatografia gasosa com detecção por ionização de chama. Amostras de sedimentos para análises de clorofila, carbono orgânico total e granulometria também foram preparadas. Diversos esteróides foram identificados (coprostanol, colesterol, epicoprostanol, colestanol, colestanona, coprostanona, estigmasterol, brassicasterol, β-sitosterol, β-sitostanol), tanto os provenientes de fontes naturais quanto antrópicas. As concentrações de coprostanol, esterol de origem fecal, variaram nas amostras superficiais de 0,06 a 5,61μg g-1 de sedimento seco e no testemunho do Tucunduba, 0,02 a 11,23 μg g-1 e de Icoaraci, de 0,03 a 0,31 μg g-1. Dentre as amostras superficiais, notou-se contaminação orgânica elevada no Ver-o-Peso, apesar de tais amostras apresentarem predominância de areia. Para os testemunhos observou-se dois perfis distintos, no Tucunduba os esteróides predominantes no topo do testemunho foram coprostanol, coprostanona, colesterol e colestanol, caracterizando aporte recente de esgoto. Para o testemunho de Icoaraci, notou-se predominância de brassicasterol, estigmasterol, sitosterol e sitostanol, esteróides de origem vegetal. A partir dos dados envolvendo as razões entre as concentrações dos esteróis, constatou-se que a maioria dos pontos investigados apresentou um cenário contaminado por esgotos não tratados, o que é confirmado também pelas altas concentrações absolutas de coprostanol. A avaliação dessas razões para interpretação dos resultados foi importante para minimizar efeitos da dependência da concentração de esteróis pelo carbono orgânico total e granulometria e melhor utilização dos esteróis como biomarcadores.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo da composição isotópica de Pb em organismo bentônicos, poliquetas (Namalycastis abiuma) e oligoquetas, da Baía do Guajará e rio Guamá(Universidade Federal do Pará, 2009-06-24) OLIVEIRA, Simone Pereira de; ROSA FILHO, José Souto de; MOURA, Candido Augusto Veloso; http://lattes.cnpq.br/1035254156384979Na baia de Guajará (Terminal do Miramar e desembocadura do canal do Una) e no rio Guamá (desembocadura do Igarapé do Tucunduba), foram coletadas três amostras de sedimentos de fundo, três de poliquetas (Namalycastis abiuma) e cinco amostras de oligoquetas (Tubificidae). Nas amostras biológicas foram realizadas análises para a determinação da concentração e sua composição isotópica de chumbo, enquanto que nas amostras de sedimentos foi analisada apenas a composição isotópica do chumbo. O teor de chumbo quantificado em uma amostra representativa de oligoquetas foi de 5 mg.kg-1 e em uma amostra representativa de poliquetas foi de 3 mg.kg-1. Em termos percentuais, a concentração de chumbo determinado nos oligoquetas equivale a 13% do teor de chumbo quantificado nos sedimentos de fundo do seu habitat (38 mg.kg-1) em trabalhos anteriores. Levando em consideração que o teor de chumbo nos sedimentos da baía do Guajará sugere que eles são moderadamente poluídos, este percentual pode ser elevado quando comparado com a relação percentual de 1,7% dos oligoquetas em ambientes muito poluídos (p. ex. os sedimentos dos lagos indianos com teor de chumbo de até 2.260 mg.kg-1 e contendo oligoquetas com até 23 mg.kg-1). Este fato sugere que, proporcionalmente, os oligoquetas assimilam maiores teores de chumbo do seu habitat em ambientes menos poluídos. Não obstante, o chumbo nos oligoquetas comparado com o chumbo dos sedimentos de seu habitat, mostrou um comportamento linear o que indica que os oligoquetas podem ser utilizados como bioindicador. Quanto aos poliquetas (Namalycastis abiuma) os resultados indicaram comportamentos aleatórios e incoerentes, sem mostrar uma tendência que indique algum tipo de conexão ou correlação entre o teor de chumbo nos organismos e o teor chumbo dos sedimentos. Este fato praticamente inviabiliza a sua utilização como bioindicador da concentração de chumbo (e metais) em seu habitat. Na determinação da composição isotópica do chumbo nos sedimentos de fundo, os valores da razão 206Pb/207Pb dos sedimentos do rio