Navegando por Assunto "Seringal"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Dona Marina(Universidade Federal do Pará, 2020-09) RIBEIRO, Beatriz Maria de FigueiredoColocação Pimenteira, Seringal Boa Vista, Município de Xapuri, Estado do Acre. Endereço da Dona Marina até o ano de 1997. Triste história para quem a ouvia dizer que seria enterrada ao pé da castanheira que ficava a uns 50 metros na diagonal da janela de sua cozinha. Tudo aconteceu mais ou menos assim. A primeira ida à casa da Dona Marina foi no ano de 1993, no mês de julho. Cheguei com meu filho que ainda não havia completado quatro meses, mas que desde os dois já andava na tipóia, agarrado no peito, pelos seringais do Acre...Tese Acesso aberto (Open Access) A navegação regional como mecanismo de transformação da economia da borracha(Universidade Federal do Pará, 2007-11-08) MORAES, Rinaldo Ribeiro; HURTIENNE, Thomas Peter; http://lattes.cnpq.br/7133222063843073Trata da transformação do mercado amazônico no século XIX, a partir da economia da borracha, tendo como teoria de base o sentido de transformação de mercado de Karl Polanyi – autor do clássico A grande transformação: as origens de nossa época, publicado em 1944. Trata-se, portanto, de um trabalho de história econômica com fundamentação teórica extraída da sociologia econômica. As transformações que estavam ocorrendo no mercado amazônico se delineavam em várias esferas – principalmente a partir da década de 1870, quando a economia regional passa a se inserir definitivamente no padrão de acumulação capitalista. Ocorreram transformações mercadológicas nos seringais do Pará (seringais dos rios Acará, Capim, Guamá e Moju, ilha do Marajó, rio Xingu e rio Tapajós – todos esses de fase pré-capitalista) até o Amazonas (seringais dos rios Solimões, Madeira, depois Purus e Juruá, no Acre – esses agora no estágio de economia capitalista), transformações no perfil da mão-de-obra dos seringais (dos tapuios aos imigrantes nordestinos), transformações na infra-estrutura das cidades, principalmente Belém e Manaus, e transformações no padrão das inversões de capital, principalmente de origem estrangeiro. A navegação regional (tanto tradicional dos barcos à vela, quanto das canoas e principalmente do barco a vapor) se insere neste contexto como um mecanismo eficaz, determinante, para essas transformações, ainda que ela mesma estivesse sendo transformada, também, pela economia da borracha – portanto, um movimento dialético. Sem a navegação a vapor não teria sido possível a realização da grande corrida rumo aos seringais da Região Amazônica como, também, sem a utilização das canoas, dificilmente se conseguiria avançar na imensa rede de igarapés, furos e lagos para abastecer o interior, as cidades e os próprios seringais. A navegação a vapor é o grande destaque do nosso trabalho, pois inserida na Amazônia, em 1853, pelo Visconde de Mauá, e fazendo parte da revolução tecnológica dos países desenvolvidos, passa ser o meio de transporte mais importante do comércio local – uma simples viagem de Manaus para Belém pela navegação a vela tradicional levava em média dois meses. Pelo barco a vapor o mesmo percurso se fazia em até 10 dias. A navegação a vapor introduziu a Amazônia no sentido concreto da revolução tecnológica, cultural e econômica dos países desenvolvidos. A empresa de navegação a vapor Amazon River, criada em 1912, foi o empreendimento mais inovador da economia da borracha e durante toda a primeira metade do século XX.
