Navegando por Assunto "Sindicalismo rural"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Do jirau ao geral: mulheres nos sindicatos de trabalhadores rurais no Estado do Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2007-07-27) AMARAL, Waldiléia Rendeiro da Silva; GUERRA, Gutemberg Armando Diniz; http://lattes.cnpq.br/4262726973211880Este trabalho analisa a presença das mulheres nos sindicatos de trabalhadores rurais no Estado do Pará. Reflete a história da construção do sindicalismo de trabalhadores rurais na região enfocando a alteração de seu perfil, ao longo dos últimos trinta anos, com destaque para a participação das mulheres. Baseia-se em documentos históricos e entrevistas com diferentes atores que ocupam posições no movimento sindical em níveis nacional, estadual e municipal. No total, foram realizadas quinze entrevistas. A partir das reflexões sobre o conceito de gênero, fez-se questionamentos aos dados que pudessem esclarecer os debates e opiniões sobre em que medida a atuação feminina na direção do sindicato tem alterado as práticas sindicais. A pesquisa aponta para caminhos de reflexão e a necessidade de novos estudos. A intensificação do debate sobre gênero no movimento sindical e a adoção de instrumentos de estímulo e garantia da participação tem aumentado o número de mulheres na direção das organizações sindicais de trabalhadores rurais. Este esforço não tem sido suficiente para que a presença feminina se iguale à masculina, ocupando as mulheres cargos de menor relevância nestas organizações. Revelam-se as dificuldades vivenciadas por elas e ocorrência de antigas práticas de discriminação. Finalmente, apresentam-se novos posicionamentos a serem tratados pela organização sindical de trabalhadores e trabalhadoras rurais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) O movimento sindical dos trabalhadores e trabalhadoras rurais no nordeste paraense: as motivações dos participantes em Tomé-Açu(Universidade Federal do Pará, 2022-01-25) MORAES, Lucas Gabriel da Silva; SCHMITZ, Heribert; http://lattes.cnpq.br/2294519993210835O Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) é uma das principais ações coletivas organizadas em prol da luta por melhores condições de vida e trabalho no campo. No Nordeste paraense, a luta por direitos desta categoria teve início nos meados da década de 1950, com a criação das primeiras organizações de camponeses na região e, mais tarde, com a institucionalização da luta em 1962. Parte das demandas dos trabalhadores rurais eram direitos que os trabalhadores urbanos já tinham, fossem eles: saúde, previdência social, leis trabalhistas e salários dignos, além da reivindicação principal, a reforma agrária. Estes e outros objetivos guiaram as ações coletivas no âmbito do MSTTR que, por sua vez, constituíram a atual estrutura de representação dos trabalhadores rurais. Em Tomé-Açu, o Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) foi, durante pelo menos 35 anos, a única organização que defendia a categoria e representava seus interesses. Essa realidade sofreu mudanças a partir de 2006, com a criação do Sindicato de Agricultores e Agricultoras Familiares de Tomé-Açu (SINTRAF) e do Sindicato de Empregados e Empregadas Rurais de Tomé-Açu (SINDTER), em 2016, alterando as dinâmicas de participação, de afiliação e de realização de ações coletivas no âmbito do MSTTR. Com relação à estas dinâmicas, a literatura dos movimentos sociais tem demonstrado que a ação coletiva não é um empreendimento de fácil realização e pode depender de uma série de fatores para se concretizar, como, por exemplo, as motivações. Dentro desse contexto, o presente trabalho tem o objetivo de identificar as motivações da participação dos trabalhadores e trabalhadoras rurais no MSTTR, mais especificamente, no STTR de Tomé-Açu, Nordeste paraense, tratando de analisar sua trajetória e os desafios atuais que se impõem à ação coletiva. A metodologia utilizada partiu de uma abordagem qualitativa com a utilização da técnica de análise de conteúdo. Durante a coleta de dados foram realizadas 34 entrevistas com dirigentes sindicais e trabalhadores rurais sócios e não sócios que participam de algum dos três sindicatos rurais de Tomé-Açu. Os resultados do estudo demonstraram duas bases de motivações, sendo uma delas material, ligada aos serviços e benefícios do sindicato, com a aposentadoria rural sendo a principal delas; e a outra imaterial, com a representatividade sindical em destaque. Entre os não-sócios, a terra foi a motivação central, exemplificada no caso da ação coletiva realizada no acampamento Mancha Negra. No processo de mobilização de novos sócios, o papel das lideranças se mostrou fundamental, tanto dentro do próprio sindicato, através da figura da presidente, quanto no contexto local, através da ação dos delegados sindicais. Quanto aos desafios atuais, foram identificados sinais de uma crise no STTR, que se dá no âmbito das ações coletivas e que reflete os problemas que ocorrem na administração da organização sindical, com a manutenção do poder nas mãos de um mesmo grupo por muitos anos, a priorização do utilitarismo no sindicato e a falta de novas lideranças que possam iniciar uma renovação à atual gestão.Dissertação Acesso aberto (Open Access) “Sindicato é pra quem entende” (des)igualdade de gênero no sindicalismo dos empregados rurais de Moju – Pará(Universidade Federal do Pará, 2016-03-30) COSTA, Suellen Suzy de Souza; MOTA, Dalva Maria da; http://lattes.cnpq.br/4129724001987611A maior inserção da mulher rural nos sindicatos e nos demais movimentos e organizações se dá principalmente a partir início da década de 1980. Mesmo assim, a posição de liderança no movimento sindical ainda é restrita para as mulheres. Neste trabalho analisei a atuação de lideranças femininas assalariadas à dendeicultura na diretoria do Sindicato dos Empregados Rurais de Moju – SERMTAB. A pesquisa foi realizada com abordagem predominantemente qualitativa, por meio de um estudo de caso no município de Moju, Pará. Foram realizadas entrevistas não-diretivas e semiestruturadas com os membros da diretoria do sindicato composta por 09 diretores, dos quais, 3 são mulheres. As principais conclusões demonstram que o SERMTAB é a maior entidade de representação dos empregados rurais de Moju. A diretoria advém da agricultura familiar, é diversa com jovens, mulheres e homens mais velhos, porém mantém os espaços de decisão restritos às figuras masculinas. Com a sua atuação comprometida e relação de poder hierarquizada, colocam as mulheres em uma condição subalterna e de domínio masculino. Contudo, o rompimento das relações de poder ocorre de maneira sutil, ao aceitarem participar e fazerem o enfretamento familiar, entrarem em embates com outros trabalhadores e encararem os preconceitos por serem sindicalistas. Ainda assim, sua ausência formal na direção dificulta o surgimento de sua identidade enquanto trabalhadora rural assalariada e sindicalista.
