Navegando por Assunto "Sistemas agroflorestais"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Ação coletiva e Sistemas Agroflorestais na comunidade São Manoel, Quilombo Jambuaçu, Moju/PA(Universidade Federal do Pará, 2020-06-15) ANDREATA, Helton Kania; MOTA, Dalva Maria da; http://lattes.cnpq.br/4129724001987611; SCHWARTZ, Gustavo; http://lattes.cnpq.br/0774787368316223Os Sistemas Agroflorestais (SAF) podem ser utilizados como um meio de recuperação florestal e são interessantes devido a sua diversidade de produtos e à sustentabilidade do sistema, principalmente, no Nordeste paraense, o qual possui uma predominância de florestas secundárias, chamadas popularmente de “capoeiras”, áreas as quais podem ser aproveitadas para a sua implantação. O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre a Ação Coletiva e os SAF na comunidade São Manoel, no município de Moju, estado do Pará. Os dados da pesquisa foram coletados nos anos de 2018 e 2019 por meio de entrevistas do tipo histórica, aberta e semiestruturada com os agricultores e as principais lideranças da comunidade. Os dados são predominantemente qualitativos e os procedimentos para sistematizá-los foram transcrição de entrevistas, elaboração de tabelas e análises verticais e horizontais dos discursos. A comunidade de São Manoel é uma pequena vila rural com um histórico de lutas contra grandes empresas para a manutenção do seu território, e possui como principal fonte de renda o açaí nativo. A titulação da terra é coletiva, e as principais questões de gestão de recursos são discutidas junto à Associação Quilombola dos Agricultores de São Manoel, a qual também possui outras atribuições, como discussão da questão de segurança, organização comunitária, melhoria das fontes de renda, além da representação jurídica em diferentes instâncias. Os resultados mostram que os SAF chegaram à comunidade em 2015 levados por um dos agricultores (que é técnico agropecuário), e tiveram grande repercussão após os comunitários constatarem o êxito do sistema em São Manoel O grupo que tem SAF é composto por quinze pessoas que trabalham desde o viveiro à implantação de áreas por meio do mutirão. Tal grupo possui um sistema diferenciado de implantação dos SAF ao realizar o manejo da capoeira de forma a utilizá-la como insumo para a nutrição das plantas. Foram encontrados três tipos diferentes de SAF em São Manoel que variam quanto ao número de espécies no sistema, sendo o cupuaçu, o cacau, o açaí e a banana as principais espécies implantadas. Os dados mostram que os SAF tiveram uma boa aceitação entre os agricultores porque o sistema foi levado por um dos membros da comunidade, o que tem gerado repercussão também em outras comunidades do Território Jambuaçu. A ação coletiva foi fundamental para o sucesso dos SAF, pois a maioria dos agricultores relatou que não conseguiria implantá-los em suas áreas sozinhos, razão pela qual essa força da comunidade foi essencial para o sucesso de um sistema que visa gerar renda por meio da diversificação da produção, ressignificando o território com a sua ocupação mediante a conservação produtiva.Artigo de Periódico Acesso aberto (Open Access) Análise agrossocial da percepção de agricultores familiares sobre sistemas agroflorestais no nordeste do estado do Pará, Brasil(Universidade Federal do Pará, 2008-12) HENKEL, KarlEm 2005, foi conduzida uma pesquisa sobre sistemas agroflorestais (SAF), tendo como estudo de caso os agricultores familiares do Projeto de Assentamento Arapuã-Simeira, no município de Garrafão do Norte, estado do Pará, Brasil. O propósito foi descrever e sistematizar as características agrossociais dos agricultores familiares e suas experiências e percepções sobre SAF. A metodologia constou de visitas a campo, aplicação de questionários padronizados, observação e discussão em grupo. Os agricultores privilegiam algumas espécies perenes e florestais para o plantio consorciado. A