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    TeseAcesso aberto (Open Access)
    A gênese do modo causal de seleção por consequências na obra de B. F. Skinner: uma análise histórico-conceitual (1930-1990)
    (Universidade Federal do Pará, 2017-07-05) LEÃO, Monalisa de Fátima Freitas Carneiro; CARVALHO NETO, Marcus Bentes de; http://lattes.cnpq.br/7613198431695463; HUNZIKER, Maria Helena Leite; LAURENTI, Carolina; TONNEAU, François Jacques; MICHELETTO, Nilza; http://lattes.cnpq.br/4360836633189310; http://lattes.cnpq.br/0100195996020169; http://lattes.cnpq.br/2917023797307669; http://lattes.cnpq.br/4845103726974648; https://orcid.org/0000-0003-0030-375X; https://orcid.org/0000-0002-5247-9610
    Tendo em vista a centralidade da noção de seleção por consequência na obra de B. F. Skinner, muitos estudos teceram discussões sobre tal princípio, incluindo afirmações sobre quando se tornou evidente, no trabalho skinneriano, a proposta da seleção por consequências como um princípio explicativo geral para o comportamento. Tais tentativas de datações são, contudo, inconsistentes. Afirma-se, por um lado, que uma perspectiva selecionista de Skinner pode ser observada quando o autor faz analogias claras entre sua proposta e a teoria darwiniana de seleção natural. Por outro lado, há quem identifique uma filiação com uma epistemologia selecionista já no início da obra do autor, ou até mesmo após suas referências a Darwin. Essa miscelânea de afirmações parece resultar, primeiramente, da falta de delimitação dos próprios aspectos usados para se referir a uma perspectiva selecionista, assim como para definir a noção de seleção por consequências apresentada por Skinner. Consequentemente, tais divergências suscitam alguns questionamentos: Quais aspectos são suficientes para caracterizar uma epistemologia selecionista, de um ponto de vista skinneriano? Quando tais aspectos foram apresentados na obra do autor e como elas foram construídas ao longo de sua produção científica? Este trabalho tem por objetivo oferecer uma análise histórico-conceitual da gênese do modo causal de seleção por consequências na obra de Skinner. Mais especificamente, a partir de critérios previamente estabelecidos como suficientes para caracterizar o selecionismo proposto por Skinner, buscou-se investigar o processo de construção desses critérios no decorrer de seus escritos, no período de 1930 a 1980. Para isso, serão apresentados quatro capítulos. No primeiro, argumenta-se que a noção de seleção por consequências pode ser definida a partir de três critérios: um novo modo causal, o qual pressupõe um papel seletivo das consequências; uma noção de evolução pautada na complementaridade entre os processos de variação e seleção; e uma proposta de explicação ao longo de três histórias evolutivas. A partir da análise realizada nos últimos três capítulos, defende-se que nos anos 30 e 40, não há evidências suficientes de uma perspectiva selecionista. Já nos anos 50, tal princípio mostrou-se parcialmente consolidado, uma vez que o selecionismo não refletiu nesse momento uma noção alternativa de causalidade. Conclui-se que foi após os anos 60 que seleção por consequências foi apresentada como um modo causal fundamentado em uma relação de interdependência probabilística entre eventos, o qual explica a origem e evolução do fenômeno comportamental como sendo produto de três histórias de variação e seleção.
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