Navegando por Assunto "Socio- environmentalconflicts"
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Dissertação Acesso aberto (Open Access) Conflitos socioambientais e resistência camponesa: estudo do efeito da utilização da hidrovia Tapajós-Amazonas em uma comunidade ribeirinha do estuário amazônico(Universidade Federal do Pará, 2019-08-06) MESQUITA, Jaqueline Raquel Cardoso; ALVES, Livia de Freitas Navegantes; http://lattes.cnpq.br/1337509239539346; TORRES, Maurício Gonsalves; BRINGEL, Fabiano de Oliveira; STEWARD, Angela May; http://lattes.cnpq.br/3514108376561503; http://lattes.cnpq.br/3108578185436706; http://lattes.cnpq.br/6123114287861055; https://orcid.org/0000-0002-8380-9096O avanço do agronegócio na Amazônia brasileira traz consigo uma série de conflitos socioambientais para os povos e comunidades tradicionais que habitam os espaços pleiteados pelo grande capital para implantação dos seus projetos. Para estudar os conflitos socioambientais decorrentes da utilização do furo do Capim como parte da hidrovia Tapajós- Amazonas, foi necessário identificarmos quais as mudanças ocorridas na ilha do Capim e descrever de que forma ocorre a espacialização das narrativas dos ribeirinhos sobre a percepção dessas transformações, que compõe o primeiro artigo deste trabalho. Para isso realizamos entrevistas históricas, aplicação de questionários, observação participante e oficinas para análise de conflitos socioambientais. No segundo artigo focamos em analisar de que forma as transformações estão relacionadas com a desterritorialização dos ribeirinhos, partindo de um estudo que discorre sobre a territorialização do agronegócio e as mudanças ocasionadas nas práticas produtivas e alimentares das famílias. Para isso foi necessário realizarmos entrevistas históricas, questionários, observação participante e croqui de acesso aos alimentos das famílias ribeirinhas. No terceiro e último artigo buscamos pautar as ações do agronegócio na ilha do Capim e seus arredores e contextualizar o histórico da resistência das famílias frente à apropriação e uso do seu território. Para isso realizamos entrevistas históricas, observação participante e oficina para análise de conflitos socioambientais. Constatamos que as narrativas dos ribeirinhos sobre a percepção dos conflitos socioambientais vivenciados, estão ligadas tanto a elementos individuais como a elementos coletivos. Essas diferenças são resultantes das diversas territorialidades desse mesmo grupo social, sendo todas elas usadas a favor da territorialização e reinvindicação desse território. Verificamos também que ocorreram mudanças nas práticas produtivas e alimentares dos ribeirinhos, após a utilização do furo do Capim como parte da hidrovia, e que essas mudanças são percebidas como negativas por eles. Ainda identificamos que as ações do agronegócio são articuladas de forma a desterritorializar os ribeirinhos, que por sua vez se articulam com instituições que os apoiam e promovem iniciativas que afirmam o direito de permanência em seus territórios.