Guamá foi de 1,193; o valor 1,194 foi sugerido, em trabalho anterior, como o valor natural (geogênico) desta razão nos sedimentos de fundo do rio Guamá. Essa redução indica que há origem não geogênica para o chumbo do rio Guamá no ponto amostrado. Na baía do Guajará, o sedimento amostrado na desembocadura do canal do Una apresentou o valor de 1,167 para a razão 206Pb/207Pb; valor próximo ao sugerido em trabalhos anteriores como indicativo de chumbo de origem antropogênica. Este valor da razão 206Pb/207Pb mostra que o canal do Una está contribuindo com chumbo para os sedimentos da baía do Guajará através dos despejos de efluentes domésticos e resíduos sólidos. Por sua vez, na amostra de sedimento coletada no Terminal do Miramar, também na baía do Guajará, o valor da razão 206Pb/207Pb foi de 1,188. Este valor é ligeiramente mais baixo do que aquele sugerido como valor natural da razão 206Pb/207Pb para os sedimentos de fundo da Região Metropolitana de Belém, que é de 1,200. Essa redução, possivelmente, está relacionada às atividades do Porto Petrolífero de Miramar, haja vista, que produtos originados de petróleo têm potencial de disseminação de chumbo para meio ambiente. Para comparar a assinatura isotópica do chumbo nos organismos com aquela dos sedimentos, foi adotado um procedimento que consistiu em dividir os valores da razão isotópica 206Pb/207Pb dos organismos pelos valores dessa mesma razão dos sedimentos. Para efeitos didáticos, o quociente resultante foi representado como R, sendo adotado o valor de R com tolerância de 1± 0,004 (0,996 ≤ R ≤ 1,004), para indicar que a assinatura dos organismos refletia a assinatura dos sedimentos de fundo de seu habitat. Os resultados de R em 75% das amostras biológicas ficaram com os valores dentro do intervalo tolerável (0,997 ≤ R ≤ 1,001). Enquanto que os restantes 25% que ficaram fora do intervalo de tolerância, foram as duas amostras de oligoquetas coletadas próximo a desembocadura do Una (R=1,015). Assim as três amostras de poliquetas coletadas em Miramar e as três amostras de oligoquetas coletados no rio Guamá próximo à desembocadura do igarapé Tucunduba, ficaram dentro do intervalo de tolerância. Os resultados dos valores de R indicam que os poliquetas (Namalycastis abiuma) e os oligoquetas refletiram a assinatura isotópica de chumbo do ambiente no qual estavam inseridos, mostrando que esses organismos se comportaram como bons bioindicadores da composição isotópica do chumbo de seu habitat. Esse percentual de 75%, segundo a metodologia de avaliação utilizada no presente estudo, é um percentual significativo, e sugere que esses macroinvertebrados podem ser utilizados como bioindicadores em monitoramento ambiental, usando a composição isotópica do chumbo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo do comportamento de metais pesados nas frações < 2 μm e < 63 μm nos sedimentos de fundo do rio Arienga – Barcarena – Pará.(Universidade Federal do Pará, 2011-05-18) MENEZES, Helenice Quadros de; CORRÊA, José Augusto Martins; http://lattes.cnpq.br/6527800269860568Os corpos d’águas superficiais, dos grandes centros urbanos e industriais, vêm sofrendo progressivamente o impacto da ação humana. Que causa dentre outros problemas ambientais o input do teor de metais pesados que se acumulam nos sedimentos de fundo causando sérios danos ao sistema aquático. Com o intuito de estudar o grau de contaminação dos sedimentos de fundo do rio Arienga, importante rio da cidade de Barcarena – PA, e avaliar possíveis contaminações por rejeitos tóxicos oriundos da atividade siderúrgica do pólo industrial da cidade, foram realizadas análises granulométricas, mineralógicas e químicas em 9 amostras coletadas ao longo do rio e 1 na foz do igarapé Bacabal. Os resultados granulométricos dos sedimentos mostraram a predominância da fração silte sobre as demais (areia e argila). Apenas nos três primeiros pontos coletados, em virtude da proximidade com a foz, houve a predominância da fração areia. O estudo mineralógico das amostras revelou o caráter essencialmente