principal explicação para a introdução de espécies no sistema foi os motivos econômicos e o comportamento social. Percebe-se uma complexidade na escolha de produtos e no manejo agrícola em cada propriedade, resultando numa combinação de diferentes sistemas agrícolas apropriados às condições locais. Os agricultores demonstraram capacidade de decisão sobre a combinação ideal para cada sistema agrícola. A pesquisa mostra a trajetória agrossocial e sociocultural dos agricultores e faz especulações sobre os possíveis desafios que implicariam a adoção de SAF na agricultura familiar. Uma abordagem sistêmica poderá ser muito útil no entendimento das relações e dos processos sociais, os quais são importantes aspectos na questão rural e agrária.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Avaliação econômica de sistemas agroflorestais no nordeste paraense: os sistemas agroflorestais como instrumento de política pública de desenvolvimento socioeconômico e ambiental regional(Universidade Federal do Pará, 2013-01-08) OLIVEIRA, Dimitri Maurício Queiroz de; ALMEIDA, Oriana Trindade de; http://lattes.cnpq.br/0325909843645279Este trabalho tem como objetivo avaliar a viabilidade econômica de dois sistemas agroflorestais (SAF) no município de Tomé. Primeiro, procedeu-se o levantamento bibliográfico das imposições legais de uso de áreas especialmente protegidas; em seguida, buscou-se enquadrar os sistemas agroflorestais sobre uma ótica socioeconômico e ambiental, como um instrumento de uso e recuperação destas áreas através da avaliação dos retornos econômicos provenientes de dois modelos de SAF observados em Tomé-Açu. Para o andamento e conclusão deste estudo, utilizou-se uma pesquisa documental, bibliográfica e de pesquisa de campo através de entrevistas com atores locais da cadeia produtiva no município de Tomé-Açú. A metodologia utilizada para levantamento de dados do estudo foi a entrevista semiestruturada com os atores locais. A tabulação deste dados, bem como a análise dos resultados foi realizada com os conceitos econômico-matemáticos da engenharia econômica de avaliação de projetos de investimento através do fluxo de caixa, VPL, TIR e Rb/c dos arranjos. A conclusão aborda o conceito da viabilidade dos arranjos estudados para o cenário econômico atual das culturas que compuseram os modelos estudados como fonte alternativa de investimento.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Benefícios ambientais e econômicos de sistemas agroflorestais de Tomé-Açu, Pará(Universidade Federal do Pará, 2023-04-22) SUZUKI, Patrícia Mie; VASCONCELOS, Steel Silva; http://lattes.cnpq.br/0719395243841543; https://orcid.org/0000-0003-2364-8822A demanda global de alimentos e o avanço das mudanças climáticas aumentam a pressão por sistemas produtivos sustentáveis e que gerem múltiplos benefícios. Os sistemas agroflorestais (SAFs) são modelos produtivos com potencial para atender tais demandas da sociedade e do meio ambiente. Nesse sentido, o objetivo da pesquisa foi avaliar a contribuição dos sistemas agroflorestais para a mitigação das mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e geração de renda no município de Tomé-Açu, Pará. Foram selecionadas doze áreas de SAF multiestratificados e instalada uma parcela de 30 x 30 metros, em cada sistema. Foram realizados inventário agroflorestal e entrevistas com o produtor rural, sobre o perfil socioeconômico e a percepção ambiental relacionada aos SAFs. Os dados foram utilizados para avaliar a influência da riqueza de plantas e de outras variáveis nos benefícios de “Mitigação das mudanças climáticas”, “Conservação da biodiversidade” e “Geração de renda”, por meio dos indicadores estoque de carbono da biomassa aérea, índice de Shannon (H’) e renda bruta, respectivamente. Para isso, utilizou-se a Análise de Componentes Principais (PCA) para selecionar as variáveis e a regressão linear para criar os modelos. Todos os dados do inventário