Navegando por Assunto "Sexual health"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Discurso dos(as) enfermeiros(as) da atenção básica sobre saúde sexual e reprodutiva das mulheres lésbicas(Universidade Federal do Pará, 2019) FARIAS, Gesiany Miranda; LIMA, Maria Lúcia Chaves; http://lattes.cnpq.br/2883065146680171; https://orcid.org/0000-0003-3062-2399; LIMA, Vera Lúcia de Azevedo; http://lattes.cnpq.br/5247917929280755; https://orcid.org/0000-0003-0094-4530Dentre as áreas de prioridade da Atenção Básica em Saúde (ABS), está a atenção em saúde sexual e reprodutiva, que deve ser oferecida à população com ética e humanização, sendo direitos humanos que estão inseridos nas políticas públicas de saúde. No que se refere às mulheres, relata que elas podem exercer a sua sexualidade sem repressão e violência. Porém, inúmeras pessoas têm seus direitos violados em virtude da sua orientação sexual. Citamse aqui as lésbicas que, muitas vezes, têm seus direitos sexuais e reprodutivos infringidos dentro dos serviços de saúde. Dentre os profissionais que atuam nesses serviços, citase o(a) enfermeiro (a), que tem um papel importante no cuidado e, desse modo, deve buscar a melhoria de suas práticas para proporcionar uma melhor assistência às lésbicas, dentro de suas demandas e especificidades. Dessa forma, essa pesquisa teve o objetivo de caracterizar os discursos de enfermeiros(as) que atuam em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Belém sobre saúde sexual e reprodutiva das lésbicas. A metodologia utilizada foi exploratória com abordagem qualitativa, realizada no município de Belém em uma UBS de cada um dos 07 distritos administrativos desta capital. Os participantes foram enfermeiros(as) que atuavam nesses setores de saúde e que prestavam assistência nos programas do Ministério da Saúde que envolvam a saúde das mulheres. Foram consultadas um total de 23 enfermeiros (as) para a realização da pesquisa. No entanto, 10 não estavam de acordo com os critérios de inclusão, resultando em 13 enfermeiros(as) entrevistados(as). A pesquisa foi realizada por meio de um questionário sociodemográfico, seguido de um roteiro de entrevista semiestruturado. A análise de conteúdo foi de acordo com a estrutura proposta por Bardin, perpassando pelas etapas da préanálise, exploração do material, tratamento dos resultados, inferência e interpretação. Os resultados e discussões desta pesquisa foram divididos em quatro categorias, a primeira sobre os estereótipos envolvendo a lesbianidade, a segunda relatando a necessidade de formação e capacitação desses profissionais, a terceira mencionando a saúde sexual na atenção básica e a quarta citando o direito reprodutivo das lésbicas. Por meio dessa pesquisa podese caracterizar o discurso desses profissionais, sendo fundamental para propor estratégias para a diminuição ou erradicação de algumas fragilidades encontradas como a heteronormatividade na assistência em saúde, a falta de capacitação, o estereótipo que acometem as lésbicas e a questão da assistência em saúde sexual e reprodutiva. Todas essas temáticas foram analisadas com embasamentos teóricos, por meio de discussões envolvendo autores que discutem lesbianidade, saúde das lésbicas, assim como publicações do Ministério da Saúde por meio de suas diretrizes e conceitos.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Saúde sexual e HIV/AIDS na terceira idade(Universidade Federal do Pará, 2017-05-10) MENDONÇA, Evelyn Tayana Maciel; ARAÚJO, Eliete da Cunha; http://lattes.cnpq.br/5906453187927460; https://orcid.org/0000-0002-1312-4753; GONÇALVES, Lucia Hisako Takase; http://lattes.cnpq.br/6191152585879205; https://orcid.org/0000-0001-5172-7814A taxa de infecção pelo HIV tem aumentado entre as pessoas na terceira idade. Da mesma forma, o prolongamento da atividade sexual na velhice tem sido estimulado pelo incremento cada vez maior de vida social e ao crescimento da indústria farmacêutica. Contudo, a concepção do idoso como assexuado, inclusive entre os profissionais de saúde, tem reduzido o espaço para que o idoso manifeste sua sexualidade ou para que discuta sobre o assunto de forma a se munir de informação, resultando em práticas sexuais perigosas e no afastamento de sua saúde sexual. Objetivou-se nesse estudo analisar como o conhecimento sobre HIV/AIDS entre as infecções sexualmente transmissíveis reflete a vivência da sexualidade dos usuários idosos de uma Unidade Básica de Saúde do município de Belém-PA. Para tanto, optou-se pela abordagem da investigação avaliativa, adotando-se a triangulação de métodos. Em atendimento ao primeiro objetivo de avaliar o conhecimento dos idosos sobre HIV/AIDS aplicando-se o Questionário sobre HIV para a Terceira Idade. Já para atender ao segundo objetivo, de explorar como pensam e vivenciam os idosos à sua sexualidade, adotou-se a técnica do grupo focal, aplicando-se em dois grupos separados de homens e mulheres. Os dados obtidos pelo questionário foram tratados e analisados pela estatística descritiva simples, resultando no fato de que os idosos participantes dessa pesquisa possuem algum conhecimento sobre a AIDS, principalmente em relação aos domínios ―conceito‖, ―transmissão‖ e ―prevenção‖, entretanto, observou-se a existência de lacunas de conhecimento principalmente sobre a fase assintomática da doença e as formas em que não ocorre transmissão do vírus. Além disso, 93% deles não usam camisinha em sua prática sexual e somente 40% já realizou o teste HIV. Os dados obtidos pela técnica do grupo focal foram tratados pela técnica de Análise de Conteúdo Temática, emergindo assim quatro categorias: sexualidade do idoso entre os desafios do envelhecimento e do preconceito; idosos viúvos: a influência do estado civil na sexualidade; a negociação do uso do preservativo entre os casais de idosos: entre a confiança e a suspeita de infidelidade; a enfermagem entre o velho e novo: uma conversa sobre IST e HIV/AIDS com idosos. Concluiu-se que conhecer nem sempre reflete atitudes positivas em relação à prevenção do HIV/AIDS e outras IST. Os idosos não usam o condom pela: confiança no parceiro, relação de poder do homem sobre a mulher, alterações biológicas e falta de hábito. A ausência de iniciativas de prevenção das IST e AIDS específica para a população idosa, a concepção do idoso como assexuado, bem como o despreparo dos profissionais de saúde, dificultam o alcance da saúde sexual dos idosos. Para alcançá-la torna-se essencial que a enfermagem incorpore ao ensino e à pesquisa uma discussão ampla sobre a sexualidade enquanto necessidade humana fundamental, inclusive para os idosos, bem como à sua práxis, contemplando o idoso em sua integralidade, aumentando as oportunidades de prevenção, diminuindo as diferenças e relações de poderes entre os gêneros e possibilitando o exercício pleno de sua sexualidade.