quartzoso da fração < 63 μm e a presença de caulinita, illita e esmectita na fração < 2 μm. A análise de matéria orgânica apresentou teor médio de 5,90±1,87 mg.Kg-1. As análises para determinação dos elementos traço foram realizadas tanto na fração < 63 μm, quanto na fração < 2 μm. Observou-se que houve um enriquecimento considerável na concentração dos metais na fração mais fina do sedimento (< 2 μm): o Ni passou de uma média de 11,10±1,89 mg.Kg-1 na fração < 63 μm para uma média de 37,94±1,94 mg.Kg-1 na fração < 2 μm; o Pb aumentou seu teor médio de 14,61±2,37 mg.Kg-1 para 46,02±2,49 mg.Kg-1; o Zn passou de uma concentração média de 41,60±6,33 mg.Kg-1 para 107,40±7,78 mg.Kg-1; o Cu aumentou sua concentração média de 12,38±2,28 mg.Kg-1 para 30,37±5,70 mg.Kg-1; para o V, o Co e o Ba, o aumento na concentração média foi de respectivamente 92,10±9,35 mg.Kg-1; 9,08±1,45 mg.Kg-1 e 344,70±46,76 mg.Kg-1 para respectivamente 140,80±7,19 mg.Kg-1; 16,82±1,58 mg.Kg-1 e 428,50±36,81 mg.Kg-1. Ficando clara a afinidade de todos os metais analisados com a fração argila. A determinação do Índice de Geoacumulação (IGeo) demonstrou que o rio Arienga, embora esteja situado em uma área de risco, não encontra-se contaminado para os metais estudados, sendo portanto os valores encontrados provavelmente devidos a geologia local.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo dos cátions cálcio, magnésio, sódio, potássio e da salinidade na água intersticial do sedimento do manguezal de Bragança - NE do Pará(Universidade Federal do Pará, 2000-08-01) COSTA, Marlene Furtado da; RAMOS, José Francisco da Fonseca; http://lattes.cnpq.br/8189651755374537Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo sedimentológico dos sedimentos Barreiras, Ipixuna e Itapecuru no nordeste do Pará e noroeste do Maranhão(Universidade Federal do Pará, 1981-06-24) GÓES, Ana Maria; TRUCKENBRODT, Werner Hermann Walter; http://lattes.cnpq.br/5463384509941553Este trabalho apresenta as características sedimentológicas das unidades sedimentares Itapecuru, Ipixuna e Barreiras aflorantes em grande parte no nordeste do Estado do Pará, bem como no noroeste (Maracaçumé - Turiaçu - Santa Inês) e sudoeste (Serra do Tiracambu. Açailândia) do Estado do Maranhão. Os sedimentos Barreiras subdividem-se em fácies Conglomerática. Argilo-Arenosa e Arenosa. Suas principais características são: má a moderada seleção de areias e seixos; altos teores de matriz; seixos quartzosos disseminados; presença pouco expressiva de estratificação. concreções e arenitos ferruginosos. O material foi depositado em ambiente subáreo a partir de fluxos gravitacionais de lama e areia e restritamente, em ambiente lacustre, durante um clima com tendência a semi-aridez. As principais áreas fonte são provavelmente os xistos da Formação Santa Luzia (Pré- Cambriano) e sedimentos preexistentes. Os sedimentos Itapecuru, dos quais apenas a parte noroeste de sua distribuição foi estudada, constituem-se por arenitos médios, localmente conglomeráticos, ricos em estratificação cruzada tangencial, acanalada e restritamente siltitos. Representam sedimentação típica de ambiente fluvial em clima, provavelmente, com tendência a semi-aridez. As áreas-fonte são predominantemente graníticas, secundariamente rochas metamórficas (xistos) e sedimentos preexistentes. Os sedimentos Ipixuna caracterizam-se por sua granulação arenosa fina, ausência de seixos, boa seleção das areias, matriz caulínica, bancos de caulim e abundância de estratificação cruzada tangencial. Subdividem-se em litologia A, formada por arenitos finos a médios caulínicos com estratificação cruzada e subordinadamente siltitos; litologia B, composta por intercalações ritmicas exibindo arenitos finos e argilitos e por bancos de caulim. Estas características indicam maior afinidade litológica entre as unidades Itapecuru e Ipixuna, principalmente de sua litologia A, do que com o Grupo Barreiras. Os sedimentos Ipixuna foram depositados em ambiente flúvio-lacustre, sendo os canais fluviais do tipo meandrante. A assembléia de minerais acessórios é pobre sugerindo que na fase anterior (ou durante ?) à sedimentação Ipixuna o clima é úmido, corroborado também pela presença de espessas camadas de caulim. O processo de bauxitização de idade terciária inferior atingiu indistintamente Ipixuna e Itapecuru, não tendo sido constatado no Barreiras.