agroflorestal e as análises estatísticas foram realizadas no ambiente computacional R 4.2.2. Também foi realizada a avaliação do desempenho dos SAFs quanto aos benefícios gerados, por meio da ponderação de pontos. De forma geral, 83% dos agricultores relataram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o retorno econômico nos SAFs, além de citar diversos serviços ambientais. A riqueza (S) de plantas por sistema variou entre 3 a 11 espécies e o índice de diversidade de Shannon (H’) entre 0,55 e 1,77. A média de estoque carbono da biomassa aérea nos SAFs estudados foi de 45,2 Mg ha-1, com variação entre 27,4 e 63,0 Mg ha-1. Os valores de carbono estocado nos componentes cacau, cupuaçu, açaí, dendê e outros foram similares estatisticamente, porém diferiram significativamente do estoque de carbono encontrado no componente florestal (gl=2; χ2=71,7; p=1,834e-13). O valor médio da renda bruta anual advindo da venda desses produtores foi de R$13.758,53 ha-1 e variou entre R$1.687,50 e R$26.250,00 ha-1. Nos sistemas com dendê (SAFs A1, A2 e A3), a palmeira elevou consideravelmente a renda bruta dos SAFs, ao contribuir com 58, 48 e 78% da renda total, respectivamente, apesar da baixa densidade de indivíduos, com média de 69 indivíduos ha-1, nas áreas, em comparação com as outras espécies principais. Nesse estudo não foi possível confirmar a influência da riqueza de plantas na geração de benefícios climático, de conservação da biodiversidade e de geração renda. Entretanto, outras variáveis influenciaram nos benefícios dos SAFs analisados. Para o estoque de carbono, o “tipo de SAF”, a “densidade de dendê” e a “densidade de espécies de sombra” tiveram melhores desempenhos sobre o estoque de carbono, índice de diversidade de Shannon e a renda bruta, respectivamente. Em geral, a maioria dos SAFs apresentou pontuações distribuídas de forma desuniforme entre os benefícios. Portanto, conclui-se que a riqueza de plantas não foi a variável que influenciou os benefícios avaliados, mas, sim, um conjunto de variáveis analisados, ratificando a complexidade dos SAFs. Os SAFs de Tomé-Açu, no geral, atendem as expectativas dos produtores quanto ao retorno econômico, além de gerarem benefícios relacionados à mitigação das mudanças climáticas e à conservação da biodiversidade. Sobretudo, os SAFs com o componente dendê apresentaram melhores desempenhos nas pontuações da geração dos benefícios.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Contribuição da agricultura familiar na construção do conhecimento agroecológico: estudo de caso do Projeto Raízes da Terra(Universidade Federal do Pará, 2012-08-31) FERREIRA, Josie Helen Oliveira; AZEVEDO, Célia Maria Braga Calandrini de; http://lattes.cnpq.br/8900515523984968; KATO, Osvaldo Ryohei; http://lattes.cnpq.br/4241891652832872; https://orcid.org/0000-0002-2422-9227A agricultura itinerante, caracterizada pelo uso do fogo como preparo de área, tem causado consequências negativas para a agricultura familiar, resultando em grandes áreas desflorestadas com baixa produtividade e diminuição da capacidade regenerativa da vegetação secundária. A busca de alternativas sustentáveis à agricultura de derruba e queima baseada em princípios agroecológicos pode resultar no desenvolvimento de um meio rural mais sustentável. Experiências veem sendo testadas por agricultores familiares através do Projeto Raízes da Terra, nesse sentido este trabalho tem como principal objetivo avaliar a contribuição dos agricultores familiares na construção do conhecimento agroecológico nos Municípios de Igarapé-Açu e Marapanim, identificando às razões que tem levado a incorporação de princípios agroecológicos no manejo do agroecossistema. Para isso, foram avaliados os processos metodológicos e as ferramentas participativas experimentadas pelos agricultores familiares para introdução de um conjunto de práticas agroecológicas em seus sistemas de uso da terra que