Navegando por Assunto "Silvicultura"
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Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Crescimento de espécies arbóreas em uma floresta natural de terra firme após a colheita de madeira e tratamentos silviculturais, no município de Paragominas, Pará, Brasil(Universidade Federal de Santa Maria, 2015-12) SOUZA, Deivison Venício; CARVALHO, João Olegário Pereira de; MENDES, Fernanda da Silva; MELO, Lia de Oliveira; SILVA, José Natalino Macedo; JARDIM, Fernando Cristóvam da SilvaEste trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos de tratamentos silviculturais sobre o crescimento de uma floresta natural de terra firme explorada usando técnicas de impacto reduzido. A pesquisa foi conduzida na Área de Manejo Florestal (AMF) da Fazenda Rio Capim, pertencente à empresa Cikel Brasil Verde Madeiras Ltda., localizada no município de Paragominas, Estado do Pará. A área experimental correspondeu a 500 ha, nos quais foram estabelecidos cinco tratamentos (100 ha cada) com quatro repetições (25 ha cada) seguindo um delineamento completamente ao acaso. As repetições foram distribuídas aleatoriamente na amostra de 500 ha na AMF. Foram avaliados os seguintes tratamentos: T1 - exploração de impacto reduzido (EIR) + desbaste de liberação clássico e corte de cipós; T2 - EIR + desbaste de liberação modificado e corte de cipós; T3 - EIR + corte de cipós; T6 - apenas EIR; T7 - floresta não explorada (testemunha). Nos quatro anos de monitoramento da floresta, após a colheita de madeira e aplicação dos tratamentos silviculturais, T2 e T3 tiveram as maiores taxas de crescimento em diâmetro. Contudo, o período de quatro anos não é suficiente para indicar o tratamento "mais adequado", com base no crescimento em diâmetro, em resposta à anelagem de árvores e corte de cipós. Em nível de espécie, o crescimento variou entre e dentro dos tratamentos experimentais. Em geral, as menores taxas de crescimento em diâmetro ocorreram na floresta não explorada (T7).Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Fomento florestal e sua função socioeconômica: estudo de caso no município de Almeirim (PA)(2014-06) FERREIRA, Amanda Estefânia de Melo; PARRY, Luke Thomas Wyn; BARLOW, Bernard Josiah; VIEIRA, Ima Célia Guimarães; MORELO, Thiago FonsecaOs contratos de “fomento florestal” vêm difundindo-se ao longo do território nacional, incluindo a Amazônia. Trata-se de arranjos produtivos entre empresas e produtores locais com impactos relevantes sobre a renda familiar e fluxos de migração rural-urbana. O artigo analisa evidências acerca da manifestação no presente e no futuro destes benefícios focalizando uma comunidade de agricultores familiares de Almeirim - PA. Foram entrevistadas 39 famílias. Resulta que os projetos de fomento florestal ofereceram baixa remuneração de mão de obra familiar e se mostram inviáveis quando a contratação de mão de obra faz-se necessária. Os resultados evidenciam que é preciso desenhar contratos de fomento florestal que se adéquem as condições socioeconômicas, ambientais e produtivas dos grupos-alvo.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Growth and survival of Sclerolobium paniculatum vogel and the relationship between rainfall and the increment in diameter at different planting spacings(Universidade Federal do Pará, 2016-06) NARDUCCI, Tainah Silva; YARED, Jorge Alberto Gazel; BRIENZA JÚNIOR, SilvioO Sclerolobium paniculatum Vogel é uma espécie que apresenta bom potencial para recuperação de solos degradados. O objetivo da investigação foi avaliar o crescimento e a sobrevivência da espécie e a influência da precipitação pluviométrica no crescimento em diâmetro em função de diferentes espaçamentos (4m x 2m; 4m x 3m; e, 4m x 4m). Os resultados obtidos apontam que na análise temporal (período de novembro de 2007 a agosto de 2013) foram encontradas diferenças significativas (p ≤ 0,05) em altura entre os espaçamentos 4m x 2m e 4m x 4m, enquanto em diâmetro houve diferença significativa entre os espaçamentos 4m x 2m e 4m x 3m. Entretanto, as diferenças estatísticas não persistiram ao se analisarem os dados aos sete anos e meio de idade. Para a sobrevivência observou-se diferença significativa apenas entre o espaçamento 4m x 4m e os demais, com superioridade para o primeiro. Verificou-se forte correlação entre a precipitação com o incremento diamétrico dos indivíduos nos espaçamentos mais amplos (R = 0,80, no espaçamento 4m x 3m; e, R = 0,77, no espaçamento 4m x 4m), enquanto no espaçamento mais adensado houve correlação moderada (R = 0,56, no espaçamento 4m x 2m). Considerando que os espaçamentos adotados não influenciaram o crescimento das árvores, ao final do período, a sua escolha dependerá de outros fatores como a sobrevivência e os custos de implantação e tratos silviculturais dos plantios. Plantios em regiões com amplitude maiores de precipitação poderão beneficiar a produtividade da espécie.Dissertação Acesso aberto (Open Access) A influência do fomento florestal nos aspectos ambientais e socioeconômicos em estabelecimentos rurais na Amazônia(Universidade Federal do Pará, 2012-01) FERREIRA, Amanda Estefânia de Melo; PARRY, Luke Thomas Wyn; http://lattes.cnpq.br/3567943056179690; BARLOW, Bernard