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estudo sedimentológico e geoquímico em sedimentos de fundo na Baía de Guajará-Belém (PA)(Universidade Federal do Pará, 2007-08-28) SARAIVA, André Luis de Lima; TRUCKENBRODT, Werner Hermann Walter; http://lattes.cnpq.br/5463384509941553No decorrer dos últimos anos, muitos estuários brasileiros, próximos a grandes cidades, vêm sofrendo diversas alterações ambientais causadas pelo crescimento acelerado e desordenado dessas cidades. Essas alterações, por vezes, se dão por metais pesados, que atingem os corpos d’água e são adsorvidos pelos sedimentos (fração fina). Neste contexto, esses sedimentos de fundo desempenham um papel importante, pois podem funcionar como indicadores do nível de poluição desses ambientes, tornando-se ainda mais relevantes quando são considerados os processos antropogênicos. Com o intuito de avaliar o grau de contaminação dos sedimentos da baía de Guajará, em especial as áreas de abrangência dos pontos de coleta localizados próximo da margem das ilhas das Onças, Jararaquinha, Mirim, Jutuba e próximo do canal Val de Cans, foram realizadas análises sedimentológicas, mineralógicas e químicas em sedimentos superficiais de fundo e testemunhos de aproximadamente 50 cm de profundidade. As fácies sedimentares identificadas nos testemunhos foram lama arenosa com laminação plano-paralela rítmica, lama arenosa com laminação cruzada, lama arenosa com estratificação cruzada longitudinal e laminação ondulada. Essas estruturas, particularmente a laminação plano-paralela rítmica e estratificação cruzada longitudinal, indicam ação de maré e migração lateral de canal, respectivamente. Os resultados granulométricos dos sedimentos superficiais de fundo mostraram a predominância de silte arenoso e areia síltica e apenas uma amostra foi classificada como areia. O estudo mineralógico definiu a presença de quartzo, caulinita, ilita, esmectita e minerais pesados os quais compreendem estaurolita, turmalina, rutilo, cianita, zircão, epidoto, anfibólio (hornblenda) e sillimanita, sendo os minerais mais abundantes turmalina, cianita, estaurolita, zircão e rutilo. À exceção do epidoto e hornblenda, que sugerem proveniência direta (primeiro ciclo) de rochas metamórficas/ígneas, os demais minerais parecem originários de Sedimentos Barreiras e/ou Pós-Barreiras por retrabalhamento. As análises de matéria orgânica e química de sedimentos superficiais forneceram os seguintes teores médios: matéria orgânica 1,87±0,84%; os metais pesados Pb 33,3±4,9 mg.kg-1; Cr 59,7±8,3 mg.kg-1; Co 10,8±2,2 mg.kg-1; Ni 19,3±4,4 mg.kg-1; Zn 73,7±15,1 mg.kg-1; Cu 18±2,8 mg.kg-1; Mn 489,2±166,5 mg.kg-1 e Fe 3,6± 0,6%. Os dados químicos obtidos de três testemunhos (IO-01, IO-06 e IMI) não diferem significativamente dos valores nos sedimentos superficiais de fundo, com exceção de Pb e Zn cujos teores médios são mais baixos nos testemunhos. Nos sedimentos superficiais e nos testemunhos foram obtida uma correlação significativa entre os metais e Al que responde pelos argilominerais. Todas as concentrações obtidas dos metais analisados nos sedimentos de fundo da baía de Guajará estão abaixo de seus índices PEL que representam a concentração acima do quais efeitos adversos à biota podem ocorrer frequentemente. Nos sedimentos superficiais, a totalidade dos valores de Cr e alguns teores de Ni e Pb são maiores que os índices TEL que representam à concentração abaixo do quais efeitos adversos são raros. Já nos testemunhos apenas os valores de Cr e alguns de Ni ultrapassam o respectivo índice TEL. Pb, Cr e Ni nos sedimentos superficiais de fundo sugerem influência antropogênica, mas atualmente seus valores não apresentam um risco para o meio ambiente estuarino.