se mostram promissoras para melhorar a sustentabilidade dos agroecossistemas. O uso do fogo foi reduzido de 28,5ha observado em 2005 para apenas 2ha em 2011, a diversificação da produção teve um aumento de 51% quando comparado o período de 2005 a 2011 com a implantação de 42ha de sistemas agroflorestais multiestratificados no período de 2006 a 2007 e ampliação para 55ha em 2011, representado 13ha a mais do planejado pelo projeto Raízes da Terra. Concluindo-se que o processo de construção do conhecimento agroecológico praticado pelos agricultores familiares do projeto Raízes da Terra contribuiu para o desenvolvimento de uma agricultura de base agroecológica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Cultivando autonomia: análise da socioeconomia e agrobiodiversidade no quilombo de Providência, Salvaterra, Ilha do Marajó/PA(Universidade Federal do Pará, 2020-06-15) LEÃO, Victor Miranda; STEWARD, Angela May; http://lattes.cnpq.br/6123114287861055As comunidades tradicionais quilombolas têm nas práticas produtivas tradicionais uma estratégia de manutenção do seu modo de vida e reforço de sua identidade cultural. Desse modo, o presente trabalho visa investigar o papel da agrobiodiversidade nas estratégias econômicas e alimentares, registrando os saberes e práticas tradicionais associadas a ela, assim como sua relação com a soberania alimentar na comunidade quilombola de Providência, Salvaterra, Marajó, PA. Metodologicamente, a pesquisa ocorreu com onze representantes de nove unidades familiares, durante sessenta dias nos meses de fevereiro, maio, julho e novembro de 2019, sendo devidamente solicitada e autorizada pela liderança local e pelos demais moradores por meio da assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido. Em seguida, as entrevistas ocorreram com representantes das unidades familiares e a seleção se deu por amostragem não probabilística. Foram realizadas entrevistas não-diretivas e aplicados questionários semiestruturados com perguntas que versavam sobre os aspectos socioeconômicos, produtivos e alimentares, bem como observação participante. Tais dados foram compilados em Microsoft Excel para otimização gráfica e, posteriormente, foram calculados os índices de diversidade e de saliência cultural, bem como a caracterizado o perfil alimentar da comunidade. Como resultado da investigação, pode-se constatar que as práticas produtivas locais estão fortemente atreladas aos costumes religiosos e alimentar local e que as atividades tradicionais, tais como roça, extrativismo, pesca e criação animal, colaboram para a construção da renda familiar, que é composta majoritariamente pelos benefícios sociais do governo. Desse modo, pode-se concluir que as práticas produtivas tradicionais estão diretamente relacionadas a cultura quilombola local que são desenvolvidas em função da agrobiodiversidade, expressas também na fé, religiosidade herança histórica, bem como no cotidiano e nas preferências alimentares do grupo.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efluxo de CO2 do solo em sistemas de produção de palma de óleo na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2017-02-21) COSTA, Alessa Nayhara Mendanha; VASCONCELOS, Steel Silva; http://lattes.cnpq.br/0719395243841543As áreas de florestas tropicais desempenham um importante papel no ciclo global do carbono. No entanto, distúrbios antropogênicos vêm alterando a estrutura do ecossistema e, consequentemente, o balanço de carbono. Avaliar como as alterações de uso da terra influenciam no efluxo de CO2 do solo (principal via de deslocamento do CO2 presente no solo para atmosfera) é importante para compreender como os diferentes tipos de vegetação podem afetar o balanço de carbono. Na Amazônia, o efeito da conversão de áreas para cultivo de palma de óleo sobre o balanço de carbono precisa ser avaliado, em função da expansão em larga escala desses sistemas na região. Neste estudo avaliou-se