Josiah; http://lattes.cnpq.br/8559847571278134A Amazônia, caracterizada por possuir maior biodiversidade do planeta, possui uma população de 25.469.352 milhões de habitantes, vem sendo ameaçada pela expansão da fronteira agrícola e degradada pela exploração madeireira, aumentando sua sensibilidade à ocorrência de incêndios florestais. Investimentos em sistemas permanentes de produção agrícola e florestal e em produtos sensíveis ao fogo poderia frear o avanço das fronteiras e diminuir o risco de fogo. Implantação de projetos florestais baseados na silvicultura, apesar de recente, vem expandindo sua fronteira e avançando sob a região Amazônica, oferecendo impactos (negativos ou positivos) para os estabelecimentos que os adotam, podendo influenciar na qualidade de vida das famílias, aumentando a renda, incluindo pequenos e médios produtores na cadeia produtiva da madeira, além de promover a permanência do produtor no meio rural e incorporar assistência técnica e transferência de tecnologia. Desta forma o trabalho objetivou avaliar a influência do fomento florestal, por meio do incentivo empresarial no cultivo de eucalipto (Eucalyptus urograndis), nos parâmetros ambientais e socioeconômicos em estabelecimentos rurais na Amazônia. A implantação de cultivos perenes e sensíveis ao fogo não surtiu efeito algum sob a adoção de práticas alternativas ao uso do fogo, além de aumentaram o índice de incêndios dentro dos estabelecimentos e uso de fogo para preparo de área. Outro aspecto importante foi o avanço de silvicultura nas áreas de vegetação secundária, cultivos e pastagens, impulsionando a expansão agrícola para as áreas de florestas. Em termos socioeconômicos, no geral, metade dos entrevistados apresentaram renda per capita abaixo de 1/2 salário mínimo. Os projetos de fomento florestal oferecem baixa remuneração de mão-de-obra familiar e são inviáveis financeiramente quanto maior for a necessidade de mão-de-obra contratada, além de no futuro colocar em risco a segurança alimentar e renda agrícola. Por outro lado, melhora as práticas agrícolas e interações sociais no meio rural e proporciona uma capitalização nove vezes maior em comparação aos não fomentados. Neste sentido, este estudo apresenta relevância em contribuir com o debate de políticas de desenvolvimento voltadas para o meio rural na Amazônia e possibilita uma melhor discussão no âmbito de políticas empresarias.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Restauração florestal na Amazônia: uma análise a partir da concorrência de paradigmas e trajetórias tecnológicas na Região de Integração do Bico do Papagaio(Universidade Federal do Pará, 2023-02-15) SILVA, Camila de Cássia do Socorro; MATTOS JÚNIOR, José Sampaio; http://lattes.cnpq.br/2288193304873040; FOLHES, Ricardo Theophilo; http://lattes.cnpq.br/5612208724254738Os recursos naturais são cada vez mais afetados pelo uso massivo que o homem realiza. Como consequência, observa-se a instabilidade do clima, o aumento dos mares, o derretimento das calotas polares, a degradação dos solos, os desmatamentos das florestas, entre outros efeitos. Em várias regiões do mundo, em especial, na Amazônia, a restauração florestal, com os seus variados métodos, tem sido uma alternativa sustentável para mitigar esses efeitos. A discussão sobre trajetórias tecnológicas na Amazônia pode auxiliar na compreensão das agendas de restauração florestal que se multiplicam, pois é nesse meio que se verificam que as trajetórias tecnológicas estabelecem formas de produção distintas, que podem ou não levar em consideração a natureza originária (o bioma florestal amazônico). Devido a isso, os objetivos que nortearam esta pesquisa analisaram a concorrência entre distintas trajetórias tecnológicas, em especial, a T6 (silvicultural) e T2 (agroflorestal) em torno da restauração florestal. A região de estudo é Açailândia, município pertencente à Região de Integração do Bico do Papagaio (RIBP). Para expor a concorrência entre as distintas formas de restauração florestal, optou-se por obter a percepção de quatro grupos de agentes, entre os quais estão os camponeses representando os sistemas agroflorestais, o setor privado representando o reflorestamento com eucalipto, o setor público e os produtores de mudas. Metodologicamente, lançou-se mão do referencial teórico sobre trajetórias tecnológicas na Amazônia. Coletaram-se dados primários e secundários, os primeiros feitos a partir de questionários e entrevistas e os secundários por meio de plataformas e documentos oficiais. Os resultados indicam as distintas forças produtivas entre as trajetórias tecnológicas focos do estudo, pois, constatou-se uma forte concorrência por parte de T6 e, ainda da T7 (soja), ao passo que a T2 continua a resistir por meio dos movimentos agroflorestais, ainda que diante da ausência de apoios institucionais, técnicos e financeiros públicos. Além disso, os resultados apontam que apesar da resistência dos movimentos agroflorestais, há uma forte pressão por recursos naturais vindos da T6 e T7, principalmente, por terra, processos que conjecturam para o enfraquecimento da restauração florestal pelos métodos agroflorestais mais sustentáveis, tais quais, são realizados pela T2.
