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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Evidências de validade do male sexual function index em homens de diferentes orientações sexuais.
    (Universidade Federal do Pará, 2018-11-23) SILVA, Adna Janaína de Araújo; SILVA JÚNIOR, Mauro Dias; http://lattes.cnpq.br/2665950726942083; https://orcid.org/0000-0001-8544-4468; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746
    Estudos sobre fatores que envolvem a sexualidade masculina, tais como a resposta sexual (desejo, excitação, ereção, ejaculação, orgasmo e satisfação) e o sexo anal receptivo geralmente tem um viés clínico e patológico, principalmente em homens homossexuais. Com o objetivo de investigar a resposta sexual masculina, buscou-se encontrar um instrumento aplicável a homens com diferentes orientações sexuais que pudesse ser aplicado em uma população não clínica. A partir deste objetivo geral, a presente dissertação é composta por dois estudos referentes aos desdobramentos e dificuldades para encontrar um instrumento mais abrangente possível. No estudo 1 foi realizada uma revisão da literatura afim de identificar os instrumentos utilizados para avaliar a resposta sexual de homens de diferentes orientações e advindos de amostras não clínicas. Como resultado principal, obtivemos que apenas um instrumento apresentava-se amplo o suficiente para abarcar diversos aspectos os domínios da resposta sexual, o Male Sexual Function Index – MSFI, instrumento equivalente ao utilizado para mensurar a resposta sexual feminina, este já validado no Brasil. A partir disso, no estudo 2, propusemos traduzir, adaptar e verificar as evidências de validade do MSFI para o Português Brasileiro, por ser um instrumento validado em língua inglesa e que mensura cinco domínios da função sexual (desejo sexual, excitação, orgasmo, ereção e satisfação sexual/emocional). Neste estudo, a amostra foi constituída por 206 homens heterossexuais, 78 homens bissexuais e 165 homens homossexuais, as performances sexuais variaram de exclusivamente insertivos até exclusivamente receptivos e a idade foi de 18 até 65 anos. Os resultados encontrados indicaram consistência interna satisfatória e as correlações entre os fatores do MSFI ocorreram de acordo com a versão original do instrumento. Quanto à validade externa, as correlações ocorreram no sentido esperado conforme a literatura. Apesar do índice de ajuste para o fator ejaculação não ter sido satisfatório, o Male Sexual Function Index traduzido para a língua portuguesa apresentou evidências de validade satisfatórias. Portanto, pode ser instrumento importante para mensurar a função sexual da população masculina de diferentes orientações sexuais.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Motivação para a musculatura e insatisfação corporal de homens e mulheres de diferentes orientações sexuais usuários de academias de musculação
    (Universidade Federal do Pará, 2024-08-21) BORGES, Samara Rufino; GOULART, Paulo Roney Kilpp; http://lattes.cnpq.br/7800966999068746; DUTRA, Natália Bezerra; http://lattes.cnpq.br/9477887434121232; https://orcid.org/0000-0002-0766-0795; CORRÊA, Hellen Vivianni Veloso; CASTRO, Felipe Nalon; http://lattes.cnpq.br/1492707116121325; http://lattes.cnpq.br/2785988303092060
    As influências socioculturais afetam a autoestima e a imagem corporal focada na muscularidade. Nas redes sociais, corpos magros e atléticos são exibidos constantemente, resultando em percepções negativas de musculatura entre homens e de peso corporal entre mulheres. Este estudo comparou motivações para aumento de musculatura e níveis de insatisfação corporal (IC) entre homens e mulheres brasileiros de diferentes orientações sexuais praticantes de musculação. Tinha como hipóteses principais que: (1) homens homossexuais preferiririam uma aparência física mais musculosa do que homens heterossexuais, devido à internalização da magreza e muscularidade, e à auto-objetificação e (2) mulheres heterossexuais tenderiam a ser mais insatisfeitas com a imagem corporal devido à idealização da magreza e auto-objetificação, buscando atratividade para o sexo oposto. Assim, elas seriam menos predispostas a ter um corpo com muita massa muscular. Foi realizado um estudo transversal com homens e mulheres heterossexuais, homossexuais e bissexuais, entre 18 e 35 anos, usuários de academias de Belém, Pará, Brasil. A coleta de dados foi feita por formulário eletrônico no Google Forms com questionário sociodemográfico, o Drive for Muscularity Scale (DMS) e uma escala de silhuetas adaptada ao público brasileiro, além de avaliações físicas presenciais. As