o efluxo de CO2 do solo, bem como suas variáveis controladoras, em dois sistemas de produção da palma de óleo (monocultivo de palma de óleo e sistemas agroflorestais com palma de óleo). A pesquisa foi desenvolvida no município de Tomé-Açu, em áreas de agricultura familiar e propriedade particular empresarial. O efluxo de CO2 do solo, a temperatura do solo e a umidade gravimétrica do solo foram avaliados entre marco de 2016 e novembro de 2016. O estoque de raízes finas e serapilheira nos sistemas foram avaliados no período de maior precipitação (maio) e menor precipitação (outubro). O efluxo de CO2 do solo foi maior nas áreas de floresta sucessional, intermediário nos sistemas agroflorestais com palma de óleo, e menor nos sistemas convencionais da palma de óleo. O efluxo de CO2 do solo foi maior no período de mais chuvoso e menor no período menos chuvoso. O efluxo de CO2 do solo é sensível à “conversão” de áreas de floresta em cultivos de palma de óleo. O “metabolismo do solo” no sistema de cultivo de palma de óleo mais diversificado (SAF) se assemelha mais ao do sistema mais integro ecologicamente (floresta secundaria).Dissertação Acesso aberto (Open Access) Estoque e ciclagem de carbono de sistemas agroflorestais em Tomé-Açu, Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2010) BRANCHER, Tobias; VASCONCELOS, Steel Silva; http://lattes.cnpq.br/0719395243841543Sistemas agroflorestais (SAFs) consistem em importante prática agrícola de uso da terra voltada a produção e a prestação de serviços ambientais. O objetivo deste trabalho consistiu em realizar um estudo do estoque e ciclagem de carbono de 4 sistemas agroflorestais (SAFs) com idades e composições diferentes, além de uma vegetação secundária (capoeira), no município de Tomé-Açu, na região nordeste do Estado do Pará, Amazônia Oriental. Foram medidos os estoques de carbono no solo, na serrapilheira e na biomassa da parte aérea. O fluxo de carbono foi medido na deposição de material formador de serrapilheira e incremento da biomassa aérea no período de um ano, entre outubro de 2008 e setembro de 2009. Os SAFs foram divididos em quatro categorias, denominados SAF 1, SAF 2, SAF 3 e SAF 4, sendo (SAF 1: cacau, açaí, bananeira e seringueira, 14 anos de idade, SAF 2: cacau, açaí, bananeira, seringueira, taperebá, paricá e macacaúba, 14 anos de idade, SAF 3: cupuaçu, açaí, teca e mogno, 9 anos de idade, SAF 4:cupuaçu, açaí e paricá, 9 anos de idade). Em cada sistema, foram instaladas 4 parcelas amostrais, onde foram coletados os dados de diâmetro a altura do peito (DAP) e altura (h), usados posteriormente para estimar a biomassa da parte aérea. Dentro das parcelas foram instalados coletores para medir a deposição de material formador de serrapilheira e realizadas coletas de solo e serrapilheira utilizadas na estimativa dos estoques de carbono. Não houve diferença significativa entre os SAFs analisados para a variável estoque de carbono no solo, assim como não houve diferença no estoque de carbono na biomassa da parte aérea. O SAF 4 teve a maior deposição de serrapilheira anual entre todos os tratamentos. Os SAFs não diferiram da capoeira quanto ao estoque de carbono no solo e serrapilheira. A produtividade primária líquida atingiu 2,54, 6,11, 9,54 e 16,27 Mg C ha-1 ano-1 nos SAFs 1, 2, 3 e 4, respectivamente. A idade dos SAFs não teve efeito significativo na quantidade de carbono acumulada no período de um ano.