Navegando por Assunto "Sociedades de insetos"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos da orfandade sobre o comportamento e longevidade de operárias de Scaptotrigona aff. postica (Hymenoptera: Apidae, Meliponini)(Universidade Federal do Pará, 2018-04-02) LOPES, Bárbara dos Santos Conceição; CONTRERA, Felipe Andrés León; http://lattes.cnpq.br/0888006271965925A morte da rainha fisogástrica pode implicar na desorganização comportamental das operárias de abelhas eussociais, que podem assumir diversas estratégias reprodutivas e comportamentais. Para as operárias a longevidade está relacionada ao esforço fisiológico desempenhado durante sua vida, mas as condições internas da colônia também afetam a longevidade, como a presença ou ausência de rainha. Nesse sentido, o objetivo do trabalho foi estudar o comportamento e a longevidade da população de operárias de abelhas sem ferrão em colônias órfãs, comparando-as com colônias com rainha fisogástrica presente. Para isso, foram utilizadas oito colônias de Scaptotrigona aff. postica, sendo quatro colônias com rainha e quatro sem rainha. Cada colônia teve o total de 1.200 operárias marcadas com cores diferentes por dia de nascimento (idade zero), obtendo assim grupos de idade. Durante 100 dias observamos atividade de forrageio colonial, idade das operárias que constroem células de cria, idade de forrageio e longevidade em todas as colônias, com rainha (CR) e sem rainha (SR). Ao longo do tempo em colônias CR a atividade de forrageio diminuiu ligeiramente; entretanto, as colônias SR apresentaram maior redução no número de forrageiras (X2 = 48.874; Gl = 1; p < 0.001). Em colônias órfãs observamos que ao longo do tempo, além das operárias jovens, as operárias mais velhas também constroem células de cria; já em colônias com rainha as operárias que participaram da construção de novas células de cria foram apenas as de idade jovem (X2 = 116.11; Gl = 1; p < 0.001). Em ambas as colônias, CR e SR, a idade de forrageio aumentou ao longo do tempo, porém em colônias SR observamos forrageiras com idade muito avançada (X2 = 66.546; Gl = 1; p < 0.001). A longevidade máxima encontrada para operárias de colônias com rainha foi de 54 dias de idade e para as operárias órfãs foi de 79 dias de idade. As curvas de sobrevivência de Kaplan-Meier indicaram diferenças significativas entre colônias CR e SR (p < 0.001). Dessa forma, concluímos que (1) operárias de S. aff. postica em colônias sem rainha realmente diminuem a atividade externa ao longo do tempo; (2) as operárias órfãs de idade avançada continuam construindo células de cria, provavelmente, para tentar produzir machos; (3) é possível que as operárias de colônias SR passam a evitar o forrageio e realizam essa tarefa apenas eventualmente ou elas tendem a realizar essa atividade mais tarde; (4) o comportamento egoísta de se reproduzir, evitando o forrageamento e seus riscos e, assim, permanecendo mais tempo dentro da colônia pode prolongar a longevidade das operárias de S. aff. postica em colônias órfãs.Dissertação Acesso aberto (Open Access) Efeitos de perturbações antrópicas sobre os fatores ambientais e espaciais na estruturação de metacomunidades de insetos aquáticos na Amazônia Oriental(Universidade Federal do Pará, 2022-07) OLIVEIRA, Stéfany Vitória Santos; FARIA, Ana Paula Justino de; http://lattes.cnpq.br/6041546003155327; https://orcid.org/0000-0003-2729-5358; SANTOS, Raphael Ligeiro Barroso; http://lattes.cnpq.br/7227882802366966; https://orcid.org/0000-0001-9717-5461As pressões antrópicas decorrentes de mudanças no uso do solo têm grande potencial para impactar as dinâmicas de metacomunidades de insetos aquáticos, uma vez que elas alteram a qualidade ambiental dos igarapés, e podem impor barreiras a dispersão. O objetivo deste estudo é avaliar como a estruturação de assembleias de insetos aquáticos (ordens Ephemeroptera, Plecoptera e Trichoptera - EPT) em igarapés amazônicos em condições naturais (igarapés controle) e perturbadas por atividades antrópicas (igarapés alterados) é influenciada por características dos habitats fluviais e pela estrutura espacial. Nossas hipóteses são de que em igarapés controle as características do habitat são o principal fator de estruturação das assembleias de EPT, e que em igarapés alterados as características do habitat relacionadas com perturbações antrópicas e a estrutura espacial são os principais fatores de estruturação das assembleias. Foram amostrados 74 igarapés na bacia do Rio Capim, Pará, Brasil, sendo 38 igarapés controle e 36 igarapés alterados. Em cada um deles foram mensuradas variáveis ambientais associados à química da água, hidromorfologia do canal, tipos de sedimentos, vegetação ripária e abrigo para os insetos, além da proporção de usos do solo e as assembleias de EPT. Nossos resultados mostraram que várias características ambientais dos igarapés foram afetadas pelas atividades antrópicas. Os fatores ambientais tiveram maior influência na estruturação das assembleias de EPT do que os outros fatores avaliados, tanto nos igarapés controle quanto nos alterados. A influência do fator espacial foi muito fraca. As assembleias de igarapés alterados foram estruturadas tanto por variáveis ambientais afetadas pelos distúrbios quanto por variáveis sujeitas à variação natural, demonstrando que as assembleias nesses ambientais não são governadas somente pela atuação das alterações ambientais. Nosso estudo demonstra a importância do processo de seleção de espécies em metacomunidades de igarapés amazônicos, e o papel do distúrbio nesse processo.