análises estatísticas foram feitas no software Jamovi. O DMS indica a motivação para a musculatura de um indivíduo através de relato. Os resultados mostraram que homens heterossexuais pontuaram significativamente mais que mulheres homossexuais no DMS, especificamente em mais comportamentos voltados para aumento de musculatura. Já a escala de silhuetas indica a percepção do indivíduo sobre sua silhueta atual (SA) e ideal (SI), a partir de figuras. A diferença entre SI e SA foi usada como uma medida de insatisfação corporal (IC). Os homens heterossexuais selecionaram SA com menos gordura corporal e SI com mais massa muscular que os demais grupos, embora não tenha havido diferenças estatisticamente significativas em relação à IC. Portanto, as hipóteses não foram corroboradas nas análises principais. Análises adicionais revelaram correlações intrassexuais significativas entre maiores níveis de IC e mulheres com Índice de Massa Corporal e Índice de Massa Livre de Gordura mais altos e que desejavam uma SI mais atlética apresentaram maiores níveis de IC. Mulheres e homens que se identificavam como mais musculosos eram mais satisfeitos com a imagem corporal, apresentando menores valores de IC, condizente com a valorização recente do estilo de vida fitspiration, que valoriza corpos atléticos. Mais estudos com indivíduos não heterossexuais são necessários para verificar como este fenômeno ocorre em amostras maiores e entre aqueles que não praticam musculação. Este estudo contribui para uma melhor compreensão de aspectos da insatisfação corporal em relação à magreza e musculatura de grupos sexualmente diversos e praticantes regulares de musculação.
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    DissertaçãoAcesso aberto (Open Access)
    Orientação sexual de gêmeos no norte do brasil
    (Universidade Federal do Pará, 2017-12-22) BRANDÃO, Flávia Inêz Barbosa; MAGALHÃES, Mauricio Oliveira; http://lattes.cnpq.br/7766377002832983; https://orcid.org/0000-0002-7857-021X; SOUSA, Regina Célia Gomes de; http://lattes.cnpq.br/5576436464955236
    A metodologia de estudo com gêmeos pode oferecer um modo eficaz para estimar o efeito de fatores filogenéticos e ontogenéticos sobre o comportamento. No entanto, ao revisar a literatura, percebeu-se que no Brasil os estudos com gêmeos são recentes e ainda não se encontrou pesquisas sobre qualquer aspecto da sexualidade utilizando esta metodologia. Sendo assim, nesta pesquisa exploratória, o objetivo foi investigar a orientação sexual de gêmeos em uma amostra na região norte do país. Para tanto os gêmeos responderam, online e presencialmente, a um inventário de zigosidade, um questionário socioeconômico e à grade de orientação sexual de Klein. Participaram deste estudo um total 140 gêmeos adultos, distribuídos em 42 pares de monozigóticos, 18 pares de digizóticos e 20 indivíduos cujos cogêmeos não responderam aos instrumentos. A idade dos participantes variou entre 18 e 37 anos, com idade média de 24,6 anos. 69,3% dos gêmeos foram classificados como monozigóticos e 30,7% como dizigóticos. Com relação à orientação sexual, 64,9% dos monozigóticos se auto identificaram como unicamente heterossexuais e 8,2% como unicamente homossexuais. Enquanto que, 65,1% dos dizigóticos se auto identificaram como unicamente heterossexuais e 9,3% como unicamente homossexuais. Os pares de gêmeos monozigóticos, apresentaram valores de correlação intraclasse significativos para as três variáveis de orientação sexual investigadas: “atração sexual”, “comportamento sexual” e “identidade sexual”, analisadas em três períodos (passado, presente e ideal). Mostrando uma taxa de concordância que variou entre 28% e 42%. No entanto, entre os pares de gêmeos dizigóticos não houve correlação. Os resultados indicaram que os aspectos relacionados à orientação sexual não são permanentes, demonstrando que a orientação sexual pode ser realmente um processo dinâmico. Porém, os resultados desta investigação não foram suficientes para fornecer indícios de que os aspectos relacionados à orientação sexual sofrem influência tanto de fatores genéticos quanto de variáveis ambientais. Para tanto, seriam necessários um número maior de participantes e análises estatísticas de herdabilidade. A partir deste estudo, foi criado um cadastro voluntário de gêmeos nesta região, que pode contribuir com novos estudos, com o alcance de amostras maiores, principalmente de dizigóticos, e mais representativas de orientações sexuais não-heterossexuais, permitindo fomentar novas discussões para uma compreensão mais ampla acerca da orientação sexual.
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