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Fertilidade e fauna edáfica em solo sob reflorestamento com paricá (Schizolobium amazonicum Huber ex Ducke) no município de Aurora do Pará(Universidade Federal do Pará, 2011-02-28) PEREIRA JÚNIOR, Antônio; ROCHA, Edson José Paulino da; http://lattes.cnpq.br/2313369423727020; RUIVO, Maria de Lourdes Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/9419564604488031Com este estudo objetivou-se avaliar a variação na fertilidade do solo e na fauna edáfica sob reflorestamento com paricá (Schizolobium amazonicum Heber ex. Ducke) em monocultivo ou em sistema agroflorestal quando comparados com floresta secundária em área experimental considerando a sazonalidade da precipitação no período de 2009 e 2010. A área experimental pertence a Fazenda Tramontina Belém S/A, localizada no nordeste paraense, no município de Aurora do Pará. Foram analisados quatro tratamentos submetidos a reflorestamento com: Curauá (Ananas comosus var. erectifolius L.B.Smith), Paricá (Shizolobium var. amazonicum Huber ex Ducke) sob a forma de monocultivos, Paricá + curauá (Ananas comosus var. erectifolius L.B.Smith; Shizolobium var. amazonicum Huber ex Ducke); Paricá + Mogno + Freijó + Curauá (Shizolobium var. amazonicum Huber ex Ducke; Switenia macrophylla, King; Cordia goeldiana Huber; Ananas comosus var. erectifolius L.B.Smith). As amostragens foram realizadas em dezembro de 2009, abril e julho de 2010, o que caracterizou o período sazonal de transição (estiagem para chuva intensa), chuva intensa e estiagem respectivamente, para avaliar a granulometria, densidade aparente, densidade da partícula, porosidade total e umidade atual, bases trocáveis, soma de bases, CTC, acidez, fósforo, teor de carbono orgânico, pH, em três profundidades diferentes (0 – 10 cm. 10 - 20 cm; 20 – 40 cm) e a ocorrência de macrofauna edáfica. Os resultados mostraram a ação dos períodos sazonais sobre a densidade aparente, densidade da partícula, porosidade total do solo. Fatores químicos como, por exemplo, carbono orgânico, cujos teores variaram entre 5,85 g/kg e 13,00 g/kg, com teores elevados no sistema de cultivo S2, sofreu alterações nos períodos sazonais chuva intensa e estiagem. Quanto a fauna edáfica, foram capturados 9.964 invertebrados pertencentes a 26 táxons diferentes. Os mais abundantes foram Hymenoptera- Formicidae (5.805), Coleoptera (1.454), Acari (862), Collembola (649), Diplopoda (307) e Isopoda (110). Dos 26 táxons identificados, aproximadamente 40% deles apresentaram apenas um representante nas três amostragens efetuadas ou em apenas uma delas. Os maiores valores para frequência relativa ocorreu no sistema de cultivo S2, S4 e S3, respectivamente. O maior valor para frequência absoluta ocorreu durante o período sazonal chuva intensa em S1. As áreas sob reflorestamento com monocultivo e sistema agroflorestal paricà + curauá mostraram melhores desempenhos na recuperação da fertilidade do solo e da fauna edáfica comprovando a eficácia do paricá em monocultivo ou em sistema agroflorestal na recuperação da fertilidade do solo e da fauna edáfica.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Importância ambiental e socioeconômica dos sistemas de sombreamento de cacauais: um estudo de caso em Uruará-PA(Universidade Federal do Pará, 2020-04-29) ARAÚJO, Ailton; SILVA, Maristela Marques da; http://lattes.cnpq.br/1620976380900108; BOSCHILIA, Solana Meneghel; http://lattes.cnpq.br/6512542852817389; https://orcid.org/0000-0002-0038-6666O Theobroma cacao é uma espécie vegetal arbórea amazônica. É considerada de sub- bosque por ser encontrada sob o dossel de outras árvores, sendo, portanto, tolerante a sombra quando introduzido ao sistema de cultivo agroflorestal. A cacauicultura foi implantada no Território da Transamazônica e Xingu na década de 1970 e desde então tem apresentado crescimento, tornando o Estado do Pará o maior produtor de cacau do Brasil. A pesquisa teve como objetivo: averiguar a percepção dos alunos da Escola Comunitária Casa Familiar Rural de Uruará e ampliar seus conhecimentos através de um curso de capacitação sobre a importância ambiental e socioeconômica dos sistemas de produção de cacau no município de Uruará-PA. Durante o curso de capacitação utilizamos rodadas de conversas e questionários para levantamento das informações sobre o conhecimento prévio dos alunos sobre a importância das espécies arbóreas florestais existentes nas lavouras de cacau. Também foi utilizado o levantamento de dados ambientais, socioeconômicos e florísticos nas propriedades das famílias dos alunos da CFRU. Percebeu-se que os alunos conhecem grande parte dos problemas ambientais que estão comprometendo o meio ambiente em suas propriedades. Os alunos estão cientes que precisam de medidas para controlar os avanços desses problemas, mas que pouco está sendo feito para que esses problemas sejam amenizados. Nas lavouras de cacau foram identificadas 56 espécies de árvores nativas que foram plantadas ou regeneradas pela brotação de tocos ou germinação de sementes. Das espécies encontradas, todas possuem alguma importância ambiental ou socioeconômica para as famílias donas das propriedades. Foi constatada a presença de diversas espécies da fauna que utilizam dos sistemas agroflorestais em busca de abrigo ou alimento. Dentre as espécies que os agricultores introduzem nas lavouras, a presença de espécies florestais nativas da Amazônia é dominante, havendo algumas endêmicas do Brasil e outras exóticas. Algumas espécies encontradas constam como em risco de extinção, e estão preservadas dentro do sistema de produção de cacau. Existem nascentes e igarapés sendo protegidos por essas árvores que minimizam o assoreamento causado pelas enxurradas. No final do curso de capacitação, 20 espécies que promovem o sombreamento dos cacauais foram selecionadas para comporem o livro o qual é produto dessa dissertação. O sistema de produção de cacau na agricultura familiar, no Território da Transamazônica e Xingu, não somente é uma fonte de renda para o agricultor, mas possui importância ambiental e socioeconômica com características agroflorestais. Esse ecossistema formado pela união da produção de cacau e árvores amazônicas que promovem seu sombreamento contribuem para a preservação e conservação de diversas espécies, tanto animais quanto vegetais.Dissertação Acesso aberto (Open Access) "O Que mudou?": estudo das trajetórias dos sistemas agroflorestais no município de Irituia-PA(Universidade Federal do Pará, 2019-06-18) GALVÃO, Layse de Nazaré Gonzaga Braga; COUDEL, Emilie Suzanne; http://lattes.cnpq.br/3299840369978601; ALVES, Lívia de Freitas Navegantes; http://lattes.cnpq.br/1337509239539346Esta dissertação trata das trajetórias dos sistemas de produção dos agricultores familiares que trabalham com SAFs no município de Irituia, identificando as condições internas e externas que os levam a introduzir/modificar o SAF. A pergunta que mobiliza a pesquisa é: Como evoluiu, no tempo, o papel dos SAFs nas lógicas familiares de produção, no município de Irituia, Nordeste Paraense? O estudo foi realizado no município de Irituia no ano de 2018. Para compreender as mudanças ocorrentes no sistema de produção foi feita uma análise multi escalar, do contexto agrário e dos estabelecimentos agrícolas, com base no enfoque sistêmico. Para tanto, utiliza-se como método e ferramentas a entrevista histórica, análise documental, análise de paisagem, aplicação de questionários e a análise retrospectiva. Os resultados são apresentados em dois artigos: I – o primeiro artigo identifica os eventos históricos e as mudanças nos fatores externos ao sistema de produção que condicionaram suas transformações para a introdução/ modificação dos SAFs. Verificou-se que os SAFs em Irituia foram consolidados a partir, principalmente, de incentivos endógenos provenientes de ações locais que estimularam a sua expansão/modificação dentro do sistema de produção. Políticas públicas que ocorreram na história, como o PROAMBIENTE, o PAA e o PNAE, a organização social e a estruturação da infraestrutura do município têm estimulado e valorizado a diversificação do SAF e do próprio sistema de produção. II – o segundo artigo analisa as transformações ocorridas nos sistemas de produção ao longo do tempo e as adaptações necessárias para introdução/ modificação dos SAFs. Constatou-se que os agricultores adequam seus sistemas de acordo com as oportunidades, interesses próprios e da família em um dado momento da história. Percebe-se que as trajetórias dos sistemas de produção passam por um período em que a roça entra em crise e, por este e por outros motivos, o SAF vai ganhando espaço nos estabelecimentos agrícolas familiares e no município. De um modo geral, as trajetórias dos sistemas de produção compreendem fases de transformação, de diversificação e agregação de valor, tanto no SAF quanto no sistema de produção como um todo. Há sinalização de recuperação florestal nos estabelecimentos pela prática do SAF e conservação de capoeiras ocasionada pela apicultura. Conclui-se que a expansão do SAF em Irituia e a diversificação do sistema de produção foram possíveis graças ao desenvolvimento estrutural, os interesses e apoio do poder local e o empenho dos agricultores. A inserção dos SAFs nos sistemas de produção proferiu mudanças para além da estrutura do sistema de produção, ocasionando a criação da cooperativa, a mudança da relação dos agricultores com a natureza e a construção de uma nova identidade.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Restauração florestal na Amazônia: uma análise a partir da concorrência de paradigmas e trajetórias tecnológicas na Região de Integração do Bico do Papagaio(Universidade Federal do Pará, 2023-02-15) SILVA, Camila de Cássia do Socorro; MATTOS JÚNIOR, José Sampaio; http://lattes.cnpq.br/2288193304873040; FOLHES, Ricardo Theophilo; http://lattes.cnpq.br/5612208724254738Os recursos naturais são cada vez mais afetados pelo uso massivo que o homem realiza. Como consequência, observa-se a instabilidade do clima, o aumento dos mares, o derretimento das calotas polares, a degradação dos solos, os desmatamentos das florestas, entre outros efeitos. Em várias regiões do mundo, em especial, na Amazônia, a restauração florestal, com os seus variados métodos, tem sido uma alternativa sustentável para mitigar esses efeitos. A discussão sobre trajetórias tecnológicas na Amazônia pode auxiliar na compreensão das agendas de restauração florestal que se multiplicam, pois é nesse meio que se verificam que as trajetórias tecnológicas estabelecem formas de produção distintas, que podem ou não levar em consideração a natureza originária (o bioma florestal amazônico). Devido a isso, os objetivos que nortearam esta pesquisa analisaram a concorrência entre distintas trajetórias tecnológicas, em especial, a T6 (silvicultural) e T2 (agroflorestal) em torno da restauração florestal. A região de estudo é Açailândia, município pertencente à Região de Integração do Bico do Papagaio (RIBP). Para expor a concorrência entre as distintas formas de restauração florestal, optou-se por obter a percepção de quatro grupos de agentes, entre os quais estão os camponeses representando os sistemas agroflorestais, o setor privado representando o reflorestamento com eucalipto, o setor público e os produtores de mudas. Metodologicamente, lançou-se mão do referencial teórico sobre trajetórias tecnológicas na Amazônia. Coletaram-se dados primários e secundários, os primeiros feitos a partir de questionários e entrevistas e os secundários por meio de plataformas e documentos oficiais. Os resultados indicam as distintas forças produtivas entre as trajetórias tecnológicas focos do estudo, pois, constatou-se uma forte concorrência por parte de T6 e, ainda da T7 (soja), ao passo que a T2 continua a resistir por meio dos movimentos agroflorestais, ainda que diante da ausência de apoios institucionais, técnicos e financeiros públicos. Além disso, os resultados apontam que apesar da resistência dos movimentos agroflorestais, há uma forte pressão por recursos naturais vindos da T6 e T7, principalmente, por terra, processos que conjecturam para o enfraquecimento da restauração florestal pelos métodos agroflorestais mais sustentáveis, tais quais, são realizados pela T2.
